{"id":799,"date":"2006-11-17T14:19:49","date_gmt":"2006-11-17T17:19:49","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=799"},"modified":"2006-11-17T14:19:49","modified_gmt":"2006-11-17T17:19:49","slug":"uma-marcha-muitas-historias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/uma-marcha-muitas-historias\/","title":{"rendered":"Uma marcha, muitas hist\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/mst\/med_semterra10.jpg?0.43066917895236495\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"223\" \/><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Caminha come\u00e7ou por volta das 7h na BR-290 (Foto: Daniel Cassol\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Helen Lopes<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O sol estava nascendo na manh\u00e3 do Feriado de 15 de novembro, quando mais de 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) \u2013 cerca de 100\u00a0crian\u00e7as \u2013 come\u00e7aram uma caminhada\u00a0rumo ao trevo de Charqueadas, na BR-290 com a RS-401, \u00faltima parada antes do destino final: a fazenda Cabanha Drag\u00e3o, em Eldorado do Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\">O MST saiu do Km-139 da BR-290, no munic\u00edpio de Arroio dos Ratos, por volta das 7h da manh\u00e3. A reportagem do J\u00c1 encontrou os sem-terra \u00e0s 8h30. Nessa hora e meia, j\u00e1 tinham percorrido quase dois dos oito quil\u00f4metros previstos. Quem passava na estrada identificava a mobiliza\u00e7\u00e3o a partir de uma carro\u00e7a com a bandeira vermelha do Movimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um carro de som dava o ritmo da mobiliza\u00e7\u00e3o. \u201cEst\u00e3o cansados?\u201d, pergunta uma das coordenadoras. \u201cN\u00e3o\u201d, gritam os sem-terra, organizados em duas fileiras no acostamento da via. Alguns metros adiante, o carro da pol\u00edcia rodovi\u00e1ria desvia o tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p align=\"justify\">A caminhada segue em ritmo r\u00e1pido, apesar dos rostos marcados pelo sol, testas franzidas, suor escorrendo e p\u00e9s marrons de poeira. \u00c0s vezes se houve apenas o barulho do arrastar dos chinelos ou uma foice ro\u00e7ando no asfalto, em outros momentos, palavras de ordem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesse meio tempo, Ana Hanauer e Mauro Cibulski, coordenadores estaduais do MST, explicam \u00e0 imprensa o porqu\u00ea da mobiliza\u00e7\u00e3o. A reivindica\u00e7\u00e3o \u00e9 que o Governo Federal cumpra a meta estabelecida pelo Incra (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria) de assentar 1.070 fam\u00edlias em 2006. H\u00e1 menos de dois meses do final do ano,\u00a0apenas 98 fam\u00edlias foram assentadas no Estado.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cTamb\u00e9m pedimos a libera\u00e7\u00e3o de R$ 2,4 milh\u00f5es, repassados da Uni\u00e3o ao Governo do Estado, que nos \u00faltimos quatro anos n\u00e3o assentou nenhuma fam\u00edlia\u201d, afirma Mauro. Em Eldorado do Sul, o MST quer a desapropria\u00e7\u00e3o da Fazenda Drag\u00e3o, de 760 hectares.<\/p>\n<p align=\"justify\">Propriedade de um jordaniano, que est\u00e1 envolvido num inqu\u00e9rito policial por tr\u00e1fico de droga, a \u00e1rea chegou a ser vistoriada, mas como o MST ocupou a fazenda em junho de 2005, a vistoria foi suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 4a Regi\u00e3o (TRF), com base na lei que impede a desapropria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas ocupadas pelos sem-terra.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cEsse local serve ao crime organizado e \u00e0 lavagem de dinheiro do tr\u00e1fico. Deveria beneficiar dezenas de fam\u00edlias\u201d, diz Ana Hanauer, lembrando que a m\u00eddia negligencia essa parte da hist\u00f3ria. \u201cN\u00e3o esperamos outra posi\u00e7\u00e3o, pois a imprensa \u00e9 financiada pelo grande capital, s\u00f3 enxerga nossos pontos negativos. Temos problemas, sim e s\u00e3o muitos, mas temos tamb\u00e9m muitas coisas que d\u00e3o certo\u201d, sustenta Ana, natural de Roque Gonz\u00e1les, que est\u00e1 h\u00e1 10 anos no Movimento.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/mst\/mem_semterra11.jpg?0.9820309532151574\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Ao chegar na beira da estrada, em menos de uma hora as \u00a0barracas estavam quase prontos (Foto: Helen Lopes\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s tr\u00eas horas e meia de caminhada, \u00e0s 10h30, o grupo chega ao destino e come\u00e7a levantar acampamento \u2013 o material j\u00e1 estava l\u00e1, fora levado por caminh\u00e3o. Em menos de uma hora, as barracas est\u00e3o quase montadas, um po\u00e7o come\u00e7a a ser limpo e o almo\u00e7o preparado. Ana passa instru\u00e7\u00f5es aos colonos, que v\u00eam de tr\u00eas acampamentos \u2013 Nova Santa Rita, Charqueadas e Arroio dos Ratos \u2013, indicando o ponto em que cada