{"id":16460,"date":"2014-08-08T10:20:18","date_gmt":"2014-08-08T13:20:18","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=16460"},"modified":"2014-08-08T10:20:18","modified_gmt":"2014-08-08T13:20:18","slug":"faixa-de-gaza-quem-e-o-inimigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/faixa-de-gaza-quem-e-o-inimigo\/","title":{"rendered":"Faixa de Gaza: &#8220;Quem \u00e9 o inimigo?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Todos te\u0302m a sua pro\u0301pria opinia\u0303o para explicar os massacres cometidos pelo Estado de Israel em Gaza. Enquanto nos anos 70 e 80, se via nisso uma manifestac\u0327a\u0303o do imperialismo anglo-saxo\u0301nico, hoje muitos interpretam-no como um conflito entre judeus e a\u0301rabes.<br \/>\nDebruc\u0327ando-se sobre este longo peri\u0301odo \u2014quatro se\u0301culos de Histo\u0301ria \u2014, Thierry Meyssan, consultor junto a va\u0301rios governos, analisa a origem do sionismo, as suas reais ambic\u0327o\u0303es, e determina quem e\u0301 o inimigo.<br \/>\nA guerra, que prossegue sem interrupc\u0327a\u0303o desde ha\u0301 66 anos na Palestina, conheceu uma nova agudizac\u0327a\u0303o com as operac\u0327o\u0303es israelitas &#8220;Guardio\u0303es dos nossos irma\u0303os&#8221;, seguida de &#8220;Rochedo de Firmeza&#8221; (traduzido estranhamente na imprensa ocidental por &#8220;Borda protetora&#8221;).<br \/>\nA\u0300 vista, Telavive \u2014que escolheu instrumentalizar o desaparecimento de tre\u0302s jovens israelenses para lanc\u0327ar estas operac\u0327o\u0303es e &#8220;arrancar o Hamas pela raiz&#8221; afim de explorar o g\u00e1s de Gaza, conforme o plano enunciado em 2007 pelo atual ministro da Defesa [1] \u2014 foi surpreendido pela reac\u0327a\u0303o da Resiste\u0302ncia. A Jihade isla\u0302mica respondeu como o envio de foguetes de me\u0301dio alcance, muito difi\u0301ceis de interceptar, que se somaram aos lanc\u0327ados pelo Hamas.<br \/>\nA viole\u0302ncia dos acontecimentos, que custaram ja\u0301 a vida a mais de 1.500 Palestinos e 62 israelenses (embora os nu\u0301meros israelenses sejam submetidos a\u0300 censura militar e estejam provavelmente diminui\u0301dos), levantou uma onda de protestos no mundo inteiro. Ale\u0301m dos seus 15 membros, o Conselho de Seguranc\u0327a, reunido a 22 de julho, deu a palavra a 40 outros Estados que entenderam exprimir a sua indignac\u0327a\u0303o diante do comportamento de Telavive e da sua \u00abcultura de impunidade\u00bb. A sessa\u0303o, em lugar de durar as 2 horas habituais, durou assim 9 [2].<br \/>\nSimbolicamente, a Boli\u0301via declarou Israel \u00abEstado terrorista\u00bb e revogou o acordo de livre-circulac\u0327a\u0303o que o abrangia. Mas, de um modo geral, as declarac\u0327o\u0303es de protesto na\u0303o foram seguidas de uma ajuda militar, a\u0300 excepc\u0327a\u0303o das do Ira\u0303 e simbolicamente da Si\u0301ria. Ambos apoiam a populac\u0327a\u0303o palestina via Jihad isla\u0302mica, ramo militar do Hamas (mas na\u0303o o seu ramo poli\u0301tico, que e\u0301 membro dos Irma\u0303os muc\u0327ulmanos), e a FPLP-CG.