{"id":849,"date":"2006-10-03T16:07:03","date_gmt":"2006-10-03T19:07:03","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=849"},"modified":"2006-10-03T16:07:03","modified_gmt":"2006-10-03T19:07:03","slug":"pmdb-deu-tiro-no-pe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/pmdb-deu-tiro-no-pe\/","title":{"rendered":"\u201cPMDB deu tiro no p\u00e9\u201d"},"content":{"rendered":"<p>l<\/p>\n<p class=\"menulat\" align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/teste2\/med_votacao.jpg?0.506857806617626\" border=\"0\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">A pesquisa boca-de-urna mostrou Rigotto na frente e errou (Fotos: Carla Ruas\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><strong>Carla Ruas<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">O resultado para elei\u00e7\u00e3o do governador do Rio Grande do Sul contrariou expectativas: Germano Rigotto (PMDB), cadidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, ficou fora do segundo turno. Para o cientista pol\u00edtico e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Andr\u00e9 Marenco, a culpa foi dos pr\u00f3prios eleitores peemedebistas.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Ao ver que Rigotto estava com uma boa vantagem e que Ol\u00edvio Dutra (PT) e Yeda Crusius (PSDB) disputavam o segundo lugar, os eleitores do PMDB resolveram \u201cescolher\u201d com quem o candidato disputaria a segunda etapa. \u201cMas foi um tiro no p\u00e9\u201d, acredita.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Os votos estrat\u00e9gicos migraram para Yeda, com a inten\u00e7\u00e3o de boicotar o Partido dos Trabalhadores. Mas em exagero, levaram o atual governador do primeiro lugar para o terceiro. Marenco acredita que o fen\u00f4meno iniciou logo ap\u00f3s a pesquisa do Ibope, divulgada na sexta-feira (29), que apontou um empate entre o PT e o PSDB, ambos com 22%. \u201cOs militantes do PMDB n\u00e3o queriam que o Ol\u00edvio fosse para o segundo turno, mas acabou ocorrendo exatamente o contr\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">O professor lembra da tradicional rivalidade entre o PMDB e o PT, no Estado. Essa rixa foi intensificada nas \u00faltimas tr\u00eas elei\u00e7\u00f5es para o Pal\u00e1cio Piratini, quando os partidos se enfrentaram no segundo turno. Para o cientista pol\u00edtico, os embates intensificaram um movimento &#8220;anti-PT\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Em 1994, Ant\u00f4nio Britto (PMDB) venceu Ol\u00edvio Dutra (PT), com 58,6% dos votos. Em 1998, os mesmos candidatos obtiveram resultado oposto: Ol\u00edvio ganhou com 49,4%.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Na elei\u00e7\u00e3o de 2002, a polariza\u00e7\u00e3o entre Britto, que concorreu pelo PPS, e Tarso Genro, foi um dos motivos para a revela\u00e7\u00e3o da &#8220;novidade da \u00e9poca&#8221;: Germano Rigotto (PMDB), que largou com \u00edndice de 2%, foi para o segundo turno, e venceu Tarso Genro (PT) com 52,7%.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Trapalhadas pol\u00edticas<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">O resultado do primeiro turno pode afetar a carreira pol\u00edtica de Rigotto. Para o professor, o epis\u00f3dio soma-se a outras \u201ctrapalhadas pol\u00edticas\u201d vivenciadas pelo governador neste ano. \u201cEle viveu um conjunto de epis\u00f3dios de derrotas\u201d, lembra.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Tudo come\u00e7ou quando perdeu a disputa interna pela candidatura \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica para Anthony Garotinho. \u201cEle aceitou uma regra de contagem maluca e acabou fragilizado\u201d. Ap\u00f3s a derrota, o PMDB regional ficou ainda mais isolado da c\u00fapula nacional e manteve uma posi\u00e7\u00e3o d\u00fabia com rela\u00e7\u00e3o ao apoio ao governo federal.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Rigotto tamb\u00e9m demorou em confirmar a sua candidatura para reelei\u00e7\u00e3o no Estado e n\u00e3o realizou uma campanha com muito entusiasmo. Al\u00e9m disso, o seu governo considerado \u201cm\u00e9dio\u201d n\u00e3o contribuiu para uma lavada de votos. \u201cEle n\u00e3o teve nenhum grande atrito, mas tamb\u00e9m n\u00e3o teve ousadias\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">O futuro do governador \u00e9 incerto. \u201cN\u00e3o vale a pena para ele disputar uma prefeitura de Caxias do Sul ou de Porto Alegre. E esperar quatro anos para ser deputado \u00e9 muito tempo\u201d, afirma. A \u00fanica sa\u00edda seria acompanhar as coaliz\u00f5es do PMDB no cen\u00e1rio federal e talvez assumir um minist\u00e9rio. \u201cSeria sua melhor oportunidade\u201d, projeta.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">A disputa regional<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">A partir de agora, a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul parte para uma nova etapa at\u00e9 o dia da vota\u00e7\u00e3o, 29 de outubro. O cientista pol\u00edtico diz que Yeda Crusius &#8220;teoricamente tem mais chance&#8221; de sair vencedora, porque o PSDB deve receber o apoio do PMDB e do PP.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Marenco aposta que o PDT vai liberar seus militantes para escolherem em quem votar. \u201cApoiar a Yeda seria complicado por causa da sua posi\u00e7\u00e3o liberal, mas o partido mant\u00e9m uma rixa com o PT, desde que rompeu com o governo Ol\u00edvio\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Para que o Partido dos Trabalhadores reverta o progn\u00f3stico teria que mudar a estrat\u00e9gia de campanha. \u201cTem que travar um debate mais duro\u201d, diz. A t\u00e1tica teria que ser diferente da que foi utilizada no primeiro turno: \u201cum discurso generalizado voltado para os militantes\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Alckmin X Lula<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Para Marenco, em \u00e2mbito nacional, os apoios de partidos n\u00e3o devem influenciar tanto. \u201cO terreno de batalha ser\u00e1 pelo eleitorado do pr\u00f3prio Lula\u201d, garante. O aspecto decisivo para Alckmin deve ser a fuga de eleitores do atual presidente por causa das den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o. E o PT tem que torcer pela fidelidade dos seus eleitores do primeiro turno.<\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\">Ele acredita que parte dos apoiadores da candidata Helo\u00edsa Helena vai votar nulo, e o restante no presidente Lula. E que os eleitores de Cristovam Buarque podem votar em um ou em outro, que n\u00e3o far\u00e1 diferen\u00e7a no cen\u00e1rio geral. \u201cAgora o que vale s\u00e3o as campanhas mais radicalizadas para ganhar e manter eleitores\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>l A pesquisa boca-de-urna mostrou Rigotto na frente e errou (Fotos: Carla Ruas\/J\u00c1) Carla Ruas O resultado para elei\u00e7\u00e3o do governador do Rio Grande do Sul contrariou expectativas: Germano Rigotto (PMDB), cadidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, ficou fora do segundo turno. 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