{"id":46636,"date":"2017-03-30T17:53:28","date_gmt":"2017-03-30T20:53:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=46636"},"modified":"2017-03-30T17:53:28","modified_gmt":"2017-03-30T20:53:28","slug":"cem-anos-de-revolucao-no-sul-da-america","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/cem-anos-de-revolucao-no-sul-da-america\/","title":{"rendered":"Cem anos de revolu\u00e7\u00e3o no Sul da Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<p><em>Louren\u00e7o Cazarr\u00e9<\/em><br \/>\nLeitor entusiasmado dos historiadores que narraram as incont\u00e1veis guerras, revolu\u00e7\u00f5es, revoltas, insurrei\u00e7\u00f5es, quarteladas e rebeli\u00f5es que sacudiram o Cone Sul entre os s\u00e9culos 18 e 19, o jornalista ga\u00facho Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Severo devorou tamb\u00e9m as negligenciadas obras publicadas em pequenas editoras por autores de final de semana. Para conferir, visitou os locais que foram palco das maiores batalhas travadas naquele per\u00edodo. E juntou a tudo isso conversas que, quando menino, escutava de seus ancestrais, participantes desses entreveros. Para amarrar o pacote, inventou um fio liter\u00e1rio \u2013 a vida de um dos maiores militares brasileiros, o general Manuel Lu\u00eds Os\u00f3rio, o marqu\u00eas do Herval.<br \/>\nCom uma carreira jornal\u00edstica de mais de meio s\u00e9culo, vivida em algumas das principais reda\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Severo escreveu em cerca de 10 meses <em>100 anos de guerra no continente americano, <\/em>obra de dimens\u00f5es pampianas, com um total de 1.089 p\u00e1ginas, que foi dividida em dois volumes pela editora Record: <em>Rios de Sangue <\/em>(1) e <em>Cinzas do Sul<\/em> (2).<br \/>\nTalvez se possa dizer que o grande m\u00e9rito deste livro, al\u00e9m, claro, de sistematizar toda uma vasta e dispersa bibliografia, \u00e9 a presen\u00e7a de um jornalista em uma seara quase sempre restrita a excessivamente contidos, ou por vezes derramados, historiadores. Com um texto \u00e1gil, claro e direto, despido dos conhecidos rococ\u00f3s ret\u00f3ricos caracter\u00edsticos da Am\u00e9rica latina, Severo esbo\u00e7a diante de seus leitores um quadro amplo e detalhado das lutas que acabaram por moldar quatro dos pa\u00edses do extremo sul da Am\u00e9rica Latina.<br \/>\nRep\u00f3rter acima de tudo, o autor comparece com um grande n\u00famero de informa\u00e7\u00f5es pouco ventiladas que surpreendem at\u00e9 mesmo ratos de biblioteca razoavelmente versados nesse tipo de literatura. Severo entremeia sua narrativa com causos mi\u00fados que, na linguagem simplificadora das reda\u00e7\u00f5es, seriam chamados de \u201chistorinhas\u201d. Assim, na leitura, nos defrontamos com centenas de historinhas curiosas, surpreendentes, esclarecedoras e por vezes verdadeiramente significativas.<br \/>\nAs a\u00e7\u00f5es guerreiras come\u00e7am em 1.777 quando o rec\u00e9m nomeado primeiro vice-rei do Prata, Pedro de Ceballos, a caminho de Buenos Aires, ataca \u00e0 atual ilha de Santa Catarina para tomar posse de uma terra que julgava pertencer \u00e0 Espanha. Ao retratar essa luta remota, Severo demonstra uma de suas principais virtudes que \u00e9 a de descrever com min\u00facia e abrang\u00eancia escaramu\u00e7as e batalhas. Surgem ent\u00e3o pontos conhecidos hoje dos muitos turistas que visitam a badalada Florian\u00f3polis: Santo Ant\u00f4nio de Lisboa, ilha de Anhatomirim, Jurer\u00ea, Canasvieiras e S\u00e3o Jos\u00e9 da Terra Firme.