{"id":51308,"date":"2017-07-11T13:17:54","date_gmt":"2017-07-11T16:17:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=51308"},"modified":"2017-07-11T13:17:54","modified_gmt":"2017-07-11T16:17:54","slug":"a-carrapatolandia-e-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-carrapatolandia-e-aqui\/","title":{"rendered":"A carrapatol\u00e2ndia \u00e9 aqui"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"m_5054685522810051618article-title\"><\/h2>\n<div class=\"m_5054685522810051618shortcode-content\">\n<div>\n<div>Vejam s\u00f3 o que a vida nos ensina em mais um inverno de nossas exist\u00eancias: \u00e0 temperatura de 15\u00baC ou menos, os carrapatos ficam inativos. Hibernam, como fazem diversos seres vivos deste planeta sui generis.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas isso s\u00f3 ocorre com os carrapatos bovinos, cujo nome cient\u00edfico \u00a0tem algo de nobre: Rhipicephalus (Boophilus) microplus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 os carrapatos do poder da rep\u00fablica, com nomes bastante triviais, n\u00e3o descansam em nenhuma das esta\u00e7\u00f5es do ano.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os carrapatos bovinos param no frio mas n\u00e3o desistem. Mal finda o inverno, em setembro, j\u00e1 \u00a0atacam novamente, depois de uma temporada no solo, onde as carrapatas depositam seus ovos, ap\u00f3s cair, repletas de sangue, do couro dos bovinos, onde ficam sugando por cerca de 21 dias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Cada f\u00eamea p\u00f5e at\u00e9 3 mil ovos por postura. \u00c9 a\u00ed que est\u00e1 o perigo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>D\u00e1-se ent\u00e3o o seguinte, contam os veterin\u00e1rios: quando est\u00e3o do tamanho da cabe\u00e7a de um alfinete, as larvas dos carrapatos sobem do ch\u00e3o para a ponta dos capins e arbustos do campo, onde ficam esperando carona de um quatro patas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Conseguindo embarcar, logo se instalam no couro (gostam muito do pesco\u00e7o) e v\u00e3o sugando at\u00e9 completar o ciclo de crescimento &#8212; 21 dias, durante os quais os carrapatos fecundam as f\u00eameas e todos v\u00e3o parar no ch\u00e3o, redondamente nutridos pelo sangue da boiada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A cada esta\u00e7\u00e3o surge uma nova gera\u00e7\u00e3o de carrapatos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Da primavera ao outono, passando pelo ver\u00e3o, os carrapatos enfraquecem o gado e causam preju\u00edzos de bilh\u00f5es em carne e leite que deixam de ser produzidos (pesquisadores do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais andaram fazendo umas contas e conclu\u00edram que o carrapato provoca um preju\u00edzo anual de cerca de 3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares na produ\u00e7\u00e3o de carne e de 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares na produ\u00e7\u00e3o de leite). Talvez seja o caso de aplicar um lava-jato na carrapatol\u00e2ndia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m disso, os carrapatos transmitem a tristeza parasit\u00e1ria bovina, uma doen\u00e7a que aniquila os animais, caso n\u00e3o seja tratada logo que se apresenta. Para a chamada TPB n\u00e3o tem vacina.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na Embrapa est\u00e3o tentando descobrir uma, mas por enquanto nada. O carrapato existe em todo o pa\u00eds, mas \u00e9 no Rio Grande do Sul que ele causa mais dor de cabe\u00e7a. N\u00e3o no inverno, mas nas outras esta\u00e7\u00f5es do ano.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Voltemos ao solo onde s\u00e3o depositados os ovos. Se n\u00e3o arranjam um hospedeiro, os carrapatinhos-cabe\u00e7a-de-alfinete morrem em dois, tr\u00eas meses. Mas h\u00e1 quem diga que eles podem durar at\u00e9 tr\u00eas anos no solo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por isso a estrat\u00e9gia dos fazendeiros \u00e9 impedir que os carrapatinhos se agarrem aos seus animais. Uma das sa\u00eddas \u00e9 ro\u00e7ar os campos. Outra, implantar lavouras de arroz, milho, trigo ou soja. Em campo com lavoura, os carrapatos n\u00e3o t\u00eam vida f\u00e1cil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por fim h\u00e1 uma sa\u00edda gen\u00e9tica que vem sendo praticada nas \u00faltimas d\u00e9cadas: azebuar os rebanhos. Como? Fazendo cruzamentos entre gado europeu (angus, hereford, devon, Jersey, holand\u00eas) com o asi\u00e1tico (nelore, gir). Isso porque o gado zebu, trazido da \u00cdndia h\u00e1 100 anos, possui certa resist\u00eancia ao carrapato. Resist\u00eancia, n\u00e3o imunidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O prezado leitor j\u00e1 deve ter notado como \u00e9 vistoso o couro de um nelore. Brilha ao sol. Numa sala, \u00e9 tapete espl\u00eandido. Pois esse lindo animal branquelo, que tem o corpo adornado por um cupim e uma barbela, possui certa aptid\u00e3o para beliscar-se de dentro para fora. Ele contrai o couro no ponto onde o parasita tenta se instalar. \u00c9 o que os economistas e afins chamariam de \u201cvantagem comparativa\u201d do zebu.