{"id":797,"date":"2006-11-13T14:18:08","date_gmt":"2006-11-13T17:18:08","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=797"},"modified":"2006-11-13T14:18:08","modified_gmt":"2006-11-13T17:18:08","slug":"stedile-exclusivo-governo-lula-e-ambiguo-com-relacao-as-questoes-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/stedile-exclusivo-governo-lula-e-ambiguo-com-relacao-as-questoes-ambientais\/","title":{"rendered":"St\u00e9dile exclusivo: \u201cGoverno Lula \u00e9 amb\u00edguo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es ambientais\u201d"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/ambienteja\/med_seminario_desertoverte2.jpg?0.9933017436005024\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"236\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">L\u00edder do MST, Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile afirmou que todo ano haver\u00e1 a\u00e7\u00f5es em 8 de mar\u00e7o (Foto: Ana Luiza Leal\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Cl\u00e1udia Viegas, especial para o Jornal J\u00c1<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O 8 de mar\u00e7o deste ano foi apenas o come\u00e7o. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promete continuar sua luta pela conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o contra o &#8220;modelo concentrador do agroneg\u00f3cio&#8221; e o &#8220;deserto verde&#8221;. \u00c9 o que garante o l\u00edder do MST, Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile, que esteve em Porto Alegre, nesta quinta-feira, 9 de novembro, para o Semin\u00e1rio Deserto Verde, Imprensa Marrom. Depois da palestra, St\u00e9dile concedeu entrevista exclusiva ao Jornal J\u00c1.<\/p>\n<p align=\"justify\">Veja quais s\u00e3o os planos do movimento diante da iminente mudan\u00e7a no cen\u00e1rio pol\u00edtico do Rio Grande do Sul e as articula\u00e7\u00f5es que prepara com entidades em n\u00edvel internacional.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">J\u00c1<\/span><\/strong> &#8211; Quais s\u00e3o os planos do MST perante o novo governo do Estado que assume o poder no ano que vem? O que o movimento pretende realizar no pr\u00f3ximo dia 8 de mar\u00e7o?<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>St\u00e9dile<\/strong> &#8211; A nossa obriga\u00e7\u00e3o, como eu disse na palestra, \u00e9 fazer um trabalho permanente de conscientizar a nossa base para elevar o n\u00edvel de conhecimento, de consci\u00eancia da realidade. \u00c9 isso que n\u00f3s estamos fazendo permanentemente. Agora, as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o planejadas como e fosse alguma coisa assim, matematicamente. Isso depende muito de cada movimento, dos problemas que enfrentam na base. O que \u00e9 certo \u00e9 que, seguramente, as nossas companheiras da Via Campesina seguir\u00e3o aproveitando o 8 de mar\u00e7o para fazer novas a\u00e7\u00f5es de mobiliza\u00e7\u00e3o que tragam mais consci\u00eancia para a nossa sociedade e que denunciem esse modelo perverso do agroneg\u00f3cio que afeta n\u00e3o s\u00f3 a monocultura de eucalipto como outras monoculturas, como os alimentos que v\u00eam j\u00e1 cada vez mais contaminados com o uso do agrot\u00f3xico que o agroneg\u00f3cio vem trazendo.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">J\u00c1<\/span><\/strong> &#8211; Existe alguma articula\u00e7\u00e3o do MST com o Uruguai para manifesta\u00e7\u00f5es contra as f\u00e1bricas de papel que est\u00e3o se instalando naquele pa\u00eds?