{"id":755,"date":"2006-06-19T13:33:39","date_gmt":"2006-06-19T16:33:39","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=755"},"modified":"2006-06-19T13:33:39","modified_gmt":"2006-06-19T16:33:39","slug":"a-vedete-do-inverno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-vedete-do-inverno\/","title":{"rendered":"A vedete do inverno"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Finos, coloniais, tintos e brancos. N\u00e3o importa o tipo. Basta chegar o frio para os ga\u00fachos procurarem as prateleiras de vinho. Assim como a produ\u00e7\u00e3o, a oferta tem aumentado nos \u00faltimos anos. Entre os comerciantes de bairro, h\u00e1 a convic\u00e7\u00e3o de que a melhor forma de vender vinho \u00e9 criando o h\u00e1bito do consumo freq\u00fcente. O que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Adegas e distribuidoras da capital ga\u00facha n\u00e3o dependem mais do com\u00e9rcio sazonal. &#8220;No inverno o consumo dobra, mas no ver\u00e3o n\u00e3o ficamos mais parados&#8221;, garante Dirceu de Castro, da Ametista Bebidas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para quem n\u00e3o tem o h\u00e1bito de consumir a bebida, o frio vem a calhar. O vinho esquenta e d\u00e1 um toque especial naquela g\u00e9lida noite de s\u00e1bado em que a rua n\u00e3o \u00e9 a op\u00e7\u00e3o mais convidativa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Gabriela Martinez, propriet\u00e1ria da Antares Vinhos, aconselha come\u00e7ar pelos mais baratos e de uma \u00fanica vin\u00edfera. &#8220;Assim a pessoa come\u00e7a a conhecer o sabor de cada uva e pode determinar qual o que mais lhe agrada&#8221;. Simone Lubus, da Casa dos Vinhos, acrescenta que o paladar pessoal \u00e9 muito importante nessa hora. &#8220;O melhor vinho para mim, pode ser o pior para outra pessoa&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pensando na descoberta desse mundo, as lojas locais oferecem algumas variedades da bebida para degusta\u00e7\u00e3o. Na Casa dos Vinhos e na Antares, a oportunidade \u00e9 nos s\u00e1bados, do in\u00edcio da manh\u00e3 at\u00e9 a tarde. Na Ametista, Casa de Baco e na Vinhos do Mundo, as provas est\u00e3o dispon\u00edveis todos os dias. Os lojistas garantem: se o cliente quiser, pode abrir uma garrafa para experimentar.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3333\">Contrabando<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Mesmo com o aumento gradativo do consumo, os comerciantes enfrentam uma pesada concorr\u00eancia. &#8220;Sofremos com o contrabando de mercadorias da Argentina e Uruguai&#8221;, denuncia Dirceu de Castro. Ele acredita que seu lucro seja prejudicado em torno de 30%. Uma garrafa vendida por R$ 30, por exemplo, pode custar menos de R$ 10 no mercado negro. Segundo os comerciantes, o contrabando acontece por falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o nos free-shops \u2013 as cotas de compra n\u00e3o s\u00e3o respeitadas e a alf\u00e2ndega faz vista grossa.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Isso \u00e9 muito pior do que a concorr\u00eancia dos supermercados&#8221;, compara Simone Lubus, da Casa dos Vinhos. Os grandes varejistas s\u00e3o encarados como concorr\u00eancia indireta para o com\u00e9rcio local. Primeiro, porque os lojistas atendem a rede de bares e restaurantes. E tamb\u00e9m porque primam pelo atendimento individual, personalizado, criando uma identifica\u00e7\u00e3o com cada cliente. Assim, \u00e9 poss\u00edvel oferecer sempre uma promo\u00e7\u00e3o adequada ou uma novidade &#8220;perfeita&#8221; para cada consumidor. Outro diferencial \u00e9 a oferta de produtos de vin\u00edcolas que n\u00e3o est\u00e3o nas g\u00f4ndolas de supermercados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os lojistas de Porto Alegre tamb\u00e9m reclamam das altas taxas de impostos. &#8220;O Governo do Estado n\u00e3o briga por um produto em que o Rio Grande do Sul \u00e9 o maior destaque&#8221;, queixa-se Olinto Albuquerque, da