{"id":7612,"date":"2010-10-23T12:20:20","date_gmt":"2010-10-23T15:20:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=7612"},"modified":"2010-10-23T12:20:20","modified_gmt":"2010-10-23T15:20:20","slug":"governo-recebe-propostas-para-linha-de-barcos-no-guaiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/governo-recebe-propostas-para-linha-de-barcos-no-guaiba\/","title":{"rendered":"Governo do Estado recebe propostas para linha de  barcos no Guaiba"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Geraldo Hasse<\/strong><br \/>\nO engui\u00e7o por quatro horas da ponte Get\u00falio Vargas, \u00e0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es de 3 de outubro, esquentou a campanha pela constru\u00e7\u00e3o de uma nova ponte sobre o rio Jacu\u00ed e colocou na ordem do dia a volta do servi\u00e7o de barca ligando Porto Alegre ao outro lado do lago Gua\u00edba.<br \/>\nHouve tantas coincid\u00eancias em torno do mesmo tema que pareceu arma\u00e7\u00e3o eleitoral.<br \/>\nNo Armaz\u00e9m 3B do cais do porto, dia 30 de setembro, armou-se um palco para formalizar o lan\u00e7amento do edital de licita\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de transporte hidrovi\u00e1rio de passageiros entre a capital e Gua\u00edba.<br \/>\nO prazo para a entrega de propostas expira no dia 30 de outubro. O governo do estado exige que o servi\u00e7o seja feito em barcos catamar\u00e3 (casco duplo) com capacidade para transportar 120 pessoas sentadas.<br \/>\nLevando em conta contatos feitos h\u00e1 pouco mais de um ano, quando a governadora Yeda Crusius foi levada a passear de catamar\u00e3 no Gua\u00edba, a licita\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o tem a proa apontada para a Ouro e Prata, empresa ga\u00facha que explora eficientemente o transporte rodovi\u00e1rio h\u00e1 mais de 50 anos e tem interesse no modal hidrovi\u00e1rio, uma op\u00e7\u00e3o \u00f3bvia na regi\u00e3o metropolitana ga\u00facha, cercada de \u00e1gua por quase todos os lados.<br \/>\nO diretor-presidente da Ouro e Prata, Hugo Fleck, disse \u00e0 imprensa que est\u00e1 disposto a criar uma empresa exclusiva para fazer a travessia do Gua\u00edba.<br \/>\nPara ganhar a concorr\u00eancia por 30 anos, o operador precisa investir um m\u00ednimo de R$ 2 milh\u00f5es por barco, mantendo-se duas unidades em opera\u00e7\u00e3o e uma de reserva.<br \/>\nNa capital, o embarque e desembarque de passageiros ser\u00e3o feitos num trapiche flutuante no Armaz\u00e9m 3B, onde haver\u00e1 um estacionamento para os ve\u00edculos dos usu\u00e1rios do servi\u00e7o.<br \/>\nA travessia do Gua\u00edba por barcas (para ve\u00edculos e passageiros) foi interrompida em 1960, depois da inaugura\u00e7\u00e3o do sistema de pontes sobre os rios formadores do lago da capital.<br \/>\nFoi retomada temporariamente em 1980 e ensaiada novamente em 2006, quando n\u00e3o apareceram candidatos ao servi\u00e7o ofertado em edital.<br \/>\nSegundo estimativa dos respons\u00e1veis, haveria pelo menos 4 mil pessoas dispostas a fazer diariamente a travessia no tempo de 25 minutos. Se 60% desse potencial optar pelas barcas, ter\u00edamos 20 viagens di\u00e1rias ida e outras tantas de volta.<br \/>\nO n\u00famero de passageiros ser\u00e1 provavelmente maior, dado o crescimento econ\u00f4mico das cidades situadas do outro lado do lago.<br \/>\nSegundo o mesmo levantamento oficial , os \u00f4nibus entre Gua\u00edba e Porto Alegre transportam diariamente 24 mil pessoas, com tarifa de 4 a 5 reais.<br \/>\nN\u00e3o se sabe o movimento de outras cidades como Eldorado do Sul, mas todos esses passageiros e ve\u00edculos correm riscos crescentes de congestionamentos na BR-116 e no acesso ao centro da capital, especialmente quando o tr\u00e1fego se interrompe para dar passagem a algum barco sob o v\u00e3o m\u00f3vel da Ponte Get\u00falio Vargas, inaugurada no finalzinho de 1958.<br \/>\nSegundo a campanha pela nova ponte, o v\u00e3o m\u00f3vel \u00e9 uma antiguidade prestes a engui\u00e7ar para sempre. H\u00e1 quase dez anos cresce no eixo Porto Alegre-Eldorado do Sul uma associa\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas do v\u00e3o m\u00f3vel.<br \/>\n\u00c9 nesta \u00faltima cidade que se concentra o maior clamor contra o \u201cdescalabro\u201d.<br \/>\nNa realidade, o problema cresceu com a expans\u00e3o do transporte rodovi\u00e1rio de cargas e de passageiros.<br \/>\nCinquenta anos atr\u00e1s, os motoristas da reduzida frota ent\u00e3o existente toleravam a paralisa\u00e7\u00e3o de meia hora ou pouco mais, para a passagem de um barco, pelo menos uma vez por dia.<br \/>\nAgora, formam-se rapidamente filas de quil\u00f4metros cujos exaltados membros reclamam o fechamento da hidrovia acima da ponte, o que contraria os direitos da navega\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO crescimento do transporte em geral estabeleceu um impasse no maior s\u00edmbolo da modernidade de Porto Alegre, a ponte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Geraldo Hasse O engui\u00e7o por quatro horas da ponte Get\u00falio Vargas, \u00e0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es de 3 de outubro, esquentou a campanha pela constru\u00e7\u00e3o de uma nova ponte sobre o rio Jacu\u00ed e colocou na ordem do dia a volta do servi\u00e7o de barca ligando Porto Alegre ao outro lado do lago Gua\u00edba. 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