<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>St\u00e9dile<\/strong> &#8211; N\u00f3s temos duas articula\u00e7\u00f5es que envolvem os uruguaios e os argentinos. Tem uma que \u00e9 uma rede ambientalista que se chama Amigos da Terra, cuja sede \u00e9 justamente em Montevid\u00e9u. Com freq\u00fc\u00eancia s\u00e3o feitas reuni\u00f5es aqui no Cone Sul para debater como o meio ambiente est\u00e1 sendo agredido e quais s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es comuns que cada um de n\u00f3s pode fazer nos seus pa\u00edses. E a outra rede \u00e9 a da pr\u00f3pria Via Campesina, dos movimentos camponeses. A\u00ed no caso do Uruguai \u00e9 mais fraco. Praticamente, nas \u00faltimas d\u00e9cadas eles acabaram com os camponeses. Mas com os argentinos j\u00e1 h\u00e1 diversas organiza\u00e7\u00f5es camponesas. Eu acho que o lado bom dessa interven\u00e7\u00e3o de empresas transnacionais \u00e9 que como s\u00e3o as mesmas empresas que est\u00e3o l\u00e1 no Uruguai, que est\u00e3o na Argentina, que est\u00e3o aqui no Brasil, isso facilita, tamb\u00e9m, nos obriga a ter cada vez mais uma consci\u00eancia internacional e n\u00f3s come\u00e7armos a nos articular para fazer tamb\u00e9m a\u00e7\u00f5es internacionais ao mesmo tempo.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">J\u00c1<\/span><\/strong> &#8211; Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do cultivo de transg\u00eanicos, o MST chegou a entrar com a\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade a uma medida provis\u00f3ria do governo Lula, de 2003, que liberou esse plantio para uma safra. Depois, com a aprova\u00e7\u00e3o da Lei de Biosseguran\u00e7a, em mar\u00e7o de 2005, essa a\u00e7\u00e3o perdeu o objeto, mas existe uma outra que requer que a lei seja considerada inconstitucional por ter v\u00e1rios dispositivos que contrariam o texto da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, como possibilitar o plantio de transg\u00eanicos sem a necessidade de estudo pr\u00e9vio de impacto ambiental. S\u00f3 que esta \u00faltima a\u00e7\u00e3o est\u00e1 h\u00e1 mais de um ano no Supremo Tribunal Federal (STF) e n\u00e3o foi julgada. O MST vai se mobilizar para obter a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade da lei?<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>St\u00e9dile<\/strong> &#8211; A nossa press\u00e3o \u00e9 mais no geral em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica, n\u00e3o tanto em dire\u00e7\u00e3o ao STF, porque a gente sabe que l\u00e1 h\u00e1 mais do que um poder judicial, aquilo l\u00e1 \u00e9 uma extens\u00e3o do poder pol\u00edtico, s\u00f3 reflete o que as classes dominantes dominam no Congresso, no Poder Executivo, e assim por diante. Ent\u00e3o o nosso esfor\u00e7o \u00e9 conscientizar a popula\u00e7\u00e3o de que a Lei de Biosseguran\u00e7a vai, como ela est\u00e1, ser usada cada vez mais pelas empresas apenas para o seu lucro. E o que \u00e9 pior: mesmo quando a gente consegue alguns avan\u00e7os na lei, como \u00e9 o caso da determina\u00e7\u00e3o de rotulagem de todos os produtos transg\u00eanicos nas prateleiras dos supermercados, eles n\u00e3o obedecem. Essa determina\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe desde abril de 2003, e at\u00e9 hoje n\u00f3s n\u00e3o vimos nenhum produto em prateleira de supermercado que tenha l\u00e1 a caracteriza\u00e7\u00e3o \u201cEsse produto cont\u00e9m transg\u00eanicos\u201d. Ent\u00e3o, isso tamb\u00e9m \u00e9 uma den\u00fancia que n\u00f3s fazemos com maior freq\u00fc\u00eancia junto com o Greenpeace e com outros meios ambientalistas: conscientizar o consumidor que exija a aplica\u00e7\u00e3o dessa lei. Outros companheiros, o pr\u00f3prio Idec [Instituto de Defesa do Consumidor], t\u00eam atuado mais nessa quest\u00e3o jur\u00eddica. Mas eu acho que n\u00f3s, dos movimentos camponeses, o nosso papel maior \u00e9 ir mais al\u00e9m do acompanhamento dessas disputas jur\u00eddicas. \u00c9 conscientizarmos a popula\u00e7\u00e3o e fazermos atos que sirvam de pedagogia, de exemplo, como as mulheres fizeram aqui na Aracruz. E \u00e9 isso que n\u00f3s vamos continuar fazendo.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">J\u00c1 <\/span><\/strong>&#8211; Isto significa que o MST vai realizar a\u00e7\u00f5es em supermercados, por exemplo?