{"id":798,"date":"2006-11-14T14:19:11","date_gmt":"2006-11-14T17:19:11","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=798"},"modified":"2006-11-14T14:19:11","modified_gmt":"2006-11-14T17:19:11","slug":"superexploracao-condena-aquifero-que-abastece-130-mil-pessoas-em-florianopolis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/superexploracao-condena-aquifero-que-abastece-130-mil-pessoas-em-florianopolis\/","title":{"rendered":"Superexplora\u00e7\u00e3o condena aq\u00fc\u00edfero que abastece 130 mil pessoas em Florian\u00f3polis"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><strong>Francis Fran\u00e7a, de Florian\u00f3polis, especial para o J\u00c1<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses, no Norte da Ilha de Santa Catarina, sofre um processo de degrada\u00e7\u00e3o que pode se tornar irremedi\u00e1vel a qualquer momento. A superexplora\u00e7\u00e3o do manancial, a falta de saneamento b\u00e1sico e a ocupa\u00e7\u00e3o desordenada podem acabar com a \u00fanica fonte de \u00e1gua pot\u00e1vel de 130 mil pessoas. Para os otimistas, ainda haver\u00e1 \u00e1gua por muitos anos, mas a realidade \u00e9 que os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos n\u00e3o t\u00eam a m\u00ednima id\u00e9ia da quantidade de \u00e1gua retirada do aq\u00fc\u00edfero diariamente, nem quanto tempo ele pode resistir.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses \u00e9 protegido por uma camada de areia perme\u00e1vel e \u00e9 abastecido exclusivamente pela \u00e1gua da chuva \u2013 diferente dos aq\u00fc\u00edferos fissurais, como o Guarani, que recebem \u00e1gua do subsolo. Seu potencial de recarga \u00e9 de 10 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por ano. De acordo com a ge\u00f3loga Eliane Westarb, autora de um dos poucos estudos dispon\u00edveis sobre o Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses, para garantir a qualidade da \u00e1gua, a explora\u00e7\u00e3o deve ser de, no m\u00e1ximo, 70% da capacidade de recarga do manancial.<\/p>\n<p align=\"justify\">Fazendo as contas, o resultado \u00e9 preocupante. A Companhia Catarinense de \u00c1guas e Saneamento (Casan) retira aproximadamente de 50% da \u00e1gua dispon\u00edvel no aq\u00fc\u00edfero em 22 po\u00e7os de capta\u00e7\u00e3o. Vinte por cento s\u00e3o disputados sem qualquer controle por cerca de 6 mil po\u00e7os clandestinos nos bairros de Ingleses e Rio Vermelho, perfurados tanto em barracos na favela do Siri quanto em hot\u00e9is de luxo e condom\u00ednios fechados.<\/p>\n<p align=\"justify\">A licen\u00e7a para perfurar po\u00e7os no Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses s\u00f3 come\u00e7ou a ser exigida pela Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Meio Ambiente (Fatma) em 2002, para empreendimentos que captassem mais de mil litros de \u00e1gua por hora. Mas a regra durou apenas quatro anos. Por falta de conhecimento sobre a capacidade do aq\u00fc\u00edfero, a Fatma suspendeu totalmente a emiss\u00e3o de licen\u00e7as no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;N\u00e3o se sabe qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do aq\u00fc\u00edfero, s\u00f3 vamos saber que ele est\u00e1 esgotado quando j\u00e1 tiver acontecido&#8221;, diz C\u00edcero Almeida, t\u00e9cnico da Ger\u00eancia de Licenciamento Urbano da Fatma. Segundo ele, \u00e9 imposs\u00edvel saber exatamente quantos po\u00e7os existem e quanto de \u00e1gua \u00e9 retirado. &#8220;Pela lei, a Fatma n\u00e3o pode invadir a casa das pessoas pra fiscalizar cada ponteira. Os \u00f3rg\u00e3os n\u00e3o t\u00eam como estimar a vaz\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p align=\"justify\">Se a vaz\u00e3o superar 70% da recarga, o aq\u00fc\u00edfero ser\u00e1 irremediavelmente contaminado com a \u00e1gua do mar. O Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses estende-se por uma \u00e1rea de 30 quil\u00f4metros quadrados de extens\u00e3o e est\u00e1 a 70 metros de profundidade. O len\u00e7ol fre\u00e1tico sustenta um delicado equil\u00edbrio entre \u00e1gua pot\u00e1vel e \u00e1gua salgada, que flui para o aq\u00fc\u00edfero em uma zona chamada de &#8220;cunha salina&#8221;. Eliane Westarb explica que a \u00e1gua salgada \u00e9 mais pesada e fica na parte de baixo do len\u00e7ol fre\u00e1tico. Quando o manancial est\u00e1 cheio, as duas camadas de \u00e1gua ficam totalmente isoladas uma da outra, mas, se o n\u00edvel for muito baixo, o equil\u00edbrio \u00e9 perturbado, misturando definitivamente as duas camadas de \u00e1gua.