{"id":49271,"date":"2017-06-01T00:12:05","date_gmt":"2017-06-01T03:12:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=49271"},"modified":"2017-06-01T00:12:05","modified_gmt":"2017-06-01T03:12:05","slug":"economia-verde-o-subprime-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/economia-verde-o-subprime-ambiental\/","title":{"rendered":"Economia Verde \u2013 O subprime ambiental"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>Amyra El Khalili<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consci\u00eancia que o criou. \u00c9 preciso ir mais longe. Eu penso 99 vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho num grande sil\u00eancio e a verdade me \u00e9 revelada.\u00a0<\/em>(Albert Einstein)<\/p>\n<p>O sistema financeiro internacional est\u00e1 em crise, enfrentando s\u00e9rios problemas de credibilidade por fraudes e corrup\u00e7\u00f5es denunciadas desde 2008 com o esc\u00e2ndalo do <em>subprime<\/em>, com a quebra do Banco Lehman Brothers, opera\u00e7\u00f5es pir\u00e2mide, com a demiss\u00e3o de executivos de bancos por manipularem os c\u00e1lculos da Taxa Libor (2012), entre outras especula\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA C\u00fapula dos Povos, movimento paralelo \u00e0 RIO+20, n\u00e3o se posicionou contra esse modelo neoliberal exclusivamente por quest\u00f5es ideol\u00f3gicas, mas por fatos comprovados \u00e0 exaust\u00e3o e suas consequ\u00eancias tr\u00e1gicas contra povos ind\u00edgenas, povos tradicionais, campesinos e vulner\u00e1veis, e contra a degrada\u00e7\u00e3o e a devasta\u00e7\u00e3o ambiental.<br \/>\nSe foi esse modelo neoliberal, enraizado no capitalismo selvagem, o respons\u00e1vel pela crise ambiental e a exclus\u00e3o social, como pode esse mesmo modelo ser a solu\u00e7\u00e3o do problema?<br \/>\nO te\u00f3rico Roger Babson, em setembro de 1929, cunhou o c\u00e9lebre vatic\u00ednio \u2014 \u201cmais cedo ou mais tarde o crash vir\u00e1, e poder\u00e1 ser tremendo\u201d \u2014 e foi ironizado, desacreditado e assacado pelos guardi\u00f5es de Wall Street. Em outubro de 1929, os jornais estamparam a seguinte manchete: \u201cQUEBROU! Uma irrefre\u00e1vel onda de vendas derruba o pre\u00e7o das a\u00e7\u00f5es, causa p\u00e2nico na Bolsa de Nova York e leva milion\u00e1rios \u00e0 bancarrota. Para onde vai a economia do pa\u00eds mais rico do mundo?\u201d.<br \/>\nO economista Luiz Gonzaga Belluzzo, no artigo \u201cGeringon\u00e7as te\u00f3ricas\u201d (<em>Carta Capital<\/em>, 2012), analisou: \u201cNos anos 1980 e 1990, na academia e no debate p\u00fablico, eram poucos os que ousavam discordar das virtudes da liberaliza\u00e7\u00e3o e da desregulamenta\u00e7\u00e3o financeira, apresentadas como a forma mais eficiente de alocar os recursos. Quase em un\u00edssono, os economistas acusavam o perecimento das velharias e inefici\u00eancias das pol\u00edticas intervencionistas nos mercados de cr\u00e9dito e de capitais\u201d.<br \/>\nQuando apostadores assinam contratos com corretoras de valores e de mercadorias concordam com as cl\u00e1usulas contratuais; entre elas, a de que est\u00e3o cientes de estar negociando em mercados de risco. Nem h\u00e1 como alegarem depois que foram \u201cenganados\u201d, pois os contratos s\u00e3o rigorosamente padronizados para evitar qualquer possibilidade de se repassarem aos agentes financeiros poss\u00edveis perdas.<br \/>\nNos mercados derivativos (derivados de ativos), as opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o instant\u00e2neas e, em muitos casos, para minimizar riscos, necessitam travar (comprar e vender contratos) com outros ativos. Surgem da\u00ed as complexas geringon\u00e7as financeiras.<br \/>\nO mercado de derivativos no Brasil \u00e9 relativamente novo, tendo trinta anos, iniciado em 1986 pela Bolsa de Mercadorias &amp; de Futuros (BM&amp;F). Comecei com o primeiro tijolo da BM&amp;F at\u00e9 chegar aos mercados de ativos ambientais. Hoje, sou extremamente cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 financeiriza\u00e7\u00e3o das economias mundiais desencadeada pelos derivativos.