{"id":8672,"date":"2011-01-24T19:30:46","date_gmt":"2011-01-24T22:30:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=8672"},"modified":"2011-01-24T19:30:46","modified_gmt":"2011-01-24T22:30:46","slug":"a-revolucao-eolica-14-familia-davila-ve-vantagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-revolucao-eolica-14-familia-davila-ve-vantagens\/","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o E\u00f3lica (14)\u2013 FAM\u00cdLIA D\u2019\u00c1VILA V\u00ca VANTAGENS"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Por Cleber Dioni Tentardini<\/span><br \/>\nO casal Jo\u00e3o Alberto D\u2019\u00c1vila Fernandes e Leda Fernandes de Fernandes nunca imaginou que um dia participaria de um projeto de gera\u00e7\u00e3o de energia, muito menos que teria suas terras ocupadas por imensas turbinas. Mas os tempos s\u00e3o outros, como diz seu Jo\u00e3o. O casal est\u00e1 muito feliz.<br \/>\nDono do estabelecimento pecu\u00e1rio Minuano, na regi\u00e3o do Cerro Chato, seu Jo\u00e3o est\u00e1 entre os 19 propriet\u00e1rios rurais que ter\u00e3o aerogeradores em suas terras, duas dentre as 15 programadas para a Fase 3, a primeira que come\u00e7ar\u00e1 a funcionar. Dona Leda confessa que estava temerosa pelos danos que as obras iriam causar, mas agora se diz bem mais tranquila. &#8220;H\u00e1 muitas vantagens em ter as torres, acho at\u00e9 que deveriam colocar mais porque a \u00e1rea utilizada \u00e9 muito grande&#8221;, argumenta a professora aposentada.<br \/>\nA fam\u00edlia D\u2019\u00c1vila possui campos no Cerro Chato desde o s\u00e9culo 19. Seu Jo\u00e3o \u00e9 parente do Jo\u00e3o Carlos D\u2019\u00c1vila Paix\u00e3o C\u00f4rtes \u2013 seu av\u00f4 era irm\u00e3o do av\u00f4 do folclorista santanense \u2013 e tataraneto do general farroupilha David Canabarro.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Atividade de longo prazo <\/span><br \/>\nEle conta que ouviu falar na energia e\u00f3lica quando come\u00e7aram a realizar as primeiras medi\u00e7\u00f5es de vento na regi\u00e3o da Campanha. &#8220;Mas nunca dei bola, a\u00ed me convidaram para participar do projeto no Cerro Chato. Conversamos sobre as vantagens e desvantagens e aceitei&#8221;, explica o pecuarista. Segundo ele, a pecu\u00e1ria virou uma atividade de resist\u00eancia, um esporte para os pequenos propriet\u00e1rios porque a renda \u00e9 m\u00ednima e a longo prazo, sendo preciso um investimento muito grande. &#8220;Al\u00e9m de contar com filhos trabalhando l\u00e1 fora para poder sobreviver, \u00e9 preciso diversificar a atividade pecu\u00e1ria e agregar outras&#8221;, ensina.<br \/>\nInicialmente o casal teria tr\u00eas torres nos seus campos mas no tra\u00e7ado final ficou s\u00f3 com duas. O pecuarista diz que foi quest\u00e3o de sorte porque teve gente que queria ter as torres e ficou sem nenhuma, e outros se recusaram a participar do projeto.<br \/>\n<figure id=\"attachment_14417\" aria-describedby=\"caption-attachment-14417\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14417\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/eletrosul-com-paixao-cortes-no-cerro-chato-013-300x225.jpg\" alt=\"Fam\u00edlia D'\u00c1vila | Cleber Dioni Tentardini\" width=\"300\" height=\"225\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-14417\" class=\"wp-caption-text\">Fam\u00edlia D&#8217;\u00c1vila | Cleber Dioni Tentardini<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span class=\"intertit\">\u00c1gua e terra f\u00e9rtil<\/span><br \/>\nUma das vantagens apontadas pelo ruralista \u00e9 que em troca da brita retirada das jazidas para cobrir as estradas, est\u00e3o colocando no lugar uma terra preta que, segundo o casal, \u00e9 muito f\u00e9rtil. &#8220;Eles tiram o cascalho, que \u00e9 perme\u00e1vel, para colocar nas estradas, f\u00e1cil de secar depois das chuvas, e devolvem essa terra que n\u00e3o serve para eles&#8221;, explica. Outra vantagem \u00e9 que est\u00e3o abrindo a\u00e7udes. &#8220;O que \u00e9 muito bom para nossos animais porque a seca est\u00e1 danada. Com os anos, as \u00e1guas est\u00e3o sumindo, as vertentes est\u00e3o secando&#8221;, ressalta. O que mant\u00e9m o com\u00e9rcio pecu\u00e1rio da fam\u00edlia D\u2019\u00c1vila \u00e9 um arroio de pedra com vertentes.<br \/>\nA \u00e1gua proveniente do Aqu\u00edfero Guarani est\u00e1 a 70 metros no seu campo. Seu Jo\u00e3o ressalta ainda que haver\u00e1 seguran\u00e7as circulando pelos campos para cuidar dos geradores, o que vai coibir o abigeato. &#8220;Agora, espero que esse investimento tire o nosso munic\u00edpio da mis\u00e9ria porque tinha tudo, empresas, frigor\u00edfico, cooperativas, uma delas abatia ao dia 2,5 mil reses, e agora n\u00e3o tem mais nada. Inclusive m\u00e3o de obra qualificada, no campo e na cidade, o \u00faltimo censo registrou 20 mil pessoas a menos em Livramento&#8221;, completa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cleber Dioni Tentardini O casal Jo\u00e3o Alberto D\u2019\u00c1vila Fernandes e Leda Fernandes de Fernandes nunca imaginou que um dia participaria de um projeto de gera\u00e7\u00e3o de energia, muito menos que teria suas terras ocupadas por imensas turbinas. Mas os tempos s\u00e3o outros, como diz seu Jo\u00e3o. O casal est\u00e1 muito feliz. 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