{"id":813,"date":"2006-12-22T14:41:53","date_gmt":"2006-12-22T17:41:53","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=813"},"modified":"2006-12-22T14:41:53","modified_gmt":"2006-12-22T17:41:53","slug":"fepam-apresenta-zoneamento-ambiental-da-silvicultura-inacabado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/fepam-apresenta-zoneamento-ambiental-da-silvicultura-inacabado\/","title":{"rendered":"Fepam apresenta zoneamento ambiental da silvicultura inacabado"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especial\/zoneamento_quase2.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" align=\"bottom\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Documento de cerca de 100 p\u00e1ginas\u00a0ainda n\u00e3o est\u00e1 conclu\u00eddo, ao contr\u00e1rio do que foi anunciado. (Foto: Paulo Dias\/Pal\u00e1cio Piratini)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ana Luiza Leal, especial para o J\u00c1<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Os jornalistas que compareceram \u00e0 cerim\u00f4nia de entrega do zoneamento ambiental da silvicultura do Estado ao governador Germano Rigotto, na\u00a0quarta-feira, 20 de dezembro, voltaram para as reda\u00e7\u00f5es sem muitas respostas. N\u00e3o puderam sequer folhear o documento de cerca de 100 p\u00e1ginas que estava apoiado sobre a mesa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Apesar da insist\u00eancia, os t\u00e9cnicos da Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Henrique Luis Roessler (Fepam) n\u00e3o listaram os munic\u00edpios com potencial para o plantio de mudas, nem quais os motivos que tornaram as regi\u00f5es mais fr\u00e1geis. Tamb\u00e9m n\u00e3o estipularam um n\u00famero limite de \u00e1rvores a ser permitido em cada unidade de paisagem natural do Rio Grande do Sul. Os estudos do zoneamento n\u00e3o est\u00e3o conclu\u00eddos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Maria Isabel Stumpf Chiappetti, funcion\u00e1ria da Fepam e coordenadora administrativa do trabalho, diz que ainda ser\u00e3o inclu\u00eddos materiais sobre as bacias hidrogr\u00e1ficas e mapas na pr\u00f3xima semana. Al\u00e9m disso, o documento poder\u00e1 sofrer ajustes ao passar pelo crivo do governador e do Comit\u00ea Gestor dos Arranjos Produtivos de Base (APB) Florestal. O comit\u00ea, criado pela atual gest\u00e3o atrav\u00e9s do Decreto 43.493, de 2004, re\u00fane agentes p\u00fablicos e privados vinculados \u00e0s cadeias produtivas de eucalipto.<\/p>\n<p align=\"justify\">O estudo dever\u00e1 nortear os licenciamentos ambientais da atividade no Estado, conforme o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em maio deste ano entre Fepam e Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPE). A data limite para entrega da conclus\u00e3o do estudo \u00e9 31 de dezembro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Terminado o trabalho t\u00e9cnico, a Funda\u00e7\u00e3o vai submet\u00ea-lo a audi\u00eancias p\u00fablicas e \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) at\u00e9 31 de mar\u00e7o de 2007.<\/p>\n<p align=\"justify\">Jackson Muller, diretor t\u00e9cnico da Fepam, julga a extens\u00e3o do TAC necess\u00e1ria, j\u00e1 que a situa\u00e7\u00e3o das empresas de celulose ficar\u00e1 indefinida at\u00e9 o Consema tornar o zoneamento lei &#8211; o que deve acontecer em julho de 2007.<\/p>\n<p align=\"justify\">O trabalho foi financiado pela Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Empresas Florestais (Ageflor). Sema e Fepam n\u00e3o tinham recursos para pagar a consultoria ambiental da empresa Biolaw, indicada pelos t\u00e9cnicos da Funda\u00e7\u00e3o, contratada em janeiro deste ano. Na opini\u00e3o de Antenor Ferrari, diretor-presidente da Fepam, &#8220;o zoneamento recebeu a contribui\u00e7\u00e3o dos setores mais comprometidos com a causa ambiental e de setores que t\u00eam interesse comercial na silvicultura &#8211; n\u00f3s compatibilizamos isso&#8221;. O in\u00edcio do projeto remonta a 2004.