{"id":762,"date":"2006-07-14T13:40:16","date_gmt":"2006-07-14T16:40:16","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=762"},"modified":"2006-07-14T13:40:16","modified_gmt":"2006-07-14T16:40:16","slug":"aproxima-se-do-fim-a-novela-do-zoneamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/aproxima-se-do-fim-a-novela-do-zoneamento\/","title":{"rendered":"Aproxima-se do fim a novela do zoneamento"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/Reflorestamento%20Metade%20Sul\/med_zoneamento.jpg?0.05404217081502899\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"353\" \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Detalhe da regi\u00e3o do Estado que registra maior n\u00famero de plantios florestais, como ilustram as manchas verdes do mapa<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Geraldo Hasse<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Vinte anos depois das primeiras resolu\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional do Meio Ambiente sobre o licenciamento ambiental para plantios florestais, os \u00f3rg\u00e3os ambientais ainda tentam ajustar sua conduta. No Rio Grande do Sul,\u00a0 pressionada pelos fatos, a Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Fepam) trabalha h\u00e1 dois anos para criar normas que regulem o crescimento acelerado da \u00e1rea ocupada por plantios florestais. \u201cO zoneamento ambiental \u00e9 um instrumento t\u00e9cnico mais firme do que um plano diretor\u201d, diz o assessor da presid\u00eancia da Fepam, Mauro Moura.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ele acompanha o trabalho do grupo que elabora as regras do zoneamento ambiental para a silvicultura. Se n\u00e3o houver nenhum problema, o regulamento dever\u00e1 entrar em uso no in\u00edcio de 2007. A partir da\u00ed, al\u00e9m de licenciamento, ser\u00e1 exigido monitoramento da \u00e1rea plantada. A silvicultura ser\u00e1 a segunda atividade agr\u00edcola controlada pela Fepam. A primeira, enquadrada em 2004, \u00e9 a lavoura de arroz irrigado, que ocupa pouco mais de 1 milh\u00e3o de hectares no Estado.<\/p>\n<p align=\"justify\">A primeira fase do zoneamento ambiental foi conclu\u00edda em novembro de 2005. O trabalho procurou identificar as diferentes \u201cunidades paisag\u00edsticas\u201d existentes no Rio Grande do Sul. A partir de janeiro de 2006 o grupo de trabalho passou a detalhar as caracter\u00edsticas socio-ambientais de cada um desses biomas. Nas p\u00e1ginas a seguir, veja o detalhamento deste trabalho e a discuss\u00e3o sobre os plantios florestais no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Estudo divide o Estado em 37 unidades paisag\u00edsticas<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O grupo de trabalho do zoneamento ambiental \u00e9 formado por 12 t\u00e9cnicos \u2013 quatro da Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam), quatro da Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica e quatro do Departamento de Florestas e \u00c1reas Protegidas (Defap) da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).<\/p>\n<p align=\"justify\">No primeiro momento, no final de 2004, eles se dedicaram a definir a metodologia do trabalho, conta Silvia Pagel, engenheira florestal da Fepam. Em seguida levantaram as cartas tem\u00e1ticas contendo dados sobre os rios, solos, vegeta\u00e7\u00e3o, topografia e clima do territ\u00f3rio ga\u00facho. Encerrado em novembro de 2005, esse trabalho resultou na divis\u00e3o do Estado em 37 diferentes unidades paisag\u00edsticas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir de janeiro de 2006 o grupo passou a detalhar as caracter\u00edsticas socio-ambientais de cada um desses biomas. Os dados mais relevantes no caso s\u00e3o a exist\u00eancia ou n\u00e3o de esp\u00e9cies animais ou vegetais end\u00eamicas, as altera\u00e7\u00f5es do meio ambiente, os usos do solo e o balan\u00e7o h\u00eddrico, entre outros. Alguns levantamentos dependem de terceiros. Uma empresa de consultoria tem at\u00e9 o fim de junho para levantar a disponibilidade e o consumo de \u00e1gua em todas as regi\u00f5es ga\u00fachas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Diversos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos est\u00e3o colaborando no esfor\u00e7o para organizar um zoneamento florestal eficiente. