{"id":868,"date":"2007-09-25T16:32:30","date_gmt":"2007-09-25T19:32:30","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=868"},"modified":"2007-09-25T16:32:30","modified_gmt":"2007-09-25T19:32:30","slug":"mortandade-de-abelhas-tambem-e-alta-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/mortandade-de-abelhas-tambem-e-alta-no-rs\/","title":{"rendered":"Mortandade de abelhas tamb\u00e9m \u00e9 alta no RS"},"content":{"rendered":"<p>Geraldo Hasse, exclusivo para o J\u00c1<br \/>\nAs colm\u00e9ias de abelhas mel\u00edferas perderam popula\u00e7\u00e3o nos meses de inverno no Rio Grande do Sul, mas os dados dispon\u00edveis s\u00e3o insuficientes para afirmar que o fen\u00f4meno do despovoamento tenha as mesmas causas da &#8220;s\u00edndrome do colapso das col\u00f4nias&#8221;, calamidade que ocorre desde 2006 na Am\u00e9rica do Norte. A opini\u00e3o \u00e9 do agr\u00f4nomo Aroni Satler, professor da Faculdade de Agronomia da UFRGS e presidente da Federa\u00e7\u00e3o Ap\u00edcola do Rio Grande do Sul, estado l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de mel no Brasil.<br \/>\nNo Sul, os agrot\u00f3xicos s\u00e3o um das causas mais comuns da morte de abelhas, mas n\u00e3o h\u00e1 pesquisas sobre o efeito cumulativo dos pesticidas contidos em plantas transg\u00eanicas, apontado como uma das causas prov\u00e1veis da misteriosa mortandade de abelhas nos Estados Unidos e no Canad\u00e1. Pelo menos at\u00e9 agora, portanto, a mortandade de abelhas no Sul nos \u00faltimos meses est\u00e1 associada ao frio e \u00e0 chuva.<br \/>\nEm invernos muito rigorosos, como foi o de 2007, os insetos sofrem com a desnutri\u00e7\u00e3o, tornando-se presa f\u00e1cil de doen\u00e7as que podem dizimar as colm\u00e9ias, provocando queda na produ\u00e7\u00e3o de mel e na renda dos apicultores. A abelha europ\u00e9ia criada no Brasil (Apis melifera) \u00e9 muito atacada pelo \u00e1caro varroa, \u00e9 vulner\u00e1vel a um protozo\u00e1rio e recentemente se tornou alvo do v\u00edrus tipo Israel.<br \/>\nEntenda o caso<br \/>\nA morte de milh\u00f5es de abelhas come\u00e7ou na Fl\u00f3rida h\u00e1 alguns meses e j\u00e1 se tornou uma s\u00edndrome sinistra que liquidou com metade das colm\u00e9ias norte-americanas. Os apicultores e os t\u00e9cnicos ainda n\u00e3o chegaram a uma conclus\u00e3o sobre as causas da mortandade. Trata-se de uma epidemia incr\u00edvel e de uma amplitude assombrosa: as abelhas simplesmente abandonam as colm\u00e9ias, desaparecem.<br \/>\nO problema tamb\u00e9m chegou \u00e0 Europa. Na Alemanha, segundo a associa\u00e7\u00e3o nacional dos apicultores, um quarto das colm\u00e9ias foi dizimado. Alguns apicultores perderam 80% de suas abelhas. Algo semelhante ocorreu na Su\u00ed\u00e7a, na It\u00e1lia, em Portugal, na Gr\u00e9cia, na Espanha, \u00c1ustria, Pol\u00f4nia, Fran\u00e7a e Inglaterra. No Brasil n\u00e3o h\u00e1 registro do problema, ou ent\u00e3o o pessoal est\u00e1 cauteloso, j\u00e1 que as abelhas s\u00e3o costumeiramente muito vulner\u00e1veis a doen\u00e7as.<br \/>\nAl\u00e9m dos preju\u00edzos na produ\u00e7\u00e3o do mel, o problema preocupa porque 80% das esp\u00e9cies vegetais necessitam das abelhas para a poliniza\u00e7\u00e3o. Sem abelhas, cair\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de muitas frutas e verduras. Nos Estados Unidos, as colheitas que dependem das abelhas s\u00e3o avaliadas em 14 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Se o problema n\u00e3o for solucionado, pode-se pensar num colapso da produ\u00e7\u00e3o de algumas lavouras.<br \/>\nNos Estados Unidos a morte maci\u00e7a das abelhas est\u00e1 sendo atribu\u00edda principalmente \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por um novo pesticida \u00e0 base de nicotina. O agrot\u00f3xico \u00e9 distribu\u00eddo por uma multinacional alem\u00e3 sob diferentes marcas: Gaucho, Merit, Admire, Confidore, Hachikusan, Premise, Advantage<br \/>\nOs agrot\u00f3xicos s\u00e3o uma causa recorrente de morte de abelhas. Mesmo a uma baixa concentra\u00e7\u00e3o, a utiliza\u00e7\u00e3o deste tipo de pesticida destruiria as defesas imunol\u00f3gicas das abelhas. Acredita-se tamb\u00e9m que as abelhas possam estar sendo atingidas por fungos-parasitas usados no controle biol\u00f3gico de pragas agr\u00edcolas.<br \/>\nSegundo alguns especialistas, as abelhas podem estar sendo v\u00edtimas do efeito cumulativo dos pesticidas produzidos pelas plantas geneticamente modificadas. Os transg\u00eanicos seriam portanto o vil\u00e3o da hist\u00f3ria. As autoridades sanit\u00e1rias, que autorizaram a pesquisa, o cultivo e o com\u00e9rcio de plantas geneticamente modificadas, est\u00e3o demorando a tomar provid\u00eancias para evitar o exterm\u00ednio das abelhas. Alguns ambientalistas j\u00e1 est\u00e3o exigindo &#8220;uma proibi\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de pesticidas sist\u00eamicos&#8221;. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Hasse, exclusivo para o J\u00c1 As colm\u00e9ias de abelhas mel\u00edferas perderam popula\u00e7\u00e3o nos meses de inverno no Rio Grande do Sul, mas os dados dispon\u00edveis s\u00e3o insuficientes para afirmar que o fen\u00f4meno do despovoamento tenha as mesmas causas da &#8220;s\u00edndrome do colapso das col\u00f4nias&#8221;, calamidade que ocorre desde 2006 na Am\u00e9rica do Norte. 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