<br \/>\nJ\u00e1 naquela \u00e9poca, antecipando a quebradeira em que a na\u00e7\u00e3o vive hoje, a defesa da cidade estava \u00e0 m\u00edngua: \u201cpor falta de verba, apenas dez dos 40 canh\u00f5es estavam em condi\u00e7\u00f5es\u201d. O p\u00e2nico espalhou-se pela ilha e as pessoas fugiram para o continente levando o que podiam. Os que n\u00e3o lograram escapar sofreram na m\u00e3o dos invasores. \u201cOs homens foram separados e encerrados, depois obrigados a trabalhar, quando n\u00e3o eram simplesmente mortos&#8230; As mulheres foram entregues \u00e0s tropas. Oficiais e graduados tiveram prefer\u00eancia na escolha, mas a maioria ficou \u00e0 merc\u00ea da soldadesca, na base de dez homens para cada uma. Meninas, mulheres de meia-idade e velhas, n\u00e3o escapou nenhuma\u201d. Os que conseguiram fugir para o continente foram recepcionados pelas flechas e lan\u00e7as dos \u00edndios carij\u00f3s, cuja ferocidade nada ficava a dever \u00e0 dos espanh\u00f3is.<br \/>\nAnos depois, Pedro Lu\u00eds Borges esclareceria a seu filho, Manuel Lu\u00eds Borges, que viria a ser pai do futuro general Os\u00f3rio, que, naquela invas\u00e3o, ele estivera bem seguro na barriga de sua m\u00e3e, porque, como as demais gr\u00e1vidas, ela havia sido protegida pelos padres.<br \/>\nEm 1793, aos 16 anos, Manuel Luis Borges alistou-se como volunt\u00e1rio no Ex\u00e9rcito portugu\u00eas. Em 1796 passou a furriel, posto equivalente ao de sargento. Certo dia, injustamente condenado ao a\u00e7oite, teve a ousadia de aparar uma pranchada regulamentar que lhe foi desferida por um oficial. Foi preso e, antes de receber a inevit\u00e1vel condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, fugiu em dire\u00e7\u00e3o ao Sul. Sua jornada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Prov\u00edncia de S\u00e3o Pedro pelo meio do mato acabou fazendo com que desse com o costado em Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Arroio (atual Os\u00f3rio). Ali acabou casando com Anna Joaquina Os\u00f3rio, cujo nome de fam\u00edlia adotaria para sua descend\u00eancia. Anos depois, livre da pecha de desertor, o man\u00e9 Manuel Lu\u00eds foi reincorporado ao Ex\u00e9rcito portugu\u00eas<br \/>\n<em>Rios de sangue<\/em> estende-se at\u00e9 o final da guerra da Cisplatina, que durou de 1825 a 1829, com direito a incont\u00e1veis batalhas. O melhor momento do primeiro volume sem d\u00favida \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o dos preparativos para a decisiva batalha de Passo do Ros\u00e1rio\/Ituzaing\u00f3. Homens excepcionais lideravam os dois lados: as tropas do Imp\u00e9rio eram comandadas por Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira Horta, o Marqu\u00eas de Barbacena, e os argentinos e uruguaios eram chefiados por Carlos Maria de Alvear.<br \/>\n\u201c\u00c9 impressionante a simetria entre os dois generais\u201d, escreve Severo. Ambos nascidos na Am\u00e9rica, filhos de nobres, cursaram academias militares da metr\u00f3pole. Felisberto Brant nascera em Mariana (MG); Alvear era de Santo Angel, atual Santo \u00c2ngelo (RS).<br \/>\nA Batalha do Passo do Ros\u00e1rio, vencida por Alvear, pois Barbacena abandonou o terreno, mesmo ainda tendo possibilidade de lutar, determinou a cria\u00e7\u00e3o do Uruguai, na\u00e7\u00e3o-tamp\u00e3o entre dois gigantes brig\u00f5es. Uma das curiosidades da Guerra da Cisplatina \u00e9 que dom Pedro I chegou a viajar ao Rio Grande do Sul para comandar as tropas do Imp\u00e9rio, mas mal botou o p\u00e9 por l\u00e1 recebeu a not\u00edcia do falecimento de sua esposa, Leopoldina, e teve que retornar ao Rio de Janeiro.<br \/>\nEm <em>Cinzas do Sul<\/em> temos relatos esclarecedores sobre a demorada Guerra dos Farrapos e a devastadora Guerra do Paraguai. Entre elas, a Guerra do Prata que levou \u00e0 derrota de Manuel Oribe, caudilho uruguaio, e \u00e0 deposi\u00e7\u00e3o de Juan Manuel Rosas, ditador em Buenos Aires por 17 anos.