<br \/>\nContrariamente aos antecedentes (operac\u0327o\u0303es &#8220;Chumbo Fundido&#8221; em 2008 e &#8220;Coluna de nuvem negra&#8221; em 2012), os dois Estados que protegem Israel no Conselho (os Estados-Unidos e o Reino-Unido), fizeram vista grossa a\u0300 elaborac\u0327a\u0303o de uma declarac\u0327a\u0303o do presidente do Conselho de seguranc\u0327a sublinhando as obrigac\u0327o\u0303es humanita\u0301rias de Israel [3]. De fato, para la\u0301 da questa\u0303o fundamental de um conflito que dura desde 1948, assiste-se a um consenso para condenar no mi\u0301nimo o recurso de Israel a um emprego desproporcionado da forc\u0327a.<br \/>\nNo entanto, este aparente consenso mascara ana\u0301lises muito diferentes: certos autores interpretam o conflito como uma guerra de religia\u0303o entre judeus e muc\u0327ulmanos; outros ve\u0302em nela, pelo contra\u0301rio, uma guerra poli\u0301tica segundo um esquema colonial cla\u0301ssico.<br \/>\nQue se deve pensar a propo\u0301sito?<br \/>\nO que e\u0301 o sionismo?<br \/>\nA meio do se\u0301culo XVII, os calvinistas brita\u0302nicos agruparam-se em torno de Oliver Cromwell e puseram em causa a fe\u0301 e a hierarquia do regime. Depois de terem derrubado a monarquia anglicana, o &#8220;Lorde protetor&#8221; pretendeu permitir ao povo ingle\u0302s conseguir a pureza moral necessa\u0301ria para atravessar uma tribulac\u0327a\u0303o de 7 anos, acolher o retorno de Cristo, e viver pacificamente com ele durante 1.000 anos (o &#8220;Mile\u0301nio&#8221;). Para conseguir realizar isto, segundo a sua interpretac\u0327a\u0303o da Bi\u0301blia, os israelitas deviam ser dispersos pelos confins da terra, depois reagrupados na Palestina e ai\u0301 reconstruir o templo de Saloma\u0303o. Nesta base, ele instaurou um regime puritano, levantou em 1656 a interdic\u0327a\u0303o posta aos israelitas de se instalarem em Inglaterra, e anunciou que o seu pai\u0301s se comprometia a criar, na Palestina, o Estado de Israel [4].<br \/>\nTendo a seita de Cromwell sido, por seu turno, derrubada no final da \u00abPrimeira Guerra civil inglesa\u00bb, os seus partida\u0301rios mortos ou exilados, e a monarquia anglicana restabelecida, o sionismo (quer dizer o projeto de criac\u0327a\u0303o de um Estado para os israelitas) foi abandonado. Ele ressurgiu no se\u0301culo XVIII com a &#8220;Segunda Guerra civil inglesa&#8221;, (segundo a nomenclatura dos manuais de Histo\u0301ria do secunda\u0301rio no Reino-Unido), que o resto do mundo conhece como a \u00abguerra de independe\u0302ncia dos Estados-Unidos\u00bb (1775-83). Contrariamente a uma ideia feita, esta na\u0303o foi uma ac\u0327a\u0303o empreendida em nome do ideal das Luzes, que animou alguns anos mais tarde a Revoluc\u0327a\u0303o francesa, mas sim financiada pelo rei de Franc\u0327a e encetada por motivos religiosos ao grito de &#8220;o Nosso Rei, e\u0301 Jesus!&#8221;.<br \/>\nGeorge Washington, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin, para citar apenas estes, apresentaram-se como os sucessores dos partida\u0301rios exilados de Oliver Cromwell. Os Estados-Unidos retomaram, pois, logicamente o seu projeto sionista.<br \/>\nEm 1868, em Inglaterra, a rainha Victoria designou como Primeiro-ministro, o judeu Benjamin Disraeli. Este propo\u0302s-lhe conceder alguns direitos aos descendentes dos partida\u0301rios de Cromwell, de maneira a poder apoiar-se sobre todo o povo para estender o poder da Coroa no mundo. Sobretudo, propo\u0302s aliar-se a\u0300 dia\u0301spora judia para conduzir uma poli\u0301tica imperialista da qual ela seria a guarda-avanc\u0327ada. Em 1878, ele fez inscrever \u00aba restaurac\u0327a\u0303o de Israel\u00bb na ordem do dia do Congresso de Berlim sobre a nova partilha do mundo.