{"id":44156,"date":"2017-02-05T17:57:43","date_gmt":"2017-02-05T20:57:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=44156"},"modified":"2017-02-05T17:57:43","modified_gmt":"2017-02-05T20:57:43","slug":"os-extremos-que-nao-se-tocam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/os-extremos-que-nao-se-tocam\/","title":{"rendered":"Os extremos que n\u00e3o se tocam"},"content":{"rendered":"<div>\n<strong><em>GERALDO HASSE<\/em><\/strong><br \/>\nA duplica\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego &#8212; de 6% para 12% &#8212; em dois anos (2015-2016) est\u00e1 cada vez mais transparente em detalhes expl\u00edcitos como a multiplica\u00e7\u00e3o das placas de ALUGA-SE e VENDE-SE nas fachadas, mas nenhum deles choca mais do que o aumento do n\u00famero de catadores de lixo o pedintes que cruzam diariamente as ruas das capitais brasileiras.\n<\/div>\n<div>\u00a0Pobre gente ca\u00edda do trem da economia, ora conduzido pelos maquinistas do PMDB, muitos dos catadores s\u00e3o desempregados (antigos ou recentes) que perderam suas fontes de ganho e se tornaram h\u00f3spedes de marquises e dos viadutos &#8212; isso quando n\u00e3o t\u00eam \u00e2nimo para engrossar o caos habitacional com barracos improvisados nas periferias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pac\u00edficos uns, revoltados outros, eles configuram o pen\u00faltimo elo da corrente da pobreza extrema, nossa velha conterr\u00e2nea que est\u00e1 de volta \u00e0s ruas e pra\u00e7as.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Desde os anos 1970 a M\u00fasica Popular Brasileira se ocupa deles. Em \u201cDesgarrados\u201d, o ga\u00facho<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>sanborjense<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Mario Barbar\u00e1 cantou: \u201cCarregam lixo, catam baganas e s\u00e3o pingentes nas avenidas da capital\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Chico Buarque denunciou numa can\u00e7\u00e3o: \u201cEles comem luz!\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No Rancho da Goiabada, dedicado aos boias-frias, o compositor Aldir<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Blanc<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>os comparou a \u201ccanibais, l\u00edrios, pirados\u201d \u2013 em suma, brasileiros miser\u00e1veis que andam pelas ruas \u201cdan\u00e7ando a alegoria dos fara\u00f3s embalsamados\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os catadores mais din\u00e2micos e organizados puxam\/empurram gaiolas de pneus de borracha e j\u00e1 na coleta v\u00e3o separando o lixo em compartimentos diversos \u2013 pl\u00e1stico transparente, papel\u00e3o e latas s\u00e3o os itens mais valiosos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os menos preparados empurram carrinhos de compras de supermercados.<\/div>\n<div>\n\u00a0Os mais carentes, se assim se pode defini-los, levam nas costas sacos pl\u00e1sticos com os materiais colhidos.<br \/>\nSua atividade contribui para o funcionamento da economia nacional, mas eles n\u00e3o sabem disso.\n<\/div>\n<div>S\u00e3o todos trabalhadores, embora n\u00e3o tenham nenhuma das garantias legais dos formalmente empregados.<\/div>\n<div>Lendo peda\u00e7os de jornais, eles catam a not\u00edcia de que pinta no horizonte do Brasil um arrocho trabalhista reclamado pelos empres\u00e1rios&#8230; Eita Brasil-zil-zil.<\/div>\n<div>\nPor estrat\u00e9gia ou ins\u00f4nia, h\u00e1 catadores que circulam de madrugada, compartilhando as cal\u00e7adas vazias com baratas e ratazanas. Uns poucos cedem \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de depredar bens p\u00fablicos.<br \/>\nSe tivessem a destreza dos pichadores<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>entrevistos<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>pendurados nas paredes, talvez tomassem coragem de catar algo realmente valioso. At\u00e9 para roubar fios \u00e9 preciso possuir alguma estrutura, um ve\u00edculo, uma quadrilha e quem compre a muamba. \u00c9 o que acontece com os ladr\u00f5es de ovelhas e reses na zona rural.