{"id":43367,"date":"2017-01-15T09:57:27","date_gmt":"2017-01-15T12:57:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=43367"},"modified":"2017-01-15T09:57:27","modified_gmt":"2017-01-15T12:57:27","slug":"a-chefa-da-justica-manda-recado-e-pra-valer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-chefa-da-justica-manda-recado-e-pra-valer\/","title":{"rendered":"A chefa da Justi\u00e7a manda recado. \u00c9 pra valer?"},"content":{"rendered":"<p><strong>GERALDO HASSE<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 que enfim a ministra C\u00e1rmen L\u00facia, atual chefa do Supremo, pediu aos membros do Judici\u00e1rio que se empenhem no esvaziamento das pris\u00f5es, lotadas por 600 mil presos, 40% dos quais trancafiados sem processo em consequ\u00eancia de tr\u00eas fatores principais: o crescimento da criminalidade, a dilig\u00eancia do aparato policial e a morosidade do sistema judicial.<br \/>\n\u00c0 combina\u00e7\u00e3o dessas causas aliam-se outros ingredientes explosivos como a crise econ\u00f4mica, a corrup\u00e7\u00e3o no interior das penitenci\u00e1rias e a influ\u00eancia do tr\u00e1fico de drogas ilegais em todas as inst\u00e2ncias do poder. Tudo isso, junto, gera uma mix\u00f3rdia dos diabos, aquecendo o caldeir\u00e3o que se p\u00f5e a ferver aqui e ali, ora nas ruas, ora num pres\u00eddio, ora num pal\u00e1cio governamental.<br \/>\nEis que vem a suprema ju\u00edza e lan\u00e7a ao seu ex\u00e9rcito o desafio: vamos acelerar os processos de modo a reduzir o volume de presos quase pela metade. Ser\u00e1 poss\u00edvel? Vamos pagar para ver como se comportar\u00e3o os milhares de ju\u00edzes espalhados por todo o territ\u00f3rio nacional. O fato \u00e9 que, se cada um deles tirar de cana um preso por dia, no final do ano a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria ter\u00e1 ca\u00eddo pela metade. Na pr\u00e1tica, pode n\u00e3o ser t\u00e3o simples assim.<br \/>\nA liberta\u00e7\u00e3o de presos que j\u00e1 cumpriram pena \u00e9 um dever \u00e9tico dos ju\u00edzes. Soltar os presos provis\u00f3rios ou tempor\u00e1rios\/preventivos tamb\u00e9m \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a. Isso vale para pobres e ricos. E aqui vem um sen\u00e3o: talvez o apelo de C\u00e1rmen L\u00facia caia no vazio, pois o Judici\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 lerdo \u00e0 toa. Independentemente dos v\u00edcios corporativos, ele administra um sistema cheio de idas e vindas, cursos e recursos, avan\u00e7os e recuos, tudo de acordo com uma infinidade de leis criadas em nome do Direito \u2013 e em nome do Direito n\u00e3o se faz Justi\u00e7a.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 por acaso que h\u00e1 ju\u00edzes se unindo a procuradores no af\u00e3 de prender sem provas e condenar sem culpa comprovada nos altos escal\u00f5es da economia e do governo. \u00c9 exatamente por isso que o sistema judicial, junto com as redes policiais e o esquema penitenci\u00e1rio, desfruta de pouca credibilidade junto \u00e0 sociedade, que n\u00e3o se conforma ao ver tantos militantes da Justi\u00e7a enredados numa teia que se confunde com as redes mantidas pela Corrup\u00e7\u00e3o ou, seja, o Dinheiro.<br \/>\n\u00c9 animador ver a ju\u00edza suprema cutucar o sistema, incitando-o a exercer seus deveres e prerrogativas, mas devemos admitir que esse \u00e9 apenas o primeiro passo no caminho de uma Justi\u00e7a realmente redentora.<br \/>\nSabemos que grande parte dos crimes que abarrotam as cadeias \u00e9 cometida sob efeito de drogas e\/ou tendo por motiva\u00e7\u00e3o disputas por pontos de venda ou \u00e1reas de distribui\u00e7\u00e3o disso ou daquilo.<br \/>\nDa\u00ed se entra num mundo absolutamente surreal: afinal, se as drogas alteram a percep\u00e7\u00e3o das pessoas, levando-as a cometer infra\u00e7\u00f5es \u00e0 lei, onde est\u00e1 o problema: nas leis, nas pessoas ou nas drogas? Ou ser\u00e1 a busca insana do Dinheiro que transtorna todos?