<br \/>\nE\u0301 sobre esta base sionista que o Reino-Unido restabelece as boas relac\u0327o\u0303es com as suas antigas colonias tornadas Estados-Unidos, no seguimento da &#8220;Terceira Guerra civil inglesa&#8221; \u2014conhecida nos Estados-Unidos como a \u00abguerra civil americana\u00bb, e na Europa continental como a \u00abguerra de Secessa\u0303o\u00bb (1861-65)\u2014 que viu a vito\u0301ria dos sucessores dos partida\u0301rios de Cromwell, os WASP (White Anglo-Saxon Puritans- ingle\u0302s para: \u00abBrancos Anglo-Saxo\u0301nicos Puritanos\u00bb-ndT) [5]. Uma vez mais, ainda, e\u0301 erradamente que se fala deste conflito como uma luta contra a escravatura quando 5 Estados do Norte a mantinham, na altura, tambe\u0301m.<br \/>\nAte\u0301 quase ao final do se\u0301culo XIX o sionismo e\u0301, pois, apenas um projeto puritano anglo-saxo\u0301nico, ao qual so\u0301 uma elite judia adere. Ele e\u0301 fortemente condenado pelos rabinos, que interpretam a Tora\u0301 como uma alegoria e na\u0303o como um plano poli\u0301tico.<br \/>\nEntre as conseque\u0302ncias atuais desses fatos histo\u0301ricos, temos de admitir que se o sionismo visava a criac\u0327a\u0303o de um Estado para os israelitas, ele e\u0301 tambe\u0301m o fundamento da existe\u0302ncia dos Estados Unidos. Portanto, a questa\u0303o de se saber se as deciso\u0303es poli\u0301ticas, de conjunto, sa\u0303o tomadas em Washington ou em Telavive tem apenas um interesse relativo. E\u0301 a mesma ideologia que esta\u0301 no poder em ambos os pai\u0301ses. Ale\u0301m disso, tendo o sionismo permitido a reconciliac\u0327a\u0303o entre Londres e Washington, coloca\u0301-lo em causa e\u0301 o mesmo que atacar esta alianc\u0327a, a mais poderosa do mundo.<br \/>\nA adesa\u0303o do povo judaico ao sionismo anglo-saxa\u0303o<br \/>\nNa historiografia oficial de hoje, costuma-se ignorar o peri\u0301odo dos XVIIo-XIXo se\u0301culos e apresentar Theodor Herzl como o fundador do sionismo. Ora, de acordo com publicac\u0327o\u0303es internas da Organizac\u0327a\u0303o Sionista Mundial, este ponto e\u0301 igualmente falso.<br \/>\nO verdadeiro fundador do sionismo moderno na\u0303o era judeu, mas crista\u0303o dispensionalista. O reverendo William E. Blackstone foi um pregador americano, para quem os verdadeiros crista\u0303os na\u0303o teriam de passar pelas provac\u0327o\u0303es no final dos tempos. Ele pregou que estes seriam levados para o ce\u0301u durante a batalha final (a &#8220;ascensa\u0303o da Igreja&#8221;, em Ingle\u0302s &#8220;the rapture&#8221;). Na sua opinia\u0303o, os judeus travariam esta batalha e sairiam dela, ao mesmo tempo, convertidos a Cristo e vitoriosos.<br \/>\nFoi a teologia do reverendo Blackstone, que serviu de base ao apoio incondicional de Washington para a criac\u0327a\u0303o de Israel. E, isso, muito antes do AIPAC (o lobby pro\u0301-Israel) ter sido criado e ter tomado o controle do Congresso. Na realidade, o poder do lobby na\u0303o resulta tanto do seu dinheiro e da sua capacidade de financiar campanhas eleitorais, mas mais desta ideologia sempre presente nos EUA [6].