{"id":1101,"date":"2007-11-07T14:38:50","date_gmt":"2007-11-07T17:38:50","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=1101"},"modified":"2007-11-07T14:38:50","modified_gmt":"2007-11-07T17:38:50","slug":"quem-derrotou-flores-da-cunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/quem-derrotou-flores-da-cunha\/","title":{"rendered":"Quem Derrotou Flores da Cunha?"},"content":{"rendered":"<p><strong>M\u00e1rio Maestri, historiador e professor do PPGH da UPF<\/strong><br \/>\nO velho caudilho rio-grandense alegraria-se com o elogio que lhe tra\u00e7ou Lauro Schirmer, na biografia Flores da Cunha de corpo inteiro, lan\u00e7ada com ampla divulga\u00e7\u00e3o pela RBS Publica\u00e7\u00f5es [239 pp, 30 reais]. Autor de outros estudos de cunho hist\u00f3rico, o conhecido jornalista rio-grandense aborda em forma elogiosa at\u00e9 mesmo aspectos pessoais discut\u00edveis do ex-l\u00edder republicano, como a sua descontrolada paix\u00e3o por \u201cmulheres ligeiras\u201d, pelo carteado, pelas corridas de cavalo.<br \/>\nGa\u00facho de choro frouxo, Flores da Cunha chegaria \u00e0s l\u00e1grimas com o ataque sem peias de Schirmer ao seu arquiinimigo Get\u00falio Vargas, antigo correligion\u00e1rio, companheiro de revolu\u00e7\u00f5es e, finalmente, respons\u00e1vel por sua deposi\u00e7\u00e3o do governo do RS, em 1937, por seu ex\u00edlio no Uruguai, por sua pris\u00e3o na ilha Grande, no Rio de Janeiro.  Sem d\u00f3, Schirmer desanca Vargas como ditador frio, mesquinho e s\u00f3rdido, capaz de todas as inf\u00e2mias.<br \/>\nCom enorme pertin\u00eancia, o bi\u00f3grafo destaca a minora\u00e7\u00e3o do papel hist\u00f3rico do caudilho sulino, nos anos 1930, quanto ao Rio Grande do Sul, como interventor-governador do Estado, por sete anos, e, no que diz respeito ao Brasil, como o grande respons\u00e1vel pela derrota da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista, em 1932, e, sobretudo, como derradeira barreira ao golpe getulista do Estado Novo, de novembro de 1937.<br \/>\nA beatifica\u00e7\u00e3o de Flores da Cunha como pol\u00edtico liberal-democr\u00e1tico infesto a qualquer ditadura atrapalha a compreens\u00e3o de seu enorme papel hist\u00f3rico. Flores foi l\u00eddimo filho do republicanismo positivista que, para defenestrar os segmentos liberal-pastoris dominantes, dominou o Rio Grande por quase quarenta anos sem pruridos democr\u00e1ticos. Flores da Cunha nasceu e alimentou-se nesse caldo autorit\u00e1rio e reinou sobre o Rio Grande, em 1930-35, sem perder o sono com a origem discricion\u00e1rio de seu poder.<br \/>\nO confronto entre Flores da Cunha e Get\u00falio Vargas n\u00e3o foi choque entre o bem e o mal, entre a integridade e a perf\u00eddia, entre a democracia e a ditadura. Para al\u00e9m das idiossincrasias pessoais, os dois pol\u00edticos republicanos e positivistas sulinos eram um a cara do outro, farinhas do mesmo saco. No frigir dos ovos, desempenharam, de certo modo, o mesmo papel, um no Rio Grande, o outro no cora\u00e7\u00e3o do Brasil. O choque de fins de 1937 deveu-se ao fato j\u00e1 sabido de que dois bicudos jamais se beijam.<br \/>\nSe Flores da Cunha fosse inimigo visceral da ditadura, n\u00e3o teria tra\u00eddo a palavra empenhada e reprimido correligion\u00e1rios e aliados rio-grandenses, condenando ao isolamento e \u00e0 derrota a Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista, e, assim, assegurando que Vargas continuasse no poder. Em 1932, mesmo temendo Get\u00falio, o caudilho rio-grandense temia ainda mais o retorno da ordem liberal-olig\u00e1rquica da Rep\u00fablica Velha, que fulminaria seu projeto de inser\u00e7\u00e3o privilegiada do Rio Grande na nova ordem nacional em constru\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO ambicioso programa florista de relan\u00e7amento da economia agr\u00e1ria, pastoril e industrial sulina, de 1930-37, foi continuidade e supera\u00e7\u00e3o das iniciativas de Vargas, quando governador do Estado, em 1928-30. Get\u00falio rompeu apenas com seus la\u00e7os sulinos porque, no governo da na\u00e7\u00e3o, expressando o industrialismo carioca e paulista dominante, implementou nacionalmente o mesmo projeto sonhado por Flores para o Sul. E, se n\u00e3o o fizesse, teria sido possivelmente afastado do governo e reduzido a uma nota de p\u00e9-de-p\u00e1gina da hist\u00f3ria do Brasil contempor\u00e2neo.