{"id":1000,"date":"2005-04-29T16:01:50","date_gmt":"2005-04-29T19:01:50","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=1000"},"modified":"2005-04-29T16:01:50","modified_gmt":"2005-04-29T19:01:50","slug":"os-herois-estao-fatigados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/os-herois-estao-fatigados\/","title":{"rendered":"Os Her\u00f3is est\u00e3o fatigados&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fernando de Oliveira Coutinho, Juiz Corregedor aposentado<br \/>\n15\u00aa. Regi\u00e3o T.R.T S\u00e3o Paulo<\/strong><br \/>\nNada melhor para retratar a atual situa\u00e7\u00e3o do que a produ\u00e7\u00e3o, na Fran\u00e7a, do filme de Yves Montand, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950, denominado \u201cOs her\u00f3is est\u00e3o fatigados&#8230;\u201d De igual forma como participei do Primeiro Congresso da Paz, em dezembro de 1952, em Viena, quando proclam\u00e1vamos:<br \/>\n\u201cPor mais paradoxal que se nos afigure, aqui estamos n\u00f3s reunidos, em se\u00e7\u00e3o preparat\u00f3ria de um Congresso Mundial da Paz, a fim de soltarmos o nosso grito de guerra. Grito de guerra contra todos aqueles que se quedam mudos e impass\u00edveis diante do solu\u00e7ar da dor da humanidade sofredora. Em terras long\u00ednquas, mas a n\u00f3s irmanadas por sentimentos de solidariedade humana, corre sangue inocente e culpado. \u00c9 necess\u00e1rio sustar-se a medonha carnificina que, em colheita horrenda, nos leva vidas humanas. \u00c9 necess\u00e1rio por um fim aos vendilh\u00f5es da dignidade humana. N\u00e3o se pode mais tolerar os c\u00e9ticos e ap\u00e1ticos. N\u00e3o se pode mais admitir torres de marfim onde se escondem apavorados os covardes, ego\u00edstas e indiferentes de todas as castas.<br \/>\nO sangue que hoje corre, amanh\u00e3 correr\u00e1 com maior intensidade. E o que eram part\u00edculas ficar\u00e3o gotas, o que eram gotas transformar-se-\u00e3o em riachos, os riachos em rios, rios em mar\u00e9 e, dia haver\u00e1 que seus vagalh\u00f5es atingir\u00e3o as mais altas torres de marfim. Nada permanecer\u00e1 \u00edntegro. A pestil\u00eancia da guerra atingir\u00e1 os mais rec\u00f4nditos esconderijos e n\u00e3o haver\u00e1 m\u00e1scara que os proteja, a n\u00e3o ser a derradeira m\u00e1scara da morte. \u00c9 necess\u00e1rio que nosso grito de guerra penetre atrav\u00e9s das \u201ccortinas de ouro\u201d onde se acastelam os \u201cprofiteurs\u201d da guerra. E, a cada um, o povo julgar\u00e1 conforme seu caminho.<br \/>\nE o nosso grito de guerra \u00e9 um c\u00e2ntico de Paz. E a nossa caminhada, como a dos deuses, fecundar\u00e1 o deserto. Porque a uni\u00e3o e a f\u00e9 divinizam o Homem.<br \/>\n\u00c9 o grito que sai das entranhas da m\u00e3e por ver, desde cedo, na fisionomia do filho, estampada a morte ingl\u00f3ria. \u00c9 o grito de Paz do pai, que percebe e v\u00ea refletido em seu pr\u00f3prio filho, o destino de morrer. \u00c9 o grito de Paz da noiva, que desvenda no olhar do prometido a inutilidade de construir um lar que perecer\u00e1 em virtude de guerra odiosa. \u00c9 o grito lancinante do infante que n\u00e3o quer morrer assim, dessa forma assim&#8230; \u00c9 o grito gemente da crian\u00e7a que, ao primeiro racioc\u00ednio, percebe seu tr\u00e1gico destino, ditado por mercadores. \u00c9 o grito do militar, do magistrado, do sacerdote, do intelectual, do tecel\u00e3o, que a par do tecido, tece a grandeza da p\u00e1tria, do ferrovi\u00e1rio, que percorre em suas m\u00e1quinas todos os rinc\u00f5es do pa\u00eds, do marinheiro que sulca todos os mares, do sacrificado mineiro, do aviador, que percorre c\u00e9us livres e n\u00e3o quer tombar em in\u00fatil holocausto, dos camponeses que regam a terra que n\u00e3o \u00e9 sua, com seu suor que \u00e9 muito seu.