{"id":1040,"date":"2006-06-14T16:55:00","date_gmt":"2006-06-14T19:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=1040"},"modified":"2006-06-14T16:55:00","modified_gmt":"2006-06-14T19:55:00","slug":"jornalismo-etica-e-jornalismo-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/jornalismo-etica-e-jornalismo-ambiental\/","title":{"rendered":"Jornalismo, \u00e9tica e \u201cjornalismo ambiental\u201d"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><strong>Cl\u00e1udia Viegas*<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Falar sobre \u00e9tica \u00e9 sempre excessivo, pois a \u00e9tica \u00e9 algo que existe para a a\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que muito se fala sobre ela, pode-se levantar a suspeita de que ela \u00e9 pouco praticada. Isto n\u00e3o \u00e9 diferente no Jornalismo, onde \u00e9tica \u00e9 um dever de a\u00e7\u00e3o muito mais do que de declara\u00e7\u00e3o e muito mais ainda do que de exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um dos primeiros aspectos para falar em \u00e9tica \u00e9 desarmar-se, ou seja, \u00e9 importante que, ao debater tal assunto, isto n\u00e3o seja feito num territ\u00f3rio de acusa\u00e7\u00f5es e revanchismo. \u00c9 importante que todos olhem um pouco para si e vejam o que realmente est\u00e3o fazendo, independentemente da posi\u00e7\u00e3o que ocupam. Outra quest\u00e3o importante \u00e9 separar o jornalista do ve\u00edculo em que ele atua. O jornalista, como cidad\u00e3o, \u00e9 um indiv\u00edduo com suas convic\u00e7\u00f5es e hist\u00f3ria: ele n\u00e3o \u00e9 o ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o, ele est\u00e1 no ve\u00edculo, e \u00e0 medida que concorda ou n\u00e3o com as formas de agir e se posicionar do ve\u00edculo, pode ou n\u00e3o entrar em conflito, e dependendo da intensidade desse conflito, pode ou n\u00e3o permanecer nele. O conflito \u00e9 sempre inerente \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do jornalista, ele n\u00e3o deixa de ser \u00e9tico por suportar conflitos, ao contr\u00e1rio. Tudo depende de uma avalia\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e constante dos rumos que o ve\u00edculo, em sua linha editorial e em sua postura, assume, e do grau em que o jornalista ap\u00f3ia \u2013 ou tolera \u2013 tal direcionamento. Assim, esta primeira distin\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para tratar de \u00e9tica no jornalismo, em qualquer tipo de jornalismo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A maioria dos jornalistas que conhe\u00e7o \u00e9 jornalista n\u00e3o por lazer, ou seja, n\u00e3o faz jornalismo apenas em eventos, ou em finais de semana, por hobby, ou dentro de uma ONG, como atividade subsidi\u00e1ria \u00e0 sua profiss\u00e3o. A maioria dos jornalistas existe e vive e tenta exercer a sua dignidade e a sua \u00e9tica num ambiente chamado \u201cmercado\u201d, profundamente desigual e discriminador, e est\u00e1 nesse ambiente para sobreviver. Evidentemente, alternativas podem ser criadas, mas nem todas s\u00e3o vi\u00e1veis, nem todas \u201cd\u00e3o certo\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O que muitas vezes choca \u00e9 o discurso de que o jornalista n\u00e3o tem \u00e9tica ou \u00e9 mentiroso porque trabalha num ambiente \u201cx\u201d ou \u201cy\u201d, ou ent\u00e3o o discurso, por extens\u00e3o, de que apenas o jornalista que atua em ONG pode ter credencial para fazer um jornalismo \u00e9tico. Seria bom, antes de fazer esse discurso, uma breve reflex\u00e3o sobre as condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o do jornalista que atua em ve\u00edculos \u201cde mercado\u201d, como se diz, e as condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o do jornalista que supostamente, como alguns dizem, \u201c\u00e9 mais \u00e9tico\u201d do que este primeiro, por atuar em ONGs ou apenas a servi\u00e7o delas. Como vive cada um? Quem paga seu sal\u00e1rio? Creio que este debate \u00e9 fundamental antes de se partir para o \u201cconfronto armado\u201d que normalmente se verifica nos ambientes de discuss\u00e3o da \u00e9tica jornal\u00edstica. Se o jornalista \u201cde mercado\u201d vive do sal\u00e1rio que a empresa lhe paga, ou do free lancer, o jornalista que \u00e9 militante certamente tamb\u00e9m tem uma fonte de sobreviv\u00eancia \u2013 ou \u00e9 pago por governos (federal, estadual etc), ou por verba de ONGS \u2013 as quais, muitas vezes, prov\u00eam de governos e\/ou empresas privadas. