{"id":54282,"date":"2017-08-26T11:25:45","date_gmt":"2017-08-26T14:25:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=54282"},"modified":"2017-08-26T11:25:45","modified_gmt":"2017-08-26T14:25:45","slug":"a-expointer-e-o-mito-do-oeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-expointer-e-o-mito-do-oeste\/","title":{"rendered":"A Expointer  e o mito do oeste"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Geraldo Hasse<\/span><\/p>\n<div><\/div>\n<div>\nEconomistas come\u00e7am a dizer que a recess\u00e3o econ\u00f4mica chegou ao fundo do po\u00e7o e que, na realidade, j\u00e1 teve in\u00edcio a retomada do crescimento, s\u00f3 n\u00e3o se sabe quando v\u00e3o se juntar todos os fatores que alimentam positivamente a din\u00e2mica da economia.<br \/>\nN\u00e3o se deve esquecer que nem sempre os tais fatores se coadunam. H\u00e1 momentos em que uns empurram pra frente e outros puxam para tr\u00e1s. Faz parte da dial\u00e9tica da Hist\u00f3ria.<br \/>\nEntrementes, h\u00e1 um setor da economia que passou inc\u00f3lume pela recess\u00e3o e, segundo a voz geral dos comentaristas de plant\u00e3o, ajudou a atenuar a crise em que o Brasil mergulhou a partir de 2013\/14, como reflexo do tsunami financeiro global de setembro de 2008.<br \/>\n\u00c9 a agricultura, hoje chamada de \u201cagroneg\u00f3cio\u201d, express\u00e3o que prioriza apenas o aspecto financeiro de uma atividade que tem dimens\u00f5es ecol\u00f3gicas e socioculturais.<br \/>\nSeja como for, na safra 2016\/2017, rec\u00e9m-conclu\u00edda, o IBGE registrou um crescimento de 30% no volume de produ\u00e7\u00e3o, quando comparado com o per\u00edodo 2015\/2016.<br \/>\nExtraordin\u00e1rio! &#8220;Nunca antes neste pa\u00eds&#8230;&#8221;, diria Lula, se ainda estivesse no tim\u00e3o da nau brasileira. Tamanho sucesso tem dois lados. Nem todo mundo saiu ganhando com a megassafra.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 uma contabilidade vis\u00edvel, mas \u00e9 certo que o crescimento dos valores n\u00e3o acompanhou o dos volumes f\u00edsicos, pois a maioria dos pre\u00e7os caiu, como \u00e9 normal durante as grandes safras.<br \/>\nPode-se at\u00e9 argumentar que os produtores est\u00e3o chorando de barriga cheia, mas muitos andam gritando que os bolsos n\u00e3o se encheram, ou que ficaram s\u00f3 pela metade, ou que est\u00e3o furados.<br \/>\nEntidades de representa\u00e7\u00e3o dos agricultores como a Farsul est\u00e3o alertando para o problema do endividamento rural, o que prenuncia desde um tratora\u00e7o como em 1995 (sob o governo FHC) at\u00e9 mais uma rolagem das d\u00edvidas, como ocorre periodicamente no pa\u00eds.<br \/>\nQuanto a esse vaiv\u00e9m das safras e dos ganhos dos agricultores, cabe registrar aqui o extraordin\u00e1rio papel das migra\u00e7\u00f5es que desde sempre estiveram por tr\u00e1s de fazendas, lavouras e cidades do Brasil.<br \/>\n\u00c9 uma hist\u00f3ria que tem muito a ver com a 40\u00aa Expointer (de 26\/8 a 3\/9), no parque de Esteio, onde est\u00e3o presentes os sustent\u00e1culos das ro\u00e7as modernas: os trabalhadores, os produtores familiares, os empres\u00e1rios de m\u00e9dio e grande porte, os fabricantes de m\u00e1quinas, os pesquisadores e os financiadores das atividades agropecu\u00e1rias.<br \/>\nMuitos deles j\u00e1 participaram de aventuras migrat\u00f3rias para outros estados ou t\u00eam amigos e parentes nas novas fronteiras agr\u00edcolas, que continuam sendo abertas no Centro-Oeste, no Nordeste e na Amaz\u00f4nia.<br \/>\nQuem quer que visite a Expointer percebe o orgulho dos que se dedicam \u00e0s lidas rurais, mesmo que tenham resid\u00eancia nas cidades. A raiz agr\u00edcola est\u00e1 viva em boa parte dos habitantes do Brasil.<br \/>\nSe brasileiro \u00e9 todo aquele que chegou ao litoral atl\u00e2ntico da Am\u00e9rica do Sul depois de 1500 e ficou neste imenso territ\u00f3rio, pode-se dizer que h\u00e1 cinco s\u00e9culos os habitantes deste pa\u00eds n\u00e3o fazem outra coisa sen\u00e3o avan\u00e7ar para ocupar as terras do oeste.<br \/>\nQuinhentos anos depois a aventura continua, agora contando com instrumentos ultramodernos e m\u00e1quinas muito especiais.