{"id":49159,"date":"2017-05-29T17:41:13","date_gmt":"2017-05-29T20:41:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=49159"},"modified":"2017-05-29T17:41:13","modified_gmt":"2017-05-29T20:41:13","slug":"onde-esta-a-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/onde-esta-a-esperanca\/","title":{"rendered":"Onde est\u00e1 a esperan\u00e7a?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Tainara Stumpf<\/strong><br \/>\nEm meio a tantas not\u00edcias ruins de corrup\u00e7\u00e3o, roubo, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia e injusti\u00e7a o des\u00e2nimo chega. Por mais positivos que tentamos ser, o meio nos neutraliza. Em uma manh\u00e3 destes \u00faltimos dias turbulentos, eu fui at\u00e9 um laborat\u00f3rio fazer exames de sangue. Sa\u00ed da sala de coleta e fui tomar um cafezinho e comer algo, gentilmente oferecido pelo laborat\u00f3rio.<br \/>\nNesta sala de espera encontrei um amigo, ex-colega de trabalho em uma empresa na qual me aposentei. Ele perguntou se eu ainda fazia exames anuais. Eu disse que fazia porque com a idade sempre acontecem surpresas. Um colesterol aqui, uma press\u00e3o alta ali, a artrose que se apresenta. Enquanto eu brincava com a situa\u00e7\u00e3o uma senhora me observava atentamente e, no meio da conversa ela falou: tudo isso se previne com a alegria.<br \/>\nConcordei e fiquei encantada! De manh\u00e3 cedo, ainda com fome, ouvir algu\u00e9m falar em alegria. Isso n\u00e3o \u00e9 comum! A esperan\u00e7a me iluminou a partir desta intera\u00e7\u00e3o. Sa\u00ed muito animada do laborat\u00f3rio, e dirigi-me a outro compromisso em um dentista.<br \/>\nDesloquei-me at\u00e9 o consult\u00f3rio e buscava um cart\u00e3o de estacionamento que \u00e9 vendido em estabelecimentos comerciais. Aguardava pacientemente uma jovem me atender em uma lancheria, mas ela ainda dava aten\u00e7\u00e3o a uma pessoa na minha frente.<br \/>\nHavia mesas na cal\u00e7ada, onde as pessoas paravam e pediam algum lanche ou cafezinho. Em uma delas, tinha um senhor sentado de uns 70 anos aproximadamente, que bebericava uma \u00e1gua mineral. Aproximou-se uma pessoa que o reconheceu e foi logo dizendo: Seu Antenor, como vai? Ao que ele respondeu: Muito tranquilo, na Santa paz! E prosseguiram em uma animada conversa.<br \/>\nEu que ainda estava aguardando a atendente, me surpreendi com a resposta. Dentro do caos social que estamos vivendo esta pessoa tem reservas de tranquilidade? Eu esperava naturalmente ouvir uma torrente de reclama\u00e7\u00f5es e queixas.\u00a0 Apesar de ter a minha expectativa frustrada, sorri por dentro. Pensei: que bom. Ainda h\u00e1 esperan\u00e7a.<br \/>\nSa\u00ed sorrindo ap\u00f3s ser atendida. Estava contagiada pelo bom humor de Seu Antenor que n\u00e3o me conhecia, mas havia me feito momentaneamente feliz e cheia de esperan\u00e7a.<br \/>\nEm meu caminho at\u00e9 o dentista, eu precisei atravessar a rua e uma saraivada de buzinas chamou a minha aten\u00e7\u00e3o. Um motorista distraiu-se na sinaleira e demorou a arrancar o seu carro. Com o susto, ele apagou o carro e se esfor\u00e7ava para lig\u00e1-lo rapidamente e liberar o tr\u00e2nsito. Os motoristas que aguardavam n\u00e3o deram tr\u00e9gua. Esgani\u00e7avam suas buzinas como se o fim do mundo se precipitasse sobre n\u00f3s. Novamente tive um choque de realidade. Desta vez n\u00e3o foi agrad\u00e1vel.<br \/>\nMas logo me dei conta que n\u00e3o valia a pena entrar na energia de incompreens\u00e3o dos motoristas raivosos, pois tinha boas lembran\u00e7as anteriores para guardar. Pensei nas escolhas que a vida coloca \u00e0 nossa frente o tempo todo e nas coisas que devo dar mais aten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDurante o dia comentei com muitas pessoas sobre as experi\u00eancias positivas da manh\u00e3 e esqueci completamente o epis\u00f3dio das buzinas. Percebo que por mais que o contexto se mostre ca\u00f3tico, a esperan\u00e7a est\u00e1 no ar e na vida das pessoas. A partir do desejo de paz e felicidade, contaminamos todos que nos cercam com muito mais for\u00e7a do que com a raiva e incompreens\u00e3o.<br \/>\nDesejo que pessoas inspiradoras me abordem e surpreendam sempre. Deste modo terei energia e vitalidade abundantes para fazer o mesmo. Se dedicarmos mais aten\u00e7\u00e3o para as coisas boas que a vida oferece, penso que n\u00e3o teremos tanta viol\u00eancia e corrup\u00e7\u00e3o no nosso contexto. \u00c9 preciso acreditar para manter a esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tainara Stumpf Em meio a tantas not\u00edcias ruins de corrup\u00e7\u00e3o, roubo, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia e injusti\u00e7a o des\u00e2nimo chega. Por mais positivos que tentamos ser, o meio nos neutraliza. Em uma manh\u00e3 destes \u00faltimos dias turbulentos, eu fui at\u00e9 um laborat\u00f3rio fazer exames de sangue. 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