<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>St\u00e9dile<\/strong> &#8211; Claro, eu acredito que as companheiras est\u00e3o discutindo pelo menos para n\u00f3s exigirmos a rotulagem dos transg\u00eanicos, para chamar a aten\u00e7\u00e3o de como est\u00e1 piorando a qualidade dos alimentos em fun\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos, o que \u00e9 t\u00e3o grave quanto os transg\u00eanicos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">J\u00c1<\/span><\/strong> &#8211; Qual \u00e9 a sua avalia\u00e7\u00e3o do primeiro mandato do governo do presidente Lula em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente?<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>St\u00e9dile<\/strong> &#8211; O governo Lula \u00e9 um governo de composi\u00e7\u00e3o. Tem uma \u00e1rea de direita, uma de centro e uma de esquerda. Tem todas as for\u00e7as pol\u00edticas. N\u00e3o \u00e9 um governo de esquerda. Por isto, se transforma num governo amb\u00edguo. Em todas a \u00e1reas em que ele atua, seja no meio ambiente, seja na reforma agr\u00e1ria, ele vem tomando medidas amb\u00edguas. Tem medidas que favorecem a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, e \u00e0s vezes vem a press\u00e3o da direita, e o governo toma medidas que prejudicam o meio ambiente.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">J\u00c1<\/span><\/strong> &#8211; \u00c9 o caso dos embates entre o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e o Minist\u00e9rio da Agricultura na quest\u00e3o dos transg\u00eanicos e entre o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e o das Minas e Energia por causa do licenciamento de grandes hidrel\u00e9tricas?<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>St\u00e9dile <\/strong>&#8211; Exatamente. \u00c9 este o governo que n\u00f3s temos, um governo amb\u00edguo.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Semin\u00e1rio Deserto Verde, Imprensa Marrom: mais do mesmo<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/ambienteja\/med_seminario.jpg?0.2855851350742226\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"210\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Marco Aur\u00e9lio Weissheimer, jornalista da Ag\u00eancia Carta Maior (esq), Vanderl\u00e9ia Daron, do Movimento de Mulheres Camponesas e\u00a0Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile integraram a mesa.<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Ana Luiza Leal, especial para o J\u00c1<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;A luta contra a Aracruz \u00e9 apenas o modelo. Ela \u00e9 o diabo; queremos destruir todo o inferno&#8221;. A frase \u00e9 de Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile, l\u00edder da coordena\u00e7\u00e3o nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que deu a t\u00f4nica ao Semin\u00e1rio Deserto Verde, Imprensa Marrom.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tamb\u00e9m integraram a mesa Marco Aur\u00e9lio Weissheimer, jornalista da Ag\u00eancia Carta Maior, e Vanderl\u00e9ia Daron, do Movimento de Mulheres Camponesas. A pauta do encontro foi a rea\u00e7\u00e3o da grande imprensa \u00e0 a\u00e7\u00e3o das mulheres da Via Campesina na Aracruz Celulose, no dia 8 de mar\u00e7o de 2006, em Barra do Ribeiro\/RS.<\/p>\n<p align=\"justify\">As duas horas e meia de debate foram marcadas por muitos &#8220;abaixo ao capital estrangeiro das transnacionais&#8221; e pouca reflex\u00e3o acerca da cobertura da m\u00eddia sobre as quest\u00f5es socioambientais. Mais do mesmo. Os destinat\u00e1rios dos ataques &#8211; grande imprensa ga\u00facha e nacional, governo, papeleiras \u2013 n\u00e3o compareceram.<\/p>\n<p align=\"justify\">Enquanto o discurso de Vanderl\u00e9ia, que abriu os trabalhos da noite, girou em torno da defesa das mulheres camponesas, v\u00edtimas da &#8220;sociedade neoliberalista patriarcal&#8221;, St\u00e9dile optou por uma fala que n\u00e3o tinha por objetivo &#8220;falar mal das RBS, Globo&#8221;. O l\u00edder do MST preferiu recontar aos presentes a hist\u00f3ria econ\u00f4mica do Brasil, do pau-brasil aos transg\u00eanicos, de forma cr\u00edtica, e dar um panorama do que \u00e9 pol\u00eamica nos dias atuais, como a pretensa &#8220;sustentabilidade&#8221; do biodiesel. Colocou o eucalipto em p\u00e9 de igualdade com as demais monoculturas que amea\u00e7am a biodiversidade brasileira, a exemplo da soja, do arroz, da cana-de-a\u00e7\u00facar etc.