\n<\/div>\n<div>E isso n\u00e3o \u00e9 tudo. No rodap\u00e9 da nossa pir\u00e2mide social, encontram-se aquelas criaturas que j\u00e1 deixaram de acreditar na cata\u00e7\u00e3o como alavanca de uma poss\u00edvel recupera\u00e7\u00e3o pessoal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esses limitam-se a ficar agachados, sentados ou deitados nas proximidades de supermercados e bancos. Tornaram-se pedintes. \u201cMelhor pedir do que roubar\u201d, diz um deles, que com esse bord\u00e3o \u201cbonzinho\u201d costuma deixar seu posto com uma sacola cheia de mantimentos doados por pessoas da classe m\u00e9dia, dessas que fazem compras a p\u00e9 e, portanto, carregam poucas sacolas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outro diz sempre a mesma frase: \u201cAmigo, me d\u00e1 um real?\u201d, mas s\u00f3 obt\u00e9m algum retorno de mulheres \u2013 os homens lhe dizem \u201cquer dinheiro, vai trabalhar\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um carente, mais humilde e sorridente, pede \u201cuma moeda\u201d. Acaba ganhando. Duas ou tr\u00eas m\u00e3es rodeadas de crian\u00e7as atraem a indigna\u00e7\u00e3o ou a piedade das pessoas. \u201cE o governo? N\u00e3o faz nada?\u201d Est\u00e1 nos jornais: os albergues p\u00fablicos n\u00e3o t\u00eam vagas. E muitas pessoas n\u00e3o se sujeitam \u00e0s regras desses estabelecimentos oficiais, que t\u00eam hor\u00e1rios e normas de higiene.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para todos esses pingentes do trem Brasil, soa absolutamente<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><em>non<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/em><em>sense<\/em><span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>a frase \u201cVai procurar um emprego\u201d, desferida \u00e0 queima roupa por gente de pavio curto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na realidade, os catadores e os pedintes est\u00e3o muito aqu\u00e9m da possibilidade de arranjar um emprego. O primeiro passo nesse sentido seria ir ao SINE, mas a maioria deles n\u00e3o tem uma roupa limpa para entrar na fila e, de resto, j\u00e1 n\u00e3o sabe onde perdeu a c\u00e9dula de identidade ou a carteira de trabalho, se as teve um dia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os 1 300 moradores de rua de Porto Alegre recenseados em 2014 j\u00e1 seriam bem mais numerosos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A rua \u00e9 um rio onde todo dia aparece um catador novato com h\u00e1bitos ins\u00f3litos, como o de pular para dentro dos modernos cont\u00eaineres da coleta mecanizada e jogar para fora os sacos pl\u00e1sticos cheios de lixo.<\/div>\n<div>Assim fica mais f\u00e1cil fazer a sele\u00e7\u00e3o que lhes interessa; n\u00e3o raro, eles v\u00e3o embora sem recolocar no cont\u00eainer as sobras de sua coleta. Repetem os cachorros-assaltantes das lixeiras dos bairros distantes do centro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Se n\u00e3o encontram a mercadoria esperada, os catadores mais revoltados protestam chutando o cont\u00eainer ou ateando fogo no refugo de cata\u00e7\u00f5es anteriores.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para eles, que n\u00e3o foram instru\u00eddos sobre as diferen\u00e7as entre lixo org\u00e2nico ou recicl\u00e1vel, tudo que jaz dentro de um saco pl\u00e1stico merece ser vasculhado. E assim ser\u00e1 at\u00e9 que todo esse pessoal seja reciclado por um programa de recupera\u00e7\u00e3o social que compreenda alfabetiza\u00e7\u00e3o e atendimento psicossocial, entre outros cuidados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Estar\u00e1 no horizonte brasileiro tamanho progresso governamental? A curto prazo, tudo indica que n\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao contr\u00e1rio, a atual c\u00fapula governamental n\u00e3o esconde a pressa em desmanchar os alicerces do estado de bem-social constru\u00eddos no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI sobre as bases legais estabelecidas por<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Getulio<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Vargas nos anos 1930.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em nome do atendimento aos agentes do Mercado, o governo Temer est\u00e1 trabalhando para reconstituir os padr\u00f5es anteriores de miserabilidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m de contar com a indiferen\u00e7a dos ricos, o desgoverno sacana conquistou a ades\u00e3o da classe m\u00e9dia, que andou batendo panelas contra o governo eleito, num deplor\u00e1vel espet\u00e1culo de mendic\u00e2ncia pol\u00edtica.