{"id":41515,"date":"2016-11-21T09:26:10","date_gmt":"2016-11-21T12:26:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=41515"},"modified":"2016-11-21T09:26:10","modified_gmt":"2016-11-21T12:26:10","slug":"o-poeta-nei-duclos-retorna-ao-crime-de-1976","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/o-poeta-nei-duclos-retorna-ao-crime-de-1976\/","title":{"rendered":"O poeta Nei Ducl\u00f3s retorna ao \u201ccrime\u201d de 1976"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEste \u00e9 o poeta Nei Ducl\u00f3s\u201d, me disse Jorge Escosteguy (Scotch), indicando um sorridente magr\u00e3o de olhos azuis e cabelos compridos. Posso estar enganado quanto \u00e0 data &#8212; final de 1976, acredito \u2013 mas n\u00e3o quanto ao local: foi no corredor de acesso \u00e0s baias da reda\u00e7\u00e3o da revista <em>Veja<\/em>, onde faz\u00edamos parte da col\u00f4nia ga\u00facha, ao lado de JA Dias Lopes, Valdir Zwetsch e Vitor Hugo Sperb &#8212; t\u00ednhamos ainda como uma esp\u00e9cie de ga\u00facha honor\u00e1ria a Dorrit Harazim, cidad\u00e3 do mundo nascida casualmente em Ira\u00ed.<br \/>\nComo sempre, o santanense Scotch estava apressado e praticamente rebocava o amigo uruguaianense, que n\u00e3o escondia a timidez (ou seria constrangimento?), para a editoria de artes&amp;espet\u00e1culos, onde o editor Jos\u00e9 M\u00e1rcio Penido, mineiro cordial, lhe daria alguns trabalhos avulsos. Resenhas de livros, que dariam ao novato ga\u00facho (&#8220;novi\u00e7o rebelde&#8221;, quase escrevi) um duplo prazer: ler livros rec\u00e9m-lan\u00e7ados e tirar disso seu ganha-p\u00e3o.<br \/>\nEram tempos dif\u00edceis, politicamente, mas n\u00e3o faltava trabalho razoavelmente bem remunerado: bastava um frila por semana numa das revistas da Abril ou em outras editoras de S\u00e3o Paulo ou do Rio para um jovem rep\u00f3rter sustentar-se. Caras criativos e competentes como Nei Ducl\u00f3s nadavam de bra\u00e7ada no mercado editorial do auge da Ditadura Militar.<br \/>\n<figure id=\"attachment_41518\" aria-describedby=\"caption-attachment-41518\" style=\"width: 130px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-41518 \" src=\"http:\/\/localhost\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/neu-na-ufrgs-foto-juarez-fonseca.jpg\" alt=\"neu-na-ufrgs-foto-juarez-fonseca\" width=\"130\" height=\"128\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41518\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Juarez Fonseca, na Ufrgs<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAos 28 anos, j\u00e1 tarimbado como jornalista, Nei era festejado como o poeta que se revelara excepcional logo no primeiro livro, <strong><em>Outubro<\/em><\/strong>, lan\u00e7ado em 1976 em Porto Alegre. Nos anos seguintes ele lan\u00e7aria outros, como <em>No Meio da Rua<\/em> (1979), mas acabaria deixando a poesia mais ou menos de lado para lutar pela sobreviv\u00eancia na Paulic\u00e9ia \u00e1spera e cruel. Ele e Scotch trabalhavam juntos na <em>Isto\u00c9<\/em> e at\u00e9 na revista da Fiesp nos anos 1990, \u00a0quando o santanense sucumbiu a um infarto, 20 anos atr\u00e1s.<br \/>\nAgora, 40 anos depois da memor\u00e1vel estr\u00e9ia liter\u00e1ria do poeta Nei Ducl\u00f3s, ei-lo de volta com o mesmo <strong><em>Outubro<\/em><\/strong> numa edi\u00e7\u00e3o comemorativa recheada de aportes, considera\u00e7\u00f5es e elogios de amigos e admiradores, entre eles Claudio Levitan, Dilan Camargo, Juarez Fonseca e Luiz Carlos Merten, ga\u00fachos que afirmam ver nesse livro uma esp\u00e9cie de \u201cmanifesto de uma gera\u00e7\u00e3o\u201d. \u00a0De fato, <strong><em>Outubro<\/em><\/strong> mant\u00e9m acesa a chama da juventude po\u00e9tica dos terr\u00edveis anos 70.