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Chegamos a uma situa\u00e7\u00e3o em que dez ou 12 empresas, como a Monsanto, s\u00e3o as todas-poderosas da agricultura no Brasil. Essas transnacionais controlam todo o ciclo de produ\u00e7\u00e3o: do laborat\u00f3rio que produz a semente transg\u00eanica, \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do gr\u00e3o, e imp\u00f5em isso aos pequenos produtores&#8221;, declara.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para St\u00e9dile, o governo mente quando diz que os agricultores bateram recordes de exporta\u00e7\u00e3o de soja. &#8220;Quem bate recorde no pa\u00eds \u00e9 a Bunge e as outras tr\u00eas que dominam o mercado da oleogianosa. S\u00e3o essas as empresas que vendem o gr\u00e3o e atingem as cifras&#8221;, polemiza.<\/p>\n<p align=\"justify\">O l\u00edder do MST tamb\u00e9m levantou a quest\u00e3o da padroniza\u00e7\u00e3o global dos alimentos, que seria uma marca da a\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das transnacionais. Segundo dados que trouxe para o semin\u00e1rio, at\u00e9 o ano de 1500, a humanidade se alimentava de cerca de 300 vegetais. Nos 1900, caiu para 33: &#8220;E hoje, a maioria da alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada em cinco produtos: soja, trigo, arroz, feij\u00e3o e milho. Voc\u00ea come isso aqui e em qualquer lugar no mundo&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Denuncismo n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para a luta dos movimentos sociais<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o jornalista da Ag\u00eancia Carta Maior Marco Aur\u00e9lio Weissheimer, o fen\u00f4meno da cobertura da grande imprensa ao 8 de mar\u00e7o de 2006 deve ser enxergado dentro do contexto global dos conglomerados de m\u00eddia, que j\u00e1 \u00e9 realidade no Rio Grande do Sul. &#8220;Parece \u00f3bvio repetir isso, mas a Aracruz investe muito dinheiro em publicidade e em relacionamento com a imprensa. E tudo \u00e9 apresentado de forma bem natural pela m\u00eddia, como se n\u00e3o influ\u00edsse no conte\u00fado do que est\u00e1 sendo veiculado&#8221;, relata.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na opini\u00e3o do jornalista, o movimentos sociais devem estar preparados para a cobertura mais negativa poss\u00edvel por parte da m\u00eddia. &#8220;\u00c9 inoc\u00eancia nossa achar que, algum dia, ser\u00e1 feita uma mat\u00e9ria favor\u00e1vel. N\u00e3o se pode continuar batendo na mesma tecla do denuncismo&#8221;, defende.<\/p>\n<p align=\"justify\">Weissheimer acredita que esse est\u00e1gio poder\u00e1 ser superado com a identifica\u00e7\u00e3o dos bra\u00e7os econ\u00f4micos que sustentam os grupos midi\u00e1ticos. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 mudar\u00e1 quando realizarmos estudos anal\u00edticos s\u00e9rios sobre essas empresas, al\u00e9m de continuarmos investindo na constru\u00e7\u00e3o instrumentos de comunica\u00e7\u00e3o do lado de c\u00e1&#8221;, acredita.<\/p>\n<p align=\"justify\">Questionado pelo J\u00c1 sobre a forma como seria feita a &#8220;comunica\u00e7\u00e3o do lado de c\u00e1&#8221;, respondeu, evasivo: &#8220;A m\u00eddia alternativa ainda \u00e9 muito prec\u00e1ria, mas est\u00e1 melhor do que h\u00e1 dois, tr\u00eas anos. A sa\u00edda \u00e9 a internet, aliada \u00e0 criatividade do pessoal que vai para a Comunica\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edder do MST, Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile afirmou que todo ano haver\u00e1 a\u00e7\u00f5es em 8 de mar\u00e7o (Foto: Ana Luiza Leal\/J\u00c1) Cl\u00e1udia Viegas, especial para o Jornal J\u00c1 O 8 de mar\u00e7o deste ano foi apenas o come\u00e7o. 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