{"id":7803,"date":"2010-11-03T14:14:48","date_gmt":"2010-11-03T17:14:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=7803"},"modified":"2010-11-03T14:14:48","modified_gmt":"2010-11-03T17:14:48","slug":"projeto-de-ampliacao-do-hps-sera-conhecido-dia-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/projeto-de-ampliacao-do-hps-sera-conhecido-dia-9\/","title":{"rendered":"Projeto de amplia\u00e7\u00e3o do HPS ser\u00e1 conhecido nesta ter\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>A proposta de amplia\u00e7\u00e3o do Hospital de Pronto Socorro revelou uma situa\u00e7\u00e3o absurda nas instala\u00e7\u00f5es do principal hospital de emerg\u00eancias da regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre: os estoques de oxig\u00eanio e outros gases est\u00e3o junto de uma caldeira, sob risco de explos\u00e3o.<br \/>\nEsse \u00e9 um dos problemas gerados pela falta de espa\u00e7o e que a amplia\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es pretende resolver. Mas a amplia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m causa problemas.<br \/>\nPara acrescentar mais 1.400 metros quadrados ao pr\u00e9dio do HPS, ter\u00e3o que ser desapropriados seis sobrados da avenida Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, nos fundos do hospital.<br \/>\nEm outubro, os moradores e comerciantes atingidos criaram a associa\u00e7\u00e3o SOS Rua do Brique. Eles criticam a amplia\u00e7\u00e3o, por entender que vai descaracterizar o entorno do parque.<br \/>\nContestam a falta de discuss\u00e3o p\u00fablica sobre o projeto e prop\u00f5em um plebiscito para escolher onde deveria ser constru\u00eddo outro hospital de pronto socorro.<br \/>\nAssinaturas est\u00e3o sendo colhidas para um documento que ser\u00e1 entregue ao prefeito.<br \/>\nA pedido da associa\u00e7\u00e3o, a Comiss\u00e3o de Sa\u00fade e Meio Ambiente reuniu-se pela primeira vez para debater o assunto. Ficou decidido que o projeto, estimado em R$ 53 milh\u00f5es, ser\u00e1 apresentado \u00e0 comunidade no dia 9 de novembro.<br \/>\nNos sobrados amea\u00e7ados de desapropriap\u00e7\u00e3o funcionam: um caf\u00e9, uma est\u00e9tica, uma escola infantil e uma Ong. Al\u00e9m destes, h\u00e1 um quinto im\u00f3vel j\u00e1 alugado para o HPS (onde funciona a associa\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios) e outro que \u00e9 uma resid\u00eancia.<br \/>\n<strong>\u201c\u00c9 uma bomba, um perigo\u201d,<br \/>\nalerta o diretor do HPS<br \/>\n<\/strong><br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o ilegal em que se encontram os dep\u00f3sitos de gases \u00e9 o principal argumento do m\u00e9dico Julio Ferreira, que assumiu a dire\u00e7\u00e3o do HPS este ano, para expandir o pr\u00e9dio em mais 1400 metros quadrados, anexando a \u00e1rea dos im\u00f3veis dos fundos.<br \/>\n\u201cTemos um enorme estoque de oxig\u00eanio, que \u00e9 uma bomba, um perigo, que ficou ao lado de uma caldeira\u201d, exemplifica. Este dep\u00f3sito de oxig\u00eanio deveria estar isolado num raio de cinco metros, mas n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o.<br \/>\nA amplia\u00e7\u00e3o serviria ainda para deslocar todas as \u00e1reas de apoio, como lavanderia, cozinha, refeit\u00f3rio e almoxarifado. Isso desobstruiria o acesso das ambul\u00e2ncias.<br \/>\n\u201cSe houver um grande acidente na cidade e chegarem v\u00e1rias ambul\u00e2ncias juntas, n\u00e3o h\u00e1 como acessar os pacientes, pois os ve\u00edculos s\u00f3 conseguem entrar em linha\u201d, afirma a arquiteta Mar\u00edlia Goulart, da Engenharia do HPS.<br \/>\n\u201cOutra realidade \u00e9 a superlota\u00e7\u00e3o das UTIs\u201d, diz Ferreira. O projeto de amplia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m prev\u00ea aumentar a \u00e1rea de diagn\u00f3stico, triplicar o atendimento de urg\u00eancia e criar mais leitos nas UTIs.<br \/>\nHoje o HPS registra 360 mil atendimentos por ano, em 22 especialidades m\u00e9dicas.<br \/>\nObras de moderniza\u00e7\u00e3o do HPS est\u00e3o em andamento. Est\u00e3o sendo gastos R$ 22 milh\u00f5es,  do Qualisus1, programa federal de qualifica\u00e7\u00e3o de hospitais, com 20% de contrapartida municipal.<br \/>\nPara come\u00e7ar, foi reformado o quadro de for\u00e7a, que era o mesmo da \u00e9poca da funda\u00e7\u00e3o do hospital, h\u00e1 66 anos. Esta etapa consumiu R$ 1,5 milh\u00e3o e est\u00e1 em fase de conclus\u00e3o. Agora, est\u00e3o sendo licitados mais R$ 8,4 milh\u00f5es, para reformas no andar t\u00e9rreo.<br \/>\n<strong>Uma obra para a Copa de 2014<\/strong><br \/>\nUma preocupa\u00e7\u00e3o da Prefeitura, segundo o secret\u00e1rio de Gest\u00e3o, Newton Baggio, \u00e9 como atender os turistas que vir\u00e3o para a Copa de 2014.. \u201cComo gestor t\u00e9cnico para a Copa, verifiquei que havia o decreto tornando os im\u00f3veis de utilidade p\u00fablica, e que havia o projeto de amplia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o cabia a mim questionar\u201d, disse Baggio. \u201cMas, como arquiteto, acho importante que sejam discutidos os impactos urban\u00edsticos.\u201d<br \/>\nO diretor do HPS, m\u00e9dico Julio Ferreira, e o secret\u00e1rio adjunto da Sa\u00fade, Marcelo B\u00f3sio, argumentam que, mesmo que todo o sistema de sa\u00fade p\u00fablica fosse aperfei\u00e7oado, ainda assim o HPS n\u00e3o pode continuar funcionando nas condi\u00e7\u00f5es em que se encontra.<br \/>\n\u201cA constru\u00e7\u00e3o do bloco anexo, na Ven\u00e2ncio Aires, foi a primeira etapa da amplia\u00e7\u00e3o, e j\u00e1 naquela \u00e9poca previa-se a necessidade de desapropria\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis dos fundos\u201d, diz B\u00f3sio. \u201cJ\u00e1 alugamos uma das seis casas, por quase R$ 10 mil, acima do pre\u00e7o de mercado, \u00e9 um absurdo continuar assim\u201d, protesta Ferreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proposta de amplia\u00e7\u00e3o do Hospital de Pronto Socorro revelou uma situa\u00e7\u00e3o absurda nas instala\u00e7\u00f5es do principal hospital de emerg\u00eancias da regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre: os estoques de oxig\u00eanio e outros gases est\u00e3o junto de uma caldeira, sob risco de explos\u00e3o. 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