{"id":47445,"date":"2017-04-23T10:18:50","date_gmt":"2017-04-23T13:18:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=47445"},"modified":"2017-04-23T10:18:50","modified_gmt":"2017-04-23T13:18:50","slug":"o-despudor-dos-marqueteiros-do-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/o-despudor-dos-marqueteiros-do-poder\/","title":{"rendered":"O despudor dos marqueteiros do poder"},"content":{"rendered":"<p>\u201cNossas contradi\u00e7\u00f5es constroem nossas armadilhas\u201d, disse o marqueteiro Jo\u00e3o Santana, num trecho filos\u00f3fico de seu depoimento \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.<br \/>\nCom essa capciosa afirma\u00e7\u00e3o, ele admitiu ser &#8220;c\u00famplice&#8221; do esquema de corrup\u00e7\u00e3o que permeia as elei\u00e7\u00f5es no Brasil. S\u00f3 n\u00e3o disse quem criou tamanho esquem\u00e3o, mas isso \u00e9 desnecess\u00e1rio porque estamos cansados de saber: quem criou o conchav\u00e3o foi o despudor do \u201cpuder\u201d, como dizem os cabras-da-peste do Nordeste ao se referir ao poder.<br \/>\n\u00c9 um fen\u00f4meno que veio de Portugal com as capitanias heredit\u00e1rias e foi se aprimorando com a ajuda dos ingleses (no s\u00e9culo XIX) e dos americanos do Norte (desde o s\u00e9culo XX).<br \/>\nHoje a coisa tem diversas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, sendo uma delas a figura relevante do marqueteiro.<br \/>\nA quem n\u00e3o est\u00e1 familiarizado com o termo, \u201cmarqueteiro\u201d \u00e9 a denomina\u00e7\u00e3o dada aos profissionais que coordenam campanhas eleitorais.<br \/>\nMisto de publicit\u00e1rio e jornalista, eles concentram tanta informa\u00e7\u00e3o que chegam a obrigar candidatos a dizer coisas em que n\u00e3o acreditam. Eles s\u00e3o o resultado de uma deforma\u00e7\u00e3o da sociedade. N\u00e3o \u00e9 exclusividade brasileira. Marquetagem \u00e9 pr\u00e1tica global.<br \/>\nEm resumo, salvo uma ou outra exce\u00e7\u00e3o, o marqueteiro \u00e9 um empulhador profissional. Simp\u00e1tico. Sorridente. Geralmente bom contador de causos. Bom vivant. Conhecedor de vinhos. Viajado. Gastador de dinheiro.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 de ostentar nem de gritar \u201csabe com quem est\u00e1 falando?\u201d, pois sabe que tem o poder de orientar seus \u201cclientes\u201d, encomendar pesquisas de opini\u00e3o viciadas ou n\u00e3o e determinar os temas de campanha.<br \/>\nAlguns t\u00eam h\u00e1bitos relativamente simples como frequentar rinhas de galo ou apostar em corridas de cavalo. Mas sua \u201ccacha\u00e7a\u201d \u00e9 o jogo do poder.<br \/>\nNunca trabalhei em campanhas eleitorais, mas o exerc\u00edcio do jornalismo me colocou a par de uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es sobre os ganhos de pessoas contratadas para trabalhar em comit\u00eas eleitorais.<br \/>\nNas maiores reda\u00e7\u00f5es dos principais centros do pa\u00eds, alguns rep\u00f3rteres e\/ou editores se demitiam para \u201cfazer campanha\u201d. Durante quatro ou cinco meses, trabalhava feito um cavalo para ganhar nesse per\u00edodo o equivalente ao que ganharia em um ou dois anos no emprego desprezado. Era um jogo.<br \/>\nSe a campanha fosse vitoriosa, ele ficava no direito de trabalhar por quatro anos no gabinete do candidato eleito, ap\u00f3s o que devia camelar mais uns meses numa nova campanha eleitoral estressante. E assim por diante. Ou n\u00e3o.<br \/>\nSe o candidato n\u00e3o fosse eleito, o profissional tinha de voltar ao ex-emprego (se o aceitassem, o que n\u00e3o era comum) ou caitituar um novo cargo em outra empresa bem capaz de valorizar sua experi\u00eancia, sua penetra\u00e7\u00e3o e seus contatos no mundo pol\u00edtico.<br \/>\nUma sa\u00edda bastante comum era passar a operar numa ag\u00eancia de propaganda que tivesse um departamento de marketing pol\u00edtico. Das grandes ag\u00eancias, a maioria fazia o jogo para ter acesso a verbas de campanhas publicit\u00e1rias oficiais.<br \/>\nQuem n\u00e3o gostaria de ter a conta da Petrobras? Do Banco do Brasil? Da Caixa? Dos Minist\u00e9rios da Sa\u00fade ou da Educa\u00e7\u00e3o? S\u00e3o rios de verbas publicit\u00e1rias.<br \/>\nFoi nessa batida que alguns profissionais do marketing pol\u00edtico criaram seus pr\u00f3prios escrit\u00f3rios de propaganda eleitoral. Casos de Duda Mendon\u00e7a e Jo\u00e3o Santana, para citar os mais not\u00f3rios. Mas havia nesse meti\u00ea figuras pouco vis\u00edveis como Luiz Gonzalez e Chico Santa Rita, ambos bem-sucedidos nos bastidores das campanhas eleitorais.<br \/>\nEles formaram equipes, nas quais afloraram novas cabe\u00e7as que passaram a trabalhar por conta pr\u00f3pria em campanhas estaduais, metropolitanas e at\u00e9 em pa\u00edses vizinhos, onde eram aplicados os mesmos m\u00e9todos em espanhol.