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com C\u00edcero Almeida, o desastre j\u00e1 aconteceu na Praia Brava, um dos mais elegantes balne\u00e1rios de Florian\u00f3polis. Em menos da d\u00e9cada, dezenas de condom\u00ednios foram constru\u00eddos e exauriram a capacidade de abastecimento da popula\u00e7\u00e3o. &#8220;H\u00e1 tr\u00eas anos, a superexplora\u00e7\u00e3o provocou contamina\u00e7\u00e3o com a cunha salina, e a \u00e1gua n\u00e3o p\u00f4de mais ser bebida&#8221;, conta Almeida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m dos problemas provocados pela a\u00e7\u00e3o humana, a estiagem dos \u00faltimos meses aumentou o risco de problemas no abastecimento em toda a Ilha de Santa Catarina. A falta de chuvas praticamente secou pequenos mananciais no Monte Verde, Morro do Quilombo, Morro da Lagoa e da Costeira do Pirajuba\u00e9, onde o abastecimento depende de caminh\u00f5es-pipa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas o clima tamb\u00e9m j\u00e1 afeta os grandes mananciais. De acordo com Cl\u00e1udio Floriani, superintendente de Meio Ambiente da Companhia Catarinense de \u00c1guas e Saneamento (Casan), a Lagoa do Peri, que abastece todo o Sul e parte do Leste da ilha, atingiu o menor n\u00edvel dos \u00faltimos 20 anos. No Norte da ilha, a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. &#8220;Com a estiagem, o risco para o Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses \u00e9 muito grande&#8221;, diz.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Para piorar, o esgoto<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Como se n\u00e3o bastasse a superexplora\u00e7\u00e3o do manancial e a ocupa\u00e7\u00e3o desordenada, o esgoto de todo o Norte da ilha flui para o subsolo. A regi\u00e3o n\u00e3o tem sistema de coleta e tratamento dos res\u00edduos, e, por ser uma regi\u00e3o arenosa, as fossas sanit\u00e1rias n\u00e3o servem para conter a polui\u00e7\u00e3o. &#8220;As fossas sanit\u00e1rias n\u00e3o funcionam em Ingleses por causa da varia\u00e7\u00e3o no n\u00edvel do aq\u00fc\u00edfero. Quando o n\u00edvel da \u00e1gua sobe, mistura-se com o res\u00edduo das fossas. Naquela regi\u00e3o, a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o seria rede de coleta e tratamento de esgoto&#8221;, explica Eliane Westarb.<\/p>\n<p align=\"justify\">A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabe, mas j\u00e1 pode estar bebendo \u00e1gua contaminada. Muitas vezes a fossa sanit\u00e1ria est\u00e1 ao lado da ponteira e quase no mesmo n\u00edvel de profundidade. &#8220;Se a pessoa fizer um po\u00e7o de baixa profundidade, corre o risco de beber \u00e1gua contaminada pelo pr\u00f3prio esgoto&#8221;, diz a ge\u00f3grafa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Perfurar po\u00e7os na regi\u00e3o do Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses \u00e9 atividade rotineira. Tem at\u00e9 cadeia de produ\u00e7\u00e3o: lojas que vendem os motores, oficinas para consertar os equipamentos e profissionais especializados. Seu Odilon \u00e9 um deles, perfura em m\u00e9dia quatro po\u00e7os por semana. Cobra R$ 400,00 pelo servi\u00e7o, fora o motor, que pode variar de R$ 350,00 \u2013 para os de segunda m\u00e3o \u2013 at\u00e9 R$ 600,00. O aq\u00fc\u00edfero est\u00e1 a 70 metros de profundidade, mas Seu Odilon perfura a cerca de 20 metros, diz que &#8220;a \u00e1gua \u00e9 muito boa&#8221; e garante: &#8220;N\u00e3o tem problema nenhum com a Casan&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para muitos, os po\u00e7os clandestinos s\u00e3o a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. Muitas pessoas vivem em terrenos de loteamentos irregulares e n\u00e3o conseguem legalizar o im\u00f3vel junto \u00e0 prefeitura. Sem o aval da prefeitura, os moradores n\u00e3o t\u00eam permiss\u00e3o para ligar \u00e1gua nem luz. Com a burocracia, a sa\u00edda s\u00e3o as ponteiras e as liga\u00e7\u00f5es clandestinas na rede el\u00e9trica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Luci do Carmo Alves, moradora do bairro do Rio Vermelho, comprou um terreno em 2004 e at\u00e9 agora n\u00e3o conseguiu autoriza\u00e7\u00e3o para ligar \u00e1gua e luz. &#8220;Em setembro consegui regularizar minha casa na prefeitura, fiz o cadastramento, paguei os impostos e mesmo assim n\u00e3o consegui ligar a \u00e1gua e a luz. A prefeitura quer que eu leve fotos da minha casa para eles entrarem com um processo e s\u00f3 ent\u00e3o pedir a liga\u00e7\u00e3o&#8221;, reclama.