{"id":1095,"date":"2007-09-19T14:12:35","date_gmt":"2007-09-19T17:12:35","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=1095"},"modified":"2007-09-19T14:12:35","modified_gmt":"2007-09-19T17:12:35","slug":"farrapos-uma-briga-na-sala-de-visitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/farrapos-uma-briga-na-sala-de-visitas\/","title":{"rendered":"Farrapos: uma briga na sala de visitas"},"content":{"rendered":"<p><strong> M\u00e1rio Maestri, historiador e professor da UPF<\/strong><br \/>\nNa madrugada de 14 de novembro de 1844, em conluio com o bar\u00e3o de Caxias, comandante m\u00e1ximo das for\u00e7as imperiais, o general David Canabarro, chefe das tropas republicanas, entregou os soldados farroupilhas negros desarmados aos inimigos, em um dos mais vis fatos de armas da hist\u00f3ria militar brasileira. No serro de Porongos \u2013 munic\u00edpio Pinheiro Machado \u2013, foi dizimada a infantaria negra, acelerando a paz entre grandes propriet\u00e1rios republicanos e monarquistas.<br \/>\nA historiografia tradicional sulina explicou como lament\u00e1vel e quase inexplic\u00e1vel \u201csurpresa\u201d a derrota farroupilha em Porongos. O historiador Spencer Leitman  assinala que o fato deveu-se a uma vil trai\u00e7\u00e3o. A edi\u00e7\u00e3o de carta do bar\u00e3o de Caxias, pelo Arquivo Hist\u00f3rico do Rio Grande do Sul, elucidou as raz\u00f5es da falsa surpresa militar.<br \/>\nNa carta, Caxias ordenava ao coronel Francisco Pedro de Abreu \u2013 o \u201cMoringue\u201d \u2013 que surpreendesse as tropas rebeldes, em 14 de novembro, e que n\u00e3o temesse o confronto. A infantaria inimiga \u2013 constitu\u00edda sobretudo por ex-cativos \u2013 encontrava-se desarmada: &#8220;[&#8230;] ela dever\u00e1 receber ordem de um ministro e do General-em-Chefe para entregar o cartuchame sob o pretexto de desconfian\u00e7a dela.&#8221;<br \/>\n O general farroupilha David Canabarro cobriu-se de inf\u00e2mia. Combinou entregar seus soldados negros, desarmados, ao inimigo, para que fossem massacrados, para acelerar o fim do conflito, atrav\u00e9s de solu\u00e7\u00e3o final para a quest\u00e3o dos soldados ex-cativos, que o Imp\u00e9rio negava-se a libertar. Ap\u00f3s o fim da guerra, em pagamento pelos bons servi\u00e7os, o Imp\u00e9rio manteve-lhe no posto de general.<br \/>\nCaxias assinalou os objetivos do ataque. Com uma grande derrota, esperava p\u00f4r um definitivo fim \u00e0 resist\u00eancia dos rebeldes e acelerar as discuss\u00f5es sobre a rendi\u00e7\u00e3o. Exagerando, lembrava ao oficial subalterno que o &#8220;neg\u00f3cio secreto&#8221; estabelecido com Canabarro levaria &#8220;em poucos dias ao fim da revolta desta prov\u00edncia&#8221;. O segundo grande objetivo era  criar as condi\u00e7\u00f5es para solu\u00e7\u00e3o senhorial do problema posto pelos ex-escravos armados, combatendo na infantaria de 1\u00aa Linha e no Corpo de Lanceiro.<br \/>\nDavid Canabaro e Ant\u00f4nio Vicente da Fontoura eram ent\u00e3o expoentes do partido da rendi\u00e7\u00e3o a qualquer custo, \u00e0 qual se opunham Bento Gon\u00e7alves e Netto. Menos de dois meses ap\u00f3s a trai\u00e7\u00e3o de Porongos, o bar\u00e3o de Caxias escreveria: \u201cDavi Canabarro \u00e9 hoje o chefe em cuja boa f\u00e9 mais confio\u201d. \u201cBento Gon\u00e7alves e Neto mostram-se pouco satisfeitos pela delibera\u00e7\u00e3o que vai tomar David\u201d.<br \/>\nNa carta, Caxias ordena fria e hipocritamente: &#8220;No conflito, poupe o sangue brasileiro quando puder, particularmente de gente branca da prov\u00edncia ou \u00edndios, pois bem sabe que esta pobre gente ainda nos pode ser \u00fatil no futuro.&#8221; O chefe imperial pensava j\u00e1 na interven\u00e7\u00e3o que o Imp\u00e9rio preparava contra Rosas, presidente supremo da Argentina. Os republicanos contavam tamb\u00e9m com a guerra pr\u00f3xima para obter maiores concess\u00f5es do Imp\u00e9rio.<br \/>\nA ordem do Bar\u00e3o era clara. Massacrar sobretudo os ex-cativos crioulos e africanos libertados da escravid\u00e3o para lutar nas tropas farroupilhas, aos quais, seguindo a vis\u00e3o escravista senhorial da \u00e9poca, Caxias n\u00e3o concedia terem \u201csangue brasileiro\u201d.  Como republicanos e imperiais organizavam acampamentos distintos para brancos, \u00edndios e negros, a miss\u00e3o do coronel Francisco Pedro de Abreu cumpriu-se sem maiores dificuldades.<br \/>\nNa madrugada de 14 de novembro de 1844, as tropas do Imp\u00e9rio ca\u00edram sobre os 1.200 soldados rebeldes, capturando-lhes a bagagem, abarracamento, armas, arquivos, estandartes, muni\u00e7\u00f5es, a \u00faltima pe\u00e7a de artilharia farroupilha. Cem combatentes, sobretudo negros, teriam sido mortos e 333 presos. Em Porongos praticamente desaparecia a infantaria negra farroupilha.<br \/>\nA rendi\u00e7\u00e3o sancionada em Ponche Verde, facilitada pela trai\u00e7\u00e3o de Porongos, foi acordo entre grandes propriet\u00e1rios. O Imp\u00e9rio pagaria as contas contra\u00eddas pelos republicanos, manteria nos postos os oficiais farroupilhas que permanecessem sob armas, indenizaria os chefes republicanos. Os farroupilhas aceitavam a anistia e entregar os soldados negros restantes, como o fizeram.<br \/>\nJamais houve contradi\u00e7\u00e3o social entre os republicanos e os imperiais. A Guerra Farroupilha tratou-se sempre de briga na sala de visitas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio Maestri, historiador e professor da UPF Na madrugada de 14 de novembro de 1844, em conluio com o bar\u00e3o de Caxias, comandante m\u00e1ximo das for\u00e7as imperiais, o general David Canabarro, chefe das tropas republicanas, entregou os soldados farroupilhas negros desarmados aos inimigos, em um dos mais vis fatos de armas da hist\u00f3ria militar brasileira. 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