Cantina do Baco. Ele tamb\u00e9m critica os altos pre\u00e7os praticados em restaurantes. &#8220;A margem de lucro \u00e9 exagerada: enquanto na cerveja eles aumentam o valor em 20% ou 30%, nos vinhos essa porcentagem chega a 200%&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por outro lado, o pre\u00e7o de importa\u00e7\u00e3o de vinhos da Am\u00e9rica do Sul teve queda, em fun\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio no Brasil. &#8220;O pre\u00e7o do d\u00f3lar est\u00e1 caindo h\u00e1 tempo, mas s\u00f3 esse ano conseguimos repassar para o consumidor&#8221;, explica Gabriela Martinez, da Antares Vinhos. Para a chilena, a grande dica nos importados \u00e9 apostar nas uvas caracter\u00edsticas de cada regi\u00e3o: Malbec, na Argentina; Carmen\u00e9re e Cabernet Sauvignon no Chile, Tannat no Uruguai s\u00e3o bons exemplos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3333\">Crescimento<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Se dez anos atr\u00e1s as vin\u00edcolas ga\u00fachas produziam quase exclusivamente os chamados vinhos coloniais, ou de mesa, com uvas comuns como Isabel, Bourdeaux ou Ni\u00e1gara, hoje conseguem qualidade surpreendente, mesmo para paladares mais exigentes como o de Leocir Vanazzi, diretor comercial da Vinhos do Mundo. A evolu\u00e7\u00e3o veio com um investimento pesado em tecnologia.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Hoje, a produ\u00e7\u00e3o de espumantes no Rio Grande do Sul \u00e9 excelente&#8221;, elogia Vanazzi. Simone Nubus, da Casa dos Vinhos tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a bebida, que, segundo ela, &#8220;v\u00eam se destacando nos mais diversos concursos internacionais&#8221;. A partir da pesquisa de solo ideal, tecnologia de irriga\u00e7\u00e3o por gotejamento e cursos de forma\u00e7\u00e3o de en\u00f3logos, a produ\u00e7\u00e3o vin\u00edfera ga\u00facha se destacou no mercado nacional e j\u00e1 compete com os importados.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3333\">Algumas adegas nos bairros centrais da cidade<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">* <strong>Ametista Bebidas e Alimentos<\/strong> \u2013 F: 3342.8064<\/p>\n<p align=\"justify\">Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, 2552 \u2013 Floresta<\/p>\n<p align=\"justify\">* <strong>Antares Vinhos<\/strong> \u2013 F: 3388.4280\/3024.5366<\/p>\n<p align=\"justify\">Ven\u00e2ncio Aires, 853\/loja B \u2013 Santana<\/p>\n<p align=\"justify\">* <strong>Armaz\u00e9m da Cidade<\/strong> \u2013 F: 3388.5559<\/p>\n<p align=\"justify\">Mercado Bom Fim, loja 10<\/p>\n<p align=\"justify\">* <strong>Cantina do Baco<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Coronel Feij\u00f3, 901 \u2013 Higien\u00f3polis<\/p>\n<p align=\"justify\">* <strong>Casa dos Vinhos<\/strong> \u2013 F: 3332.3921\/3388.7058<\/p>\n<p align=\"justify\">Alcides Cruz, 398 \u2013 Santa Cec\u00edlia<\/p>\n<p align=\"justify\">* <strong>Giuliano Vinhos<\/strong> \u2013 F: 3395.4597\/3395.1343<\/p>\n<p align=\"justify\">Dinarte Ribeiro, 36 \u2013 Moinhos de Vento<\/p>\n<p align=\"justify\">* <strong>Porto Vinhos<\/strong> \u2013 F: 3268.3468<\/p>\n<p align=\"justify\">Barros Cassal, 689\/13 \u2013 Bom Fim<\/p>\n<p align=\"justify\">* <strong>Sabra Delicatessen<\/strong> \u2013 F: 3311.9038\/3311.3666<\/p>\n<p align=\"justify\">Fernandes Vieira, 366 \u2013 Bom Fim<\/p>\n<p align=\"justify\">* <strong>Vinhos do Mundo<\/strong> \u2013 F: 3346.6592\/ 3226.1911<\/p>\n<p align=\"justify\">Cristov\u00e3o Colombo, 1493 \u2013 Floresta<\/p>\n<p align=\"justify\">Jo\u00e3o Alfredo, 557 \u2013 Cidade Baixa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naira Hofmeister Finos, coloniais, tintos e brancos. N\u00e3o importa o tipo. Basta chegar o frio para os ga\u00fachos procurarem as prateleiras de vinho. Assim como a produ\u00e7\u00e3o, a oferta tem aumentado nos \u00faltimos anos. 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