{"id":775,"date":"2006-09-02T13:55:36","date_gmt":"2006-09-02T16:55:36","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=775"},"modified":"2006-09-02T13:55:36","modified_gmt":"2006-09-02T16:55:36","slug":"policia-federal-evita-roubo-milionario-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/policia-federal-evita-roubo-milionario-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia Federal evita roubo milion\u00e1rio em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_pcc2.jpg?0.24313221634054655\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">O t\u00fanel de 70 cm de largura e altura j\u00e1 estava com 80 metros (Fotos:Carla Ruas\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Carla Ruas<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta sexta-feira, 1\u00b0 setembro, Porto Alegre foi palco de cenas cinematogr\u00e1ficas. \u00c0s 7h15, a Pol\u00edcia Federal prendeu em flagrante 22 criminosos que cavavam um t\u00fanel de 80 metros para chegar aos cofres do Banrisul e da Caixa Econ\u00f4mica Federal, na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega.<\/p>\n<p align=\"justify\">No mesmo hor\u00e1rio, outros quatro foram pegos numa casa no bairro Partenon, que servia como \u201cquartel general\u201d do grupo. A quadrilha especializada neste tipo de a\u00e7\u00e3o, j\u00e1 havia realizado o assalto ao Banco Central do Brasil, no ano passado, em Fortaleza. A PF diz que o grupo tem liga\u00e7\u00e3o com o Primeiro Comando da Capital (PCC).<\/p>\n<p align=\"justify\">Se fosse bem sucedido, o crime seria o mais audacioso da hist\u00f3ria da cidade \u2013 os bandidos estavam trabalhando h\u00e1 dois meses e meio para realizar o assalto. Eles compraram um edif\u00edcio na esquina da avenida Mau\u00e1 com a rua Caldas j\u00fanior, que custou R$ 1,2 milh\u00e3o. Segundo o contrato, R$ 300 mil foram dados de entrada e o restante seria parcelado mensalmente at\u00e9 dezembro. O respons\u00e1vel pela compra, Fabrisio O. S., preso hoje em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na opera\u00e7\u00e3o realizada pela pol\u00edcia, foram apreendidos equipamentos usados na escava\u00e7\u00e3o e R$ 20,5 mil em dinheiro, que ser\u00e3o encaminhados \u00e0 per\u00edcia para verificar se a numera\u00e7\u00e3o coincide com a do dinheiro roubado do Banco Central em Fortaleza.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dez dos assaltantes presos em Porto Alegre j\u00e1 tinham o mandado de pris\u00e3o solicitado pela Justi\u00e7a Federal do Cear\u00e1 por ter participado deste assalto no ano passado. Conforme a PF,\u00a0o dinheiro roubado, cerca de R$ 160 milh\u00f5es, serviu para financiar os ataques do PCC em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi no Cear\u00e1 que a pol\u00edcia obteve a primeira pista de que uma a\u00e7\u00e3o semelhante ocorreria em Porto Alegre. Os policiais acharam um cart\u00e3o telef\u00f4nico com um n\u00famero que levou ao criminoso Jo\u00e3o das Couves, ga\u00facho que pertencia ao bando de Seco e que estava envolvido com a escava\u00e7\u00e3o do t\u00fanel. A partir deste momento a pol\u00edcia passou a fiscalizar a quadrilha na cidade, filmando a movimenta\u00e7\u00e3o do grupo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o superintendente da Pol\u00edcia Federal no Rio Grande do Sul, Jos\u00e9 Francisco Mallmann, os 22 homens presos no local eram os \u201cpe\u00f5es do grupo\u201d. Eles se revezavam durante a obra e as vezes passavam alguns dias em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cNenhuma das reuni\u00f5es foi realizada em Porto Alegre\u201d, afirma. Os l\u00edderes da opera\u00e7\u00e3o ficavam no QG da quadrilha, localizado numa casa na rua Tobias Pereira, n\u00b0 145, no bairro Partenon.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para despistar, os pe\u00f5es vestiam roupas de obreiros semelhantes \u00e0s de uma empresa de reforma. \u201cEles foram treinados, sabiam o que estavam fazendo\u201d, afirma o superintendente. A areia retirada do t\u00fanel estava sendo guardada, possivelmente para cobrir o buraco ap\u00f3s a a\u00e7\u00e3o e vender o pr\u00e9dio, \u201cpara n\u00e3o deixar pistas\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_pcc3.jpg?0.029694413765753658\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"225\" height=\"300\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>O pr\u00e9dio na esquina da rua Caldas J\u00fanior com a avenida Mau\u00e1 foi comprado pela quadrilha<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">No primeiro piso, na sala mais pr\u00f3xima \u00e0 rua Siqueira Campos, o grupo cavava um t\u00fanel quadrado em dire\u00e7\u00e3o ao Banrisul, que media 70cm de largura e j\u00e1 tinha 80 metros. O superintendente diz que a escava\u00e7\u00e3o chegaria no cofre do Banrisul em duas semanas. A pol\u00edcia acredita que o grupo continuaria cavando at\u00e9 a Caixa Econ\u00f4mica Federal, que fica em frente, tamb\u00e9m na rua Caldas J\u00fanior.