<br \/>\nFinanciar faz parte de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica que permite empreender neg\u00f3cios, comprar ou produzir bens e servi\u00e7os, pagando sua d\u00edvida em longo prazo. Diferentemente das economias dos pa\u00edses desenvolvidos, neste continente latino-americano e caribenho, nos digladiamos com altas taxas de juros, considerando que a calculadora, por aqui, soma, diminui, multiplica, divide e exponencia, ou seja, faz cinco opera\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas. Usamos juros compostos quando a calculadora dos capitalistas do lado abastado do planeta usa apenas quatro opera\u00e7\u00f5es e trabalha com taxas lineares (juros simples).<br \/>\nEste \u00e9 o princ\u00edpio da \u201cfinanceiriza\u00e7\u00e3o\u201d \u2014 somem-se a essa conta outros apetrechos, como taxas de seguros, an\u00e1lises de risco, consultorias de portf\u00f3lios, corretagens, emolumentos das bolsas, contabilidades, impostos -, juntando ainda as taxas de juros com a sopa de letrinhas. A isso tudo chamam de \u201cgest\u00e3o financeira da coisa\u201d. Desta forma, o custo do financiamento \u00e9 encarecido para sustentar toda a ind\u00fastria constru\u00edda em torno da \u201cfinanceiriza\u00e7\u00e3o\u201d, sem contar com a estrutura de credita\u00e7\u00e3o, valida\u00e7\u00e3o, certifica\u00e7\u00e3o e consultorias de projetos ambientais pirotecnicamente complicados.<br \/>\nAfinal, ind\u00edgenas, ribeirinhos, cai\u00e7aras, quilombolas, pobres e vulner\u00e1veis n\u00e3o t\u00eam compet\u00eancia para cuidar daquilo que lhes \u00e9 peculiar: seu meio natural. Quem est\u00e1 preparado para a dif\u00edcil tarefa de fazer a \u201cgest\u00e3o financeira da coisa\u201d, com a parafern\u00e1lia em torno destas novas formas de garantir o aporte de recursos e capta\u00e7\u00f5es para implementar as tais pol\u00edticas p\u00fablicas ambientais, al\u00e9m dos banqueiros e seus indicados consultores e pesquisadores, aparelhados com suas conclus\u00f5es por encomenda, s\u00e3o algumas ONGs.<br \/>\nA \u201cfinanceiriza\u00e7\u00e3o\u201d demonstra a complexidade com que s\u00e3o desenvolvidos projetos financistas socioambientais veementemente defendidos pela doutrina da Economia Verde como a \u00fanica alternativa capaz de salvar a natureza das gan\u00e2ncias humanas. E por isso tamb\u00e9m foi duramente criticada pela C\u00fapula dos Povos durante a RIO+20.<br \/>\nExistem relat\u00f3rios de experts em finan\u00e7as internacionais, como o Munden Project, que concluiu que, entre outros fatores, os agentes intermedi\u00e1rios ser\u00e3o os maiores benefici\u00e1rios do mercado de carbono replicado com o REDD (Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es por Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o) e suas vari\u00e1veis, muito mais do que as comunidades a serem atendidas com a prote\u00e7\u00e3o da natureza. H\u00e1 diversos relat\u00f3rios do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM) que, didaticamente, esclarecem como funciona e por que \u00e9 controvertido o mercado de carbono nos pa\u00edses do Norte e suas consequ\u00eancias para as comunidades locais e povos das florestas.<br \/>\nA Interpol (pol\u00edcia internacional) publicou, em junho de 2013, o \u201cGuide to carbon crime\u201d, um guia alertando investidores sobre fraudes e estelionatos nestes emergentes mercados de ativos ambientais. Entre os crimes mais frequentes est\u00e3o: manipula\u00e7\u00e3o fraudulenta de medi\u00e7\u00f5es para conseguir mais cr\u00e9ditos; venda de cr\u00e9ditos que n\u00e3o existem ou que pertencem a outras pessoas; divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas sobre poss\u00edveis benef\u00edcios ambientais e financeiros; fraude fiscal; roubo de cr\u00e9ditos pela Internet e lavagem de dinheiro.<br \/>\nConsidere-se tamb\u00e9m o roubo de terras ind\u00edgenas como uma evolu\u00e7\u00e3o da engenharia do crime contra os povos e o patrim\u00f4nio ambiental e cultural da humanidade. O site Redd Monitor acompanha e registra os fatos mais controvertidos que proliferam com a voracidade de ganhar dinheiro f\u00e1cil por estes mecanismos de finan\u00e7as.