{"id":819,"date":"2007-02-07T14:49:26","date_gmt":"2007-02-07T17:49:26","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=819"},"modified":"2007-02-07T14:49:26","modified_gmt":"2007-02-07T17:49:26","slug":"planos-para-navegacao-no-jacui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/planos-para-navegacao-no-jacui\/","title":{"rendered":"Planos para navega\u00e7\u00e3o no Jacu\u00ed"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><strong class=\"texto\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><strong class=\"menulat\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/fraga\/jacui.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/span><\/strong><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><strong class=\"texto\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><strong class=\"menulat\">Sobre a plataforma de embarques do porto de Cachoeira, junto ao rio Jacu\u00ed, o vice-prefeito Hilton de Franceschi mostra o caminho para Porto Alegre (Foto: Geraldo Hasse\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><strong class=\"texto\">Geraldo Hasse, especial para o J\u00c1<\/strong> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">Como uma miragem que se renova a cada mudan\u00e7a de prefeito, reacendeu-se recentemente no munic\u00edpio de Cachoeira do Sul a esperan\u00e7a de reativar a hidrovia do rio Jacu\u00ed. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">Na Prefeitura local, \u00e9 forte a cren\u00e7a na for\u00e7a de duas empresas processadoras de mat\u00e9rias-primas rurais. A primeira \u00e9 a Granol, origin\u00e1ria de Goi\u00e1s, que j\u00e1 est\u00e1 operando as antigas instala\u00e7\u00f5es industriais da Centralsul, onde processa soja e promete produzir biodiesel. A<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"> outra \u00e9 a Aracruz, cuja f\u00e1brica de celulose em Gua\u00edba, em vias de ser ampliada, projeta embarcar em Cachoeira toda a madeira que a empresa produzir ou comprar no centro do Estado, onde vem incentivando o plantio de eucalipto. Entre os estudos da Aracruz, figuram os projetos da constru\u00e7\u00e3o em Cachoeira de um picador de madeira e de um novo terminal de embarque dessa mat\u00e9ria-prima &#8212; em toras ou parcialmente processada. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">Nunca, nos \u00faltimos 40 anos, o munic\u00edpio esteve t\u00e3o perto do sonho da volta da navega\u00e7\u00e3o. &#8220;Para n\u00f3s da Prefeitura, o melhor aspecto do projeto da Aracruz n\u00e3o \u00e9 nem o plantio de eucalipto, mas a pr\u00f3pria retomada da hidrovia&#8221;, diz o vice-prefeito Hilton de Franceschi, que coordena os projetos estrat\u00e9gicos da administra\u00e7\u00e3o local. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">Empres\u00e1rio no ramo de \u00f3ptica, ele acredita que a exist\u00eancia de um porto ativo pode atrair novos investimentos para o munic\u00edpio, situado a cerca de 200 quil\u00f4metros de Porto Alegre, tanto por hidrovia quanto por rodovia ou ferrovia.\u00a0 O porto de Cachoeira \u00e9 o ponto mais ocidental da hidrovia do Jacu\u00ed, que liga o centro do Estado \u00e0 capital e outras cidades litor\u00e2neas. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">Segundo a hist\u00f3ria, a pr\u00f3pria cidade foi fundada por imigrantes que, seguindo rio acima, n\u00e3o conseguiram ultrapassar as corredeiras do Fandango e, nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, estabeleceram-se na margem esquerda do rio, nascido no planalto, perto de Cruz Alta. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">A navega\u00e7\u00e3o foi o principal elo de liga\u00e7\u00e3o da cidade com a capital at\u00e9 1883, quando o transporte ferrovi\u00e1rio chegou ao vale do Jacu\u00ed e avan\u00e7ou para a fronteira. Trens e barcos mantiveram-se bastante ativos em Cachoeira at\u00e9 a d\u00e9cada de 1960, quando os caminh\u00f5es assumiram a maior parte das cargas. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">A ponte sobre o rio Jacu\u00ed, constru\u00edda em Cachoeira no final dos anos 1950 \u2013 na \u00e9poca da expans\u00e3o das grandes rodovias federais &#8212; incluiu uma eclusa para facilitar a\u00a0 navega\u00e7\u00e3o acima de Cachoeira, mas essa facilidade praticamente n\u00e3o teve uso por causa da decad\u00eancia paulatina do transporte hidrovi\u00e1rio no m\u00e9dio Jacu\u00ed. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">Hoje, surpreendentemente, essa hidrovia aparece n\u00e3o apenas nos planos estaduais de incremento da navega\u00e7\u00e3o fluvial e lacustre, mas tamb\u00e9m nos projetos federais para solu\u00e7\u00e3o de gargalos da log\u00edstica de transporte de mercadorias entre as regi\u00f5es produtoras e os portos de exporta\u00e7\u00e3o. De fato, h\u00e1 diversos investimentos previstos na dragagem dos canais de acesso a alguns portos. No Rio Grande do Sul, os mais citados s\u00e3o os portos de Rio Grande, Pelotas, Porto Alegre e Estrela (rio Taquari). <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">Tamb\u00e9m faz parte do portif\u00f3lio de obras listadas pelo estudo Rumos 2015, coordenado pela Secretaria de Economia e Planejamento do Rio Grande do Sul, um grande terminal portu\u00e1rio em Gua\u00edba, onde a Aracruz j\u00e1 mant\u00e9m um cais para opera\u00e7\u00e3o de barca\u00e7as que transportam celulose para o porto de Rio Grande. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">Nesse documento estrat\u00e9gico, pouco conhecido e parcamente divulgado no apagar das luzes do governo de Germano Rigotto (2003-2006), a hidrovia do Jacu\u00ed \u00e9 citada como a op\u00e7\u00e3o mais barata de transporte de carv\u00e3o mineral e madeira. Falta viabiliz\u00e1-la, o que n\u00e3o depende apenas da exist\u00eancia de uma boa plataforma de embarque e desembarque de mercadorias, como acontece em Cachoeira. Para a retomada de uma hidrovia, como tamb\u00e9m ficou demonstrado no recente Plano de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), lan\u00e7ado pelo governo federal, \u00e9 preciso haver uma articula\u00e7\u00e3o com outros modos de transporte e promover sua inser\u00e7\u00e3o na rede de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de mercadorias.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"texto\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\">Se no passado foi um importante p\u00f3lo de embarque de arroz para Porto Alegre e outras pra\u00e7as do Brasil, o porto de Cachoeira pode renascer das cinzas com o beneficiamento da soja e a expans\u00e3o da eucaliptocultura, duas das \u00faltimas apostas da economia ga\u00facha.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobre a plataforma de embarques do porto de Cachoeira, junto ao rio Jacu\u00ed, o vice-prefeito Hilton de Franceschi mostra o caminho para Porto Alegre (Foto: Geraldo Hasse\/J\u00c1) Geraldo Hasse, especial para o J\u00c1 Como uma miragem que se renova a cada mudan\u00e7a de prefeito, reacendeu-se recentemente no munic\u00edpio de Cachoeira do Sul a esperan\u00e7a de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-819","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-dd","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=819"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/819\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}