<br \/>\nTodos esses conflitos sangrentos foram causados por diverg\u00eancias incessantes, \u00e0s vezes rid\u00edculas, entre os grupos pol\u00edticos que tentavam tomar o poder nas na\u00e7\u00f5es em forma\u00e7\u00e3o. Severo assim resume essa pendenga: \u201cIdeologicamente, a linha de identidade entre os pa\u00edses do Prata, descontadas as lutas internas entre os caudilhos que disputavam o poder, corria em linha reta: unit\u00e1rios argentinos\/blancos uruguaios\/liberais moderados do Rio Grande do Sul de um lado e do outro federales argentinos\/colorados uruguaios e liberais exaltados rio-grandenses\u201d. Os primeiros eram republicanos que aceitavam uma monarquia apartid\u00e1ria e a escravid\u00e3o. O outro agrupamento defendia a aboli\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o de um estado unit\u00e1rio integrado por prov\u00edncias aut\u00f4nomas.<br \/>\nO jornalista ga\u00facho apresenta um n\u00famero incr\u00edvel de informa\u00e7\u00f5es em geral desprezadas pelos praticantes da historiografia ortodoxa: fala da introdu\u00e7\u00e3o da alfafa em uma terra onde os pangar\u00e9s s\u00f3 comiam grama rala; das carretas de bois que necessitavam de doze juntas para arrastar 80 arrobas; que o custo de um escravo era cinco vezes maior do que o de um imigrante europeu; conta que os caudilhos argentinos Rosas e Urquiza eram os dois homens mais ricos daquele pa\u00eds; que cada soldado de cavalaria arrastava consigo tr\u00eas rocins mal nutridos; que os fort\u00edssimos cavalos de batalha, ferrados e alimentados a milho, s\u00f3 eram usados nas cargas; que os cavaleiros minuanos e charruas levavam um homem na garupa para lan\u00e7\u00e1-lo dentro da linha de defesa dos brancos; descreve a tomada de Porto Alegre pelos guerreiros farroupilhas e de como eles a perderam depois de um porre geral e hom\u00e9rico; informa que dom Pedro II j\u00e1 era a favor da aboli\u00e7\u00e3o em 1845 e que lamentava que ela n\u00e3o fosse aprovada no Parlamento por oposi\u00e7\u00e3o das bancadas de Rio de Janeiro, Minas Gerais e S\u00e3o Paulo; esmi\u00fa\u00e7a a profunda liga\u00e7\u00e3o de Caxias com o Rio Grande do Sul por 20 anos (foi governador e senador pelo Estado); informa que para viajar a Mato Grosso a rota mais c\u00f4moda era a mar\u00edtimo-fluvial, passando por Montevid\u00e9u e seguindo por rios interiores; que o Paraguai antes da guerra n\u00e3o tinha moeda, mas havia implantado a primeira linha da Am\u00e9rica do Sul; que Solano Lopez em sua fuga final conduzia sua m\u00e3e e sua irm\u00e3, prisioneiras, em uma jaula; que o espi\u00e3o do Paraguai em Montevid\u00e9u era o embaixador portugu\u00eas; e lamenta os imensos preju\u00edzos trazidos por esses conflitos sempre acompanhados de saques e viola\u00e7\u00f5es.<br \/>\nFalando de Os\u00f3rio, o lend\u00e1rio general, Severo relata que nas grandes cidades por onde ele passava o povo costumava desatrelar os cavalos da carro\u00e7a em que viajava a fim de rebocar pelas ruas, com a for\u00e7a dos bra\u00e7os, o her\u00f3i da Guerra do Paraguai.<br \/>\nPor fim, ficamos sabendo que a Argentina \u2013 sacrificada por incont\u00e1veis carnificinas, s\u00f3 unificada mais de 60 anos ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o da Espanha \u2013 conseguiu, ap\u00f3s o fim dos conflitos, atrair o excedente de m\u00e3o de obra de uma Europa tomada pela industrializa\u00e7\u00e3o para transformar-se, j\u00e1 na virada para o s\u00e9culo 20, na quarta na\u00e7\u00e3o mais rica do mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Louren\u00e7o Cazarr\u00e9 Leitor entusiasmado dos historiadores que narraram as incont\u00e1veis guerras, revolu\u00e7\u00f5es, revoltas, insurrei\u00e7\u00f5es, quarteladas e rebeli\u00f5es que sacudiram o Cone Sul entre os s\u00e9culos 18 e 19, o jornalista ga\u00facho Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Severo devorou tamb\u00e9m as negligenciadas obras publicadas em pequenas editoras por autores de final de semana. 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