<br \/>\nA Teologia do arrebatamento por muito estu\u0301pida que possa parecer e\u0301, hoje em dia, muito poderosa nos Estados Unidos. Ela representa um fen\u00f4meno na literatura e no cinema (veja-se o filme Left Behind, com Nicolas Cage, que sera\u0301 exibido a partir de outubro).<br \/>\nTheodor Herzl era um admirador do magnata dos diamantes Cecil Rhodes, o teo\u0301rico do imperialismo brita\u0302nico e fundador da A\u0301frica do Sul, da Rode\u0301sia (a\u0300 qual deu o seu nome) e da Za\u0302mbia (ex-Rode\u0301sia do Norte). Herzl na\u0303o era judeu (no sentido em que na\u0303o praticava a fe\u0301 do judai\u0301smo -ndT), e na\u0303o havia circuncidado o seu filho. Ateu, como muitos burgueses europeus do seu tempo, ele preconizou primeiro a assimilac\u0327a\u0303o dos judeus por conversa\u0303o ao cristianismo. No entanto, retomando a teoria de Benjamin Disraeli, ele chegou a\u0300 conclusa\u0303o que a melhor soluc\u0327a\u0303o era envolve\u0302-los no colonialismo brita\u0302nico, criando um Estado judaico no atual Uganda ou na Argentina. Ele seguiu o exemplo de Rhodes quanto a\u0300 compra de terras e na criac\u0327a\u0303o da Age\u0302ncia Judaica.<br \/>\nBlackstone conseguiu convencer Herzl a juntar as preocupac\u0327o\u0303es dos dispensionalistas a\u0300s dos colonialistas. Bastava, para isso, encarar a criac\u0327a\u0303o de Israel na Palestina e multiplicar as refere\u0302ncias bi\u0301blicas a propo\u0301sito. Grac\u0327as a esta ideia bastante simples, eles conseguiram fazer aderir a maioria dos judeus europeus ao seu projecto. Hoje, Herzl esta\u0301 enterrado em Israel (no Monte Herzl), e o Estado colocou no seu caixa\u0303o A Bi\u0301blia anotada que Blackstone lhe havia dado.<br \/>\nO sionismo nunca teve, pois, como objetivo \u00absalvar o povo judeu, dando-lhe um lar\u00bb, mas sim fazer triunfar o imperialismo anglo-saxo\u0301nico envolvendo nisso os israelitas. Ale\u0301m disso, na\u0303o so\u0301 o sionismo na\u0303o e\u0301 um produto da cultura judaica (no sentido de fe\u0301, tradic\u0327o\u0303es, costumes etc..), como a maioria dos sionistas nunca foi judaica, enquanto a maioria dos israelenses sionistas na\u0303o sa\u0303o judeus. As refere\u0302ncias bi\u0301blicas omnipresentes no discurso oficialista israelense, na\u0303o refletem o pensamento da parte crente do pai\u0301s e sa\u0303o destinadas, acima de tudo, a convencer a populac\u0327a\u0303o dos EUA.<br \/>\nFoi neste per\u00edodo que se criou o mito do povo judeu. At\u00e9 ent\u00e3o, os judeus consideravam-se como pertencendo a uma religi\u00e3o e admitiam que os seus membros europeus n\u00e3o eram os descendentes dos judeus da Palestina, mas sim popula\u00e7\u00f5es convertidas no decurso da hist\u00f3ria [7].<br \/>\nBlackstone e Herzl fabricaram artificialmente a ideia segundo a qual todos os judeus do mundo seriam descendentes dos antigos judeus da Palestina. Portanto, a palavra judeu aplica-se n\u00e3o apenas \u00e0 religi\u00e3o dos israelitas, mas designa tamb\u00e9m uma etnia. Ao basearem-se numa leitura literal da B\u00edblia, eles tornaram-se os benefici\u00e1rios de uma promessa divina sobre a terra palestina.