<br \/>\n\u00c9 o grito de Paz de toda multid\u00e3o que sofre e trabalha e n\u00e3o quer morrer por um ideal que n\u00e3o comunga, qual seja, o de amealhar dinheiro recolhido \u00e0s arcas de poucos com os sacrif\u00edcios de muitos. N\u00e3o desejamos mais: Suor \u2013 L\u00e1grimas \u2013 Sangue. Queremos Paz \u2013 Trabalho \u2013 Fraternidade. E o nosso grito de Paz ecoar\u00e1 por terras e mares, c\u00e9us e subsolos, porque \u00e9 mais poderoso que as bombas at\u00f4micas e hidrog\u00eanicas. Mais poderoso que todos os artif\u00edcios de guerra, porque \u00e9 o grito que parte da vontade soberana e indom\u00e1vel do homem que sabe e quer escolher seu pr\u00f3prio destino. \u00c9 o grito de Paz definitiva. Queremos viver e produzir. Amar e ser amados. Queremos o direito que a nossa dignidade humana exige: o direito de viver! O direito de saber porque e por quem morremos. E eu vos afirmo que a Paz n\u00e3o somente deve ser salva. Eu vos afirmo que a Paz n\u00e3o somente pode ser salva. Eu vos afirmo que a Paz h\u00e1 de ser salva, haja o que houver, custe o que custar, porque essa \u00e9 a nossa vontade.\u201d<br \/>\nNaqueles idos estava em guerra a Cor\u00e9ia, guerra que durou de 1950 a 1953, e por press\u00e3o mundial, terminou com a divis\u00e3o daquela na\u00e7\u00e3o em Cor\u00e9ia do Norte e do Sul e cuja fronteira foi delimitada pelo chamado paralelo 37. Em 1954 a luta argelina por sua auto-determina\u00e7\u00e3o. As maiores barbaridades ent\u00e3o ocorreram com crimes terr\u00edveis cometidos por franceses e argelinos, como o corte de m\u00e3os, a castra\u00e7\u00e3o e a decapita\u00e7\u00e3o. Nada mais atual. Mudou o palco, outros s\u00e3o os participantes. A colheita ceifadora prossegue em sua faina de exterminar a vida humana. A morte, em si, \u00e9 uma verdade universal. O homem originou-se do p\u00f3 e ao p\u00f3 retornar\u00e1. O assalto \u00e0 moda do \u201cgangsterismo\u201d operou-se no Iraque. Colocaram uma cangalha na mocidade norte americana e de cambulhada foi enviada ao matadouro. O assalto ao Iraque se estriba no trip\u00e9: gan\u00e2ncia, ambi\u00e7\u00e3o e megalomania \u201csherifiana\u201d.<br \/>\nA base \u00e9 lastreada em mentira deslavada e hipocrisia despudorada.<br \/>\nO sr. Bush, como chefe da na\u00e7\u00e3o norte americana, ao enviar sua juventude para uma morte ingl\u00f3ria, her\u00f3is sem causa, diuturnamente se transforma em um filhic\u00eddio, fratric\u00eddio e resvala pelas fronteiras do genoc\u00eddio.<br \/>\nOs her\u00f3is est\u00e3o fatigados&#8230; n\u00e3o querem tombar v\u00edtimas de uma bala certeira ou estilha\u00e7ados. N\u00e3o querem cair com os bra\u00e7os abertos em forma de cruz ou serem mortos como animais ca\u00e7ados. A boca aberta, os olhos escancarados, o sangue a jorrar. Querem a Vida que \u00e9 deles. Muito deles. S\u00f3 deles!