{"id":743,"date":"2006-05-18T13:23:30","date_gmt":"2006-05-18T16:23:30","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=743"},"modified":"2006-05-18T13:23:30","modified_gmt":"2006-05-18T16:23:30","slug":"moradores-e-vereadores-pedem-estudo-sobre-erbs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/moradores-e-vereadores-pedem-estudo-sobre-erbs\/","title":{"rendered":"Moradores e vereadores pedem estudo sobre ERBs"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/Cidade2\/med_eleuza_elsonsempe.jpg?0.37343991874707594\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"452\" \/><br \/>\n<\/strong><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Eleuza Moraes: &#8220;Antenas formam tri\u00e2ngulo do medo&#8221; (Fotos: Elson Semp\u00e9\/CMPA)<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Helen Lopes<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O debate sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a incid\u00eancia de c\u00e2ncer e antenas de telefonia celular atraiu 40 pessoas ao audit\u00f3rio Ana Terra da C\u00e2mara Municipal de Porto Alegre na tarde de ter\u00e7a-feira, 16 de maio.<\/p>\n<p align=\"justify\">A reuni\u00e3o conjunta das Comiss\u00f5es de Sa\u00fade e Meio Ambiente (Cosmam) e de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Seguran\u00e7a Urbana (Cedecondh) come\u00e7ou com o relato do Movimento dos Moradores de Petr\u00f3polis contra as ERBs (Esta\u00e7\u00f5es de R\u00e1dio Base).<\/p>\n<p align=\"justify\">O grupo suspeita que tr\u00eas equipamentos das empresas Claro, Tim e Vivo, instalados num raio de 50 metros nas ruas Felipe de Oliveira, Gen. Souza Doca e \u00c1lvares Machado estejam provocando tumores em fun\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o emitida pelas ERBs.<\/p>\n<p align=\"justify\">Representando o movimento, a dentista Eleuza de Moraes chamou as tr\u00eas antenas de \u201ctri\u00e2ngulo do medo\u201d que preocupa a vizinhan\u00e7a h\u00e1 cinco anos. Al\u00e9m de recentes casos de c\u00e2ncer na vizinhan\u00e7a, ela relatou outras queixas de moradores, que sofrem com dores nas articula\u00e7\u00f5es, zumbido nos ouvidos, cansa\u00e7o e depress\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cN\u00e3o podemos comprovar a rela\u00e7\u00e3o com as antenas, por isso queremos que seja feito um estudo atrav\u00e9s de alguma universidade\u201d, reivindica Eleuza. A comunidade tamb\u00e9m exige a retirada imediata das ERBs, que est\u00e3o irregulares.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com a lei municipal que regulamenta o assunto, aprovada em abril de 2002 e que est\u00e1 em vigor desde 30 de abril de 2005, a dist\u00e2ncia m\u00ednima entre as ERBs \u00e9 de 500 metros, o que n\u00e3o \u00e9 respeitado no local.<\/p>\n<p align=\"justify\">O momento mais tenso do depoimento de Eleuza foi quando ela relatou tr\u00eas casos de mulheres que tiveram c\u00e2ncer de \u00fatero, bem em frente a uma das antenas. \u201dSer\u00e1 coincid\u00eancia?\u201d, questiona a ativista. Em 2005, o movimento promoveu um abaixo-assinado, entregue ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, em que cada um relatou os sintomas sentidos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Vereadores decidiram enviar of\u00edcio ao Executivo, solicitando esclarecimentos. \u201cQueremos que a Prefeitura fa\u00e7a uma avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica para saber se h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre as ERBs e os casos de c\u00e2ncer\u201d, destacou o vereador Carlos Todeschini (PT).<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #cc3300\">Anatel fez medi\u00e7\u00e3o no Petr\u00f3polis<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) apresentou a medi\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o feita no bairro Petr\u00f3polis entre 12 e 15 de maio. O estudo, providenciado ap\u00f3s o convite para participar da audi\u00eancia, aponta que os \u00edndices registrados em tr\u00eas pontos do quarteir\u00e3o citado pelos moradores s\u00e3o inferiores ao da lei porto-alegrense, a mais r\u00edgida do Brasil.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em dois pontos na rua Souza Doca \u2013 um a 46 metros do p\u00e9 da torre e a 60 metros da antena e o outro a 25 metros da torre e a 45 metros da antena \u2013 o n\u00edvel m\u00e9dio foi de 0,42 Voltz\/metro e 0,45 Voltz\/metro, respectivamente. Na rua \u00c1lvares Machado, a medi\u00e7\u00e3o foi feita no terra\u00e7o de um pr\u00e9dio e apontou um valor m\u00e9dio de 3,01 Voltz\/metro.<\/p>\n<p align=\"justify\">A lei municipal estipula que o n\u00edvel m\u00e1ximo de radia\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4 Voltz\/metros e o da Anatel \u00e9 de 39 voltz por metro. Ou seja nesse aspecto, as antenas estariam legais. Segundo a Prefeitura, a cidade tem 522 ERBs, entre regulares e irregulares. De acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Operadoras de Celulares (Acel), o Brasil \u00e9 o quinto pa\u00eds em n\u00famero de usu\u00e1rios de celular. De cada grupo 100 pessoas, 44 t\u00eam celular.