{"id":32123,"date":"2016-04-24T06:14:08","date_gmt":"2016-04-24T09:14:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=32123"},"modified":"2016-04-24T06:14:08","modified_gmt":"2016-04-24T09:14:08","slug":"farsa-do-impeachment-ou-de-como-aprendi-rir-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/farsa-do-impeachment-ou-de-como-aprendi-rir-do-brasil\/","title":{"rendered":"A farsa do impeachment ou de como aprendi a rir do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\"><span style=\"font-weight: 400\">Enio Squeff<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O espet\u00e1culo &#8211; a grotesquerie, na verdade &#8211; \u00a0dos deputados no epis\u00f3dio em que,mais de tr\u00eas centenas deles, \u00a0disseram &#8220;sim&#8221;ao impeachment, chegou a tal ponto. que a pr\u00f3pria arte de rir passou a ser quase um constrangimento; na realidade, n\u00e3o foi mesmo de rir , mas de morrer de rir. Os deputados fazendo-se de s\u00e9rios e serem, por sua vez, levados a s\u00e9rio, torna o Brasil um pa\u00eds, n\u00e3o vamos dizer uma farsa, mas, talvez, mais picaresco quanto nunca foi. Cada uma das pe\u00e7a \u00a0do &#8220;sim, sou a favor do impeachment &#8221; montou seu personagem como que numa cena felliliana. A sua moda, eles fizeram uma esp\u00e9cie de teatro brechtiano, de modo a desdramatizar tudo o que foi dito e feito. \u00a0E comemorado.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Conceitos como patriotismo, liberdade, fam\u00edlia, igreja propriedade &#8211; montaram um teatro embromat\u00f3rio, de tal monta, de maneira que a cada palavra aduzida, como honradez, hero\u00edsmo, moralidade e outras mais, acabou desmistificada no ato mesmo em que foi pronunciada. Tudo muito \u00a0bufo, \u00a0e derris\u00f3rio, para dizer o m\u00ednimo, mas principalmente pela vibra\u00e7\u00e3o do Brasil do lado de fora do Congresso; e olha que coxinha algum se sentiu ridicularizado na a\u00e7\u00e3o dos farsantes. Depois da condena\u00e7\u00e3o de uma inocente, a p\u00e1tria amada, salve, salve &#8211; vibrou un\u00edssona com a possibilidade de termos, por fim, r\u00e9us confessos e comprovados, a governarem a Rep\u00fablica, da s\u00e9tima economia do mundo e do maior pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A\u00ed, por\u00e9m, entra o maior deus &#8211; o deus ex-machina &#8211; o Supremo Tribunal Federal &#8211; o grande organizador do fud\u00fancio. \u00a0Mas disso se fala nos cr\u00e9ditos que n\u00e3o foram dados \u00e0 farsa.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Tudo come\u00e7ou, como \u00e9 sabido, h\u00e1 mais de ano \u00a0e, com aquilo que, em todas as \u00f3peras bufas, se chamam abertura, ou prel\u00fadio(como quiserem). E que tanto na \u00f3pera, quanto na encena\u00e7\u00e3o levou o nome pomposo de &#8220;Mensal\u00e3o&#8221;. \u00a0Ali, um dos ministros, ou melhor, um dos inquisidores, o mais pimp\u00e3o e tonitruante, proclamou, em alto e bom som, \u00a0o princ\u00edpio basilar de que \u00e9 pr\u00f3prio dos chefes dos bandidos, n\u00e3o levar nenhum do butim. Tese novidadissima \u00a0na hist\u00f3ria da humanidade, como \u00e9 consabido. Ou seja, o sujeito \u00e9 t\u00e3o esperto que, ao roubar, deixa a muamba pra outros. E, assim, como os \u00a0bufantes homens de preto, concluiriam, de fato, que quem era culpado, o mais culpado dos culpados, n\u00e3o deixaria rastros, tudo o mais se sucederia porque Jos\u00e9 Dirceu &#8211; o acusado mor, o chefe da bandidagem &#8211; apesar de n\u00e3o apresentar nenhum sinal de enriquecimento il\u00edcito, exatamente por isso &#8211; n\u00e3o poderia deixar de ser condenado. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Brilhante, n\u00e3o? <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Um lembrete a prop\u00f3sito, para os que n\u00e3o conhecem os m\u00e9todos usados pela Inquisi\u00e7\u00e3o. Naquela \u00e9poca, a partir do s\u00e9culo XV, o Jos\u00e9 Dirceu de ocasi\u00e3o , teria amarradas as suas pernas numa grande e \u00a0pesada pedra e jogado num rio &#8211; se afundasse era sinal de que n\u00e3o tinha culpa alguma &#8211; mas se se afogasse, os prestimosos pastores ou padres cat\u00f3licos,olhariam para o c\u00e9us \u00a0compungidos, fariam uma ora\u00e7\u00e3o para o afogado; e ele tinha, ent\u00e3o, o c\u00e9u garantido. Se, por\u00e9m, flutuasse, prova insofism\u00e1vel de que assinara um pacto com o dem\u00f4nio, seria ato cont\u00ednuo, queimado num auto-de-f\u00e9. Como vivemos tempos mais civilizados, Jos\u00e9 Dirceu mofa na cadeia da Lava a Jato.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Deve, em todo o caso, provir desses tempos o ditado que o presidi\u00e1rio Jos\u00e9 Dirceu ainda leva por divisa ( assim como os judeus tinha marcada com um ferro em brasa o seu n\u00famero, nos campos de concentra\u00e7\u00e3o ), de que por vezes, na vida, ficamos \u00a0entre &#8220;a cruz e a caldeirinha&#8221;. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Por ser simples assim, contudo, Jos\u00e9 Dirceu e outros foram devidamente encarcerados. Ficou decidido pelo Supremat\u00edssimo Tribunal Federal, que para ser condenado n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rias provas, mas ind\u00edcios, desconfian\u00e7as, digamos. E sobretudo, uma figura jur\u00eddica at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida da maioria dos cidad\u00e3os brasileiros, o chamado &#8220;dom\u00ednio do fato&#8221;. Que \u00e9 o seguinte: o Marcelo Odebrecht pode n\u00e3o estar implicado no pagamento de propina ao PT ( outras partidos n\u00e3o vem ao caso, como diz o juiz S\u00e9rgio Moro), mas como \u00e9 o filho do dono da Odebrecht. sup\u00f5e-se que ele conhecesse ou devesse conhecer tudo o que fazem seus subordinados. Logo, ainda que sem provas, explica-se que ele tenha sido condenado a 19 anos de cadeia. Justi\u00e7a \u00e9 isso, brasileiros e brasileiras. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Aqui, na encena\u00e7\u00e3o, com o povo expectante, todos quase morreriam de rir. E logo ent\u00e3o, como premio de sua boa a\u00e7\u00e3o, o Inquisidor Mor, ganharia &#8211; ou compraria &#8211; (n\u00e3o se sabe muito bem &#8211; \u00e9 um dos mist\u00e9rio da pe\u00e7a)- um apartamento em Miami. \u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Conclu\u00edda a abertura da \u00f3pera bufa, por\u00e9m, abre-se o pano, \u00a0sinal de que o teatro ir\u00e1 come\u00e7ar.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Da\u00ed em diante, realmente, \u00a0o enredo n\u00e3o poderia ser mais engra\u00e7ado. \u00a0Agora a v\u00edtima \u00e9 uma mulher chamada Dilma Rousseff, contra a qual nem mesmo o famoso &#8220;dom\u00ednio do fato&#8221; \u00e9 invocado. \u00a0Tudo indica que nenhuma acusa\u00e7\u00e3o s\u00e9ria pesa sobre ela. A\u00ed, entretanto, \u00e9 que est\u00e1 a gra\u00e7a. N\u00e3o est\u00e1 dito, mas a acusa\u00e7\u00e3o que pesa sobre ela, sub-repticiamente, vamos dizer, \u00e9 a de ser uma bruxa. Ou uma ladra. S\u00f3 que, de novo, ela \u00e9 t\u00e3o s\u00f3rdida que nem mesmo evid\u00eancias de roubo lhes s\u00e3o atribu\u00edda. Os que a acusam, por\u00e9m, \u00a0n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os espectadores, os brasileiros de cada rinc\u00e3o da p\u00e1tria amada, mas v\u00e1rios ladr\u00f5es que assomam \u00e0 cena. Cada qual berra uma frase no bom e velho portugu\u00eas. \u00a0Um, acusado de levar propina, arranca gargalhadas da plat\u00e9ia, ao dizer que \u00e9 porta-voz de Deus, da sua igreja e principalmente da moralidade p\u00fablica. Outro manda beijinhos a seu neto e a sua amant\u00edssima mulher, boa m\u00e3e, esposa exemplar. Outro fala em nome do povo sofrido da sua regi\u00e3o, que planta mandioca. Outro, sempre sob os aplausos at\u00e9 mesmo emocionado do respeit\u00e1vel p\u00fablico, manda suas sauda\u00e7\u00f5es \u00e0 ma\u00ednha que est\u00e1 na sua sofrida Bom Sucesso da Gabiroba. \u00a0Uma cena de tirar o f\u00f4lego e que far\u00e1 gargalhar o povar\u00e9u, \u00e9 a mulher do prefeito que ser\u00e1 preso logo em seguida, por roubar para o hospital da sua propriedade. Na verdade, s\u00f3 uma hero\u00edna pode numa s\u00f3 frase, tornar-se capa de uma revista semanal, a vangloriar-se da inacredit\u00e1vel honestidade do marido. \u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Detalhes sobre o figurino. Quase todos fizeram botox, usam cabelos e cabeleiras pintadas. Quase todos est\u00e3o disfar\u00e7ados.