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 um angus ou um hereford, ambos de origem inglesa, s\u00e3o menos eficientes no tal movimento epid\u00e9rmico de repelir os insetos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m disso, s\u00e3o peludos, o que facilita a vida do carrapato, que pertence \u00e0 esp\u00e9cie dos \u00e1caros, criaturinhas especializadas em viver grudadas nos seus hospedeiros, sejam animais ou vegetais. \u201cPragas\u201d, diria algu\u00e9m com baixa cultura ecol\u00f3gica. Baixaria semelhante comete quem diz que certas plantas invasoras das lavouras s\u00e3o \u201cervas daninhas\u201d, algumas das quais produzem ch\u00e1s milagrosos para os animais humanos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pode ser tamb\u00e9m que os animais de ra\u00e7as europeias tenham um sangue mais apetitoso para os carrapatos. Talvez algum dia se descubra porque os \u00e1caros sugadores de sangue se d\u00e3o melhor no gado europeu do que no asi\u00e1tico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Carne por carne, o zebu n\u00e3o tem o maior atributo do gado europeu: o \u201cmarmoreio\u201d t\u00e3o apreciado pelos paladares mais exigentes. (O neologismo aspeado na frase anterior foi presumivelmente inventado por algu\u00e9m diante de uma chuleta que continha uma picante mescla de gordura e carne, da\u00ed lembrar certos aspectos do m\u00e1rmore).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pois a verdade \u00e9 que hoje em dia h\u00e1 no Brasil milhares de fazendeiros praticando o chamado cruzamento industrial, ou seja, cruzam animais taurinos e zebu\u00ednos, obtendo h\u00edbridos de carnes mais macias e com maior resist\u00eancia ao carrapato Boophilus (\u201camigo do boi\u201d em latim).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Digamos ent\u00e3o que o pessoal da pecu\u00e1ria est\u00e1 fazendo uma ponte gen\u00e9tica que liga Bag\u00e9 a Uberaba mas alcan\u00e7a tamb\u00e9m Campo Grande e Paragominas. Os mais abonados conseguem esticar essa ponte at\u00e9 o Texas, onde surgiu o brangus, variedade bovina resultante do cruzamento do angus europeu com o brahman asi\u00e1tico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Claro que o Brasil n\u00e3o fica atr\u00e1s nesse item. Para fins leiteiros, foi criada aqui a variedade girolando, cruzo do indiano gir com a ra\u00e7a holandesa, que deu ao mundo a Mercedes-Benz do leite (poder\u00edamos dizer que a ra\u00e7a jersey inglesa \u00e9 o Volks do mundo l\u00e1cteo). J\u00e1 para fins de carne, temos o braford (brahman + hereford) e outros como o tabapu\u00e3.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Onde se vai chegar com isso ningu\u00e9m sabe, mas n\u00e3o foi \u00e0 toa que o Brasil se tornou um grande exportador de carnes bovinas. A diversidade de ambientes \u00e9 um dos trunfos da agricultura brasileira. Falta tomar cuidado com os \u00e1caros-vampiros.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como os ratos, os pernilongos, as baratas e as formigas, os carrapatos sobrevivem aos venenos formulados para elimin\u00e1-los. H\u00e1 cepas de carrapatos que desenvolveram resist\u00eancia aos carrapaticidas. Um problem\u00e3o semelhante ao criado pelos v\u00edrus da gripe e as bact\u00e9rias de diversas infec\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><em><strong>LEMBRETE DE OCASI\u00c3O<\/strong><\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div><em><strong>\u201cO problema da cria\u00e7\u00e3o vacum n\u00e3o \u00e9 produzir uma r\u00eas grande nem bonita, segundo o gosto vari\u00e1vel de cada um; \u00e9 transformar pasto e \u00e1gua em ouro; portanto, melhor ra\u00e7a \u00e9 aquela que na mesma \u00e1rea de terreno deixar maior saldo l\u00edquido.\u201d<\/strong><\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div><em><strong>J.F. de Assis Brasil (1857-1938), fazendeiro, diplomata e pol\u00edtico nativo do pampa ga\u00facho que implantou no Rio Grande as ra\u00e7as bovinas inglesas devon e jersey<\/strong><\/em><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vejam s\u00f3 o que a vida nos ensina em mais um inverno de nossas exist\u00eancias: \u00e0 temperatura de 15\u00baC ou menos, os carrapatos ficam inativos. 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