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos at\u00e9 tentaram regularizar os po\u00e7os clandestinos na regi\u00e3o, mas a iniciativa fracassou. No in\u00edcio deste ano, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual, a Casan e a Fatma fizeram uma campanha distribuindo question\u00e1rios para que os moradores informassem a condi\u00e7\u00e3o de seus po\u00e7os, mas nenhum deles foi respondido.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para Eliane Westarb, o problema da campanha foi o foco. &#8220;Eles come\u00e7aram pelos pequenos, quando o maior problema est\u00e1 nos grandes empreendimentos, nos hot\u00e9is, resorts e condom\u00ednios. As pessoas t\u00eam medo de que a Casan v\u00e1 fechar os seus po\u00e7os, abrir processos contra eles, al\u00e9m de perderem a \u00e1gua que t\u00eam de gra\u00e7a. \u00c9 l\u00f3gico que ningu\u00e9m iria se denunciar. As pessoas pensam: Por que eu tenho que me acusar e o hotel n\u00e3o?&#8221;, critica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para ela, o maior problema s\u00e3o os condom\u00ednios e hot\u00e9is. O adensamento urbano para garantir a infra-estrutura tur\u00edstica prejudica o sistema de recarga do aq\u00fc\u00edfero. As pavimenta\u00e7\u00f5es diminuem a \u00e1rea de infiltra\u00e7\u00e3o da chuva e tamb\u00e9m prejudicam a capta\u00e7\u00e3o feita pela Casan. &#8220;A Casan teria que desativar os po\u00e7os existentes, porque est\u00e3o muito pr\u00f3ximos da popula\u00e7\u00e3o. O per\u00edmetro de prote\u00e7\u00e3o dos po\u00e7os, pela lei, \u00e9 de 400 metros de qualquer atividade urbana. Atualmente as casas est\u00e3o quase em cima dos po\u00e7os&#8221;, diz Westarb.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os grandes empreendimentos tamb\u00e9m reduzem a \u00e1rea de expans\u00e3o dos po\u00e7os de capta\u00e7\u00e3o. Segundo Westarb, a regi\u00e3o do Residencial Cost\u00e3o Golf \u2013 que est\u00e1 embargado na Justi\u00e7a por causar risco de contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua com fertilizantes e agroqu\u00edmicos \u2013 poderia servir como \u00e1rea de expans\u00e3o para os po\u00e7os da Casan. &#8220;O problema do Cost\u00e3o Golf n\u00e3o \u00e9 apenas o risco de polui\u00e7\u00e3o do aq\u00fc\u00edfero, mas principalmente o fato de, al\u00e9m de aumentar o consumo de \u00e1gua, ocupar justamente uma \u00e1rea que deveria ser utilizada para ampliar o abastecimento&#8221;, denuncia. &#8220;As pessoas precisam se dar conta de que o Norte da ilha s\u00f3 tem uma fonte de \u00e1gua pot\u00e1vel, e que ela n\u00e3o resiste a tanta ocupa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p align=\"justify\">Durante a temporada de ver\u00e3o, o problema se agrava. A popula\u00e7\u00e3o nas praias triplica e, junto com ela, o consumo de \u00e1gua. Cl\u00e1udio Floriani diz que os problemas de abastecimento no ver\u00e3o s\u00e3o &#8220;isolados&#8221;. &#8220;As pessoas alugam casas para 20 pessoas, a\u00ed n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de garantir o abastecimento. O turismo ainda \u00e9 muito explorat\u00f3rio. A Casan prev\u00ea o armazenamento para o acr\u00e9scimo da popula\u00e7\u00e3o, mas as pessoas precisam desenvolver um consumo mais consciente&#8221;, diz.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Casan j\u00e1 tem projeto para substituir o Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Contando com a morte do aq\u00fc\u00edfero, a Casan j\u00e1 tem um &#8220;plano B&#8221;. A Companhia tem um projeto para viabilizar recursos do banco japon\u00eas JBIC e do Prodetur (Programa de Fomento ao Turismo do Governo Federal) para construir um duto submarino que trar\u00e1 \u00e1gua do continente, no munic\u00edpio de Canelinhas. A fonte \u00e9 o Rio Tijucas, que nasce na Serra catarinense. Segundo Cl\u00e1udio Floriani, o abastecimento do Rio Tijucas atualmente \u00e9 &#8220;insignificante&#8221;. &#8220;Pode sustentar o Norte da ilha com folga&#8221;, diz.