<br \/>\nO pacto anglo-saxa\u0303o para a criac\u0327a\u0303o de Israel na Palestina<br \/>\nA decisa\u0303o de criar um Estado judaico na Palestina foi tomada em conjunto pelos governos brita\u0302nico e norte-americano. Ela foi negociada pelo primeiro juiz judaico no Supremo Tribunal dos Estados Unidos, Louis Brandeis, sob os auspi\u0301cios do reverendo Blackstone e foi aprovada tanto pelo presidente Woodrow Wilson, como pelo primeiro-ministro David Lloyd George, na esteira dos acordos franco-brita\u0302nicos Sykes-Picot de partilha do &#8220;Pro\u0301ximo-Oriente&#8221;. Este acordo foi sendo progressivamente revelado ao pu\u0301blico.<br \/>\nO futuro Secreta\u0301rio de Estado para as Colo\u0301nias, Leo Amery, foi encarregado de enquadrar os antigos membros do &#8220;Zion Mule Corps&#8221; (Corpo sionista de transporte com mulas) para criar, com dois agentes brita\u0302nicos Ze\u2019ev Jabotinsky e Chaim Weizmann, a &#8220;Legia\u0303o Judaica&#8221; no seio do exe\u0301rcito brita\u0302nico.<br \/>\nO ministro das Relac\u0327o\u0303es Exteriores(Nego\u0301cios Estrangeiros), Lord Balfour, enviou uma carta aberta a Lord Walter Rothschild comprometendo-se a criar um \u00ablar nacional judaico\u00bb na Palestina (2 de novembro de 1917). O presidente Wilson incluiu entre os seus objetivos de guerra oficiais, (o n \u00b0 12 dos 14 pontos apresentados ao Congresso a 8 de janeiro de 1918), a criac\u0327a\u0303o de Israel [8].<br \/>\nPortanto, a decisa\u0303o de criar Israel na\u0303o tem nenhuma relac\u0327a\u0303o com a destruic\u0327a\u0303o dos judeus da Europa, sobrevinda duas de\u0301cadas mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial.<br \/>\nDurante a Confere\u0302ncia de paz de Paris, o Emir Faic\u0327al (filho do xerife de Meca, e mais tarde rei do Iraque brita\u0302nico) assinou, a 3 de janeiro de 1919, um acordo com a Organizac\u0327a\u0303o Sionista, comprometendo-se a apoiar a decisa\u0303o anglo-sax\u00f4nica.<br \/>\nA criac\u0327a\u0303o do Estado de Israel, que foi feita contra a populac\u0327a\u0303o da Palestina, foi, pois, tambe\u0301m feita com o acordo dos monarcas a\u0301rabes. Ale\u0301m disso, a\u0300 e\u0301poca, o xerife de Meca, Hussein bin Ali, na\u0303o interpretava o Alcora\u0303o a\u0300 maneira do Hamas. Ele na\u0303o pensava que \u00abuma terra muc\u0327ulmana na\u0303o pudesse ser governada pelos na\u0303o-muc\u0327ulmanos\u00bb.<br \/>\n<span class=\"intertit\">A criac\u0327a\u0303o juri\u0301dica do Estado de Israel<\/span><br \/>\nEm maio de 1942, as organizac\u0327o\u0303es sionistas realizaram o seu congresso no Hotel Biltmore, em Nova Iorque. Os participantes decidiram transformar o \u00ablar nacional judaico\u00bb da Palestina em &#8220;Commonwealth Judaica&#8221; (referindo-se a\u0300 Commonwealth com a qual Cromwell havia substitui\u0301do brevemente a monarquia brita\u0302nica), e autorizar a imigrac\u0327a\u0303o em massa de judeus para a Palestina. Num documento secreto, foram especificados tre\u0302s objectivos: &#8220;(1) o Estado judeu englobaria a totalidade da Palestina e, provavelmente, a Transjorda\u0302nia; (2) o deslocamento das populac\u0327o\u0303es a\u0301rabes para o Iraque e (3) a tomada em ma\u0303os pelos judeus dos sectores do desenvolvimento e do controlo da economia em todo o Me\u0301dio-Oriente&#8221;.<br \/>\nA quase totalidade dos participantes ignorava, enta\u0303o, que a \u00absoluc\u0327a\u0303o final da questa\u0303o judaica\u00bb (die Endlo\u0308sung der Judenfrage) tinha justamente comec\u0327ado, secretamente, na Europa.