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mallmann diz que a quadrilha possivelmente tinha informantes dentro dos bancos, para conseguir entrar dentro dos cofres. Al\u00e9m disso, eles teriam que ter acesso a mapas da rede de \u00e1gua e esgoto da cidade, para n\u00e3o atingir um cano. \u201cEste mesmo grupo tentou uma a\u00e7\u00e3o semelhante em Assunci\u00f3n, no Paraguai, mas tiveram que abolir os planos porque enfrentaram uma inunda\u00e7\u00e3o\u201d, lembra o superintendente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os escavadores moravam no pr\u00e9dio, utilizando o s\u00e9timo andar como dormit\u00f3rio e o terceiro como cozinha. Entre os pertences, a pol\u00edcia achou bebidas alco\u00f3licas, restos de comida, panelas, temperos, roupas, cds, colch\u00f5es e toalhas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Entre os itens curiosos encontrados estavam cartas de jogos, revistas masculinas, camisinhas, rem\u00e9dios, um carregador de celular artesanal e a imagem de Nossa Senhora Aparecida, fixada ao alto no meio do quarto.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_pcc4.jpg?0.458986191975262\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>No pr\u00e9dio, a pol\u00edcia encontrou panelas, roupas, bebidas e\u00a0Nossa Senhora Aparecida<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3333\">Opera\u00e7\u00e3o Toupeira<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A Pol\u00edcia Federal se reuniu ontem das 23h at\u00e9 as 2h da manh\u00e3 para planejar a a\u00e7\u00e3o, que foi realizada em conjunto com o Comando de Opera\u00e7\u00f5es T\u00e1ticas de Bras\u00edlia, que veio especialmente para a apreens\u00e3o. Segundo o delegado Ildo Gaspareto, a opera\u00e7\u00e3o teve o estilo Cavalo de Tr\u00f3ia, porque um caminh\u00e3o da pol\u00edcia estacionou na rua Caldas J\u00fanior de onde sa\u00edram cerca de 40 agentes que entraram de surpresa no pr\u00e9dio, armados com metralhadoras, fuzis e granadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cMas realizamos toda a apreens\u00e3o sem dar um tiro\u201d,\u00a0orgulha-se o superintendente. Entre os presos estava um dos l\u00edderes da quadrilha, Carlos A.S., o \u201cBalengo\u201d. No total, 100 agentes da Pol\u00edcia Federal foram envolvidos na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O superintendente diz que a pol\u00edcia esperou o momento certo para agir: \u201cQuando todos os criminosos estavam reunidos no pr\u00e9dio e antes que eles chegassem aos cofres, para n\u00e3o deixar os bancos sofrerem preju\u00edzos\u201d. Com as filmagens realizadas, os criminosos ser\u00e3o indiciados por forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, tentativa de furto qualificado e documentos falsos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Numa a\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea, foram presos quatro integrantes da c\u00fapula da quadrilha no bairro Partenon, onde funcionava o comando do grupo. A pol\u00edcia prendeu uma mulher e tr\u00eas homens, entre eles Lucivaldo L. Segundo os vizinhos, a casa de 3 andares foi alugada h\u00e1 3 meses por R$ 1.300 mensais. \u201cEles pagaram cinco meses adiantado e queriam negociar mais 6 meses\u201d, afirma o vizinho da frente, Wagner Sain.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_pcc5.jpg?0.5945859121261814\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>A casa que servia de QG ficava no bairro Partenon<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Sain lembra da casa sempre movimentada durante o dia e com a presen\u00e7a de carros importados. \u201cEles faziam churrasco durante a semana e eram muito simp\u00e1ticos\u201d, diz. Os vizinhos ainda contam que os inquilinos pareciam pertencer a uma fam\u00edlia. \u201cTinha sempre duas crian\u00e7as brincando no p\u00e1tio, uma de 3 e uma de 12 anos\u201d. Mas a pol\u00edcia diz n\u00e3o ter conhecimento de crian\u00e7as.<\/p>\n<p align=\"justify\">A pol\u00edcia encontrou a casa bem equipada com TV de 20 polegadas, roupas, brinquedos infantis, bolsas femininas, caixas de celulares rec\u00e9m comprados, bebidas alco\u00f3licas e at\u00e9 roupa de surf. A geladeira estava lotada com iogurtes, carnes, verduras e refrigerante. Na hora da apreens\u00e3o, os policiais atiraram num cachorro da ra\u00e7a Rotweiler que guardava a casa, mas ele passa bem no veterin\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O t\u00fanel de 70 cm de largura e altura j\u00e1 estava com 80 metros (Fotos:Carla Ruas\/J\u00c1) Carla Ruas Nesta sexta-feira, 1\u00b0 setembro, Porto Alegre foi palco de cenas cinematogr\u00e1ficas. \u00c0s 7h15, a Pol\u00edcia Federal prendeu em flagrante 22 criminosos que cavavam um t\u00fanel de 80 metros para chegar aos cofres do Banrisul e da Caixa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-775","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-cv","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=775"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/775\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}