{"id":8234,"date":"2010-12-13T10:48:37","date_gmt":"2010-12-13T13:48:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=8234"},"modified":"2010-12-13T10:48:37","modified_gmt":"2010-12-13T13:48:37","slug":"hps-audiencia-publica-so-em-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/hps-audiencia-publica-so-em-marco\/","title":{"rendered":"HPS: Audi\u00eancia P\u00fablica s\u00f3 em mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><em><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" style=\"margin: 5px\" title=\"Hospital de Pronto Socorro\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_gjILnRNqw2o\/SJOFhp42IlI\/AAAAAAAAADs\/iecsS1LlwIY\/s400\/hps186%255B1%255D.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/>Patricia Marini*<\/em><br \/>\nFicou para mar\u00e7o a audi\u00eancia p\u00fablica para discutir a amplia\u00e7\u00e3o do Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre.<br \/>\nO projeto prev\u00ea desapropriar seis sobrados na rua Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio e deu origem at\u00e9 a uma associa\u00e7\u00e3o, SOS Rua do Brique, de moradores e comerciantes contr\u00e1rios \u00e0 id\u00e9ia.<br \/>\nA associa\u00e7\u00e3o teve o m\u00e9rito de trazer a p\u00fablico o projeto que at\u00e9 ent\u00e3o era desconhecido da pr\u00f3pria Comiss\u00e3o de Sa\u00fade, da C\u00e2mara de Vereadores.<br \/>\nNuma audi\u00eancia promovida pela associa\u00e7\u00e3o, o projeto foi exposto pelo diretor do hospital, J\u00falio Ferreira, em novembro.<br \/>\n\u201cN\u00e3o haver\u00e1 mais inc\u00eandios se ampliarmos o corpo de bombeiros, n\u00e3o aumentar\u00e1 o n\u00famero de traumas se ampliarmos o HPS\u201d, comparou Ferreira, tentando acalmar os que temem por uma descaracteriza\u00e7\u00e3o daquele quarteir\u00e3o na ponta mais freq\u00fcentada do Parque da Reden\u00e7\u00e3o, com mais tr\u00e2nsito e outros impactos urban\u00edsticos.<br \/>\nSegundo ele, sem a amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, a alternativa seria reduzir o n\u00famero de leitos e atendimentos para adequar as instala\u00e7\u00f5es, que est\u00e3o fora das normas, e criar espa\u00e7o para novos equipamentos.<br \/>\nEnquanto isso, a Prefeitura tenta encaixar o projeto de amplia\u00e7\u00e3o nos investimentos para a Copa, mas ainda n\u00e3o tem garantias que vai conseguir os R$ 73 milh\u00f5es necess\u00e1rios para a obra.<br \/>\n<strong>Reforma interna j\u00e1 come\u00e7ou<\/strong><br \/>\nCom ou sem amplia\u00e7\u00e3o do terreno, a reforma do HPS j\u00e1 come\u00e7ou. A primeira etapa foi a troca da caixa de for\u00e7a, que custou R$ 1,5 milh\u00e3o. A velha era do tempo da constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio, h\u00e1 66 anos, quando a tecnologia mais avan\u00e7ada era um simples aparelho de raio-X.<br \/>\nAgora falta a reforma do t\u00e9rreo e parte do segundo piso, or\u00e7ada em R$ 8,9 milh\u00f5es. A concorr\u00eancia p\u00fablica para escolher a empresa que far\u00e1 a obra j\u00e1 est\u00e1 aberta. Nenhum interessado apresentou propostas na primeira rodada, no in\u00edcio de dezembro. O prazo foi ampliado para\u00a0 10 de janeiro.<br \/>\nNo t\u00e9rreo, a reforma reorganiza o fluxo de pacientes, melhora a \u00e1rea de diagn\u00f3sticos e a triagem, como exige o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<br \/>\nRemodela parte do segundo pavimento, para amplia\u00e7\u00e3o da UTI pedi\u00e1trica, e faz pequenas interven\u00e7\u00f5es nos demais andares. \u201c\u00c9 como trocar os pneus de um carro andando\u201d, diz o engenheiro \u00c1lvaro Kniestedt.