{"id":51497,"date":"2017-07-16T20:38:21","date_gmt":"2017-07-16T23:38:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=51497"},"modified":"2017-07-16T20:38:21","modified_gmt":"2017-07-16T23:38:21","slug":"quanto-o-mercado-da-musica-significa-para-a-economia-gaucha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/quanto-o-mercado-da-musica-significa-para-a-economia-gaucha\/","title":{"rendered":"Quanto o mercado da m\u00fasica significa para a economia ga\u00facha"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">\n<h1 class=\"entry-title\"><span class=\"assina\">Tarson N\u00fa\u00f1ez<\/span><\/h1>\n<h1 class=\"entry-title\"><\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content\">\nA cadeia de produ\u00e7\u00e3o musical \u00e9 linear, com o produto final resultando de uma s\u00e9rie de atividades interligadas que v\u00e3o adicionando valor ao produto final que \u00e9 comercializado. Esse produto final pode ser um objeto, um suporte f\u00edsico de conte\u00fado musical (CD ou LP), um evento (<em>show<\/em>\u00a0ou apresenta\u00e7\u00e3o) ou mesmo, atualmente, um mecanismo de\u00a0<em>copyright<\/em>\u00a0(um fonograma registrado para efeitos de direito autoral). Em todos esses casos, o caminho que vai da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica at\u00e9 a sua realiza\u00e7\u00e3o enquanto valor monet\u00e1rio \u00e9 longo e passa por m\u00faltiplos est\u00e1gios que envolvem diferentes processos econ\u00f4micos. A literatura divide as atividades de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos musicais em quatro etapas principais: cria\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, divulga\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAt\u00e9 a d\u00e9cada de 90, essa cadeia estruturava-se em torno da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica. As grandes gravadoras, companhias que faziam a media\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o dos artistas e o grande p\u00fablico, eram o ator central de um processo industrial altamente verticalizado. A partir da cria\u00e7\u00e3o, praticamente todo o resto da cadeia dependia dessas empresas. Esse foi o modelo predominante desde a d\u00e9cada de 40 at\u00e9 o final do s\u00e9culo passado. As mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas do final do s\u00e9culo XX impactaram de forma profunda e irrevers\u00edvel a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, abrindo caminho para um novo modelo de mercado musical.<br \/>\nDois fatores foram essenciais nesse processo: o primeiro foi a redu\u00e7\u00e3o dos custos dos equipamentos de grava\u00e7\u00e3o, que permitiu que o registro das m\u00fasicas fosse realizado de maneira muito mais descentralizada, tornando a cria\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o mais aut\u00f4nomas. O segundo foi a emerg\u00eancia das novas tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, que abriram novos caminhos para a divulga\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o. A oferta de produtos diretamente pela\u00a0<em>internet<\/em>, mediante\u00a0<em>download\u00a0<\/em>ou\u00a0<em>streaming<\/em>, cresce no mundo inteiro. Segundo a Federa\u00e7\u00e3o Internacional da Ind\u00fastria Fonogr\u00e1fica (IFPI), o mercado global da ind\u00fastria relacionado \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o digital vem crescendo em uma m\u00e9dia de 6% ao ano desde 2009, atingindo os US$ 6,9 bilh\u00f5es em 2014.<br \/>\nA cadeia da m\u00fasica n\u00e3o se restringe \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre o artista e o p\u00fablico. Ela tem como ponto de partida o processo de produ\u00e7\u00e3o industrial dos insumos para a produ\u00e7\u00e3o musical (instrumentos, equipamentos de amplifica\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o, m\u00eddias virgens, etc.). Al\u00e9m disso, essa cadeia tem como pressuposto a forma\u00e7\u00e3o de um mercado musical que envolve tanto a forma\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos como a do p\u00fablico (escolas de m\u00fasica, cursos universit\u00e1rios, publica\u00e7\u00f5es especializadas, m\u00eddia, etc.), e tamb\u00e9m toda uma rede de espa\u00e7os nos quais a m\u00fasica \u00e9: (a) apresentada ao vivo (teatros, casas de espet\u00e1culos ou clubes), (b) transmitida (via r\u00e1dio,\u00a0<em>internet<\/em>\u00a0ou TV) ou (c) parte do contexto de outras atividades, sejam elas art\u00edsticas ou n\u00e3o (trilhas musicais de publicidade ou de outras produ\u00e7\u00f5es audiovisuais e m\u00fasica ambiente em espa\u00e7os p\u00fablicos).<br \/>\nEntre esses dois extremos, artista e p\u00fablico, h\u00e1 todo um encadeamento de atividades econ\u00f4micas relacionado ao processo de produ\u00e7\u00e3o (est\u00fadios de grava\u00e7\u00e3o, equipes t\u00e9cnicas, atividades de produ\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos), \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o (assessorias de imprensa, publica\u00e7\u00f5es especializadas, r\u00e1dios e programas de TV), \u00e0 execu\u00e7\u00e3o (teatros, casas de espet\u00e1culos, clubes, bares) e tamb\u00e9m ao processo de comercializa\u00e7\u00e3o de produtos vinculados \u00e0 m\u00fasica. Em torno dessas atividades identificam-se impactos adicionais em termos de suporte, como a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de log\u00edstica (transporte, alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o)\u00a0e\u00a0de divulga\u00e7\u00e3o (<em>design<\/em>\u00a0e produ\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica). \u00c9, portanto, uma cadeia longa e complexa de atividades econ\u00f4micas, envolvendo uma grande quantidade de empreendimentos tanto no campo industrial como de servi\u00e7os.