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e9 o cidad\u00e3o, com os seus impostos, que remunera todo funcion\u00e1rio p\u00fablico ou de ONG, inclusive o jornalista nessa condi\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, partindo dessa breve reflex\u00e3o, por que \u201catirarem-se pedras\u201d nos jornalistas que atuam em empresas privadas?<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta reflex\u00e3o \u00e9 importante porque, de certa forma, transpareceu no Congresso de Jornalismo Ambiental realizado no \u00faltimo final de semana, em Porto Alegre. Uma das primeiras quest\u00f5es levantadas foi a respeito da finalidade das a\u00e7\u00f5es, dentro do escopo da filosofia aristot\u00e9lica \u2013 \u201c\u00c9tica a Nic\u00f4maco\u201d, o qual foi pai (e n\u00e3o filho) de Arist\u00f3teles. Segundo a apresenta\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo Vicente Medaglia, tamb\u00e9m dentro do jornalismo ambiental (como em outros, sustento eu) as nossas a\u00e7\u00f5es visam \u00e0 felicidade. O problema \u00e9 que \u201cfelicidade\u201d \u00e9 algo com significado muito diferente para cada pessoa, e ent\u00e3o ca\u00edmos numa discuss\u00e3o que pode n\u00e3o ter sido muito esclarecedora, embora muito significativa. O jornalista Roberto Villar afirmou seu conceito de \u00e9tica como liberdade de escolha.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na ocasi\u00e3o, fiz uma interven\u00e7\u00e3o, discordando da posi\u00e7\u00e3o de Villar, com todo o respeito, e aludi \u00e0 no\u00e7\u00e3o de \u201cmeio-termo entre o excesso e a falta\u201d como significado de \u00e9tica aristot\u00e9lica e sobre o conceito de \u201c\u00e9tica como justi\u00e7a\u201d, os quais constam na mesma obra de Arist\u00f3teles, mas certamente fui mal entendida. O que quis dizer \u00e9 que a no\u00e7\u00e3o de meio termo aristot\u00e9lica pode ser comparada \u00e0 da busca da justi\u00e7a pelo jornalista (inclusive o \u201cjornalista ambiental\u201d) no seu trabalho. O meio termo pode significar a capacidade de ouvir todas as partes envolvidas numa querela, e pode tamb\u00e9m se comparar \u00e0 busca da sustentabilidade, que n\u00e3o admite excessos nem faltas. Segundo Arist\u00f3teles, no mesmo livro dedicado a seu pai, a \u00e9tica, no seu sentido mais pleno, \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 justi\u00e7a. Mas, no \u00e2mbito do jornalismo, n\u00e3o se faz justi\u00e7a por si. Como vivemos num Estado de Direito, com leis \u201cpositivadas\u201d, o que o cidad\u00e3o ou o jornalista podem fazer \u00e9 exigir que quem tem poder de a\u00e7\u00e3o \u2013 como o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u2013 entre em a\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o do jornalista \u00e9 o jornalismo, n\u00e3o o ativismo, e isto pode tamb\u00e9m ser profundamente mal entendido. O fato \u00e9 que o jornalismo n\u00e3o \u00e9 uma \u201cjusti\u00e7a com as pr\u00f3prias m\u00e3os\u201d, mas uma forma de apoio a quem tem o dever de agir em nome dos cidad\u00e3os \u2013 autoridades a quem \u00e9 atribu\u00eddo este poder de a\u00e7\u00e3o e a quem o cidad\u00e3o paga para isto, ao ser contribuinte.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outro debate muito importante refere-se \u00e0s fontes de financiamento dos ve\u00edculos. Segundo o jornalista Roberto Villar, o crit\u00e9rio mais sustent\u00e1vel para o financiamento da imprensa que atua com jornalismo ambiental, no caso de financiamento privado, \u00e9 o da empresa \u201cque mate menos\u201d. Por este crit\u00e9rio, segundo ele, seria prefer\u00edvel aceitar o patroc\u00ednio de uma Petrobras ao de uma empresa de agrot\u00f3xicos. Aqui h\u00e1 uma quest\u00e3o crucial a ser repensada: como saber quem \u201cmata mais\u201d, quem \u201cpolui mais\u201d? Que indicadores utilizar para medir isto? Com que delimita\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica? Acredito que este crit\u00e9rio n\u00e3o seja muito pr\u00e1tico. Acredito que a maior ou menor felicidade do jornalista que necessita de sustento para o seu ve\u00edculo esteja atrelada \u00e0 maior ou menor liberdade editorial dada pelo anunciante. Ou seja: o anunciante que menos interferir no trabalho do jornalista, que mais livre o deixar, seria o preferido, ou prefer\u00edvel a outros.