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas, segundo ele, esse \u00e9 um projeto para o futuro. &#8220;Para a demanda de curto prazo fizemos um refor\u00e7o no Norte da ilha via adutora de Pil\u00f5es [no munic\u00edpio de Santo Amaro da Imperatriz]&#8221;, diz.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para Eliane Westarb, o projeto Canelinhas \u00e9 uma medida irrespons\u00e1vel e serve apenas para legitimar a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. &#8220;N\u00e3o \u00e9 por falta de \u00e1gua que o aq\u00fc\u00edfero est\u00e1 em risco, \u00e9 porque a regi\u00e3o est\u00e1 crescendo demais. A popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 se instalando sobre \u00e1reas que deveriam ser reservadas para capta\u00e7\u00e3o&#8221;, acusa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo ela, o Rio Tijucas n\u00e3o pode ser explorado para resolver o problema. &#8220;Canelinhas j\u00e1 est\u00e1 sobrecarregado tamb\u00e9m, a \u00e1gua n\u00e3o est\u00e1 sobrando, temos \u00e9 que garantir a perenidade do aq\u00fc\u00edfero que j\u00e1 temos&#8221;, diz.<\/p>\n<p align=\"justify\">Eliane Westarb tamb\u00e9m critica a vis\u00e3o de &#8220;futuro&#8221; da Casan. Para ela, o projeto n\u00e3o chegar\u00e1 a tempo de garantir o abastecimento. &#8220;S\u00f3 vai ser constru\u00eddo [o duto submarino] quando houver um desastre, e da\u00ed levar\u00e1 pelo menos cinco anos at\u00e9 que a obra fique pronta. Que \u00e1gua vamos beber at\u00e9 l\u00e1?&#8221;, questiona.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Projeto busca conscientizar para o futuro<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Eliane coordena o projeto &#8220;\u00c1gua nossa de cada dia&#8221;, realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o. O projeto foi inaugurado em mar\u00e7o deste ano e envolve 30 crian\u00e7as do ensino fundamental de sete escolas municipais e uma estadual, com o objetivo de conscientizar as crian\u00e7as para a import\u00e2ncia dos recursos h\u00eddricos da Ilha de Santa Catarina.<\/p>\n<p align=\"justify\">O programa inclui visitas \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de tratamento de esgoto da Casan, aulas na Universidade Federal de Santa Catarina sobre a estrutura geol\u00f3gica da ilha e sa\u00eddas de campo at\u00e9 o manguezal da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Carij\u00f3s, no Norte da Ilha.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os alunos fizeram um jornal sobre a import\u00e2ncia da \u00e1gua, al\u00e9m de confeccionar um livro de poesias e, no pr\u00f3ximo dia 22, apresentar\u00e3o pe\u00e7as teatrais sobre o Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses, no teatro da UFSC.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo Eliane Westarb, o projeto, que se encerra em dezembro, conseguiu desenvolver nos alunos o sentimento de responsabilidade pelo aq\u00fc\u00edfero. &#8220;O que mais me comove \u00e9 ver uma crian\u00e7a da primeira s\u00e9rie me encontrar no corredor da escola e gritar a-q\u00fc\u00ed-fe-ro!&#8221;, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francis Fran\u00e7a, de Florian\u00f3polis, especial para o J\u00c1 O Aq\u00fc\u00edfero de Ingleses, no Norte da Ilha de Santa Catarina, sofre um processo de degrada\u00e7\u00e3o que pode se tornar irremedi\u00e1vel a qualquer momento. A superexplora\u00e7\u00e3o do manancial, a falta de saneamento b\u00e1sico e a ocupa\u00e7\u00e3o desordenada podem acabar com a \u00fanica fonte de \u00e1gua pot\u00e1vel de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-798","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-cS","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/798","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=798"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/798\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}