<br \/>\nRecapitulando: a barreira da Serra do Mar levou 50 anos para ser vencida. A partir da vila de S\u00e3o Paulo, fundada em 1554 no planalto de Piratininga, tentou-se sistematicamente a conquista do oeste brasileiro por caminhos terrestres e fluviais.<br \/>\nNa busca de ouro e pedras preciosas os bandeirantes percorreram vastos territ\u00f3rios, mas n\u00e3o os ocuparam realmente. Para apoiar o garimpo e a minera\u00e7\u00e3o, constru\u00edram-se vilas e cidades nos sert\u00f5es in\u00f3spitos. E assim se passaram 300 anos.<br \/>\nA ocupa\u00e7\u00e3o efetiva mediante a constru\u00e7\u00e3o de casas, currais e lavouras aconteceu somente a partir de 1800, quando acabou a febre do ouro. O processo de coloniza\u00e7\u00e3o foi lento, executado pela pata do boi e as tropas de burros. Acelerou-se com as ferrovias no final do s\u00e9culo XIX e primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Mas s\u00f3 se intensificou mesmo depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) gra\u00e7as \u00e0 abertura de estradas e ao uso de caminh\u00f5es e tratores.<br \/>\nOs colonizadores modernos contam hoje com m\u00e1quinas orientadas por sat\u00e9lites artificiais, mas a conquista definitiva ainda est\u00e1 por se fazer.<br \/>\nPode parecer exagero dizer que a pedra fundamental da coloniza\u00e7\u00e3o do oeste brasileiro foi lan\u00e7ada em tr\u00eas momentos que marcam a constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas cidades planejadas: Belo Horizonte em 1897, Goi\u00e2nia em 1933 e Bras\u00edlia, inaugurada em 1960, mas n\u00e3o estamos longe da verdade hist\u00f3rico-geogr\u00e1fica.<br \/>\nA essas tr\u00eas capitais se poderiam acrescentar Campo Grande, transformada em capital do Mato Grosso do Sul em 1978; e Palmas, capital do Tocantins, desmembrado de Goi\u00e1s em 1988.<br \/>\nResumindo: enquanto a costa atl\u00e2ntica est\u00e1 apinhada de gente, no miolo do Brasil ainda se abrem novos caminhos, iniciam-se novas lavouras e inauguram-se novas cidades \u2013 tudo numa velocidade sem precedentes na hist\u00f3ria da humanidade.<br \/>\nUma das atividades mais primitivas dos seres humanos, a derrubada de matas para a implanta\u00e7\u00e3o de lavouras, \u00e9 documentada via sat\u00e9lite por organismos internacionais. Os protestos dos ambientalistas s\u00e3o produzidos e acompanhados via internet.<br \/>\nOs brasileiros, financiados por consumidores de outros pa\u00edses, s\u00e3o os protagonistas centrais de uma das \u00faltimas e decisivas aventuras humanas na conquista de espa\u00e7o para sobreviver e produzir alimentos, especialmente a soja, leguminosa que est\u00e1 fazendo pela agricultura nacional o mesmo que fizeram, em outros ciclos hist\u00f3ricos, o caf\u00e9 e a cana-de-a\u00e7\u00facar. E ainda tem ch\u00e3o para essas e outras culturas agr\u00edcolas.<br \/>\nFora a Amaz\u00f4nia, considerado o \u00faltimo pulm\u00e3o verde da Terra, o Cerrado \u00e9 a maior reserva de terras agricult\u00e1veis do planeta. No norte e no centro do Brasil se encontram esses dois imensos ecossistemas que guardam as maiores reservas de \u00e1gua doce da Terra. Manejando o fogo, tratores, sementes transg\u00eanicas, computadores e sat\u00e9lites, joga-se no Cerrado o futuro de uma parcela consider\u00e1vel da humanidade.<br \/>\nNessa aventura sobre a \u00faltima grande fronteira virgem da Terra, os brasileiros se apossam n\u00e3o apenas do oeste geogr\u00e1fico, mas de todo um oeste m\u00edtico. Para o bem e para o mal, a conquista do oeste \u00e9 uma met\u00e1fora poderosa em todo o continente americano. Nela cabe inteirinha a lenda do eldorado e sobra espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds sem igual.<br \/>\n&nbsp;\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Hasse Economistas come\u00e7am a dizer que a recess\u00e3o econ\u00f4mica chegou ao fundo do po\u00e7o e que, na realidade, j\u00e1 teve in\u00edcio a retomada do crescimento, s\u00f3 n\u00e3o se sabe quando v\u00e3o se juntar todos os fatores que alimentam positivamente a din\u00e2mica da economia. 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