<br \/>\nNo Rio Grande do Sul, a cadeia da m\u00fasica, identificada a partir dos crit\u00e9rios estabelecidos pela literatura nacional e internacional existente sobre o setor, envolve um conjunto de empreendimentos extenso, com a presen\u00e7a de praticamente todos os elos da cadeia. Uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o, ainda que limitada, ao peso dessa cadeia pode ser feita a partir dos dados dispon\u00edveis no Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Os dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), relativos ao ano de 2015, apontam a exist\u00eancia de 3.982 empresas formais, envolvendo um contingente de mais de 16 mil postos de trabalho, movimentando em sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es mais de R$ 240 milh\u00f5es por ano. Isso se refere apenas a uma parte do mercado real, uma vez que no \u00e2mbito da m\u00fasica, mais do que em outras atividades da chamada economia criativa, o grau de informalidade das atividades \u00e9 muito alto. Grande parte das atividades musicais realizadas, como as\u00a0<em>performances<\/em>\u00a0ao vivo, d\u00e1-se sem qualquer contrata\u00e7\u00e3o formal ou registro de transa\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Al\u00e9m disso, para grande parte dos m\u00fasicos daqui, viver exclusivamente de sua atividade art\u00edstica \u00e9 dif\u00edcil, o que implica no exerc\u00edcio de outras atividades remuneradas. Al\u00e9m disso, parte significativa das atividades deste campo est\u00e1 relacionada a outras atividades econ\u00f4micas, o que dificulta sua identifica\u00e7\u00e3o. Um m\u00fasico que faz\u00a0<em>jingles<\/em>\u00a0\u00e9 encontrado nas estat\u00edsticas relativas \u00e0 publicidade, um m\u00fasico que d\u00e1 aulas \u00e9 encontrado nas estat\u00edsticas das atividades educacionais, entre tantos outros casos.<br \/>\nAs estat\u00edsticas existentes, portanto, permitem identificar apenas de uma forma muito limitada o impacto da cadeia da m\u00fasica na economia do Estado. No entanto, a Pesquisa de Or\u00e7amento Familiar (POF) do IBGE, cuja \u00faltima vers\u00e3o \u00e9 de 2008-09, permite fazer uma aproxima\u00e7\u00e3o do potencial de mercado das atividades relacionadas \u00e0 m\u00fasica. Segundo a POF, os gastos com cultura representam 5% dos gastos das fam\u00edlias. Tomando-se como base os dados relativos ao Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, \u00e9 poss\u00edvel fazer uma aproxima\u00e7\u00e3o do peso do consumo da m\u00fasica das fam\u00edlias no Estado. De acordo com os \u00faltimos dados dispon\u00edveis, o consumo das fam\u00edlias representa 58,1% do PIB do RS (FEE, 2013). Considerando-se que o PIB do RS, neste ano, foi da ordem de R$ 331 bilh\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel projetar que, em nosso estado, os gastos com atividades culturais s\u00e3o da ordem de R$ 9,6 bilh\u00f5es por ano. Visto que os gastos diretamente com o consumo de m\u00fasica representam 6,9% dos gastos com cultura, pode-se estimar que o mercado da m\u00fasica movimenta, anualmente, pelo menos R$ 660 milh\u00f5es no Estado.<br \/>\nEsses dados mostram apenas uma parte da realidade do mercado da m\u00fasica, e os seus limites apontam para a import\u00e2ncia do aprofundamento dos estudos sobre essa cadeia produtiva. O setor \u00e9 parte de uma tend\u00eancia global de import\u00e2ncia crescente do setor de servi\u00e7os na economia. Mais do que isso, a economia criativa \u00e9 cada vez mais um campo em expans\u00e3o que tem um potencial de integra\u00e7\u00e3o importante em cadeias globais de valor. Conhecer melhor o setor, identificar suas potencialidades e pensar pol\u00edticas p\u00fablicas que contribuam para potencializar seu impacto na economia ga\u00facha \u00e9 um grande desafio.<\/p>\n<div class=\"cssc-main\"><em>*Tarso N\u00fa\u00f1ez \u00e9 pesquisador em Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (FEE). Artigo publicado originalmente na edi\u00e7\u00e3o de julho da \u00a0<a href=\"http:\/\/carta.fee.tche.br\/numero-atual\/?issue=ano-26-numero-07\">Carta de Conjuntura da FEE<\/a>, com o t\u00edtulo &#8220;O mercado da m\u00fasica e o seu significado para a economia do Rio Grande do Sul&#8221;.<\/em><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tarson N\u00fa\u00f1ez A cadeia de produ\u00e7\u00e3o musical \u00e9 linear, com o produto final resultando de uma s\u00e9rie de atividades interligadas que v\u00e3o adicionando valor ao produto final que \u00e9 comercializado. 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Em 1996 realizei, em Carazinho, uma Entrevista de Hist\u00f3ria Oral (sou Historiadora e trabalho com Hist\u00f3ria Oral h\u00e1 40 anos) com Leonel\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":84564,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-nova-celulose-a-beira-do-guaiba-e-o-risco-de-repetir-a-borregaard\/","url_meta":{"origin":51497,"position":1},"title":"A nova celulose \u00e0 beira do Gua\u00edba e o risco de repetir a Borregaard","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"6 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"ELMAR BONES No dia 16 de mar\u00e7o de 1972 foi inaugurada a Ind\u00fastria de Celulose Borregaard, em Gua\u00edba, com a presen\u00e7a das mais altas autoridades e manchetes ufanistas em todos os jornais. 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