{"id":9258,"date":"2011-05-03T08:16:56","date_gmt":"2011-05-03T11:16:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=9258"},"modified":"2011-05-03T08:16:56","modified_gmt":"2011-05-03T11:16:56","slug":"fibria-poe-a-venda-projeto-florestal-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/fibria-poe-a-venda-projeto-florestal-no-rs\/","title":{"rendered":"Fibria p\u00f5e \u00e0 venda projeto florestal no RS"},"content":{"rendered":"<p>A Fibria, empresa formada com a fus\u00e3o da Votorantim Celulose e Papel e a Aracruz, est\u00e1 pondo \u00e0 venda dois ativos considerados n\u00e3o-estrat\u00e9gicos, para  reduzir ainda mais seu endividamento.<br \/>\nAl\u00e9m da unidade de Piracicaba (SP), a companhia estuda a venda dos ativos florestais do Projeto Losango, no Rio Grande do Sul.<br \/>\nO projeto Losango previa a constru\u00e7\u00e3o de uma unidade de 1,5 milh\u00e3o de toneladas de celulose no Estado, mas ficou sem rumo depois da crise internacional de 2008.<br \/>\nA informa\u00e7\u00e3o foi dada pelo diretor de Opera\u00e7\u00f5es Florestais, Suprimentos, Papel e Estrat\u00e9gia da Fibria, Marcelo Castelli.<br \/>\nO executivo substituir\u00e1, a partir de 1\u00ba de julho, Carlos Aguiar na presid\u00eancia da companhia.<br \/>\n&#8220;Estamos sondando o mercado para verificar a valoriza\u00e7\u00e3o dos mesmos&#8221;, disse Castelli a jornalistas nesta segunda-feira, em teleconfer\u00eancia sobre os resultados do primeiro trimestre.<br \/>\n&#8220;Estamos tentando verificar se (o projeto) Losango tem atratividade para outros usos, como energia e cavaco para exporta\u00e7\u00e3o&#8221;, completou.<br \/>\nCastelli n\u00e3o respondeu se produtores de celulose tamb\u00e9m estariam interessados no ativo.<br \/>\nO Projeto Losango pertencia anteriormente \u00e0 VCP, que adquiriu a Aracruz em 2009, criando a Fibria. Com a alta d\u00edvida da nova companhia por conta das perdas com derivativos da Aracruz, em 2008, o projeto foi deixado de lado e o foco de expans\u00e3o passou a ser a f\u00e1brica de celulose de Tr\u00eas Lagoas (MS).<br \/>\nJ\u00e1 a unidade de Piracicaba produz 160 mil toneladas anuais de pap\u00e9is t\u00e9rmicos, autocopiativos e couch\u00e9. &#8220;A Fibria tem foco em celulose de mercado, ent\u00e3o (a empresa) j\u00e1 vem desinvestindo progressivamente no neg\u00f3cio de papel sem, no entanto, queimar o valor&#8230; Temos demonstrado que, ao vend\u00ea-lo, n\u00e3o estamos depreciando o patrim\u00f4nio&#8221;, disse o futuro presidente.<br \/>\nNo fim de 2010, a Fibria vendeu sua fatia no Conpacel (Cons\u00f3rcio Paulista de Papel e Celulose) por R$ 1,45 bilh\u00e3o, al\u00e9m da distribuidora de pap\u00e9is KSR, por R$ 50 milh\u00f5es, para a Suzano, que j\u00e1 detinha a outra metade da Conpacel.<br \/>\nCom a venda desses ativos, a Fibria reduziu sua rela\u00e7\u00e3o entre d\u00edvida l\u00edquida e Ebitda (sigla em ingl\u00eas para lucro antes de juros, impostos, deprecia\u00e7\u00e3o e amortiza\u00e7\u00e3o) de 5,6 vezes no final do primeiro trimestre do ano passado para 2,9 vezes.<br \/>\nA d\u00edvida bruta foi reduzida em 24%, chegando a R$ 10,2 bilh\u00f5es ao final de mar\u00e7o deste ano. J\u00e1 a d\u00edvida l\u00edquida caiu 27%, para R$ 7,96 bilh\u00f5es.<br \/>\n&#8220;Hoje temos a perspectiva de que o uso dos recursos de algum desinvestimento prioritariamente vai ser alocado para redu\u00e7\u00e3o do nosso endividamento&#8221;, afirmou o diretor financeiro da Fibria, Jo\u00e3o Elek.<br \/>\nSegundo ele, a companhia possui &#8220;muita disciplina&#8221; para voltar a atingir o patamar de Grau de Investimento, por meio de melhores efici\u00eancia operacional e perfil de endividamento.<br \/>\nAracruz e VCP perderam seus respectivos graus de investimento durante a crise financeira mundial e com a divulga\u00e7\u00e3o das perdas da Aracruz com derivativos.<br \/>\nEntre janeiro e mar\u00e7o, a Fibria obteve lucro l\u00edquido de R$ 389 milh\u00f5es, ante R$ 9 milh\u00f5es do mesmo per\u00edodo de 2010.<br \/>\nO lucro ficou acima do previsto pelo mercado: de acordo com a m\u00e9dia de tr\u00eas estimativas obtidas pela Reuters, a previs\u00e3o era de lucro de R$ 155 milh\u00f5es.<br \/>\nNo primeiro trimestre, a Fibria registrou Ebitda pro-forma (excluindo Conpacel e KSR) de R$ 607 milh\u00f5es, alta de 2% sobre o mesmo per\u00edodo do ano passado pelo maior pre\u00e7o m\u00e9dio l\u00edquido de celulose em reais. A receita l\u00edquida tamb\u00e9m cresceu 2% na compara\u00e7\u00e3o anual, para R$ 1,548 bilh\u00e3o.<br \/>\nO menor volume de vendas para a Am\u00e9rica do Norte reduziu em 2% o volume de celulose vendida no primeiro trimestre, para 1,259 milh\u00e3o de toneladas. A redu\u00e7\u00e3o, entretanto, foi parcialmente compensada pela maior demanda na Europa.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o de celulose cresceu 4% na compara\u00e7\u00e3o anual, para 1,319 milh\u00e3o de toneladas, aumento que &#8220;reflete a maior efici\u00eancia operacional&#8221;.<br \/>\n(com informa\u00e7\u00f5es da Reuters)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Fibria, empresa formada com a fus\u00e3o da Votorantim Celulose e Papel e a Aracruz, est\u00e1 pondo \u00e0 venda dois ativos considerados n\u00e3o-estrat\u00e9gicos, para reduzir ainda mais seu endividamento. Al\u00e9m da unidade de Piracicaba (SP), a companhia estuda a venda dos ativos florestais do Projeto Losango, no Rio Grande do Sul. 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