{"id":41995,"date":"2016-12-06T21:13:04","date_gmt":"2016-12-07T00:13:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=41995"},"modified":"2016-12-06T21:13:04","modified_gmt":"2016-12-07T00:13:04","slug":"meu-amigo-ferreira-gullar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/meu-amigo-ferreira-gullar\/","title":{"rendered":"Meu amigo Ferreira Gullar"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">ERIC NEPOMUCENO<\/span><br \/>\nFoi numa noite de 1975. N\u00e3o lembro o m\u00eas. Foi em Buenos Aires. Tempos de ex\u00edlio, tempos sombrios. Lembro que Eduardo Galeano ligou dizendo que encontrar\u00edamos um desconhecido que, diziam, era um grande poeta. Lembro de ter dito a ele que era, sim, um grande poeta.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CPeSg_ma4NACFQiHkQod2joDfw\">\u00a0Lembro que estava meu amigo Augusto Boal, com sua Cecilia. Lembro que havia mais argentinos: afinal, est\u00e1vamos em Buenos Aires.<\/div>\n<div class=\"teads-inread\">Lembro que era um apartamento modesto, na distante rua Hip\u00f3lito Pueyrred\u00f3n, n\u00e3o na elegante avenida Pueyrred\u00f3n, que ficava perto de minha casa. Lembro que por isso me enganei de endere\u00e7o. Lembro que por esse engano, Eduardo e eu chegamos tarde.<\/div>\n<p>Mas o que mais me lembro, a imagem mais permanente na mem\u00f3ria, \u00e9 a de um homem triste. Naqueles meus anos jovens, eu nunca tinha visto algu\u00e9m t\u00e3o triste. Mais triste que Ferreira Gullar.<br \/>\nTinha cabelos negros que ca\u00edam como um v\u00e9u sombrio sobre seu rosto. Falava numa voz baixa e grave. De repente, ria um riso estranho. Um riso nervoso.<br \/>\nEle vinha de muitos ex\u00edlios, muitas derrotas. Vinha do Chile de Salvador Allende. Vinha do golpe traidor de Augusto Pinochet, vinha da morte de Allende. Vinha de sonhos frustrados, roubados. E perguntava, perguntava coisas, queria saber. Era como algu\u00e9m que queria respirar vida.<br \/>\nAnos depois, muitos, voltamos a nos encontrar, no Brasil. E o que agora lembro eram nossos almo\u00e7os na casa de Vera e Zelito Vianna, ou de quando ele vinha \u00e0 minha casa, e eu cozinhava e ele gostava, ele e Claudia.<br \/>\nFerreira Gullar, meu amigo que foi o ser vivo mais triste que vi na vida quando \u00e9ramos jovens, quando viv\u00edamos os anos jovens, foi tamb\u00e9m o \u00faltimo grande poeta do idioma que falamos no Brasil.<br \/>\nEra uma esp\u00e9cie de Juan Gelman em portugu\u00eas, capaz de em uma ou duas ou tr\u00eas frases fazer desatar temporais de emo\u00e7\u00e3o, de vida.<br \/>\nLembro da noite em que ele, com aquele ar mais triste e mais raivoso do mundo, leu:<br \/>\n<em>Turvo, turvo<\/em><br \/>\n<em>a turva<\/em><br \/>\n<em>m\u00e3o do sopro<\/em><br \/>\n<em>contra o muro<\/em><br \/>\n<em>escuro<\/em><br \/>\n<em>Menos menos<\/em><br \/>\n<em>menos que escuro<\/em><br \/>\n<em>menos que mole e duro menor que fosso e muro: menos que furo<\/em><br \/>\n<em>escuro<\/em><br \/>\nEra o come\u00e7o do <em>Poema sujo<\/em>. Era s\u00f3 uma casa, um apartamento modesto na Buenos Aires dos nossos anos jovens. Era a vida, era o mundo.<br \/>\nSim, sim, voltamos a nos encontrar, anos depois, no Brasil, neste Rio de todos os janeiros. E nos vimos um sem fim de vezes, na minha casa, na casa dele, na casa de Vera e Zelito Vianna.<br \/>\nUma vez, ouvi dele uma frase definitiva. Gullar falava da poesia, da arte. E disse: &#8220;Por que a poesia, a arte? Porque a vida, s\u00f3, n\u00e3o basta&#8221;.<br \/>\nOutra vez, com meu filho Felipe, ouvi outra frase: &#8220;Ontem, tive uma discuss\u00e3o com a Claudia&#8221;, que era sua derradeira e permanente namorada. &#8220;E ela foi embora, e num primeiro momento me senti cheio de raz\u00e3o. E a\u00ed cheguei \u00e0 conclus\u00e3o: eu n\u00e3o quero ter raz\u00e3o, eu quero \u00e9 ser feliz. E liguei para ela&#8221;.<br \/>\nF<a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/12\/04\/cultura\/1480867074_004887.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">oi talvez o \u00faltimo grande poeta n\u00e3o s\u00f3 do Brasil, mas do idioma portugu\u00eas.<\/a> Um dos \u00faltimos grandes poetas dessas comarcas que chamamos de Am\u00e9rica Latina.<br \/>\nAgora que ele se foi, dir\u00e3o essas louva\u00e7\u00f5es, e muito mais.<br \/>\nEu fico aqui lembrando sua figura esquis, seu corpo fr\u00e1gil, sua magreza quase m\u00edstica, seus olhos faiscantes.<br \/>\nFico lembrando daquela figura triste, triste, de um m\u00eas qualquer de 1975, numa Buenos Aires perdida para sempre. E que era capaz de escrever coisas assim:<br \/>\n<em>Uma parte de mim<\/em><br \/>\n<em>\u00e9 todo mundo;<\/em><br \/>\n<em>outra parte \u00e9 ningu\u00e9m:<\/em><br \/>\n<em>fundo sem fundo.<\/em><br \/>\n<em>Outra parte de mim<\/em><br \/>\n<em>\u00e9 multid\u00e3o:<\/em><br \/>\n<em>outra parte, estranheza<\/em><br \/>\n<em>e solid\u00e3o<\/em><br \/>\nA \u00faltima vez que ele e Cl\u00e1udia vieram em casa, faz um bom tempo, preparei camar\u00f5es. E depois dessa vez, quando nos v\u00edamos, ele dizia: &#8220;Cad\u00ea aqueles camar\u00f5es?&#8221;.<br \/>\nEssa, eu fiquei devendo.<br \/>\nMas ele ficou me devendo muito mais. Ficou devendo aquela parte dele que era multid\u00e3o.<\/p>\n<table summary=\"tabla\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ERIC NEPOMUCENO Foi numa noite de 1975. N\u00e3o lembro o m\u00eas. Foi em Buenos Aires. Tempos de ex\u00edlio, tempos sombrios. 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