{"id":1067,"date":"2006-08-29T13:44:35","date_gmt":"2006-08-29T16:44:35","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=1067"},"modified":"2006-08-29T13:44:35","modified_gmt":"2006-08-29T16:44:35","slug":"desigualdade-social-a-prioridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/desigualdade-social-a-prioridade\/","title":{"rendered":"Desigualdade social, a prioridade"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: Verdana\"><span style=\"font-size: x-small\"><strong>Frei Betto <\/strong><br \/>\n<\/span><br \/>\nO maior m\u00e9rito do governo Lula \u00e9 contribuir efetivamente para reduzir a desigualdade social no Brasil. Em 2002, nosso pa\u00eds ocupava o vergonhoso 3\u00ba lugar em desigualdade social no mundo. Hoje, somos o 10\u00ba; se n\u00e3o \u00e9 motivo de orgulho, j\u00e1 representa um avan\u00e7o nesta na\u00e7\u00e3o t\u00e3o populosa.<br \/>\nO pico da desigualdade ocorreu na segunda metade dos anos 80, efeito da pol\u00edtica de concentra\u00e7\u00e3o de renda implementada pela ditadura militar &#8211; o her\u00e9tico \u201cmilagre brasileiro\u201d, que levou o general M\u00e9dici a admitir: \u201ca economia vai bem, mas o povo vai mal\u201d.<br \/>\nDesde 2001 h\u00e1 progressiva redu\u00e7\u00e3o no fosso da desigualdade. A renda dos mais pobres tem crescido cerca de 4,5% ao ano. No governo Lula isso se acentuou gra\u00e7as \u00e0s pol\u00edticas sociais, em especial o Bolsa Fam\u00edlia, que hoje distribui renda a mais de 30 milh\u00f5es de pessoas pobres e, segundo o Ipea, h\u00e1 maior n\u00famero de pessoas da fam\u00edlia inseridas no mercado de trabalho.<br \/>\nPesquisa do Ipea aponta que, em 2001, uma fam\u00edlia de quatro pessoas dispunha de uma renda m\u00e9dia mensal (em valores de hoje) de R$ 209. Em 2004 passou a R$ 239, um aumento de 14%.<br \/>\nComo fatores indiretos dessa melhora do quadro social temos a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, que ampliou os direitos do trabalhador; o aperfei\u00e7oamento de nossa democracia, que possibilitou mais controle das institui\u00e7\u00f5es e, em especial, a fiscaliza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico (embora isso ainda esteja longe do razo\u00e1vel); e o maior profissionalismo dos funcion\u00e1rios do governo. Um dos desafios da reforma pol\u00edtica, pela qual a na\u00e7\u00e3o tanto anseia, ser\u00e1 a dr\u00e1stica diminui\u00e7\u00e3o dos cargos de confian\u00e7a, de modo a vetar o uso da m\u00e1quina p\u00fablica como moeda eleitoral e compensa\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as partid\u00e1rias.<br \/>\nA quest\u00e3o social, t\u00e3o ef\u00eamera nos governos anteriores ao de Lula e, quase sempre, restrita \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o da primeira-dama, tornou-se central a partir de 2003. Somada \u00e0 expans\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o fundamental, iniciada no governo FHC, influi na mudan\u00e7a do perfil da desigualdade no pa\u00eds.<br \/>\nSe o governo Lula merecer um segundo mandato, como anseio, ter\u00e1 como desafios, para melhorar esse perfil, reformar a pol\u00edtica de juros, que hoje asfixia os gastos p\u00fablicos e impede o desenvolvimento sustent\u00e1vel; massificar a educa\u00e7\u00e3o de qualidade (a aprova\u00e7\u00e3o do Fundeb \u00e9 um passo importante nesse sentido); e incluir na reforma tribut\u00e1ria a tributa\u00e7\u00e3o progressiva, de modo a obrigar os mais ricos a pagarem mais impostos.<br \/>\nHoje a carga tribut\u00e1ria \u00e9 regressiva. Quem ganha at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos por m\u00eas arca com 48,8% do total, enquanto os privilegiados que recebem mais de 30 sal\u00e1rios m\u00ednimos pagam apenas 26,3%. Eis aqui uma das principais causas da viol\u00eancia urbana. N\u00e3o \u00e9 a pobreza que revolta, \u00e9 a desigualdade, essa odiosa conviv\u00eancia entre a mis\u00e9ria e a ostenta\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada pela cultura do consumismo. Basta dizer que 70% dos recursos canalizados para atenuar a d\u00edvida p\u00fablica (o famoso super\u00e1vit prim\u00e1rio) s\u00e3o amealhados por apenas 20 mil fam\u00edlias. Ou seja, o Bolsa Maraj\u00e1s abocanha tr\u00eas vezes mais recursos que o Bolsa Fam\u00edlia. Enquanto a Sa\u00fade disp\u00f5e de um or\u00e7amento anual de R$ 36 bilh\u00f5es e a Educa\u00e7\u00e3o de R$ 16 bilh\u00f5es, os credores da d\u00edvida p\u00fablica embolsam cerca de R$ 150 bilh\u00f5es por ano.<br \/>\nAinda n\u00e3o h\u00e1 motivos para comemora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o raros os brasileiros dotados de liberdade substantiva, ou seja, em condi\u00e7\u00f5es de vislumbrar alternativas para o seu projeto de vida, poder escolher uma delas e realiz\u00e1-la, inclusive alterando-a parcial ou totalmente. A maioria est\u00e1 privada do direito \u00e0 voca\u00e7\u00e3o e se submete \u00e0 oportunidade de emprego, condenada a um trabalho que raramente se traduz em satisfa\u00e7\u00e3o subjetiva, espiritual.<br \/>\nUm dos efeitos da desigualdade social \u00e9 o desprezo pelos valores \u00e9ticos. Na \u00e2nsia de livrar-se da pobreza e ingressar no mundo do consumo sofisticado (que os an\u00fancios de TV propagandeiam como \u00fanico reduto de dignidade e felicidade), ampliam-se a sonega\u00e7\u00e3o, a corrup\u00e7\u00e3o, o nepotismo e o corporativismo.<br \/>\nAs reformas pol\u00edtica e tribut\u00e1ria s\u00e3o imprescind\u00edveis para reduzir ainda mais a desigualdade social, mas n\u00e3o suficientes. O passo significativo ser\u00e1 dado no dia em que o Brasil comemorar o \u00eaxito de sua reforma agr\u00e1ria, pois s\u00f3 o campo \u00e9 capaz de absorver a m\u00e3o-de-obra hoje condenada ao desemprego e estancar o \u00eaxodo rural que provoca o incha\u00e7o de nossas cidades, visivelmente marcadas pelo subemprego e pela crescente faveliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Betto O maior m\u00e9rito do governo Lula \u00e9 contribuir efetivamente para reduzir a desigualdade social no Brasil. Em 2002, nosso pa\u00eds ocupava o vergonhoso 3\u00ba lugar em desigualdade social no mundo. Hoje, somos o 10\u00ba; se n\u00e3o \u00e9 motivo de orgulho, j\u00e1 representa um avan\u00e7o nesta na\u00e7\u00e3o t\u00e3o populosa. 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