<br \/>\n<figure id=\"attachment_41517\" aria-describedby=\"caption-attachment-41517\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-41517 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/nei-duclos-300x300.jpg\" alt=\"nei-duclos\" width=\"300\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41517\" class=\"wp-caption-text\">Nei Ducl\u00f3s fotografado por Nana Monteiro\/ND<\/figcaption><\/figure><br \/>\nMorando num ermo rec\u00f4ndito em Florian\u00f3polis depois de trabalhar por duas ou tr\u00eas d\u00e9cadas em S\u00e3o Paulo, sempre entremeando jornalismo, cr\u00f4nica ,conto, assessoria de imprensa e poesia, Nei Ducl\u00f3s n\u00e3o conserva da fisionomia da juventude sen\u00e3o os profundos olhos azuis. A cabeleira <em>hippie<\/em> deu lugar a um corte convencional de barbearia e a magreza po\u00e9tica transformou-se numa opulenta obesidade. Nada de novo nas fronteiras da vida: muitos magros viraram gordos enquanto alguns se tornaram praticamente irreconhec\u00edveis \u00e0 medida que o tempo lhes alterava a estampa, mas nem todos renunciaram \u00e0 humanidade. Embora castigado pelos transes da vida, Nei Ducl\u00f3s n\u00e3o perdeu o peculiar senso de humor e se manteve fiel ao seu passado po\u00e9tico. Mais do que isso, ele continua escrevendo e publicando artigos, cr\u00f4nicas, contos e poemas em seus endere\u00e7os digitais, como se pode conferir no site <a href=\"http:\/\/www.consciencia.org\/\" data-saferedirecturl=\"http:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.consciencia.org&amp;source=gmail&amp;ust=1479785305198000&amp;usg=AFQjCNFGU7U-C4SR967YNcp9E5a22qkrpA\">www.consciencia.org<\/a>\/neiduclos, no seu blog<a href=\"http:\/\/outubro.blogspot.com\/\" data-saferedirecturl=\"http:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/outubro.blogspot.com&amp;source=gmail&amp;ust=1479785305198000&amp;usg=AFQjCNHwhxJKVFEfJ_ptpzoHzFo7N-Xfcg\">outubro.blogspot.com<\/a>, no Facebook e no Twitter, tudo isso indicado no Google.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\" wp-image-41516 alignleft\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Nei-Outubro-300x223.jpg\" alt=\"nei-outubro\" width=\"284\" height=\"214\" \/>Visto em perspectiva, <em>Outubro<\/em> de 1976 lembra o trabalho de poetas armados de gra\u00e7a e raiva como Thiago de Mello, Vinicius de Moraes antes de aderir \u00e0 MPB, Drummond, Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, Affonso Romano de Santana e Armando de Freitas Filho, entre outros. Diferente da maioria dos acima citados, o que mais caracteriza a poesia de Nei Ducl\u00f3s \u00e9 a economia de palavras e at\u00e9 de sinais gr\u00e1ficos como ponto e v\u00edrgula.<br \/>\nEm poucos versos ele liquida o assunto: \u201cSempre que vejo um rio\/parece que do outro lado\/est\u00e1 a Argentina\u201d (<em>Li\u00e7\u00e3o de Travessia<\/em>, poema em que ele fala \u201cd\u2019as balsas carregadas da inf\u00e2ncia\u201d). Para encurtar esta resenha, vejam o poema que ele escreveu sobre Mario Quintana:<br \/>\n\u201cOlhem o ant\u00edpoda<br \/>\nolhem o animal da palavra<br \/>\n\u00c9 um dinossauro na cidade de vidro<br \/>\nBorboleta branca na floresta queimada<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nRespeitem seu andar<br \/>\ne desconfiem com temor<br \/>\nde sua conversa fiada<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEle \u00e9 o flagelo do Senhor<br \/>\ne voc\u00eas n\u00e3o sabem\u201d<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEste \u00e9 o poeta Nei Ducl\u00f3s\u201d, me disse Jorge Escosteguy (Scotch), indicando um sorridente magr\u00e3o de olhos azuis e cabelos compridos. 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