{"id":8066,"date":"2010-11-30T16:07:20","date_gmt":"2010-11-30T19:07:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=8066"},"modified":"2010-11-30T16:07:20","modified_gmt":"2010-11-30T19:07:20","slug":"guerra-ao-trafico-o-que-fazer-com-o-usuario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/guerra-ao-trafico-o-que-fazer-com-o-usuario\/","title":{"rendered":"Guerra ao tr\u00e1fico: o que fazer com o usu\u00e1rio?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_b20p11LV85k\/TK2-YQxO3XI\/AAAAAAAAANM\/-N8r3yLSEdg\/s1600\/40720.jpg\" title=\"O que fazer com o usu\u00e1rio\" class=\"alignleft\" width=\"280\" height=\"197\" \/>O soci\u00f3logo Dillon Soares, de 76 anos, se dedica h\u00e1 35 ao estudo da criminalidade urbana. \u00c9 professor do Instituto Universit\u00e1rio de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).<br \/>\nSua an\u00e1lise das a\u00e7\u00f5es militares contra o narcotr\u00e1fico no Rio de Janeiro n\u00e3o revela grande otimismo, embora reconhe\u00e7a que um passo importante foi dado.<br \/>\nSegundo o especialista, os ataques at\u00e9 agora foram direcionados as \u00e1reas controladas por uma das facc\u00e7\u00f5es criminosas que controlam o tr\u00e1fico de drogas no Rio, o Comando Vermelho. N\u00e3o representam, portanto o controle sobre o crime organizado na cidade.<br \/>\nPara ter resultados mais efetivos o governo deve avan\u00e7ar com outro tipo de medidas. O professor Soares   sugere que o governo brasileiro siga o exemplo do governo de \u00c1lvaro Uribe (2002\/2010) na Col\u00f4mbia.<br \/>\n\u201c\u00c9 o que chamo de de uma proposta de rendi\u00e7\u00e3o: os soldados do tr\u00e1fico, os integrantes das fac\u00e7\u00f5es, se integrariam na sociedade, como esquecimento dos crimes passados, em troca do abandono das armas\u201d.<br \/>\nO governo colombiano ofereceu perd\u00e3o para os crimes cometidos e at\u00e9 uma bolsa de  180 d\u00f3lares para garantir sua reinser\u00e7\u00e3o de bandidos na sociedade.<br \/>\nEm tr\u00eas anos, conseguiu que 13 mil pessoas entregassem suas armas, principalmente milicianos. No Rio, a quest\u00e3o das mil\u00edcia ainda n\u00e3o foi atacada.<br \/>\nQuando \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos bandidos, diz o especialista que n\u00e3o \u00e9 in\u00e9dita a ofensiva que deu origem \u00e0 rea\u00e7\u00e3o do governo. Nos \u00faltimos anos, desde 2000, mais de 800 \u00f4nibus incendiados no Rio, com as ocorr\u00eancias sempre ligadas \u00e0 pris\u00e3o, remo\u00e7\u00f5es e mortes de traficantes.<br \/>\n\u201cO que chamou aten\u00e7\u00e3o agora foram os ataques em diversos pontos da e uma concentra\u00e7\u00e3o menor no tempo, o que indica uma coordena\u00e7\u00e3o, mas uma coordena\u00e7\u00e3o de grupos fragilmente organizados. \u00c9 um erro pensar as fac\u00e7\u00f5es como empresas com linhas hier\u00e1rquicas organizadas. Elas se conectam fragilmente. Vem uma ordem e cada um age do jeito que pode\u201d.<br \/>\nPara Soares, uma das conseq\u00fc\u00eancias inevit\u00e1veis dos eventos no Rio \u00e9 a volta certos temas ao debate, como o fim da maioridade penal aos 18 anos.\u201dA linha dura contra a bandidagem vai ganhar muito terreno\u201d, diz ele. O grupo de intelectuais \u201cfoucaultiano\u201d (seguidores do fil\u00f3sofo franc\u00eas Michel Foucault) que desconfia das institui\u00e7\u00f5es e se alinhou com o que se convenciona chamar de pol\u00edtica de direitos humanos, sai disso tudo muito  enfraquecido\u201d.<br \/>\nA quest\u00e3o mais pol\u00eamica que vai se colocar daqui pra frente, segundo Soares, \u00e9 a quest\u00e3o do usu\u00e1rio. Ele diz:<br \/>\n\u201cEsse \u00e9 o grande problema: o que fazer com o usu\u00e1rio de drogas. As  op\u00e7\u00f5es est\u00e3o ganhando uma defini\u00e7\u00e3o n\u00edtida: ou libera-se ou crimininaliza. Mas fumador de crack das ruas e os que fumam maconha nas reda\u00e7\u00f5es, nas universidades, nas reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablica precisam receber o mesmo tratamento\u201d. (Entrevista ao Valor Econ\u00f4mico)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O soci\u00f3logo Dillon Soares, de 76 anos, se dedica h\u00e1 35 ao estudo da criminalidade urbana. \u00c9 professor do Instituto Universit\u00e1rio de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Sua an\u00e1lise das a\u00e7\u00f5es militares contra o narcotr\u00e1fico no Rio de Janeiro n\u00e3o revela grande otimismo, embora reconhe\u00e7a que um passo importante foi dado. 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