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sobre as fontes de informa\u00e7\u00e3o buscadas pelo jornalista e o porqu\u00ea de n\u00e3o terem sido levantados, no evento, \u201coutros debates\u201d, como o caso do plano do governo do Estado de fomentar o plantio de eucaliptos (via monocultura) na Metade Sul do Estado, algumas pondera\u00e7\u00f5es devem ser feitas. Primeiro: a busca da diversifica\u00e7\u00e3o de fontes \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do jornalista, \u00e9 um ato individual e, sem d\u00favida, faz parte das implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas do seu trabalho. A diversifica\u00e7\u00e3o deve existir n\u00e3o apenas para \u201cn\u00e3o ouvir sempre os mesmos\u201d, mas para ouvir diferentes \u201clados\u201d, ou seja, diferentes \u201cinteresses\u201d implicados num mesmo fato, seja quais forem. A id\u00e9ia de que apenas a interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida, de que dados n\u00e3o podem ser \u00fateis para a compreens\u00e3o de uma realidade parece desprovida de fundamento. Dados como os apresentados pela jornalista Cecy Oliveira, da revista Aguaonline, mostram realidades intrigantes, como o fato de boa parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o saber que a agricultura tem muito mais peso em eventos como escassez e polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua do que a ind\u00fastria. E, ademais, interpreta\u00e7\u00f5es muitas vezes podem apenas expressar a avalia\u00e7\u00e3o de uma das partes envolvidas em uma quest\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sobre o que deixou de ser abordado no evento, pelos jornalistas que participaram do painel sobre a m\u00eddia ambiental, trata-se de uma restri\u00e7\u00e3o de tempo, n\u00e3o de uma restri\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. N\u00e3o h\u00e1 por que temer o debate, qualquer que seja, se ele for honesto, com regras claras, sem subterf\u00fagios. Que existem manobras no Consema para aumentar o poder da Famurs no conselho, isto est\u00e1 claro. Foi denunciado pelas ONGs com assento no Consema. O Ambiente J\u00e1 veiculou mat\u00e9ria a respeito. Tamb\u00e9m n\u00e3o se mencionou, por parte dos debatedores das ONGs, o andamento do plebiscito sobre a usina t\u00e9rmica a carv\u00e3o em Cachoeira do Sul, o qual ocorreu no \u00faltimo domingo (21\/05). Mas n\u00e3o creio que tenha sido por qualquer motivo ideol\u00f3gico, e sim por raz\u00e3o de objetividade do debate que estava sendo proposto no momento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para encerrar, acredito ser oportuna uma desmistifica\u00e7\u00e3o. Jornalismo ambiental tem tanto compromisso com \u00e9tica quanto qualquer outro tipo de jornalismo. N\u00e3o h\u00e1 por que se criarem chav\u00f5es e \u00e9ticas \u00e0 parte. Come\u00e7ando pelo simples, se a \u00e9tica \u00e9 \u201co bem do outro\u201d, como diz Arist\u00f3teles em \u201c\u00c9tica a Nic\u00f4maco\u201d, por que tratarmos o outro com tanto desrespeito, tachando-o de mentiroso, por exemplo, ou impedindo sua presen\u00e7a em um debate? A \u00e9tica do jornalismo ambiental, como qualquer outra, deve come\u00e7ar pelas a\u00e7\u00f5es simples, com rela\u00e7\u00e3o aos nossos h\u00e1bitos e com rela\u00e7\u00e3o ao tratamento com nossos pares (jornalistas). Complicar mais do que isto \u00e9 cair em discurso e esquecer que a a\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais importante, e que ela come\u00e7a pelo indiv\u00edduo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00e1udia Viegas* Falar sobre \u00e9tica \u00e9 sempre excessivo, pois a \u00e9tica \u00e9 algo que existe para a a\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que muito se fala sobre ela, pode-se levantar a suspeita de que ela \u00e9 pouco praticada. 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Ele n\u00e3o tem\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-gM","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1040"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1040\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}