<br \/>\nEm u\u0301ltima ana\u0301lise, ao passo que os brita\u0302nicos na\u0303o sabiam como haviam de satisfazer quer os judeus, quer os a\u0301rabes, as Nac\u0327o\u0303es Unidas (que enta\u0303o tinham apenas 46 Estados-membros) propuseram um plano de partilha da Palestina, a partir das indicac\u0327o\u0303es de que os Brita\u0302nicos lhe haviam fornecido. Deveria ser criado um Estado bi-nacional compreendendo um Estado judeu, um Estado a\u0301rabe, e uma a\u0301rea &#8220;sob regime internacional especial&#8221; para administrar os lugares santos (Jerusale\u0301m e Bele\u0301m). Este projeto foi aprovado pela Resoluc\u0327a\u0303o 181 da Assembleia Geral [9] .<br \/>\nSem esperar pelo resultado das negociac\u0327o\u0303es, o presidente da Age\u0302ncia Judaica, David Ben Gurion, proclamou, unilateralmente, o Estado de Israel, imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos. Os a\u0301rabes do territo\u0301rio israelense foram colocados sob lei marcial, os seus movimentos foram restringidos e os seus passaportes confiscados. Os pai\u0301ses a\u0301rabes rece\u0301m-independentes intervieram. Mas, sem exe\u0301rcitos devidamente constitui\u0301dos, foram ra\u0301pidamente derrotados. No decurso desta guerra, Israel procedeu a uma limpeza e\u0301tnica e forc\u0327ou, pelo menos, 700.000 a\u0301rabes a fugir.<br \/>\nA ONU enviou como mediador, o conde Folke Bernadotte, um diplomata sueco que salvou milhares de judeus durante a guerra (2\u00aa guerra mundial). Ele descobriu que os dados demogra\u0301ficos, fornecidos pelas autoridades brita\u0302nicas, estavam falseados e exigiu a plena implementac\u0327a\u0303o do Plano de Partilha da Palestina. Ora, a Resoluc\u0327a\u0303o 181 implicava o retorno dos 700. 000 a\u0301rabes expulsos, a criac\u0327a\u0303o de um Estado a\u0301rabe e a internacionalizac\u0327a\u0303o de Jerusale\u0301m. O enviado especial da Onu foi assassinado, a 17 de setembro 1948, por ordem do futuro primeiro-ministro, Yitzhak Shamir.<br \/>\nFuriosa, a Assembleia Geral das Nac\u0327o\u0303es Unidas aprovou a Resoluc\u0327a\u0303o 194, que reafirma os princi\u0301pios da Resoluc\u0327a\u0303o 181 e, ale\u0301m disso, proclama o direito inaliena\u0301vel dos palestinianos a voltar para suas casas e a ser indenizados pelos prejui\u0301zos que acabavam de sofrer [10].<br \/>\nEntretanto, Israel, tendo prendido os assassinos de Bernadotte, tendo-os julgado e condenado, foi aceite no seio da Onu com a promessa de honrar as resoluc\u0327o\u0303es. Mas, tudo isso na\u0303o passava de mentiras. Logo apo\u0301s os assassinos foram anistiados, e o atirador tornou-se o guarda-costas pessoal do primeiro-ministro David Ben Gurion.<br \/>\nDesde a sua adesa\u0303o a\u0300 Onu Israel na\u0303o parou de violar as resoluc\u0327o\u0303es, que se acumularam na Assembleia Geral e no Conselho de Seguranc\u0327a. Os seus lac\u0327os orga\u0302nicos com dois membros do Conselho, dispondo do direito de veto, colocam-no a\u0300 margem do direito internacional. Tornou-se um Estado <em>offshore<\/em>, permitindo aos Estados Unidos e ao Reino Unido fingir respeitar ambos o direito internacional, enquanto o violam a partir deste pseudo-Estado.