{"id":845,"date":"2007-06-06T16:03:49","date_gmt":"2007-06-06T19:03:49","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=845"},"modified":"2007-06-06T16:03:49","modified_gmt":"2007-06-06T19:03:49","slug":"entidades-denunciam-politica-anti-ecologica-do-governo-gaucho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/entidades-denunciam-politica-anti-ecologica-do-governo-gaucho\/","title":{"rendered":"Entidades denunciam pol\u00edtica anti-ecol\u00f3gica do governo ga\u00facho"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Carlos Matsubara, especial para o J\u00c1<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto\"><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Entidades ambientalistas refor\u00e7adas por movimentos sindicais estiveram reunidas nesta ter\u00e7a-feira, 5 de junho, na sala Jos\u00e9 Lutzenberger da Assembl\u00e9ia Legislativa para denunciar o descaso do governo Yeda Crusius com o meio ambiente. Aproveitando o Dia Mundial do Meio Ambiente, as cr\u00edticas se referiam especialmente \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de \u00e1rvores ex\u00f3ticas em larga escala, principalmente na regi\u00e3o do Pampa.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Rog\u00e9rio Mongelos, da ONG Mira-Serra, afirma que o atual governo cede \u00e0s press\u00f5es de grandes grupos empresariais em detrimento da preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Mongelos atua na Serra Ga\u00facha, onde a ONG mant\u00e9m uma Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) e reclama da falta de uma pol\u00edtica de cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de corredores ecol\u00f3gicos na regi\u00e3o. \u201cA Serra sofre com o avan\u00e7o das planta\u00e7\u00f5es de pinus para ind\u00fastria moveleira\u201d, lembrou.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Francisco Milanez, conselheiro da Agapan, ressaltou a necessidade de \u201cafinar\u201d os discursos entre os diversos setores organizados da sociedade civil. \u201c\u00c9 preciso mostrar as incoer\u00eancias do governo\u201d, afirmou. O ambientalista citou como exemplo o zoneamento ambiental realizado pela Fepam. De acordo com ele, o documento sempre foi uma prioridade dos t\u00e9cnicos do \u00f3rg\u00e3o ambiental. \u201cCuriosamente o maior instrumento de preserva\u00e7\u00e3o que existe parece n\u00e3o interessar ao governo\u201d, ironizou.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Milanez classificou como incoer\u00eancia a escolha do Pampa para concentrar os plantios de eucalipto das empresas de celulose. Lembrou que o bioma n\u00e3o tem suporte para plantios massivos e sugeriu a regi\u00e3o do Planalto para os projetos das papeleiras. \u201cAinda que a monocultura seja ruim \u00e9 uma regi\u00e3o mais prop\u00edcia por estar extremamente degradada\u201d, explicou. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Para o professor da UFRGS e membro da ONG Amigos da \u00c1gua, Ludwig Buckup, \u201co Rio Grande do Sul passa por uma crise ambiental atrav\u00e9s de um desmonte sistem\u00e1tico da gest\u00e3o ambiental chegando a um estado cr\u00edtico\u201d.\u00a0 Buckup tem sido requisitado para palestrar em diversas partes do Estado sobre a Silvicultura.\u00a0 No pr\u00f3ximo dia 12 vai participar de uma reuni\u00e3o da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC) em S\u00e3o Gabriel, quando vai falar sobre os impactos da monocultura do eucalipto.<br \/>\nUma das representantes dos movimentos sindicais, a diretora do Semapi, sindicato que re\u00fane os funcion\u00e1rios das funda\u00e7\u00f5es ga\u00fachas e secret\u00e1ria de Pol\u00edticas Sociais da CUT\/RS, Regina Abrah\u00e3o, lembrou que o governo estadual cortou verbas e horas-extras de trabalhadores que realizaram o zoneamento ambiental da Fepam. \u201cHoje esses trabalhadores est\u00e3o mobilizados nessa defesa (do zoneamento)\u201d, argumentou. J\u00e1 o representante da ONG Ing\u00e1, Vicente Medaglia, comentou que o descaso do Executivo est\u00e1 servindo, pelo menos, para unificar as lutas dos movimentos que est\u00e3o preocupados com o futuro. Acrescentou ainda que a desconsidera\u00e7\u00e3o com a legisla\u00e7\u00e3o ambiental do atual governo j\u00e1 era prevista mesmo antes da elei\u00e7\u00e3o de Yeda Crusius.