{"id":1077,"date":"2007-04-26T13:54:59","date_gmt":"2007-04-26T16:54:59","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=1077"},"modified":"2007-04-26T13:54:59","modified_gmt":"2007-04-26T16:54:59","slug":"viagem-a-uma-porto-alegre-triste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/viagem-a-uma-porto-alegre-triste\/","title":{"rendered":"Viagem a uma Porto Alegre triste"},"content":{"rendered":"<p>M\u00e1rio Maestri,  historiador e professor da UPF<br \/>\nDurante um fim de semana do m\u00eas de abril, trinta alunos do curso de Hist\u00f3ria da Universidade de Passo Fundo visitaram os principais centros de pesquisa, pr\u00e9dios p\u00fablicos e monumentos hist\u00f3ricos de Porto Alegre. Organizo semestralmente viagens de estudo semelhantes, nos s\u00e1bados e domingos, sobretudo \u00e0 capital e \u00e0 Regi\u00e3o Sul do estado.<br \/>\nDesta vez, os estudantes partiram de Passo Fundo quinta-feira de madrugada, para chegar sexta-feira pela manh\u00e3 \u00e0 capital. O que impediu lamentavelmente que mais alunos participassem da iniciativa, pois n\u00e3o obtiveram licen\u00e7a de afastamento das atividades profissionais. No Brasil, n\u00e3o contamos com legisla\u00e7\u00e3o que proteja os direitos m\u00ednimos do trabalhador-estudante, em geral j\u00e1 obrigado a pagar por seus estudos universit\u00e1rios.<br \/>\nA dif\u00edcil decis\u00e3o de amplia\u00e7\u00e3o da visita para tr\u00eas dias deveu-se ao paradoxal fato de que a grande maioria dos pr\u00e9dios e equipamento p\u00fablicos da capital rio-grandense encontra-se fechada durante o fim-de-semana, precisamente no per\u00edodo em que a popula\u00e7\u00e3o da capital e, sobretudo, do interior poderia visit\u00e1-los. Nesse aspecto, o p\u00fablico torna-se qualificativo sem sentido. Tudo isso em uma cidade que pretende ter voca\u00e7\u00e3o tur\u00edstica.<br \/>\nMesmo constituindo pr\u00e9dios de import\u00e2ncia arquitet\u00f4nica e hist\u00f3rica, destinos naturais de visitas culturais e de lazer, encontram-se fechados \u00e0 visita\u00e7\u00e3o durante o s\u00e1bado e o domingo o Pal\u00e1cio Piratini, o Solar dos C\u00e2maras, o pr\u00e9dio da Prefeitura de Porto Alegre, entre tantos outros. A justificativa comum \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 funcion\u00e1rios para acompanhar a visita\u00e7\u00e3o fora dos dias laborais.<br \/>\nCom o sacrif\u00edcio da presen\u00e7a de diversos alunos, foram visitados na sexta-feira o Pal\u00e1cio Piratini, o Solar dos C\u00e2maras, o arquivo da C\u00faria Metropolitana, o Arquivo P\u00fablico, o Arquivo Hist\u00f3rico e o Memorial do RS, localizado no imponente pr\u00e9dio dos antigos Correios, na pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega. Essas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o centros de pesquisa fundamentais para os historiadores. Registre-se o enorme esfor\u00e7o dos funcion\u00e1rios em apresentar da melhor forma poss\u00edvel suas institui\u00e7\u00f5es aos visitantes.<br \/>\nNa sexta-feira, pela manh\u00e3, os alunos foram brindados com palestra sobre a hist\u00f3ria de Porto Alegre e de sua arquitetura ministrada pela arquiteta e historiadora Nara Machado, professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-RS, realizada nas escadarias do monumento a J\u00falio de Castilhos, na pra\u00e7a da Matriz, diante do magn\u00edfico pr\u00e9dio do Teatro S\u00e3o Pedro.<br \/>\nS\u00e1bado foram visitados o Museu da Comunica\u00e7\u00e3o Social Hip\u00f3lito da Costa, o pr\u00e9dio do Mercado P\u00fablico, a pra\u00e7a Quinze, o Centro de Cultura M\u00e1rio Quintana. A atividade encerrou-se, com pleno sucesso, domingo ao meio dia, com a visita ao Brique da Reden\u00e7\u00e3o e ao Parque Farroupilha.<br \/>\n***<br \/>\nParece j\u00e1 uma lei social que o brasileiro tenha sempre saudade do passado, por mais duro e dif\u00edcil que tenha sido. A presente visita n\u00e3o deixou de registrar a inexor\u00e1vel decad\u00eancia do espa\u00e7o p\u00fablico-cultural, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00faltimas viagens, realizadas nesses \u00faltimos cinco a seis anos. Uma degrada\u00e7\u00e3o, registre-se, de ra\u00edzes muito mais antigas.