{"id":852,"date":"2007-07-12T16:10:34","date_gmt":"2007-07-12T19:10:34","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=852"},"modified":"2007-07-12T16:10:34","modified_gmt":"2007-07-12T19:10:34","slug":"aracruz-confirma-nova-fabrica-e-ampliacao-da-base-florestal-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/aracruz-confirma-nova-fabrica-e-ampliacao-da-base-florestal-no-rs\/","title":{"rendered":"Aracruz confirma nova f\u00e1brica e amplia\u00e7\u00e3o da base florestal no RS"},"content":{"rendered":"<p>Amplia\u00e7\u00e3o foi anunciada durante encontro com a governadora Yeda Crusius no Pal\u00e1cio Piratini (Foto: Itamar Aguiar\/Piratini)<br \/>\nCarlos Matsubara, especial para o J\u00c1<br \/>\nAs obras da nova f\u00e1brica de celulose branqueada da Aracruz em Gua\u00edba devem come\u00e7ar entre mar\u00e7o e maio de 2008. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo diretor-presidente da empresa, Carlos Aguiar, na manh\u00e3 desta quarta-feira, 11 de julho, durante encontro com a governadora Yeda Crusius no Pal\u00e1cio Piratini.<br \/>\nSegundo explicou o executivo, com a nova planta a unidade ga\u00facha ter\u00e1 ampliada sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o das atuais 450 mil toneladas para 1,8 milh\u00e3o de toneladas por ano. O aporte de investimentos, levando em conta hidrovias e a base florestal, motivo de pol\u00eamica no Estado, poder\u00e1 chegar a dois bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<br \/>\nDesde 2003 j\u00e1 foram investidos no Estado cerca de US$ 700 milh\u00f5es, sendo que duzentos milh\u00f5es j\u00e1 foram aplicados na nova planta que dever\u00e1 ter sua aprova\u00e7\u00e3o final pelo Conselho de Administra\u00e7\u00e3o neste dezembro pr\u00f3ximo.<br \/>\nSomente no projeto do Terminal Portu\u00e1rio em Rio Pardo, a gigante da celulose planeja despejar 40 milh\u00f5es de reais. O an\u00fancio foi feito no ano passado e sua constru\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar em janeiro do ano que vem. A id\u00e9ia \u00e9 que o terminal sirva para transportar duas mil toneladas de madeira at\u00e9 a f\u00e1brica de Gua\u00edba.<br \/>\nSegundo o diretor-florestal da Aracruz, Walter L\u00eddio Nunes, o terminal se juntar\u00e1 aos de Rio Pardo, S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte e Cachoeira do Sul e dar\u00e3o condi\u00e7\u00f5es da nova planta come\u00e7ar a operar j\u00e1 em mar\u00e7o de 2010. \u201cRio Pardo e Cachoeira do Sul far\u00e3o o transporte de madeira, enquanto os de Gua\u00edba e S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte carregar\u00e3o celulose\u201d, explicou.<br \/>\nA governadora Yeda Crusius comemorou a confirma\u00e7\u00e3o dos investimentos no Estado. A tucana disse acreditar que eles poder\u00e3o transformar todo o \u201cRio Grande a partir da sua metade ao sul\u201d.<br \/>\nAlheio \u00e0 toda pol\u00eamica em torno dos plantios de eucalipto e sobre o Zoneamento Ambiental da Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Fepam), Nunes informou \u00e0 governadora que a compra de terras e o plantio de eucalipto ser\u00e3o ampliados. A expectativa da empresa \u00e9 a de chegar aos 250 mil hectares. Hoje a empresa tem pouco mais de 100 mil hectares de florestas eucaliptianas.<br \/>\nNunes garantiu que 90% dos hectares plantados ter\u00e3o \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental com reservas florestais nativas e que a Aracruz manter\u00e1 programas de treinamento e capacita\u00e7\u00e3o a ser desenvolvido em conjunto com o governo do Estado.<br \/>\nPara Luciana Picoli, uma das coordenadoras da Campanha Monocultura do N\u00facleo Amigos da Terra Brasil (NAT), a preserva\u00e7\u00e3o de florestas nativas da Aracruz \u00e9 uma fal\u00e1cia. Primeiro, explica ela, porque os plantios s\u00e3o concentrados no bioma Pampa, portanto, em vegeta\u00e7\u00e3o de gram\u00edneas e n\u00e3o em florestas. Segundo, porque os ambientalistas n\u00e3o acreditam que a empresa v\u00e1 respeitar o Zoneamento Ambiental da Fepam. Luciana lembra ainda que o Minist\u00e9rio P\u00fablico determinou a exig\u00eancia de Estudo e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (EIA-Rima) para plantios acima de 100 mil hectares. \u201cSer\u00e1 que eles v\u00e3o fazer esses estudos antes de comprar terras\u201d, questiona. De acordo com Luciana, depois de adquirir as terras n\u00e3o adianta mais.<br \/>\nAntes, a floresta<br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o a um poss\u00edvel entrave no licenciamento ambiental, Nunes demonstrou confian\u00e7a. \u201cA solu\u00e7\u00e3o ambiental da Aracruz para o processo industrial n\u00e3o dever\u00e1 ter problemas de licenciamento\u201d.  O executivo completou: \u201cMas antes da f\u00e1brica vem a floresta, e n\u00f3s j\u00e1 come\u00e7amos a expans\u00e3o florestal&#8221;.<br \/>\nA governadora assina embaixo. Segundo ela, o maior entrave era o conjunto de licen\u00e7as para o planejamento de m\u00e1quinas, prepara\u00e7\u00e3o de hidrovias e constru\u00e7\u00e3o de portos. \u201c O governo vai se preparar para fornecer m\u00e3o-de-obra qualificada\u201d.<br \/>\nSobre o impacto da nova planta, a ambientalista do NAT reserva duras cr\u00edticas. Segundo Luciana, por mais que a empresa anuncie tecnologias mais limpas para branquear a celulose, o processo \u00e9 altamente poluente.  Ela ressalta que para fazer a pasta de celulose \u00e9 preciso milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua. \u201cDe onde essa \u00e1gua toda ser\u00e1 retirada e de que maneira ela ser\u00e1 devolvida ao Lago Gua\u00edba\u201d, pondera. Luciana completa afirmando que o processo de branqueamento de celulose sempre ser\u00e1 agressivo ao meio ambiente porque n\u00e3o h\u00e1 como deixar de usar soda c\u00e1ustica e principalmente, o cloro, \u201cmesmo que a empresa negue\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amplia\u00e7\u00e3o foi anunciada durante encontro com a governadora Yeda Crusius no Pal\u00e1cio Piratini (Foto: Itamar Aguiar\/Piratini) Carlos Matsubara, especial para o J\u00c1 As obras da nova f\u00e1brica de celulose branqueada da Aracruz em Gua\u00edba devem come\u00e7ar entre mar\u00e7o e maio de 2008. 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