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Voltemos, por\u00e9m, ao teatro. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Depois de 325 men\u00e7\u00f5es a Deus, 220 agradecimentos ao meu pai, homem honesto, que me ensinou a honrar a Deus e ao Brasil, 128 invoca\u00e7\u00f5es ao mais extremado patriotismo, 10 amea\u00e7as de morte ao nunca dantes t\u00e3o xingado Lula, segue-se a \u00f3pera &#8211; sempre sob os aplausos do povo. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 um rico cen\u00e1rio. No fundo do palco, mas irreprochavelmente bem focado pelos holofotes, o presidente da C\u00e2mara sobre o qual avultam-se provas de que \u00e9 um ladr\u00e3o &#8211; mas que o povo \u00a0ama e \u00a0venera &#8211; comanda tudo com o olhar sobranceiro de quem, se deve alguma coisa, \u00e9 \u00e0 sua s\u00e3 consci\u00eancia, \u00e0 sua igreja e principalmente a suas bem recheadas contas na Su\u00ed\u00e7a. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Como todo o bom teatro temos, em suma, o principal: uma catarse. E tudo, afinal, seria uma apoteose nunca vista no Brasil gentil e varonil, n\u00e3o fosse um epis\u00f3dio destoante; a cusparada do \u00fanico homossexual assumido da C\u00e2mara na cara do mais destemido e temido, deputado do Brasil, o votad\u00edssimo e mach\u00edssimo, Jair Bolsonaro. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o foi um happy end, convenhamos; o &#8220;fresco,&#8221; o &#8220;frutinha,&#8221; o &#8220;veado,&#8221;a \u00a0bicha&#8221; . o isso o aquilo, humilhou de forma irrevog\u00e1vel o maior defensor da tortura e dos torturadores. Que, de forma constrangedora para algu\u00e9m que se diz valent\u00e3o, depois de limpar o rosto, ficou de olhos vermelhos, choroso, com medo inequ\u00edvoco do seu agressor. Uma vexame para nunca mais ser esquecido. E que, como se dizia antigamente, empanou o espet\u00e1culo.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Algu\u00e9m dir\u00e1, \u00a0finalmente, deste dia glorioso, que o maior macho da C\u00e2mara, ou melhor do teatro que foi a C\u00e2mara, \u00e9 um homossexual. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Mil perd\u00f5es ao respeit\u00e1vel p\u00fablico brasileiro, mas o deputado Jean Wyllys nunca deveria ter deixado t\u00e3o claro que \u00e9 o \u00fanico homem digno do nome no nosso parlamento. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Outra falha, para n\u00e3o concluir em v\u00e3o, foi o n\u00e3o se dar o merecido cr\u00e9dito ao patrocinador da pe\u00e7a, o Supremo Tribunal Federal. \u00c9 uma injusti\u00e7a que o esque\u00e7am a essas alturas dos acontecimentos. Ningu\u00e9m melhor do que ele por liberar Eduardo Cunha de qualquer constrangimento por ser ladr\u00e3o. Obrigado STF, obrigado ministro Teoriza Vasques, obrigado principalmente ao excelent\u00edssimo Procurador Geral da Rep\u00fablica, o dr. Rodrigo Janot. Como se diz no fim dos espet\u00e1culos, sem voc\u00eas, essa pe\u00e7a c\u00f4mica n\u00e3o teria sido encenada. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enio Squeff O espet\u00e1culo &#8211; a grotesquerie, na verdade &#8211; \u00a0dos deputados no epis\u00f3dio em que,mais de tr\u00eas centenas deles, \u00a0disseram &#8220;sim&#8221;ao impeachment, chegou a tal ponto. que a pr\u00f3pria arte de rir passou a ser quase um constrangimento; na realidade, n\u00e3o foi mesmo de rir , mas de morrer de rir. 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