{"id":41940,"date":"2016-12-05T10:45:51","date_gmt":"2016-12-05T13:45:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=41940"},"modified":"2016-12-05T10:45:51","modified_gmt":"2016-12-05T13:45:51","slug":"a-ponte-chapeco-medellin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-ponte-chapeco-medellin\/","title":{"rendered":"A ponte Chapec\u00f3-Medell\u00edn"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"m_8436651287605393900article-title\"><\/h2>\n<div class=\"m_8436651287605393900shortcode-content\">\n<div>O gosto pelo futebol me levou recentemente a acompanhar os jogos da Chapecoense, clube que se apegou com garra ao lugar rec\u00e9m-conquistado entre os 20 integrantes da S\u00e9rie A do Campeonato Brasileiro. Com pouco mais de 40 anos de exist\u00eancia (fundado em 1973), o time ganhou cinco campeonatos catarinenses e no Brasileir\u00e3o fez o suficiente para disputar a Copa Sul-Americana. Estava a caminho da primeira partida final em<span class=\"m_8436651287605393900Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Medell\u00ednquando o avi\u00e3o em que viajava caiu a cinco minutos do aeroporto local. O jogo foi cancelado. Em seu lugar, a popula\u00e7\u00e3o das duas cidades lotou os est\u00e1dios de Chapec\u00f3 e<span class=\"m_8436651287605393900Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Medell\u00edn, formando uma in\u00e9dita ponte de solidariedade na noite em que a partida seria jogada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nunca se viu tamanha corrente de paz e amor.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Chapec\u00f3, a capital das carnes brancas e um dos principais polos brasileiros de cooperativismo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Medell\u00edn, o primeiro centro difusor da teologia da liberta\u00e7\u00e3o crist\u00e3 (em 1968, na confer\u00eancia episcopal latino-americana).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pelo retrospecto, a Chape levaria uma surra do Atl\u00e9tico Nacional, o time mais competitivo do continente, no momento, tanto que \u00e9 o atual campe\u00e3o da Ta\u00e7a Libertadores da Am\u00e9rica. Mas, se perdesse por pouco em<span class=\"m_8436651287605393900Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Medell\u00edn, a Chape poderia reverter o placar no Brasil. J\u00e1 estava certo que a segunda partida final n\u00e3o poderia ser realizada na Arena<span class=\"m_8436651287605393900Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Cond\u00e1, onde s\u00f3 cabem, apertadas, 20 mil pessoas. A disputa fora marcada para o est\u00e1dio do Coritiba por influ\u00eancia do t\u00e9cnico Caio, paranaense de Cascavel que fazia sucesso em Chapec\u00f3 depois de ter treinado clubes do Rio, S\u00e3o Paulo, Porto Alegre e do Oriente M\u00e9dio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Caio e mais 19 jogadores, al\u00e9m de jornalistas, dirigentes e torcedores, tiveram a carreira liquidada pela queda do avi\u00e3o da<span class=\"m_8436651287605393900Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>LaMia, fretado por 140 mil d\u00f3lares, mais do que o dobro do or\u00e7amento mensal do time de Chapec\u00f3, onde se misturavam veteranos e novatos irmanados por um esp\u00edrito de grande depreendimento, algo que acontece frequentemente na pr\u00e1tica dos esportes, sejam pequenas ou grandes as agremia\u00e7\u00f5es. A\u00ed est\u00e1 o Brasil de Pelotas dando a volta por cima ap\u00f3s um grave acidente de \u00f4nibus, anos atr\u00e1s. O Juventude de Caxias ganhou uma Copa Brasil. O XV de Novembro de Campo Bom andou aprontando numa temporada mais ou menos recente. \u00c9 o futebol. O esporte. A energia inexplic\u00e1vel dos coletivos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A ascens\u00e3o e queda da Chapecoense traz \u00e0 lembran\u00e7a o epis\u00f3dio do ano passado, quando a Ponte Preta s\u00f3 caiu na semifinal da Copa Sulamericana. Fundada em 1900 em Campinas, a Ponte nunca ganhou nada mas \u00e9 um dos clubes mais queridos do Brasil. Possui uma aura popular que se traduz na bandeira alvinegra e no s\u00edmbolo do seu estandarte \u2013 uma macaca brincalhona que vive de dar susto nos times mais representativos das capitais. J\u00e1 ganhou v\u00e1rios vice-campeonatos, como o paulista de 1977, quando quase montou uma zebra sobre o Corinthians.