grupo vai se instalar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os coordenadores do MST anunciam que ficam por tempo indeterminado na beira da estrada do trevo de Charqueadas, mas uma das integrantes do setor de alimenta\u00e7\u00e3o d\u00e1 a dica. \u201cTemos comida para mais ou menos uma semana\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/mst\/med_semterra7.jpg?0.9730286042611624\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Ao fundo, os fardos de arroz, farinha e feij\u00e3o (Foto: Helen Lopes\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">A pedagoga que virou professora do MST<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Integrada \u00e0 marcha, encontramos a pedagoga Julia, professora da rede estadual em Mato Grosso. Aos 42 anos, ela decidiu mudar de vida e passou a educar os filhos dos sem-terra no Rio Grande, seu estado natal. Depois de criar os dois filhos homens, ela e o marido partiram em busca da \u201crealiza\u00e7\u00e3o pessoal\u201d. Ela garante que a fam\u00edlia ap\u00f3ia. \u201cEntendem que o importante \u00e9 que eu esteja feliz\u201d, conta.<\/p>\n<p align=\"justify\">Julia explica que \u201csempre sentiu uma inquieta\u00e7\u00e3o, queria ajudar a construir a conscientiza\u00e7\u00e3o coletiva\u201d. Para isso, acha que o ensino \u00e9 o melhor meio. H\u00e1 oito meses no Movimento, ela educa 50 crian\u00e7as na Escola Itinerante do acampamento de Nova Santa Rita, regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. \u201cTrabalhamos com os elementos do cotidiano delas na alfabetiza\u00e7\u00e3o e nas primeiras no\u00e7\u00f5es de matem\u00e1tica. M\u00e9todo reconhecido pelo MEC [<em>Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o<\/em>]\u201d, destaca.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/mst\/med_semterra8.jpg?0.6615420012508699\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"227\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Realiza\u00e7\u00e3o pessoal: Julia educa 50 crian\u00e7as da Escola Itinerante (Foto: Helen Lopes\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Na mobiliza\u00e7\u00e3o do dia 15, Julia acompanhava os pequenos que vinham nas carro\u00e7as no final da marcha \u2013 parte das crian\u00e7as eram levadas no colo ou caminhavam com os pais. Sob calor intenso, ela revezava as garrafas d\u2019\u00e1gua entre elas. Volta e meia, dois homens passavam com um gal\u00e3o de \u00e1gua do po\u00e7o, trazida do acampamento de Arroio dos Ratos. Era o \u00fanico refresco ao calor.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Paulo \u00cdndio deixou o campo e entrou no Movimento<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Em frente \u00e0s carro\u00e7as das crian\u00e7as, um homem aparentando 40 anos leva um menino nos ombros. Ele observa um riacho que cruza a estrada e n\u00e3o resiste ao coment\u00e1rio: \u201cDeve ter uns baita peixe a\u00ed\u201d, fala para o amigo. Como a marcha j\u00e1 se aproxima do entroncamento de Charqueadas, os homens deixam a pescaria pr\u00e1 l\u00e1.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um deles era Paulo Roberto, ou Paulo \u00cdndio, como \u00e9 conhecido. A hist\u00f3ria dele coincide com a de grande parte dos integrantes do MST. Filho de pequenos agricultores que trabalhavam em uma fazenda na regi\u00e3o de S\u00e3o Borja, ele e os irm\u00e3os ficaram sem nada quando os pais morreram. Decidiram sair do campo.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/mst\/med_semterra2.jpg?0.4197905970529717\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"214\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Em tr\u00eas horas e meia de caminhada, MST chega ao trevo de Charqueadas (Foto: Daniel Cassol \/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Na cidade, com pouco estudo e nenhuma qualifica\u00e7\u00e3o para atividades urbanas, acabaram desempregados e foram morar na favela. \u201cAquilo n\u00e3o era vida\u201d, recorda. Nessa \u00e9poca, Paulo \u00cdndio resolveu se juntar ao MST para reivindicar um peda\u00e7o de terra que considera de direito, j\u00e1 que os pais trabalharam a vida inteira no campo.<\/p>\n<p align=\"justify\">H\u00e1 quatro anos e sete meses nos acampamentos do MST, ele diz que recuperou a dignidade e a esperan\u00e7a. \u201cSonhar \u00e9 tudo. D\u00e1 motiva\u00e7\u00e3o, um objetivo&#8230; Estou preparado para lidar na minha terra, j\u00e1 tenho um cavalo, uma carro\u00e7a e ferramentas\u201d, conta entusiasmado. Paulo tamb\u00e9m sente orgulho dos animais que cria com as outras fam\u00edlias sem-terra, num dos n\u00facleos do acampamento de Arroio dos Ratos, ponto de partida da marcha na segunda-feira, 13 de novembro. \u201cL\u00e1 tem galinha e porco\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Isolde: Da f\u00e1brica para de volta para\u00a0 lavoura<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Assim como Paulo \u00ccndio, Isolde teve que sair do interior para buscar coloca\u00e7\u00e3o na cidade. Ela n\u00e3o tentou a Capital, ficou por Sapiranga mesmo, munic\u00edpio onde nasceu. \u201cTrabalhava na ind\u00fastria, repetia todo dia a mesma coisa. N\u00e3o era o que gostava, nem o que sabia fazer\u201d, conta.