<\/span><\/p>\n<p class=\"linkbordo\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Alternativas<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Na tentativa de combater os argumentos de que faltam alternativas econ\u00f4micas para a Metade Sul do Estado, Carla Villanova, do N\u00facleo Amigos da Terra Brasil, lembrou algumas das dezenas de propostas econ\u00f4micas sugeridas para a Metade Sul durante o I Semin\u00e1rio Internacional Pampa e Sustentabilidade: em busca de alternativas produtivas. Ela recordou que, no evento realizado dia 11 de maio em Pelotas, muitos palestrantes apresentaram sugest\u00f5es para a regi\u00e3o, tida como a mais pobre do Estado. In\u00e1cio Beninca, assessor parlamentar da Assembl\u00e9ia Legislativa, falou sobre a cria\u00e7\u00e3o de cooperativas de agroind\u00fastria na Metade Sul, mas que atualmente necessitam de maiores investimentos e incentivos, no sentido de formar novas redes entre os in\u00fameros agricultores e pecuaristas familiares nela existentes. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Outro participante do evento, \u00c9dson Ortiz da Divinut Ind\u00fastria de Nozes, empresa de Cachoeira do Sul, comentou que existe uma grande demanda desta mat\u00e9ria-prima, nozes pecan, no Brasil, afirmando que o mercado est\u00e1 em expans\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o deste tipo de nozes, segundo ele, \u00e9 uma \u00f3tima alternativa de renda ao agricultor da Metade Sul, que quer diversificar seu sistema produtivo. \u201cUsando-se o valor atual de mercado, que \u00e9 de R$ 4,00\/kg, no teto de rendimento da planta\u00e7\u00e3o, quando o pomar est\u00e1 com 18 a 20 anos, o produtor rural poderia ter um rendimento de 80 a 100 mil reais \/ha\/ano\u201d, explicou.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Mais uma alternativa foi apresentada por Juarez Antonio Felipe Pereira de Mariana Pimentel. O agricultor exp\u00f4s a transforma\u00e7\u00e3o que vivenciou, ao passar de agricultura convencional \u00e0 uma agricultura agroecol\u00f3gica.\u00a0 Atualmente, em sua pequena lavoura, conduzida sob o manejo biodin\u00e2mico, existem pelo menos sete variedades de arroz, como o cateto. Segundo ele, sua qualidade de vida melhorou muito, pois al\u00e9m de n\u00e3o ter de lidar mais com agrot\u00f3xicos, agora executa todo o processo produtivo de arroz, desde a planta\u00e7\u00e3o at\u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o na Feira da Coolm\u00e9ia em Porto Alegre.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">O pecuarista Cleomar de Witt, da Leite Sul, relatou seu trabalho de assist\u00eancia junto a assentamentos de toda regi\u00e3o sul do Brasil.\u00a0 Neste, explica, \u00e9 dada assist\u00eancia t\u00e9cnica ao agricultor que trabalha na produ\u00e7\u00e3o de leite, auxiliando o mesmo desde o manejo do campo nativo (como no caso do pastoreio rotativo), nos cuidados com o rebanho, at\u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o, feita de maneira cooperativada.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Carta Aberta ao Povo Ga\u00facho<br \/>\nAo final do encontro, as entidades apresentaram a Carta Aberta ao Povo Ga\u00facho, na qual apresentam seus descontentamentos com a pol\u00edtica ambiental da governadora Yeda Crusius.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><a href=\"http:\/\/www.natbrasil.org.br\/Docs\/Monoculturas\/carta_aberta_junho.pdf\">Veja a carta na \u00edntegra<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"linkbordo\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica e protesto<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">As entidades ambientalistas e sindicatos que assinam a Carta devem entrar na pr\u00f3xima semana com uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica no Minist\u00e9rio P\u00fablico contra o governo do Estado. Ainda n\u00e3o est\u00e1 definido se a a\u00e7\u00e3o ser\u00e1 encaminhada ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual ou Federal. Segundo alguns presentes ao encontro de ontem, a maior probabilidade \u00e9 que seja encaminhada ao MPF. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o com os recursos h\u00eddricos deve levar a quest\u00e3o ao n\u00edvel federal\u201d, disse Buckup. Um protesto no centro de Porto Alegre est\u00e1 marcado para esta quarta-feira. A reuni\u00e3o foi organizada pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Per\u00edcias, Informa\u00e7\u00f5es e Pesquisas e de Funda\u00e7\u00f5es Estaduais do RS (SEMAPI) e pelo NAT\/Brasil.<\/span><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Matsubara, especial para o J\u00c1 Entidades ambientalistas refor\u00e7adas por movimentos sindicais estiveram reunidas nesta ter\u00e7a-feira, 5 de junho, na sala Jos\u00e9 Lutzenberger da Assembl\u00e9ia Legislativa para denunciar o descaso do governo Yeda Crusius com o meio ambiente. 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