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Empresas foram autuadas<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O engenheiro Ant\u00f4nio Preto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM) diz que as empresas de telefonia\u00a0j\u00e1 foram autuadas pelo descumprimento da lei municipal, que estabelece a dist\u00e2ncia m\u00ednima de 500 metros entre as antenas de celular, 50 metros de escolas, hospitais e cl\u00ednicas, e 5 metros do terreno vizinho.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os equipamentos s\u00f3 n\u00e3o foram retirados ainda porque o processo administrativo est\u00e1 em andamento. \u201cAs operadoras entraram com recursos e, enquanto n\u00e3o se esgotarem os tr\u00e2mites legais, n\u00e3o podemos retirar as ERBs\u201d, justifica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao inv\u00e9s de uma resposta direta sobre o caso, as empresas apresentaram um v\u00eddeo com depoimento de um representante da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). O material da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Operadoras de Celulares (Acel) tenta desmistificar eventuais efeitos das ERBs na sa\u00fade do ser humano.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com o material, a OMS est\u00e1 trabalhando no projeto \u201cCampos Eletromagn\u00e9ticos\u201d, que ter\u00e1 resultados em 2008. O estudo constatou at\u00e9 o momento que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o aumenta a temperatura e altera as enzimas do corpo.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Opini\u00f5es distintas entre especialistas<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Conforme o engenheiro Gl\u00e1ucio Siqueira, que estuda telecomunica\u00e7\u00f5es h\u00e1 22 anos, a radia\u00e7\u00e3o espec\u00edfica das antenas n\u00e3o prejudica o homem. Mas o especialista, que tamb\u00e9m \u00e9 professor da PUCRJ, fez uma ressalva, que repetiu diversas vezes. \u201cComo tudo na vida, em excesso faz mal\u201d, salientou o pesquisador, que presta servi\u00e7os \u00e0 Acel. Ele tamb\u00e9m admitiu que h\u00e1 estudos que apontam grandes malef\u00edcios e outros que garantem que s\u00e3o m\u00ednimos.<\/p>\n<p align=\"justify\">O professor do Departamento de Engenharia El\u00e9trica da UFRGS, \u00c1lvaro Salles, diz que a comunidade cient\u00edfica ainda n\u00e3o sabe exatamente o ponto em que a exposi\u00e7\u00e3o prolongada a radia\u00e7\u00f5es n\u00e3o ionizantes (oriundas de equipamentos das telecomunica\u00e7\u00f5es, como telefone celular e Esta\u00e7\u00e3o de R\u00e1dio-Base) deixa de ser segura e passa a ser danosa ao organismo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O engenheiro explica que existem dois tipos de exposi\u00e7\u00e3o ao campo eletromagn\u00e9tico: as de alto n\u00edvel (intensidade) e curta dura\u00e7\u00e3o, que ocorrem quando se fala ao celular; e as de baixo n\u00edvel e longa dura\u00e7\u00e3o, propagadas pelas ERBs. De acordo com Salles, os dois casos s\u00e3o mal\u00e9ficos \u00e0 sa\u00fade, pois podem causar a quebra simples ou dupla da h\u00e9lice do DNA e altera\u00e7\u00e3o da barreira hemato-encef\u00e1lica, o que pode afetar o sistema nervoso. \u201cO efeito de alta intensidade e curta dura\u00e7\u00e3o todo mundo reconhece porque sente\u201d, observa o pesquisador.<\/p>\n<p align=\"justify\">A m\u00e9dica Geila Rad\u00fcnz Vieira, da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria da Secretaria de Sa\u00fade Municipal (SMS), estuda o tema h\u00e1 10 anos. Ela questionou o v\u00eddeo apresentando pela Acel, pois al\u00e9m de ter partes editadas, n\u00e3o considera os estudos da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). \u201cPesquisas nesta \u00e1rea levam cerca de 60 anos para obter resultados seguros e esses dados est\u00e3o com a OIT\u201d, garante a assessora t\u00e9cnica da SMS, que participou da elabora\u00e7\u00e3o da lei municipal e \u00e9 integrante da C\u00e2mara T\u00e9cnica de ERBs e do Conselho Municipal de Meio Ambiente. Para Geila, a discuss\u00e3o sobre poss\u00edveis efeitos das ERBs \u00e0 sa\u00fade j\u00e1 est\u00e1 superada. \u201cAs operadores devem \u00e9 cumprir a lei\u201d, resume.<\/p>\n<p align=\"justify\">Leia mat\u00e9ria publicada no jornal J\u00c1 Porto Alegre em julho de 2005.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eleuza Moraes: &#8220;Antenas formam tri\u00e2ngulo do medo&#8221; (Fotos: Elson Semp\u00e9\/CMPA) Helen Lopes O debate sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a incid\u00eancia de c\u00e2ncer e antenas de telefonia celular atraiu 40 pessoas ao audit\u00f3rio Ana Terra da C\u00e2mara Municipal de Porto Alegre na tarde de ter\u00e7a-feira, 16 de maio. 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