{"id":8568,"date":"2011-01-19T07:00:12","date_gmt":"2011-01-19T10:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=8568"},"modified":"2011-01-19T07:00:12","modified_gmt":"2011-01-19T10:00:12","slug":"a-revolucao-eolica-10-energia-vai-render-royalties-a-ruralistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-revolucao-eolica-10-energia-vai-render-royalties-a-ruralistas\/","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o E\u00f3lica (10) \u2013 ENERGIA VAI RENDER ROYALTIES A RURALISTAS"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Por Cleber Dioni Tentardini<\/span><br \/>\nOs campos onde est\u00e3o sendo instalados os cataventos, a subesta\u00e7\u00e3o de energia e as linhas de transmiss\u00e3o somam cinco mil hectares e s\u00e3o utilizados principalmente para a atividade pecu\u00e1ria. Apenas uma das 27 propriedades atingidas pelas obras da Usina E\u00f3lica Cerro Chato cultiva arroz.<br \/>\nS\u00e3o 19 propriet\u00e1rios rurais que receber\u00e3o <em>royalties<\/em> sob o que ser\u00e1 produzido por cada torre instalada em suas terras. A maioria ter\u00e1 entre um e tr\u00eas aerogeradores, com exce\u00e7\u00e3o de dois ruralistas, que ter\u00e3o at\u00e9 dez torres.<br \/>\nOs <em>royalties<\/em> v\u00e3o representar 1% da energia gerada, conforme foi acertado com a E\u00f3lica Cerro Chato. O diretor da empresa, Luiz Zank, calcula que o rendimento gire em torno de 700 reais por catavento. Esse valor representa quase a metade do que rende cada gerador no complexo e\u00f3lico de Os\u00f3rio.<br \/>\n\u201cO valor ficar\u00e1 abaixo porque l\u00e1 existia o Proinfa, um programa de incentivo ao uso de fontes alternativas, que garantiu o valor do megawatt-hora mais alto, 280 reais em m\u00e9dia e, consequentemente, uma remunera\u00e7\u00e3o mais alta aos propriet\u00e1rios daquelas terras. Aqui na Cerro Chato o valor do MW foi vendido a 131 reais\u201d, explica o diretor.<br \/>\nMas nessa regi\u00e3o da fronteira, onde o vento sopra de todos os lados, pode ser que os cataventos girem muito mais do que se imagina. H\u00e1 pelo menos tr\u00eas rotas de ventos na regi\u00e3o: o Minuano, o Aragano e do Norte. Isso explica a disposi\u00e7\u00e3o desordenada dos aerogeradores no Cerro Chato.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Negocia\u00e7\u00e3o complicada<\/span><br \/>\nLuiz Zank assumiu a diretoria t\u00e9cnica da E\u00f3lica Cerro Chato no dia 9 de mar\u00e7o do ano passado e uma das tarefas era negociar com os propriet\u00e1rios rurais os <em>royalties<\/em> e outras indeniza\u00e7\u00f5es decorrentes de obras.<br \/>\nTarefa complicada, segundo ele. \u201cEu j\u00e1 conhecia um pouco a cultura do pessoal daqui, descendentes dos defensores da fronteira, e tenho muitos amigos da regi\u00e3o do pampa, ent\u00e3o eu sabia que teria de administrar alguns poss\u00edveis conflitos.\u201d<br \/>\nZank conta que, al\u00e9m do valor das indeniza\u00e7\u00f5es, uma d\u00favida recorrente dos ruralistas eram os preju\u00edzos que as obras iriam causar em suas terras. \u201cExplicamos que o maior impacto nos campos seria a abertura das estradas, que envolve a retirada de grande volume de terra, o local onde despej\u00e1-lo e a coloca\u00e7\u00e3o de balastro para que as vias n\u00e3o virassem um loda\u00e7al\u201d, explica. Para compensar outros impactos ambientais, foram negociadas contrapartidas como a constru\u00e7\u00e3o de a\u00e7udes para garantir \u00e1gua aos animais e a reposi\u00e7\u00e3o de terra f\u00e9rtil no lugar das pedras.<br \/>\nAo mesmo tempo em que os engenheiros acertavam os locais mais apropriados para coloca\u00e7\u00e3o dos aerogeradores e das linhas de transmiss\u00e3o, tamb\u00e9m se reuniam com os pecuaristas. Qualquer mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o dos equipamentos, dentro ou em outras propriedades, novos encontros eram feitos. \u201cDepois de tudo pronto, era s\u00f3 torcer para ventar cada vez mais, mas, mesmo assim, alguns n\u00e3o quiseram participar do projeto\u201d, lamenta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cleber Dioni Tentardini Os campos onde est\u00e3o sendo instalados os cataventos, a subesta\u00e7\u00e3o de energia e as linhas de transmiss\u00e3o somam cinco mil hectares e s\u00e3o utilizados principalmente para a atividade pecu\u00e1ria. Apenas uma das 27 propriedades atingidas pelas obras da Usina E\u00f3lica Cerro Chato cultiva arroz. 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