<br \/>\nPortanto, ao rebaterem os cr\u00edticos do pacote financeiro, que chamam de \u201cPagamentos por Servi\u00e7os Ambientais (PSA)\u201d, com seus instrumentos econ\u00f4micos correlatos, alegando n\u00e3o saberem (os cr\u00edticos) como as coisas funcionam e n\u00e3o entenderem de nada versus nada, tentam, na verdade, esconder, como o avestruz que enterra a cabe\u00e7a, o tamanho do corpulento rombo que se prenuncia com a embroma\u00e7\u00e3o da Economia Verde.<br \/>\nH\u00e1 tamb\u00e9m outros relat\u00f3rios que mostram os infelizes resultados com estas pol\u00eamicas pol\u00edticas p\u00fablicas adotadas por alguns governos, atropelando a etapa anterior \u00e0 de legislar, ou seja, a de consultar a sociedade para saber se concorda ou n\u00e3o com tal pol\u00edtica p\u00fablica. Digo, a leg\u00edtima consulta p\u00fablica. N\u00e3o essa pr\u00e1tica costumeira que convoca reuni\u00f5es de \u00faltima hora e, de prefer\u00eancia, com a conclus\u00e3o j\u00e1 devidamente costurada com algumas ONGs, com os territ\u00f3rios a serem explorados previamente combinados e acertados os valores.<br \/>\nDepois, n\u00e3o resta ao povo desavisado sen\u00e3o assinar embaixo e ai de quem\u00a0 criticar! Este n\u00e3o sabe nada, n\u00e3o entende nada e n\u00e3o participou de nada. Por outro lado, os conhecidos picaretas do mercado financeiro chamam a cr\u00edtica de \u201cinconsist\u00eancia conceitual\u201d, confundindo, propositadamente, alhos com bugalhos atrav\u00e9s da pr\u00e1tica do ass\u00e9dio conceitual sub-rept\u00edcio. Quando se apropriam de ideias alheias, esvaziam-nas em seu conte\u00fado original e as preenchem com conte\u00fado esp\u00fario.<br \/>\nMas, por favor, sejamos honestos: o mercado de carbono se sofisticou de tal forma que inspirou, a reboque e nos mesmos moldes, a forma\u00e7\u00e3o de outros mercados, como os de compensa\u00e7\u00f5es, de reserva legal, de cr\u00e9ditos receb\u00edveis, de passivos transformados em ativos, entre outras impressionantes criatividades. Coisa complicada at\u00e9 para quem conhece profundamente o mercado de commodities e derivativos. Parece algo muito inteligente, mas n\u00e3o vamos nos iludir: trata-se de um \u201ctapa-buracos\u201d do preju\u00edzo amargado em outros mercados internacionais. Para tentar conter a bolha financeira que desencadeou as opera\u00e7\u00f5es de <em>subprime<\/em> e derivados, buscam novas formas de capta\u00e7\u00e3o de recursos.<br \/>\nH\u00e1 uma s\u00e9rie de empresas vendendo cr\u00e9ditos de carbono e de compensa\u00e7\u00f5es de \u00e1reas do Brasil e de toda a Am\u00e9rica Latino-Caribenha no exterior. O bioma amaz\u00f4nico, em toda a sua extens\u00e3o, \u00e9 o mais cobi\u00e7ado pela atra\u00e7\u00e3o e o fasc\u00ednio que exerce na mente dos povos estrangeiros e de potenciais investidores de terras, por suas riquezas florestais, por sua biodiversidade, por seus min\u00e9rios, \u00e1guas doces e subterr\u00e2neas. Suspeitamos, pelos milh\u00f5es de hectares de terra ofertados no exterior, que alguns estados j\u00e1 foram vendidos, sem exagero, bastando apenas contabilizar e entregar.<br \/>\nEste tipo de neg\u00f3cio chama-se \u201cvenda a descoberto\u201d (<em>short sale<\/em>). \u00c9 quando se vende no mercado de commodities e derivativos sem ter o ativo para entrega futura. Depois, sai-se correndo para comprar no mercado <em>spot<\/em> (\u00e0 vista) para honrar as opera\u00e7\u00f5es. Quando isto ocorre, o movimento \u00e9 chamado de <em>corner<\/em> (o que significa encurralar, colocar num canto). O vendedor (<em>short<\/em>) \u00e9 obrigado a comprar pagando o pre\u00e7o que estiver sendo ofertado no mercado; mesmo assim, n\u00e3o consegue encontrar liquidez para comprar o que vendeu sem ter para entregar. Concomitantemente, alguns governos, mais preocupados com elei\u00e7\u00f5es do que com os riscos e resultados desastrosos destes acordos, os seguem assinando com institui\u00e7\u00f5es financeiras internacionais e empresas estrangeiras. Assim \u00e9 que v\u00e3o produzindo uma esp\u00e9cie de \u201c<em>subprime<\/em>ambiental\u201d: empacotando as d\u00edvidas, os cr\u00e9ditos bons com os ruins, transformando passivos (polui\u00e7\u00e3o, lixo qu\u00edmico, t\u00f3xicos, entre outros) em ativos ambientais e empurrando a conta dos \u201creceb\u00edveis\u201d para pagamento das futuras gera\u00e7\u00f5es.