<br \/>\n\u00c9 de duvidar que C\u00e1rmen L\u00facia ou qualquer um dos seus 10 colegas do Supremo, os desembargadores dos estados e os ju\u00edzes em geral tenham uma avalia\u00e7\u00e3o desse problema ou se disponham a se aprofundar no tema em busca de uma sa\u00edda planejada.<br \/>\nAt\u00e9 agora, com raras exce\u00e7\u00f5es, os togados preferiram manter-se acomodados sob o manto das leis. A maioria n\u00e3o passa dos discursos bem intencionados. Todo in\u00edcio de ano as faculdades de direito convidam sumidades jur\u00eddicas para aulas magnas que n\u00e3o mudam uma v\u00edrgula sequer nas decis\u00f5es judiciais. Na pr\u00f3pria hierarquia do Judici\u00e1rio se encontram procuradores e ju\u00edzes e at\u00e9 funcion\u00e1rios com sensibilidade e disposi\u00e7\u00e3o para mudar a rotina do Mal, mas a maioria se mant\u00e9m inerme por medo ou pregui\u00e7a, s\u00f3 fazendo o feij\u00e3o-com-arroz de sempre.<br \/>\nNos poderes executivos, a maior compreens\u00e3o do problema est\u00e1 mais nos profissionais da sa\u00fade do que nos setores policiais ou penitenci\u00e1rios, onde uma parcela dos funcion\u00e1rios faz vista grossa diante do poder do tr\u00e1fico.<br \/>\nNo Legislativo, um ou outro galo sobe na tribuna para cantar, mas j\u00e1 nos acostumamos com as bancadas \u00e1geis na defesa de interesses corporativos e lerdas no aprofundamento de quest\u00f5es cruciais \u2013 a maior delas \u00e9 a sa\u00fade f\u00edsica e mental da popula\u00e7\u00e3o, item que depende do n\u00edvel da educa\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vamos at\u00e9 trombar com a desigualdade social, m\u00e3e da mis\u00e9ria e da viol\u00eancia. Ou, seja, est\u00e1 tudo junto, sendo as drogas \u2013 do \u00e1lcool ao crack \u2013 o denominador comum de grande parte das situa\u00e7\u00f5es que levam \u00e0s cadeias e aos hospitais, ao absente\u00edsmo no trabalho e \u00e0 evas\u00e3o escolar. .<br \/>\nAssim chegamos \u00e0 conclus\u00e3o irrecorr\u00edvel como uma senten\u00e7a do STF: n\u00e3o adianta combater o tr\u00e1fico de drogas, pois quem o sustenta \u00e9 a demanda dos consumidores. O uso de drogas legais ou ilegais, leves ou pesadas, \u00e9 quest\u00e3o de sa\u00fade, n\u00e3o caso de pol\u00edcia. Estamos a enxugar gelo.<br \/>\nAp\u00f3s o primeiro lance da ministra C\u00e1rmen L\u00facia, quem ter\u00e1 coragem de encarar o Drag\u00e3o?<br \/>\n<em><strong>LEMBRETE DE OCASI\u00c3O<\/strong><\/em><br \/>\n<em>\u201cO dinheiro fala. Mas bom mesmo \u00e9 o d\u00f3lar, que fala todas as l\u00ednguas.\u201d<br \/>\nMillor<span class=\"m_-8505117591676608728Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Fernandes<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GERALDO HASSE At\u00e9 que enfim a ministra C\u00e1rmen L\u00facia, atual chefa do Supremo, pediu aos membros do Judici\u00e1rio que se empenhem no esvaziamento das pris\u00f5es, lotadas por 600 mil presos, 40% dos quais trancafiados sem processo em consequ\u00eancia de tr\u00eas fatores principais: o crescimento da criminalidade, a dilig\u00eancia do aparato policial e a morosidade do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":14148,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-43367","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84748,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-literatura-brasileira-no-dia-do-trabalhador\/","url_meta":{"origin":43367,"position":0},"title":"A Literatura Brasileira no Dia do Trabalho","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"1 de maio de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT O 1\u00ba de maio costuma ser lembrado pelo peso hist\u00f3rico das lutas trabalhistas, pelo som das manifesta\u00e7\u00f5es e pela mem\u00f3ria viva de direitos conquistados ao longo de d\u00e9cadas. 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