{"id":991,"date":"2008-06-10T15:51:56","date_gmt":"2008-06-10T18:51:56","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=991"},"modified":"2008-06-10T15:51:56","modified_gmt":"2008-06-10T18:51:56","slug":"a-unica-pizza-na-panela-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-unica-pizza-na-panela-do-mundo\/","title":{"rendered":"A \u00fanica pizza na panela do mundo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Alexandre Haubrich<\/strong><br \/>\nUma panela de ferro sem utilidade e um talento culin\u00e1rio capaz de fazer a massa de pizza crescer no fogo direto \u00e9 a receita que levou com sucesso os 48 anos do Bar Pedrini, sin\u00f4nimo de boa mesa e id\u00e9ias renovadoras na Cidade Baixa (av. Ven\u00e2ncio Aires, 204).<br \/>\nDepois de tanto tempo, a pizza na panela continua sendo exclusividade da casa. \u201c\u00c9 a \u00fanica no mundo\u201d, garante Guilherme Pedrini, filho do fundador Os\u00edris e sobrinho da criadora do prato.<br \/>\nGuilherme assumiu o neg\u00f3cio no come\u00e7o de 2008, com a aposentadoria do pai. Promoveu uma ampla reforma no ambiente do bar, mas manteve a voca\u00e7\u00e3o original da casa: fomentar debates pol\u00edticos regados pelo chopp cuidadosamente servido pelos gar\u00e7ons.<br \/>\nFoi nos anos 1970 que o Pedrini adquiriu essa caracter\u00edstica, quando come\u00e7ou a ser freq\u00fcentado por importantes nomes da esquerda ga\u00facha, que encontravam ali um ref\u00fagio ao endurecimento da ditadura. \u201cNessa \u00e9poca, a lota\u00e7\u00e3o total se sucedia seis vezes em uma \u00fanica noite. Era um movimento totalmente fora do comum\u201d, relata.<br \/>\nDepois das dificuldades enfrentadas na d\u00e9cada de 1980, o fim do s\u00e9culo trouxe nova vida ao Pedrini, com a aposentadoria dos fundadores Os\u00edris e Ant\u00f4nio. As id\u00e9ias do jovem administrador resgataram os freq\u00fcentadores e atualmente a casa est\u00e1 sempre cheia.<br \/>\n\u201cO Pedrini atende muita gente com mais de quarenta anos, mas uma nova gera\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a freq\u00fcentar o bar. A movimenta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos e jornalistas tamb\u00e9m voltou, e as fam\u00edlias continuam vindo\u201d.<br \/>\n<strong>Primeiro o minimercado<\/strong><br \/>\nGuilherme se criou entre as mesas do bar Pedrini. Mas ele n\u00e3o participou da montagem do antigo mini-mercado, primeiro neg\u00f3cio dos irm\u00e3os Os\u00edris e Ant\u00f4nio, ainda na d\u00e9cada de 1950, instalado na rua Fernandes Vieira, no bairro Bom Fim.<br \/>\nCome\u00e7ou a trabalhar quando o mercadinho se mudou para a avenida Ven\u00e2ncio Aires. \u201cTrabalhei com meu pai nas mais diversas fun\u00e7\u00f5es\u201d, observa.<br \/>\nFoi justamente o espa\u00e7o maior que possibilitou a amplia\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio. \u201cEles come\u00e7aram vendendo dois ou tr\u00eas pratos na hora do almo\u00e7o\u201d, revela. Aos poucos, as prateleiras foram dando lugar a mesas e o local transformou-se definitivamente em um restaurante.<br \/>\n<strong>Com\u00e9rcio da Ven\u00e2ncio se multiplica<\/strong><br \/>\nO Pedrini \u00e9 possivelmente o mais antigo neg\u00f3cio da Ven\u00e2ncio Aires, mas o com\u00e9rcio da rua est\u00e1 em expans\u00e3o. Apenas no primeiro semestre de 2008, as quadras compreendidas entre a Jo\u00e3o Pessoa e a Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio ganharam, pelo menos, seis novos espa\u00e7os.<br \/>\nConclu\u00edda em poucos meses, uma obra em frente ao bar Pedrini abriga desde o in\u00edcio do ano, uma ag\u00eancia do banco Bradesco. A concorr\u00eancia chega em breve, com a inaugura\u00e7\u00e3o de mais um Banrisul no mesmo pr\u00e9dio. Entre os dois bancos, o antigo estacionamento permaneceu, agora coberto.<br \/>\nA padaria P\u00e3o e Caf\u00e9 foi inaugurada em setembro de 2007, quase na esquina da Ven\u00e2ncio com a Lima e Silva. Al\u00e9m dos servi\u00e7os tradicionais do ramo, a P\u00e3o e Caf\u00e9 \u00e9 confeitaria, lancheria e at\u00e9 restaurante, servindo a la minuta na hora do almo\u00e7o.<br \/>\nA pretens\u00e3o do propriet\u00e1rio Jairo Teixeira da Silva, \u00e9 transformar o amplo espa\u00e7o em um centro cultural para divulgar a produ\u00e7\u00e3o de artistas da Cidade Baixa. No momento, quem entra na padaria pode apreciar pinturas da artista pl\u00e1stica Walqu\u00edria Cardona dos Santos, inspiradas em poemas de M\u00e1rio Quintana. Silva j\u00e1 negocia uma s\u00e9rie de pequenos shows com um cantor da regi\u00e3o.<br \/>\nO propriet\u00e1rio tamb\u00e9m est\u00e1 em busca de fotos antigas da casa de n\u00famero 249, que abriga a padaria. \u201cFoi constru\u00edda em 1907, por uma fam\u00edlia alem\u00e3 e tem muita hist\u00f3ria para contar\u201d, acredita.<br \/>\nAtravessando a Lima e Silva, o Expresso do Caf\u00e9 \u00e9 outro \u201cfaz tudo\u201d da regi\u00e3o. Aberto para ser uma locadora de DVDs h\u00e1 cerca de dois anos, o estabelecimento passou a caf\u00e9 e hoje \u00e9 um bar. \u201cMas um bar diferente\u201d, pontua o dono, Cristiano Ara\u00fajo. \u201cTem livros para ler aqui ou para comprar\u201d, revela.<br \/>\nEssa reportagem \u00e9 um dos destaques da edi\u00e7\u00e3o 385 do jornal J\u00c1 Bom Fim\/Moinhos. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 quinzenal e circula gratuitamente nos 10 bairros da \u00e1rea central de Porto Alegre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alexandre Haubrich Uma panela de ferro sem utilidade e um talento culin\u00e1rio capaz de fazer a massa de pizza crescer no fogo direto \u00e9 a receita que levou com sucesso os 48 anos do Bar Pedrini, sin\u00f4nimo de boa mesa e id\u00e9ias renovadoras na Cidade Baixa (av. Ven\u00e2ncio Aires, 204). 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