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) vai ceder dados do mapeamento do bioma pampa, encomendado pelo ProBio, do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) recebeu verba da CaixaRS para atualizar seu estudo sobre a \u00e1rea ocupada por pinus, eucalipto e ac\u00e1cia, as tr\u00eas esp\u00e9cies madeireiras mais cultivadas no Estado. Sabe-se que o total situa-se entre 300 mil e 400 mil hectares e no m\u00ednimo deve dobrar com os plantios prometidos pela Aracruz, Votorantim e Stora Enso, que t\u00eam projetos de implantar tr\u00eas novas f\u00e1bricas de celulose na Metade Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mais do que um levantamento, a equipe do professor Doadi Brena em Santa Maria est\u00e1 fazendo a identifica\u00e7\u00e3o do potencial de mercado, das demandas e das necessidades do setor florestal no Rio Grande do Sul. Com recursos oferecidos pelo Corede da Zona Sul, t\u00e9cnicos da Embrapa de Pelotas est\u00e3o mapeando as \u00e1reas mais adequadas para o incremento da silvicultura.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Emater forneceu dados sobre \u00e1reas ocupadas por remanescentes de quilombos ga\u00fachos \u2013 s\u00e3o mais de 100. As reservas ind\u00edgenas somam duas dezenas. Com base nessas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 que se vai licenciar o plantio de \u00e1rvores visando a produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima para diversos ramos industriais, principalmente a ind\u00fastria de celulose.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Fepam n\u00e3o existe m\u00e1 vontade com a silvicultura nem preconceito contra qualquer esp\u00e9cie vegetal. H\u00e1 sim preven\u00e7\u00e3o contra o risco do avan\u00e7o de monoculturas. Mas \u00e9 preciso relativizar as coisas, diz Mauro Moura, assessor da presid\u00eancia da Fepam. \u201cEm alguns aspectos a soja pode ser mais perigosa do que o eucalipto\u201d, afirma ele.<\/p>\n<p align=\"justify\">A leguminosa chinesa se adaptou extraordinariamente ao Brasil mas na sua arrancada provocou muita eros\u00e3o no norte ga\u00facho. E seu cultivo exige o uso de herbicidas danosos para o meio ambiente. A engenheira florestal Silvia Pagel v\u00ea com horror a monocultura da cana-de-a\u00e7\u00facar no interior de S\u00e3o Paulo. \u201cQuando falam em deserto verde, eu me lembro dos canaviais. O cultivo de cana tamb\u00e9m exige muita \u00e1gua\u201d, diz ela.<\/p>\n<p align=\"justify\">O balan\u00e7o h\u00eddrico \u00e9 o condicionamento fundamental para o avan\u00e7o ou n\u00e3o da silvicultura comercial no Rio Grande do Sul. Onde houver d\u00e9ficit de \u00e1gua as florestas artificiais n\u00e3o ser\u00e3o licenciadas. Do ponto de vista superficial, a maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a perda de habitats. Nesse sentido, \u201ca silvicultura tem que ser integradora\u201d, diz Silvia Pagel. Em outras palavras, a engenheira florestal da Fepam quer dizer que o plantio de \u00e1rvores pode ser uma alternativa de uso de solo e de renda para o agricultor que sofre com o baixo rendimento da pecu\u00e1ria e apanha do mercado de gr\u00e3os.<\/p>\n<p align=\"justify\">Num plano mais geral, o regramento da atividade florestal pode servir como alavanca para a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas ou nunca olhadas pela pol\u00edtica econ\u00f4mica. \u201cO bioma pampa est\u00e1 abandonado\u201d, diz Mauro Moura, sugerindo que a silvicultura pode ser uma alavanca capaz de direcionar investimentos para a Metade Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #003399\">Leia a \u00edntegra da mat\u00e9ria no Jornal J\u00c1 que est\u00e1 nas bancas<\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Detalhe da regi\u00e3o do Estado que registra maior n\u00famero de plantios florestais, como ilustram as manchas verdes do mapa Geraldo Hasse Vinte anos depois das primeiras resolu\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional do Meio Ambiente sobre o licenciamento ambiental para plantios florestais, os \u00f3rg\u00e3os ambientais ainda tentam ajustar sua conduta. 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