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/mst\/med_semterra_6.jpg?0.8183682760944415\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Isolde: entre um chimarr\u00e3o e outro, d\u00ea olho na constru\u00e7\u00e3o das barracas (Foto: Helen Lopes\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Com o marido e tr\u00eas filhos, Isolde est\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas anos e 10 meses no MST. Ela \u00e9 uma das respons\u00e1veis pelo setor de infra-estrutura. Nessa fun\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem cotidiano. Ao chegar no destino da marcha, organizada, Isolde indica quantas s\u00e3o e onde devem ser montadas as barracas. Depois, acompanha a \u201cconstru\u00e7\u00e3o\u201d das moradias provis\u00f3rias. \u201cVamos montar 10 barracas aqui na beira da estrada. Esse local \u00e9 bom, tem sombra e um po\u00e7o\u201d, explica.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/mst\/med_semterra5.jpg?0.780232517673381\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Po\u00e7o antigo fornecer\u00e1 \u00e1gua para o acampamento provis\u00f3rio (Foto: Helen Lopes\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Estudantes da UFRGS ap\u00f3iam Reforma Agr\u00e1ria<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Cerca de 30 estudantes de v\u00e1rios cursos da UFRGS montaram um grupo de apoio \u00e0 Reforma Agr\u00e1ria, o Garra. A iniciativa surgiu a partir da cr\u00edtica ao projeto de extens\u00e3o da Universidade. \u201cEra superficial, conhec\u00edamos a realidade, mas n\u00e3o interag\u00edamos com ela\u201d, conta Eduardo Ruppental, de 25 anos, filho de pequenos agricultores de Lajeado e estudante de Biologia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os acad\u00eamicos montaram um semin\u00e1rio com representantes do MST e professores, para come\u00e7ar a conhecer o Movimento, depois, fizeram um est\u00e1gio de viv\u00eancia de 15 dias no assentamento de Nova Santa Rita e hoje acompanham os sem-terra nas atividades. Ajudam na constru\u00e7\u00e3o das casas dos assentamentos, ensinam a fazer viveiros, a instalar as fossas e a fazer os po\u00e7os.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/mst\/med_semterra9.jpg?0.2986036602070512\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"219\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Eduardo: \u201caprendemos com a experi\u00eancia de vida deles\u201d (Foto: Helen Lopes\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cNa verdade, aprendemos muito mais do que ensinamos, \u00e9 uma troca de conhecimento. Nos assentamentos, pedimos para que cada um desenhe como imagina seu lote e depois, vamos indicando onde \u00e9 melhor colocar a fossa, por exemplo\u201d, conta.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m da orienta\u00e7\u00e3o, os alunos est\u00e3o tentando montar uma feira ecol\u00f3gica no Campus do Vale, s\u00f3 com produtos dos assentamentos. Algumas edi\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram realizadas, mas o bar do Campus reclama da concorr\u00eancia. \u201cOs colegas gostam, sai tudo que levamos\u201d, comemora Ruppental.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando conseguem, as feiras acontecem nas quartas-feiras, das 10h \u00e0s 16h. Tamb\u00e9m participam do Garra acad\u00eamicos de Veterin\u00e1ria, Ci\u00eancias Sociais, Jornalismo, entre outros cursos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">H\u00fangaro pesquisa MST <\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O antrop\u00f3logo h\u00fangaro G\u00e1bor Halmai, de Budapeste,\u00a0est\u00e1 no Estado h\u00e1 um m\u00eas para conhecer as pr\u00e1ticas dos movimentos sociais brasileiros contra o neoliberalismo. O pesquisador explica que sua tese de doutorado busca identificar semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre as manifesta\u00e7\u00f5es latino-americanas e as da Europa ocidental.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caminha come\u00e7ou por volta das 7h na BR-290 (Foto: Daniel Cassol\/Divulga\u00e7\u00e3o) Helen Lopes O sol estava nascendo na manh\u00e3 do Feriado de 15 de novembro, quando mais de 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) \u2013 cerca de 100\u00a0crian\u00e7as \u2013 come\u00e7aram uma caminhada\u00a0rumo ao trevo de Charqueadas, na BR-290 com a RS-401, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-799","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-cT","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=799"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/799\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}