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Aqui abro um par\u00e1grafo para lembrar que o escritor paulista Renato Pompeu (1941-2014) escreveu um romance \u2013 A Sa\u00edda do Primeiro Tempo (Alfa Omega, 1978) \u2013 cujo protagonista central \u00e9 \u201co espectro da Ponte Preta\u201d. Dif\u00edcil explicar um livro t\u00e3o genial. Melhor dar a palavra ao pr\u00f3prio romancista, que abre sua narrativa nos seguintes termos \u2013 primeiro par\u00e1grafo:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cNoite alta, quase madrugada (&#8230;) \u00e9 a hora em que o espectro da Ponte Preta come\u00e7a a rondar Campinas. Trata-se de grande m\u00e3e preta velha gorda, de saia e blusa branca e manto bordado de seda negra, que sobrevoa como mancha leitosa os pr\u00e9dios e ruas. Est\u00e1 sempre \u00e0 noite pelos ares da cidade, flutuando como fiapo de algod\u00e3o. (&#8230;) Quando n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m atento, entretanto, o espectro da Ponte Preta paira no ar e penetra pelos c\u00f4modos das casas, ro\u00e7ando as testas das pessoas adormecidas e causando mudan\u00e7as pequenas mas definitivas nos seus<span class=\"m_8436651287605393900Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>sonhos.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No par\u00e1grafo seguinte, um delegado sonha que virou mulher de olhos verdes momentos antes de discursar numa reuni\u00e3o pol\u00edtica da burguesia de Campinas, a cidade que serve como cen\u00e1rio do romance em que diversos personagens &#8212; professores, executivos, oper\u00e1rios, aposentados, mo\u00e7as, senhoras \u2013 s\u00e3o afetados pelo toque m\u00e1gico da negra velha, naturalmente identificada com a alma popular da Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica Ponte Preta.<br \/>\nAo longo de 182 p\u00e1ginas, o escritor zomba sutilmente da soberba campineira e desenvolve uma s\u00e9rie de epis\u00f3dios mais ou menos hil\u00e1rios, como narrar o Jogo Zero ou discutir a express\u00e3o \u201ca bola \u00e9 nossa\u201d. Ele gasta 70 p\u00e1ginas do livro para elaborar o que chama de \u201ccr\u00edtica da economia pol\u00edtica do futebol\u201d. No final conclui, citando nominalmente a Ponte Preta, seu rival<span class=\"m_8436651287605393900Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Guarany<span class=\"m_8436651287605393900Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>e outros clubes, que \u201cos times de futebol constituem as bandeiras da consci\u00eancia do povo brasileiro\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Recordando esse gol de placa do grande Renat\u00e3o, eis o que temos no momento: a bandeira da hora \u00e9 verde-e-branca e pertence \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Chapecoense de Futebol, que encontra na solidariedade internacional um forte motivo para retomar sua caminhada.<br \/>\nSegundo a l\u00edngua caigangue, Chapec\u00f3 significa \u201clugar de onde se avista o caminho da ro\u00e7a\u201d.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O gosto pelo futebol me levou recentemente a acompanhar os jogos da Chapecoense, clube que se apegou com garra ao lugar rec\u00e9m-conquistado entre os 20 integrantes da S\u00e9rie A do Campeonato Brasileiro. 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