{"id":771,"date":"2006-08-28T13:52:08","date_gmt":"2006-08-28T16:52:08","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=771"},"modified":"2006-08-28T13:52:08","modified_gmt":"2006-08-28T16:52:08","slug":"indios-guaranis-ganham-melhores-condicoes-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/indios-guaranis-ganham-melhores-condicoes-de-vida\/","title":{"rendered":"\u00cdndios guaranis ganham melhores condi\u00e7\u00f5es de vida"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_guarani.jpg?0.1346847167186102\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Dez casas foram planejadas e\u00a0constru\u00eddas para o estilo de vida dos \u00edndios<br \/>\n(Fotos: Carla Ruas\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Carla Ruas<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Um terreno pr\u00f3ximo \u00e0 Parada 22 da Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, abriga h\u00e1 nove anos a aldeia Anhetegu\u00e1, com 70 \u00edndios Mby\u00e1-Guarani. Desde o in\u00edcio do ano, o espa\u00e7o recebe obras dos governos estadual e federal para melhorar a infra-estrutura e qualidade de vida. A comunidade, que ainda mant\u00e9m costumes milenares, celebra a constru\u00e7\u00e3o de novas casas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Secretaria estadual de Habita\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Urbano j\u00e1 entregou 10 casas para a aldeia e deve construir mais tr\u00eas at\u00e9 o final do ano. As resid\u00eancias de madeira foram estrategicamente planejadas para comportar o estilo de vida dos \u00edndios \u2013 com portas grandes, muitas janelas e uma \u00e1rea aberta na frente.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_guarani3.jpg?0.4727422965321229\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"225\" height=\"300\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666\"><span style=\"font-size: xx-small\"><strong>O cacique da aldeia, Cerilo, tamb\u00e9m representa todos os Guarani do Rio Grande do Sul<\/strong><\/span> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\nO cacique da Lomba do Pinheiro, Jos\u00e9 Cerilo, explica que antes da constru\u00e7\u00e3o, foi consultado sobre a forma dos domic\u00edlios. \u201cS\u00f3 assim daria certo porque temos os nossos costumes\u201d, explica o \u00edndio, que tamb\u00e9m \u00e9 cacique dos Guarani do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\">O grupo ainda ter\u00e1 um centro cultural at\u00e9 o final do ano, com a forma de um tatu. O cacique conta que o formato foi escolhido e desenhado por estudantes de arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No local ser\u00e3o realizados rituais da comunidade e eventos para visitantes, como palestras. \u201cFaremos um cronograma das atividades\u201d, garante Cerilo.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_guarani2.jpg?0.04004862726344083\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">O posto de sa\u00fade ind\u00edgena est\u00e1 quase pronto<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Os \u00edndios ainda aguardam a conclus\u00e3o de um posto de sa\u00fade ind\u00edgena, que ser\u00e1 feito com recursos do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O local vai oferecer atendimento especializado aos integrantes da comunidade. At\u00e9 dezembro, outros 23 postos ser\u00e3o entregues a grupos ind\u00edgenas do Rio Grande do Sul, totalizando um investimento de R$ 3 milh\u00f5es, financiados pelo Banco Mundial.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3333\">A aldeia Anhetegu\u00e1<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Reduzidos a aproximadamente mil pessoas no Estado, os \u00edndios Mby\u00e1-Guarani mant\u00eam sua cultura, apesar das dificuldades para sobreviver em \u00e1reas verdes cada vez mais restritas. Na Lomba do Pinheiro, o grupo pesca carpas em um pequeno lago e planta milho e batata doce, entre outros alimentos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Eles tamb\u00e9m produzem artesanato \u2013 miniatura de animais em madeira, cestas e bijuterias &#8211; mas n\u00e3o costumam ir at\u00e9 o centro da cidade vender as pe\u00e7as, como fazem outras comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cPreferimos ficar reservados na aldeia\u201d, diz o cacique. O isolamento faz parte estilo de vida destes guaranis, que gostam de ficar em casa, cuidando da fam\u00edlia, de prefer\u00eancia tomando chimarr\u00e3o. \u201cChimarr\u00e3o \u00e9 a nossa vida\u201d, resume o cacique.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m de estar distante de grandes centros urbanos, a aldeia recebe poucas visitas, geralmente de estudantes universit\u00e1rios e professores. Mas Cerilo garante que a rela\u00e7\u00e3o com os vizinhos em volta \u00e9 pac\u00edfica. \u201cNingu\u00e9m entra aqui sem permiss\u00e3o\u201d, ensina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dez casas foram planejadas e\u00a0constru\u00eddas para o estilo de vida dos \u00edndios (Fotos: Carla Ruas\/J\u00c1) Carla Ruas Um terreno pr\u00f3ximo \u00e0 Parada 22 da Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, abriga h\u00e1 nove anos a aldeia Anhetegu\u00e1, com 70 \u00edndios Mby\u00e1-Guarani. 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