<br \/>\nE\u0301 absolutamente errado pensar que o problema colocado por Israel so\u0301 envolve o Me\u0301dio-Oriente. Hoje em dia, Israel atua militarmente em qualquer lugar do mundo, sob a capa do imperialismo anglo-sax\u00f4nico. Na Ame\u0301rica Latina, foram agentes israelenses que organizaram a repressa\u0303o durante o golpe contra Hugo Chavez (2002) ou o derrube de Manuel Zelaya (2009). Em A\u0301frica, eles estavam presentes, por todo o lado, durante a guerra dos Grandes Lagos, e organizaram a prisa\u0303o de Muammar el-Qaddafi. Na A\u0301sia, eles dirigiram o assalto e o massacre dos Tigres Tamil (2009), etc. Em todos os casos, Londres e Washington juram na\u0303o ter nada a ver com tais assuntos. Ale\u0301m disso, Israel controla muitos meios de comunicac\u0327a\u0303o e instituic\u0327o\u0303es financeiras (tal como a Reserva Federal dos Estados Unidos).<br \/>\n<span class=\"intertit\">A luta contra o imperialismo<\/span><br \/>\nAte\u0301 a\u0300 dissoluc\u0327a\u0303o da URSS era o\u0301bvio para todos, que a questa\u0303o israelita destacava-se na luta contra o imperialismo. Os palestinianos eram apoiados por todos os anti- imperialistas do mundo \u2013 ate\u0301 os membros do Exe\u0301rcito Vermelho japone\u0302s \u2014 que vinham bater-se ao seu lado.<br \/>\nAtualmente, a globalizac\u0327a\u0303o da sociedade de consumo, e a perda de valores que se lhe seguiu, fez perder a conscie\u0302ncia do cara\u0301ter colonial do Estado hebreu. Somente os a\u0301rabes e muc\u0327ulmanos se sentem postos em causa. Eles mostram empatia com o sofrimento dos palestinos, mas ignoram os crimes de Israel no resto do mundo, e na\u0303o reagem aos outros crimes imperialistas.<br \/>\nNo entanto, em 1979, o aiatola Ruhollah Khomeini explicava aos seus fieis iranianos, que Israel na\u0303o era sena\u0303o como uma boneca nas ma\u0303os dos imperialistas e o u\u0301nico verdadeiro inimigo era a alianc\u0327a dos Estados Unidos e do Reino Unido. Por ter enunciado esta simples verdade, Khomeini foi caricaturado no Ocidente e os xiitas foram apresentados como here\u0301ticos no Oriente. Hoje em dia, o Ira\u0303 e\u0301 o u\u0301nico Estado no mundo a enviar macic\u0327amente armas e conselheiros para ajudar a Resiste\u0302ncia palestina, enquanto os regimes sionistas a\u0301rabes debatem amavelmente, por vi\u0301deo-confere\u0302ncia, com o presidente israelita durante as reunio\u0303es do Conselho de Seguranc\u0327a do Golfo [11].<br \/>\nThierry Meyssan<br \/>\n__________________________________________<br \/>\n[1] \u00abA extensa\u0303o da guerra do ga\u0301s no Levante\u00bb, por Thierry Meyssan, Al- Watan\/Rede Voltaire , 21 de julho de 2014.<br \/>\n[2] \u00ab R\u00e9union du Conseil de s\u00e9curit\u00e9 sur le Proche-Orient et l\u2019offensive isra\u00e9lienne \u00e0 Gaza \u00bb (Fr-\u00abReunia\u0303o do Conselho de Seguranc\u0327a sobre o Pro\u0301ximo-Oriente e a ofensiva israelita na Faixa de Gaza\u00bb-ndT), R\u00e9seau Voltaire, 22 juillet 2014.<br \/>\n[3] \u00ab D\u00e9claration du Pr\u00e9sident du Conseil de s\u00e9curit\u00e9 sur la situation \u00e0 Gaza \u00bb (Fr-\u00abDeclarac\u0327a\u0303o do Presidente do Conselho de Seguranc\u0327a sobre a situac\u0327a\u0303o na Faixa de Gaza\u00bb-ndT), R\u00e9seau Voltaire, 28 juillet 2014.