<\/div>\n<div>\nDe uma forma ou de outra, minorias barulhentas se uniram para vilipendiar a democracia, aproveitando-se com raro oportunismo do clamor popular contra a corrup\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<br \/>\nJogo sujo de empres\u00e1rios, de politicos, dos maraj\u00e1s do Judici\u00e1rio e do Legislativo, com a cumplicidade das for\u00e7as armadas e a b\u00ean\u00e7\u00e3o ardilosa das grandes empresas de comunica\u00e7\u00e3o social \u2013 TV, radio, jornais, revistas e ag\u00eancias de propaganda &#8212; que parecem obedecer a um comando \u00fanico: o plim plim neoliberal emitido pelo grupo Globo, seus repetidores e aliados.\n<\/div>\n<div>Agora, no af\u00e3 de contentar o Mercado, o governo Temer prepara a<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>tratoragem<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>da legisla\u00e7\u00e3o que protege os trabalhadores e os aposentados. A batalha ser\u00e1 no Congresso, onde est\u00e1 \u00a0armada uma maioria comprada com favores de toda esp\u00e9cie.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os 300 picaretas apontados por Lula em 1990 foram acrescidos de mais algumas dezenas de oportunistas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 se fala que \u00e9 preciso buscar a sa\u00edda nas elei\u00e7\u00f5es de 2018, mas a manipula\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, a propaganda enganosa e a ingenuidade popular se juntam para criar um panorama favor\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de um governo carente de legitimidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O parlamento brasileiro virou uma cancela aberta \u00e0 livre passagem do crime do colarinho branco. A pergunta que paira no ar \u00e9: de que adianta eleger-se um presidente digno e confi\u00e1vel se o congresso continuar dominado por negociantes de emendas e vendilh\u00f5es de votos?<\/div>\n<div>\nDe alto a baixo a popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 cercada por catadores. Nos altos escal\u00f5es da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, mesmo acuados por investiga\u00e7\u00f5es policiais, os catadores de propinas lutam para manter o status quo da corrup\u00e7\u00e3o. Nas ruas e debaixo dos viadutos, os catadores e demais ca\u00eddos do trem buscam tirar do lixo a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia.<br \/>\nS\u00e3o os extremos que n\u00e3o se tocam.\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>LEMBRETE DE OCASI\u00c3O<\/strong><\/div>\n<div>\u00a0\u201cO homem perde muitas coisas<\/div>\n<div>\u00a0que \u00e0s vezes volta a achar;<\/div>\n<div>\u00a0mas se perde a vergonha,<\/div>\n<div>jamais torna a<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>encontrar.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Jose<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Hern\u00e1ndez<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>(1834-1896), autor de<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>\u201cMartin<span class=\"m_-5369862456368704571Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Fierro\u201d, poema \u00e9pico publicado em 1872 em Buenos Aires<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GERALDO HASSE A duplica\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego &#8212; de 6% para 12% &#8212; em dois anos (2015-2016) est\u00e1 cada vez mais transparente em detalhes expl\u00edcitos como a multiplica\u00e7\u00e3o das placas de ALUGA-SE e VENDE-SE nas fachadas, mas nenhum deles choca mais do que o aumento do n\u00famero de catadores de lixo o pedintes que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-44156","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84609,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/o-centro-historico-de-porto-alegre\/","url_meta":{"origin":44156,"position":0},"title":"O Centro (Hist\u00f3rico) de Porto Alegre","author":"Cleber Dioni Tentardini","date":"30 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"CLEBER DIONI TENTARDINI Porto Alegre, nove horas da manh\u00e3 do dia\u00a030\u00a0de mar\u00e7o de 2026. 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