<br \/>\nO duro tratamento dado por Vargas ao oponente derrotado n\u00e3o se deveu \u00e0 maldade pessoal, mas \u00e0 import\u00e2ncia e perigo pol\u00edtico que ele representava, mesmo no ex\u00edlio.  Flores da Cunha prosseguiu conspirando desde o ex\u00edlio uruguaio, n\u00e3o vacilando sequer em envolver-se na fracassada tentativa de assassinato do ditador-presidente, na madrugada de 11 de maio de 1938, quando do assalto ao pal\u00e1cio Guanabara, capitaneado pelos integralistas, que passaram para a hist\u00f3ria como os quase \u00fanicos respons\u00e1veis pelo ato de sangue. Certo da liquida\u00e7\u00e3o de presidente-ditador, Flores da Cunha distribuiu a jornalista de Montevid\u00e9u vers\u00e3o sobre a vit\u00f3ria do ataque.<br \/>\nA minora\u00e7\u00e3o do papel hist\u00f3rico de Flores no Rio Grande registrada por Lauro Schirmer certamente se deve ao combate incessante \u00e0 sua imagem pelo Estado Novo, que lhe cassou o t\u00edtulo de general do Ex\u00e9rcito, conquistado por h\u00e1beis, reiteradas e destemidas interven\u00e7\u00f5es nos campos de batalha; retirou seus bustos e seu nome de pra\u00e7as, ruas e educand\u00e1rios e, finalmente,  o julgou, condenou e encarcerou, por longos nove meses.<br \/>\nNa quase amn\u00e9sia hist\u00f3rica rio-grandense, certamente desempenhou papel significativo o retorno de Flores da Cunha \u00e0 pol\u00edtica, ap\u00f3s 1945, em oposi\u00e7\u00e3o visceral ao seu desafeto j\u00e1 despida de sentido pol\u00edtico e social, nas filas da conservadora UDN, que jamais gozou de prest\u00edgio, sobretudo popular, no Sul, onde reinou forte o PTB de Get\u00falio, Jango, Brizola.  No crep\u00fasculo de sua vida, em 1955, o velho caudilho redimiria-se de sua op\u00e7\u00e3o conservadora, ao apoiar, como presidente interino da C\u00e2mara, a liquida\u00e7\u00e3o pelo general Lott das articula\u00e7\u00f5es golpistas do seu partido, a UDN, para impedir que Juscelino Kubitschek e Jo\u00e3o Goulart, eleitos presidente e vice-presidente, assumissem os cargos.<br \/>\nFlores da Cunha arregimentou contra o projeto ditatorial de Vargas, que sabia ser estruturalmente antag\u00f4nico com a autonomia e desenvolvimento industrial do Rio Grande, a ent\u00e3o poderosa  Brigada Militar, for\u00e7as irregulares, equipadas com modernas armas iugoslavas, e oficiais e tropas anti-golpistas do ex\u00e9rcito sediados no Rio Grande. Seu poderoso esquema militar foi vergado sem resist\u00eancia devido a deser\u00e7\u00f5es internas.<br \/>\nEssas defec\u00e7\u00f5es registraram que importantes fac\u00e7\u00f5es sulinas negaram apoio ao projeto auton\u00f4mico de Flores da Cunha, satisfeitas com a posi\u00e7\u00e3o subordinada de \u201cCeleiro do Brasil\u201d destinada ao Estado na nova reorganiza\u00e7\u00e3o nacional do trabalho em constru\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA moderna historiografia sulina registrou a ades\u00e3o maci\u00e7a dos intelectuais sulinos ao Estado Novo, despreocupados com a subordina\u00e7\u00e3o do Estado ao industrialismo do Centro-Sul. Foi como se o florismo n\u00e3o tivesse deixado herdeiros mesmo intelectuais no Rio Grande. Em 1945, com o fim da ditadura, o grande acontecimento cultural foi a celebra\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes pastoril-regionalistas, na literatura e no tradicionalismo, e n\u00e3o a retomada dos ideais floristas. Apenas em 1958, o jovem governador Leonel Brizola, o derradeiro caudilho sulino, voltaria a questionar a minora\u00e7\u00e3o nacional do RS. Respons\u00e1vel pela restitui\u00e7\u00e3o do nome de Flores da Cunha ao Instituto de Educa\u00e7\u00e3o, retirado durante o Estado Novo, Brizola seguiria muito logo tamb\u00e9m para o ex\u00edlio uruguaio, devido a golpe militar que, apoiado pela imensa maioria dos propriet\u00e1rios sulinos, consolidaria sem d\u00f3 a subordina\u00e7\u00e3o nacional e internacional da economia sulina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio Maestri, historiador e professor do PPGH da UPF O velho caudilho rio-grandense alegraria-se com o elogio que lhe tra\u00e7ou Lauro Schirmer, na biografia Flores da Cunha de corpo inteiro, lan\u00e7ada com ampla divulga\u00e7\u00e3o pela RBS Publica\u00e7\u00f5es [239 pp, 30 reais]. 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