{"id":858,"date":"2007-08-08T16:15:48","date_gmt":"2007-08-08T19:15:48","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=858"},"modified":"2007-08-08T16:15:48","modified_gmt":"2007-08-08T19:15:48","slug":"a-conversao-socialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-conversao-socialista\/","title":{"rendered":"A convers\u00e3o socialista"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/revista\/med_cuba_alto.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p class=\"menulat\" align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: xx-small\">Vista do Centro Hist\u00f3rico de Havana (Fotos: Naira Hofmeister\/J\u00c1)<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Naira Hofmeister, de Havana, Cuba* <\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Miguel, de 42 anos, \u00e9 guia tur\u00edstico na Sierra Maestra. Ao p\u00e9 da montanha onde Fidel Castro e Che Guevara iniciaram a revolu\u00e7\u00e3o cubana, Miguel lamenta, mas n\u00e3o pode subir \u201csem o pago\u201d. S\u00e3o 18 pesos convertibles (a moeda que os turistas usam, equivalente ao d\u00f3lar) para ele e mais dez convertibles pelo t\u00e1xi que facilita a escalada at\u00e9 a comand\u00e2ncia de La Plata, o quartel general dos 300 guerrilheiros h\u00e1 50 anos. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Miguel \u00e9 graduado pela Universidad de La Habana em Artes Pl\u00e1sticas e Economia. H\u00e1 dez anos vive do turismo, como aut\u00f4nomo. Em vez de sal\u00e1rio, recebe pagamento dos visitantes que leva para conhecer os caminhos de Che e Fidel. Trabalha sem nenhum tipo de contrato, apesar de o governo estar ciente de sua presen\u00e7a na Sierra Maestra. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Ele poderia ser empregado do governo, como a maioria dos cubanos. Receberia no m\u00e1ximo 500 pesos cubanos por m\u00eas (mais ou menos 20 pesos convertibles). \u201cIsso eu ganho num dia aqui, atendendo um \u00fanico grupo de turistas\u201d.<br \/>\nTrabalhando menos de dez dias por m\u00eas, Miguel junta o suficiente para ir ver as filhas, que vivem em Bayamo, e ir a Havana tratar-se do vitiligo. O tratamento \u00e9 gratuito, inclusive os medicamentos. Ruim \u00e9 o \u00f4nibus, caro e n\u00e3o funciona. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: small\"><span style=\"font-size: x-small\">O guia tenta comover os turistas com sua hist\u00f3ria. Fala das filhas g\u00eameas de 15 anos que cria sozinho, da mulher que o trocou pelo sonho de Miami. Queixa-se que n\u00e3o pode oferecer seus trabalhos de artes\u00e3o aos turistas. Pode ser expulso dali se fizer isso, mas ele \u00e0s vezes d\u00e1 um jeito.<\/span> <\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/revista\/med_cuba_igreja_turistas.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p class=\"menulat\" align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: small\"><span style=\"font-size: xx-small\">Arquitetura do passado atrai turistas para Havana<\/span> <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">J\u00e1 teve obras vendidas na Europa, por um marchand que se impressionou com as cores de sua pintura. \u201cGanhei uns mil d\u00f3lares nessa ocasi\u00e3o\u201d. Hoje ele divide um quarto semi-mobiliado com um colega de profiss\u00e3o, come arroz e feij\u00e3o uma vez por dia e engana a fome com bananas que ganha do campesinato. \u201cN\u00e3o gosto do sabor, ent\u00e3o o povo j\u00e1 sabe que quando me v\u00ea comendo banana \u00e9 porque a barriga est\u00e1 incomodando demais\u201d, explica com a boca cheia da fruta. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">O turismo \u00e9 hoje a principal fonte de emprego dos cubanos. As estat\u00edsticas oficiais falam em mais de dois milh\u00f5es de turistas por ano, ser\u00e3o cinco milh\u00f5es at\u00e9 2010. S\u00e3o muitos engenheiros, m\u00e9dicos, advogados, trabalhando em hot\u00e9is ou restaurantes, como gar\u00e7om ou carregador de malas. Poucos s\u00e3o aut\u00f4nomos, como Miguel. A grande maioria \u00e9 empregado do governo.<\/span><\/p>\n<p class=\"apoio\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: xx-small\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/jornal_mesatual.php\">*Leia \u00edntegra\u00a0da reportagem\u00a0na Revista J\u00c1, n\u00famero 1 que est\u00e1 nas bancas.<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vista do Centro Hist\u00f3rico de Havana (Fotos: Naira Hofmeister\/J\u00c1) Naira Hofmeister, de Havana, Cuba* Miguel, de 42 anos, \u00e9 guia tur\u00edstico na Sierra Maestra. Ao p\u00e9 da montanha onde Fidel Castro e Che Guevara iniciaram a revolu\u00e7\u00e3o cubana, Miguel lamenta, mas n\u00e3o pode subir \u201csem o pago\u201d. S\u00e3o 18 pesos convertibles (a moeda que os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-858","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-dQ","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/858","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=858"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/858\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}