{"id":37862,"date":"2016-08-15T21:05:33","date_gmt":"2016-08-16T00:05:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=37862"},"modified":"2016-08-15T21:05:33","modified_gmt":"2016-08-16T00:05:33","slug":"a-roubalheira-contida-e-a-privataria-liberada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-roubalheira-contida-e-a-privataria-liberada\/","title":{"rendered":"A roubalheira contida e a privataria liberada"},"content":{"rendered":"<p>A palavra \u201croubalheira\u201d sempre esteve na boca do povo como alus\u00e3o gen\u00e9rica a algo corriqueiro nas altas esferas do Poder, mas nunca como agora ela se tornou t\u00e3o verazmente aplic\u00e1vel a um n\u00famero expressivo de administradores p\u00fablicos, empres\u00e1rios, executivos de estatais e parlamentares. Em seu pen\u00faltimo artigo, o comentarista pol\u00edtico Elio Gaspari apresentou o mais recente balan\u00e7o da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato: 57 pessoas condenadas a 680 anos de pris\u00e3o. Todas elas muito bem situadas nos altos escal\u00f5es dos poderes econ\u00f4mico e pol\u00edtico.<br \/>\nPor obra da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, iniciada em mar\u00e7o de 2014 pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e a Pol\u00edcia Federal, desvendou-se finalmente o esquema de corrup\u00e7\u00e3o que sustentava os partidos pol\u00edticos e suas pr\u00e1ticas eleitorais. Tornou-se enfim expl\u00edcito o que antes se mantinha escondido sob apelidos diversos: \u201cmaracutaia\u201d, \u201cpanam\u00e1\u201d, \u201cquiproc\u00f3\u201d, \u201cmamata\u201d e, claro, \u201croubalheira\u201d. O aspecto mais tragic\u00f4mico dessa hist\u00f3ria \u00e9 que o partido mais afetado pelas investiga\u00e7\u00f5es \u00e9 o PT, a sigla mais bem sucedida eleitoralmente na esfera federal no s\u00e9culo XX. Como cabe\u00e7a dos quatro \u00faltimos governos nacionais, o petismo transfigurou-se no principal culpado da roubalheira descoberta na Petrobras, a maior empresa nacional, fundada em 1953. Ainda que nenhum partido reste inc\u00f3lume ap\u00f3s tamanha devassa, j\u00e1 est\u00e1 eleito o bode expiat\u00f3rio da temporada.<br \/>\nCom as evid\u00eancias colhidas, mais as dela\u00e7\u00f5es de empres\u00e1rios e executivos, a Justi\u00e7a ficou com a faca e o queijo na m\u00e3o para dar um novo conte\u00fado \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre empresas e partidos. S\u00f3 lhe falta iniciativa, pois o Judici\u00e1rio s\u00f3 opera se for acionado. Todas as investiga\u00e7\u00f5es, processos e senten\u00e7as se concentraram at\u00e9 agora numa \u00fanica vara do Paran\u00e1, sob o martelo do juiz Sergio Moro, a celebridade nacional do momento, tal como aconteceu com o ministro Joaquim Barbosa no final do processo do Mensal\u00e3o no Supremo Tribunal Federal, que condenou \u00e0 cadeia membros da c\u00fapula do PT e de alguns partidos aliados.<br \/>\nEmbora tenha se tornado um \u00edcone da moralidade, Moro n\u00e3o \u00e9 uma unanimidade. Ele tem sido criticado por: 1) procurar incriminar sobretudo o PT; 2) abusar do instituto da pris\u00e3o preventiva para obter confiss\u00f5es dos acusados; 3) aceitar com gosto paparica\u00e7\u00f5es de grandes corpora\u00e7\u00f5es da m\u00eddia e outras organiza\u00e7\u00f5es sociais; 4) n\u00e3o ligar para as consequ\u00eancias da paralisa\u00e7\u00e3o de contratos e obras no \u00e2mbito da Petrobras, com o que estaria favorecendo a fragiliza\u00e7\u00e3o de empresas nacionais e abrindo caminho para a desnacionaliza\u00e7\u00e3o de ativos estatais e privados. Dessa maneira, a Lava Jato seria uma nova edi\u00e7\u00e3o da privataria tucana, agora pela via judicial (o termo privataria foi difundido por Elio Gaspari, que viu na privatiza\u00e7\u00e3o de estatais nos anos 1990 a pr\u00e1tica da pirataria).<br \/>\nHora de perguntar: quem vai herdar o pa\u00eds que sobrar da Lava Jato? N\u00e3o h\u00e1 partido que possa se sobressair nessa parada. Nenhumas das 32 siglas vigentes no universo partid\u00e1rio brasileiro tem cacife ou envergadura para reconstruir o edif\u00edcio da austeridade administrativa. A esta altura do processo, n\u00e3o se sabe sequer quantos partidos restar\u00e3o depois que a Lava Jato chegar ao fim. A primeira prova ser\u00e1 em outubro pr\u00f3ximo. A menos de dois meses da corrida \u00e0s urnas para eleger prefeitos e vereadores, n\u00e3o se ouvem os clarins da campanha eleitoral. Durma-se com um sil\u00eancio desses. Falta dinheiro para acionar as gambiarras eleitorais. A prova seguinte para a sobreviv\u00eancia dos partidos ser\u00e1 em 2018 com as elei\u00e7\u00f5es para presidente, governador e parlamentares.<br \/>\nHora de perguntar novamente: que pa\u00eds resultar\u00e1 da limpeza em andamento por iniciativa do MPF com apoio da PF e o respaldo (algo constrangido) do STF?<br \/>\nAinda \u00e9 cedo para uma resposta ou at\u00e9 mesmo para um progn\u00f3stico calcado na esperan\u00e7a em algo melhor ou, pelo contr\u00e1rio, baseado na observa\u00e7\u00e3o da realidade de maio para c\u00e1, quando o vice-presidente Michel Temer substituiu a presidenta Dilma, mas a mudan\u00e7a em curso sinaliza um retrocesso \u00e0 \u00e9poca do presidente Jos\u00e9 Sarney (1985-1990), cujo governo foi marcado pelo fisiologismo e a mediocridade. Afinal, do PMDB n\u00e3o se pode esperar ousadia alguma, pois est\u00e1 na cara que o maior partido brasileiro est\u00e1 atolado em roubalheiras imemoriais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A palavra \u201croubalheira\u201d sempre esteve na boca do povo como alus\u00e3o gen\u00e9rica a algo corriqueiro nas altas esferas do Poder, mas nunca como agora ela se tornou t\u00e3o verazmente aplic\u00e1vel a um n\u00famero expressivo de administradores p\u00fablicos, empres\u00e1rios, executivos de estatais e parlamentares. 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