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #cc3300\"><strong>Plano diretor para a silvicultura<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo Antenor Ferrari, as lavouras florestais brasileiras s\u00f3 s\u00e3o licenciadas no Estado. O Rio Grande do Sul \u00e9 pioneiro no zoneamento ambiental da silvicultura: &#8220;Fizemos quest\u00e3o de ouvir t\u00e9cnicos de todo o pa\u00eds, que vieram para Porto Alegre, ou enviaram suas contribui\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do site. E foram muitas&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">O documento ser\u00e1 uma esp\u00e9cie de plano diretor para a silvicultura. Segundo Muller, ele busca organizar a gama de informa\u00e7\u00f5es que tramitam na \u00e1rea do licenciamento ambiental \u2013 disponibilidade de \u00e1guas nas bacias hidrogr\u00e1ficas, esp\u00e9cies da fauna e flora amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, aspectos culturais, s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, comunidades tradicionais etc. O Estado foi dividido em 45 unidades de paisagem natural. A expectativa \u00e9 de que o zoneamento ofere\u00e7a subs\u00eddios \u00e0 libera\u00e7\u00e3o de licen\u00e7as de quase todos os setores.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os trabalhos foram comandados por uma equipe de t\u00e9cnicos da Fepam, Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica e Departamento de Florestas e \u00c1reas Protegidas (Defap), \u00f3rg\u00e3o vinculado \u00e0 Secretaria Estadual de Meio Ambiente. &#8220;N\u00e3o \u00e9 apenas uma abordagem ambiental. Transcende porque agrega v\u00e1rios elementos importantes, e a partir do cruzamento desses elementos \u00e9 que aparecem as potencialidades e fragilidades de cada unidade&#8221;, afirma Muller.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ele acrescenta que alguns pontos do Litoral e do Pampa se revelaram fr\u00e1geis para a silvicultura: &#8220;Isso n\u00e3o significa necessariamente que a atividade v\u00e1 ser proibida nesses locais. Talvez sejam liberados plantios em menor escala&#8221;. Sugere que \u00e1reas como os Campos de Cima da Serra e pontos no centro do Estado sejam favor\u00e1veis ao plantio. Muller n\u00e3o deu mais detalhes sobre o assunto.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outra revela\u00e7\u00e3o: est\u00e1 descartada a possibilidade de remo\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores plantadas em regi\u00f5es condenadas pelo zoneamento. Quando perguntado sobre os novos n\u00fameros de \u00e1rea plantada com esp\u00e9cies ex\u00f3ticas no Estado &#8211; aguardados desde o Invent\u00e1rio Florestal de 2002 &#8211; disse que o zoneamento n\u00e3o trar\u00e1 a atualiza\u00e7\u00e3o desses dados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Embora a Ageflor estime que a \u00e1rea hoje seja de 500 mil hectares, a Fepam preferiu continuar trabalhando com os antigos 376 mil hectares. De acordo com o estudo, ser\u00e3o plantados mais 300 mil hectares de florestas em 10 anos. Ou seja, em 2016, o RS ter\u00e1 em torno de 800 mil hectares para a silvicultura.<\/p>\n<p align=\"justify\">As respostas vagas de Muller terminaram num desabafo: &#8220;Acabamos de juntar os dados ao meio-dia. Se tiv\u00e9ssemos tempo para discutir, o resultado seria mais qualificado. Mas o zoneamento n\u00e3o se encerra, \u00e9 um documento vivo. Essa \u00e9 s\u00f3 uma primeira vers\u00e3o. Ser\u00e3o agregadas contribui\u00e7\u00f5es at\u00e9 ele se transformar em lei pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema)&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento de cerca de 100 p\u00e1ginas\u00a0ainda n\u00e3o est\u00e1 conclu\u00eddo, ao contr\u00e1rio do que foi anunciado. 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