<br \/>\nOs recursos vieram do Qualisus1, programa federal para qualifica\u00e7\u00e3o de hospitais. O projeto acabou ficando mais caro que o or\u00e7ado inicialmente. A Prefeitura, que deveria entrar com uma contrapartida de 20%, precisou se comprometer com quase a metade, segundo o secret\u00e1rio adjunto da Sa\u00fade, Marcelo B\u00f3sio.<br \/>\nO hospital espera a libera\u00e7\u00e3o de mais R$ 2 milh\u00f5es do Qualisus2 para completar a reforma do segundo pavimento: criar mais uma UTI de trauma, aumentar o bloco cir\u00fargico e a sala de recupera\u00e7\u00e3o. A licita\u00e7\u00e3o ser\u00e1 em 2011.<br \/>\n<strong>\u201cTem que discutir a pol\u00edtica de sa\u00fade\u201d<\/strong><br \/>\n\u00c9 consenso que n\u00e3o se pode discutir a quest\u00e3o do hospital, isolada de toda a pol\u00edtica de sa\u00fade p\u00fablica da capital.<br \/>\nHoje, por exemplo, o HPS faz 900 atendimentos por dia. Esse n\u00famero diminuiria se a popula\u00e7\u00e3o contasse com atendimento de urg\u00eancia descentralizado na cidade e um novo hospital de urg\u00eancias na Zona Sul?<br \/>\nFerreira duvida. Ele argumenta que 76% dos pacientes residentes em Porto Alegre (88% do total) v\u00eam da regi\u00e3o central da cidade, e 15% da Zona Sul. Na Zona Norte, h\u00e1 o hospital Cristo Redentor.<br \/>\n\u00c9 preciso tamb\u00e9m levar em considera\u00e7\u00e3o a diretriz do governo federal, que \u00e9 pela cria\u00e7\u00e3o de mais UPAs \u2013 Unidades de Pronto-Atendimento.<br \/>\nAl\u00e9m das quatro que j\u00e1 t\u00eam endere\u00e7o em Porto Alegre, mais quatro UPAs devem ser instaladas em locais a ser definidos.<br \/>\nConforme portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, elas devem cobrir grupos de 200 a 300 mil habitantes, ter \u00e1rea m\u00ednima de 1,3 mil metros quadrados, capacidade para receber at\u00e9 450 pacientes por dia, uma equipe de seis m\u00e9dicos e 13 a 20 leitos cada.<br \/>\nEnquanto isso, com uma rede de atendimento b\u00e1sico insatisfat\u00f3ria na cidade, o HPS funciona como um grande posto de sa\u00fade.<br \/>\n<strong>Funcion\u00e1rios pedem nomea\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nO secret\u00e1rio adjunto da Sa\u00fade, Marcelo B\u00f3sio, chegou a dizer que \u201cnem adianta contratar mais funcion\u00e1rios com as instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas atuais do HPS\u201d.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 o que pensam os funcion\u00e1rios. Eles reclamam a nomea\u00e7\u00e3o imediata de servidores j\u00e1 aprovados em concurso, para mais de uma centena de cargos vagos.<br \/>\nPedem um plano de carreira e a volta dos \u00edndices de insalubridade alterados em abril do ano passado.<br \/>\n<strong> <\/strong><br \/>\n*<strong>Reportagem publicada no J\u00c1 Bomfim\/Moinhos, ed. dezembro.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Patricia Marini* Ficou para mar\u00e7o a audi\u00eancia p\u00fablica para discutir a amplia\u00e7\u00e3o do Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre. O projeto prev\u00ea desapropriar seis sobrados na rua Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio e deu origem at\u00e9 a uma associa\u00e7\u00e3o, SOS Rua do Brique, de moradores e comerciantes contr\u00e1rios \u00e0 id\u00e9ia. 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