<br \/>\n\u00c9 hora de parar. H\u00e1 tempo de guerra. H\u00e1 tempo de Paz! Bem compreendeu a Espanha, que em sua sabedoria retirou em tempo seus filhos. Os her\u00f3is est\u00e3o fatigados&#8230; come\u00e7am a entender que foram enganados. Sabem que s\u00e3o ref\u00e9ns dos senhores da guerra. Se apercebem que se n\u00e3o forem mortos, retornar\u00e3o estropiados, mutilados, aleijados, parapl\u00e9gicos, recauchutados, em frangalhos. Ao retornarem, ser\u00e3o atirados no lixo, como \u00e9 usual. Os her\u00f3is est\u00e3o fatigados&#8230; em tempo compreenderam que n\u00e3o se implanta a democracia como quem planta batatas. Que a ceifadora \u00e9 sedenta de sangue e \u00e9 cega na escolha. Os her\u00f3is est\u00e3o fatigados&#8230; em suas mentes come\u00e7am a ressoar as palavras do poeta \u201cSou sempre o mesmo, o \u00faltimo e primeiro, assim que cres\u00e7o e fico mo\u00e7o, morro!\u201d E ao cair da noite sonham.<br \/>\n\u201cEu quero arar os campos para o trigo, quero vigiar os rebanhos nas encostas, cantar nos estaleiros e altos fornos. Mas me arrancam das aulas e dos teares. E me atiram no lodo das trincheiras. N\u00e3o adianta chorar Malamatemia! Corta as entranhas, para que eu n\u00e3o nas\u00e7a\u201d.<br \/>\nSr. Bush, n\u00e3o queira passar para a hist\u00f3ria com o cognome Mr. Butcher, que como carniceiro bem lhe assenta. N\u00e3o ouse se travestir em novo Polifemo e queira prosseguir com sua manopla triturando companheiros e seres humanos. Novos Ulisses surgir\u00e3o e os pap\u00e9is se inverter\u00e3o. N\u00e3o queira em sua l\u00e1pide o epit\u00e1fio \u201caqui jaz um fratricida universal\u201d. Cessa enquanto \u00e9 tempo. Os her\u00f3is est\u00e3o fatigados&#8230; e quando fatigados se tornam uma tsunami humana com efeito devastador e imprevis\u00edvel.<br \/>\nOs her\u00f3is est\u00e3o fatigados&#8230; que se veja em todos os sites, em todos os quadrantes da terra, as palavras imorredouras de Bilac:<br \/>\n\u201cNunca morrer assim; nunca morrer num dia assim; de um sol assim!\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando de Oliveira Coutinho, Juiz Corregedor aposentado 15\u00aa. Regi\u00e3o T.R.T S\u00e3o Paulo Nada melhor para retratar a atual situa\u00e7\u00e3o do que a produ\u00e7\u00e3o, na Fran\u00e7a, do filme de Yves Montand, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950, denominado \u201cOs her\u00f3is est\u00e3o fatigados&#8230;\u201d De igual forma como participei do Primeiro Congresso da Paz, em dezembro de 1952, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1000","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84622,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/13-de-abril-queriam-transformar-o-hino-nacional-em-grito-de-guerra-mas-ele-insiste-em-ser-canto-de-paz\/","url_meta":{"origin":1000,"position":0},"title":"13 de abril: Queriam transformar o Hino Nacional em grito de guerra, mas ele insiste em ser canto de paz","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"13 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT No calend\u00e1rio das datas c\u00edvicas, o 13 de abril passa quase em sil\u00eancio, como um acorde sustentado que poucos escutam at\u00e9 o fim. 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Ele n\u00e3o tem\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-g8","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1000"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1000\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}