<br \/>\n[4] Sobre a histo\u0301ria do sionismo ha\u0301 que reportar-se ao capi\u0301tulo correspondente, (\u00abIsrael e os anglo-saxo\u0303es\u00bb), do meu livro A Terri\u0301vel impostura 2, manipulac\u0327o\u0303es e desinformac\u0327o\u0303es, Edition Alphe\u0301e, 2007. Os leitores encontrara\u0303o la\u0301 numerosas refere\u0302ncias bibliogra\u0301ficas .<br \/>\n[5] The Cousins\u2019 Wars : Religion, Politics, Civil Warfare and the Triumph of Anglo- America, Kevin Phillips, Basic Books (1999) (Ing-\u00abAs Guerras dos Primos: Religia\u0303o, Poli\u0301tica, Guerra Civil e o Triunfo da Anglo-Ame\u0301rica, por Kevin Philips\u00bb- ndT).<br \/>\n[6] Veja especialmente American Theocracy (2006) (Teocracia Americana), de Kevin Phillips, um nota\u0301vel historiador que foi conselheiro de Richard Nixon\u00bb<br \/>\n[7] Uma si\u0301ntese dos trabalhos histo\u0301ricos sobre este assunto: Comment le peuple juif fut invente\u0301 (Fr-\u00abComo o povo judeu foi inventado\u00bb-ndT), por Shlomo Sand, Fayard, 2008<br \/>\n[8] A formulac\u0327a\u0303o do para\u0301grafo 12 e\u0301 particularmente enigma\u0301tico. Assim, durante a Confere\u0302ncia de Paz de Paris, em 1919, o emir Faisal evocou-o para reivindicar o direito dos povos anteriormente sob o jugo otomano a\u0300 autodeterminac\u0327a\u0303o. Ele ouviu responder que teria uma escolha entre uma Si\u0301ria colocada sob um ou sob va\u0301rios mandatos. A delegac\u0327a\u0303o Sionista argumentou que Wilson se tinha comprometido apoiar a Commonwealth(comunidade) judaica para grande surpresa da delegac\u0327a\u0303o norte-americana. Em u\u0301ltima ana\u0301lise, Wilson confirmou, por escrito, que se devia entender o ponto 12 como um compromisso de Washington para a criac\u0327a\u0303o de Israel e a restaurac\u0327a\u0303o da Arme\u0301nia. \u00abOs quatorze Pontos do Presidente Wilson\u00bb, Rede Voltaire, 8 de janeiro de 1918.<br \/>\n[9] \u00ab R\u00e9solution 181 de l\u2019Assembl\u00e9e g\u00e9n\u00e9rale de l\u2019Onu \u00bb (Fr-\u00abResoluc\u0327a\u0303o 181 da Assembleia Geral da Onu\u00bb-ndT), R\u00e9seau Voltaire, 29 novembre 1947.<br \/>\n[10] \u00ab R\u00e9solution 194 de l\u2019Assembl\u00e9e g\u00e9n\u00e9rale de l\u2019Onu \u00bb (Fr-\u00abResoluc\u0327a\u0303o 194 da Assembleia Geral da Onu\u00bb-ndT), R\u00e9seau Voltaire, 11 d\u00e9cembre 1948.<br \/>\n[11] \u201cO presidente de Israel falou perante o Conselho de Seguranc\u0327a do Golfo em fins de novembro\u201d, Tradu\u00e7\u00e3o Alva, Rede Voltaire, 8 de Dezembro de 2013.<br \/>\nThierry Meyssan Intelectual franc\u00eas, presidente-fundador da Rede Voltaire e da confer\u00eancia Axis for Peace. As suas an\u00e1lises sobre pol\u00edtica externa publicam-se na imprensa \u00e1rabe, latino-americana e russa. \u00daltima obra em franc\u00eas: L\u2019Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et d\u00e9sinformations (ed. JP Bertrand, 2007). \u00daltima obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulaci\u00f3n y desinformaci\u00f3n en los medios de comunicaci\u00f3n (Monte \u00c1vila Editores, 2008).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos te\u0302m a sua pro\u0301pria opinia\u0303o para explicar os massacres cometidos pelo Estado de Israel em Gaza. Enquanto nos anos 70 e 80, se via nisso uma manifestac\u0327a\u0303o do imperialismo anglo-saxo\u0301nico, hoje muitos interpretam-no como um conflito entre judeus e a\u0301rabes. 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