<br \/>\nEsses cobr\u00f5es habituaram-se, e treinaram pessoas, a encarar candidatos como produtos que poderiam ser manipulados como mercadorias. Merchandising de pol\u00edticos. Marquetagem. Manipulation, o que inclui a realiza\u00e7\u00e3o de lobbies junto aos grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, cujos dirigentes n\u00e3o s\u00e3o alheios ao jogo do poder.<br \/>\nAt\u00e9 a ditadura militar tinha seus marqueteiros, pois n\u00e3o bastava dispor da for\u00e7a das armas. Mas a especialidade marqueteira \u2013 antigamente denominada genericamente como \u201crela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas\u201d, com uma deriva\u00e7\u00e3o modernizante para as \u201crela\u00e7\u00f5es governamentais\u201d e\/ou \u201cinstitucionais\u201d, como chegou a constar no expediente de grandes editoras &#8212; evoluiu de tal modo que j\u00e1 desde os anos 1970 se concluiu que sem TV um candidato n\u00e3o ganha elei\u00e7\u00e3o. Da\u00ed ent\u00e3o&#8230;<br \/>\nSe bem usada, a m\u00e1quina televisiva coloca na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica quem ela quer. Foi assim com Collor, para citar um caso exemplar. E pode abarrotar o Congresso Nacional com dezenas de nulidades bem-falantes ou devidamente embaladas pelo marketing eleitoral e regadas por verbas de campanha.<br \/>\nLoucura total: entre abril e outubro, candidatos, marqueteiros e os trabalhadores do comit\u00ea correm atr\u00e1s de dinheiro e de eleitores. Como diz o ditado popular, verba volan, o dinheiro voa. Se entra f\u00e1cil, sai f\u00e1cil.<br \/>\nAcontecem desvios mas, ao contr\u00e1rio do que pensa o vulgo, os recursos captados junto a cidad\u00e3os e empres\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o automaticamente embolsados pelos candidatos, pois h\u00e1 controles nas c\u00fapulas partid\u00e1rias e \u00e9 necess\u00e1rio prestar contas aos tribunais eleitorais, que podem ser t\u00e3o rigorosos quanto os fiscais da Receita Federal, se o quiserem.<br \/>\nMas toda campanha \u00e9 voraz ao exigir dinheiro vivo \u2013 al\u00e9m de cr\u00e9dito &#8212; para bancar despesas com equipes de filmagem, reda\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o e impress\u00e3o de material de propaganda. E verbas para o transporte do candidato e equipe. Para alimenta\u00e7\u00e3o. Hospedagem. Em alguns casos, como os de com\u00edcios, \u00e9 preciso contratar \u201cduplas sertanejas\u201d e o s\u00e9quito que as acompanha para o mal e para o bem.<br \/>\nE mais: h\u00e1 cabos eleitorais que vendem no atacado os votos do seu curral. Muitos exigem dinheiro e depois cobram recompensas &#8212; empregos para seus protegidos. \u00c9 assim que os poderes executivos e legislativos deste pa\u00eds ficam cheios de pessoas despreparadas, que s\u00f3 ocupam cargos comissionados (os famosos CC) porque algum doutor as nomeou.<br \/>\nAgora vem a pergunta final: como o marqueteiro Jo\u00e3o Santana e sua s\u00f3cia Monica Moura puderam pagar \u00e0 Justi\u00e7a uma multa de 30 milh\u00f5es de reais? Certamente n\u00e3o precisaram pedir emprestado a um cliente porque, durante os 20 anos em que trabalharam com marketing pol\u00edtico, puderam fazer uma boa poupan\u00e7a.<br \/>\nSeria ingenuidade esperar que o sujeito que fez a vitoriosa campanha de Lula \u00e0 Presid\u00eancia tenha resistido \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de acumular. O marqueteiro vitorioso fica com o direito de dizer onde devem ser aplicadas certas verbas de publicidade do governo. H\u00e1 ve\u00edculos e grupos editoriais que d\u00e3o b\u00f4nus a ag\u00eancias que lhes propiciam altos volumes de verbas \u2013 \u00e9 a famosa BV (bonifica\u00e7\u00e3o por volume), uma forma refinada de tr\u00e1fico de plim-plim.<br \/>\nTavez o marqueteiro esteja caindo em desgra\u00e7a por for\u00e7a do lavajato, mas at\u00e9 agora ele tem sido um semideus da pol\u00edtica. Ficou t\u00e3o poderoso que acabou se tornando vulner\u00e1vel. E acabou caindo nas armadilhas do excesso de poder. Para o bem ou para o mal, a\u00ed est\u00e1 uma bela li\u00e7\u00e3o de marketing.<br \/>\nLEMBRETE DE OCASI\u00c3O<br \/>\n\u201cMais cedo ou mais tarde todo pol\u00edtico corresponde aos que n\u00e3o confiam nele\u201d. (Mill\u00f4r Fernandes)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNossas contradi\u00e7\u00f5es constroem nossas armadilhas\u201d, disse o marqueteiro Jo\u00e3o Santana, num trecho filos\u00f3fico de seu depoimento \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Com essa capciosa afirma\u00e7\u00e3o, ele admitiu ser &#8220;c\u00famplice&#8221; do esquema de corrup\u00e7\u00e3o que permeia as elei\u00e7\u00f5es no Brasil. 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