<br \/>\nDesta vez, foi imposs\u00edvel visitar o Museu J\u00falio de Castilhos, antiga resid\u00eancia do patriarca da rep\u00fablica rio-grandense, que se encontra fechado, segundo parece, por falta de funcion\u00e1rios. O mesmo ocorreu com o magn\u00edfico pr\u00e9dio da Biblioteca P\u00fablica, inaugurado durante a gest\u00e3o de Carlos Barbosa, encerrado sem progn\u00f3stico de abertura, para \u201creformas\u201d.<br \/>\nEm boa parte das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas visitadas, pode-se apreciar a enorme falta de recursos e a profunda inc\u00faria dos governantes. Destaque-se como exemplos paradigm\u00e1ticos a triste situa\u00e7\u00e3o da pra\u00e7a da Matriz e o parque enormemente carunchado dos sal\u00f5es nobres do Pal\u00e1cio Piratini, tudo isso no cora\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico da cidade e no centro da representa\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico.<br \/>\nAinda mais triste, pois irremedi\u00e1vel, \u00e9 a constata\u00e7\u00e3o da inexor\u00e1vel destrui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico-paisag\u00edstico da capital, literalmente entregue \u00e0 especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o pela aus\u00eancia de legisla\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas efetivas. Mesmo que essa degrada\u00e7\u00e3o seja processo quotidiano, patente para os que vivem na capital, ela assume aspectos dolorosos ao tentar-se apresenta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da cidade a visitantes.<br \/>\nPorto Alegre j\u00e1 quase n\u00e3o possui pr\u00e9dios dos fins do s\u00e9culo 18 e in\u00edcios do seguinte. Eles desapareceram sob a indiferen\u00e7a de nossos homens p\u00fablicos, do passado e do presente. Os derradeiros sobrados com caracter\u00edsticas neocl\u00e1ssicas de meados e fins do s\u00e9culo 19 est\u00e3o sendo igualmente derrubados, degradados ou substitu\u00eddos por constru\u00e7\u00f5es que brutalizam sem piedade o centro. As iniciativas de restauro e preserva\u00e7\u00e3o desses pr\u00e9dios constituem eufemismo para interven\u00e7\u00f5es que n\u00e3o raro os reduzem \u00e0s suas fachadas. Os edif\u00edcios historicistas s\u00e3o literalmente esmagados por enormes pr\u00e9dios que pululam livremente em seu entorno.<br \/>\nUma destrui\u00e7\u00e3o que, ap\u00f3s canibalizar o \u201ccentro hist\u00f3rico\u201d de Porto Alegre, vem arrasando rapidamente os bairros residenciais surgidos sobretudo no s\u00e9culo 20, destruindo ou descaracterizando irremediavelmente um casario que registra materialmente o modo de pensar, de querer e de relacionar-se do porto-alegrense nos tempos pret\u00e9ritos. Isso em um estado em que o tradicionalismo \u00e9 cultura oficial, possuindo o pr\u00f3prio Pal\u00e1cio Piratini um galp\u00e3o crioulo!<br \/>\nA anarquia absoluta na forma e dimens\u00e3o dos letreiros, dos cartazes, das publicidades etc., nas fachadas dos pr\u00e9dios das antigas e novas art\u00e9rias, nas empenas cegas dos arranha-c\u00e9us etc.; a degrada\u00e7\u00e3o e descaracteriza\u00e7\u00e3o das pra\u00e7as, cal\u00e7adas e art\u00e9rias urbanas; a invas\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico pelos pequenos e grandes interesses privados etc. brutificam de forma crescente Porto Alegre, ao igual do que ocorre no resto do Brasil, em um processo de dolorosas conseq\u00fc\u00eancias culturais, sociais e vivenciais. Porto Alegre torna-se crescentemente feia, ego\u00edsta, desigual, agressiva, despersonalizada, sem passado, em um doloroso retrato dos dias atuais.<br \/>\nConhecer e estudar Porto Alegre e as cidades hist\u00f3ricas rio-grandenses e brasileiras \u00e9 uma verdadeira urg\u00eancia. \u00c9 simplesmente agora, ou nunca mais.<br \/>\n* Artigo publicado no site Correio da Cidadania<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio Maestri, historiador e professor da UPF Durante um fim de semana do m\u00eas de abril, trinta alunos do curso de Hist\u00f3ria da Universidade de Passo Fundo visitaram os principais centros de pesquisa, pr\u00e9dios p\u00fablicos e monumentos hist\u00f3ricos de Porto Alegre. 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