<br \/>\nN\u00e3o por acaso a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 sendo desmantelada para viabilizar essa ofensiva fundi\u00e1ria, enquanto, simultaneamente, se espalham bases militares de pot\u00eancias imperialistas neste continente e proliferam os conflitos pela posse das terras com enfrentamentos e assassinatos de ativistas, lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e jornalistas de resist\u00eancia.<br \/>\nPor esses motivos, estamos investigando poss\u00edveis fraudes em an\u00fancios de vendas destes cr\u00e9ditos. Agimos para apurar den\u00fancias e seguir cobrando rigorosamente do poder p\u00fablico e dos \u00f3rg\u00e3os fiscalizadores, a despeito dos que rebatem nossas cr\u00edticas. At\u00e9 por que n\u00e3o sabemos nada, n\u00e3o entendemos nada e n\u00e3o participamos de nada!<br \/>\nNeste sentido \u2014 no do ganho de dinheiro com o servi\u00e7o alheio (a natureza), militarizando-a e financeirizando-a, assim produzindo este novo \u201c<em>subprime<\/em> ambiental\u201d -, eles de fato s\u00e3o pioneiros!<br \/>\n<strong>Refer\u00eancias:<\/strong><br \/>\nEL KHALILI, Amyra. Economia Verde: O <em>subprime<\/em> ambiental.<em> F\u00f3rum de Direito Urbano e Ambiental<\/em> (FDUA), Belo Horizonte, a. 12, n. 69, p. 9-11, mai.\/jun. 2013.<br \/>\nLANG, Chris. <em>INTERPOL: Intangible carbon markets at risk from criminal networks. <\/em>Acesso em: 8 ago. 2013. Capturado em: 28 mai. 2017.<a href=\"http:\/\/www.redd-monitor.org\/2013\/08\/08\/interpol-intangible-carbon-markets-at-risk-from-criminal-networks\/#more-14259\" data-saferedirecturl=\"http:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.redd-monitor.org\/2013\/08\/08\/interpol-intangible-carbon-markets-at-risk-from-criminal-networks\/%23more-14259&amp;source=gmail&amp;ust=1496372399400000&amp;usg=AFQjCNGRJgwYPfm-h5so10hvyRVFDFmQxg\">http:\/\/www.redd-monitor.org\/2013\/08\/08\/interpol-intangible-carbon-markets-at-risk-from-criminal-networks\/#more-14259<\/a><br \/>\nEL KHALILI, Amyra. <em>As commodities ambientais e a m\u00e9trica do carbono<\/em>. <a href=\"http:\/\/racismoambiental.net.br\/2017\/02\/17\/as-commodities-ambientais-e-a-metrica-do-carbono\/\" data-saferedirecturl=\"http:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/racismoambiental.net.br\/2017\/02\/17\/as-commodities-ambientais-e-a-metrica-do-carbono\/&amp;source=gmail&amp;ust=1496372399400000&amp;usg=AFQjCNE1sF8RV7LzOmxtqFFwsVqC0s5QbA\">http:\/\/racismoambiental.net.br\/2017\/02\/17\/as-commodities-ambientais-e-a-metrica-do-carbono\/<\/a>. Acesso em: 17 fev. 2017. Capturado em: 17 fev. 2017.<br \/>\nEL KHALILI, Amyra. <em>O que se entende por financeiriza\u00e7\u00e3o da natureza<\/em>?\u00a0 <a href=\"http:\/\/port.pravda.ru\/cplp\/brasil\/29-04-2016\/40873-financeiracao_natureza-0\/\" data-saferedirecturl=\"http:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/port.pravda.ru\/cplp\/brasil\/29-04-2016\/40873-financeiracao_natureza-0\/&amp;source=gmail&amp;ust=1496372399400000&amp;usg=AFQjCNHjItnsoZdnKfN2zJDK7NqgrHHMfw\">http:\/\/port.pravda.ru\/cplp\/brasil\/29-04-2016\/40873-financeiracao_natureza-0\/<\/a>. Acesso em: 29 abr. 2016. Capturado em: 28 mai. 2017.<br \/>\n<strong>Amyra El Khalili<\/strong> \u00e9 professora de economia socioambiental e editora das redes Movimento Mulheres pela P@Z! e Alian\u00e7a RECOs \u2013 Redes de Coopera\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria Sem Fronteiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Amyra El Khalili Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consci\u00eancia que o criou. \u00c9 preciso ir mais longe. Eu penso 99 vezes e nada descubro. 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