{"id":57322,"date":"2017-11-17T10:46:10","date_gmt":"2017-11-17T13:46:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=57322"},"modified":"2017-11-17T10:46:10","modified_gmt":"2017-11-17T13:46:10","slug":"2017-da-pos-verdade-a-pos-mentira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/2017-da-pos-verdade-a-pos-mentira\/","title":{"rendered":"2017: da &#8220;p\u00f3s verdade&#8221; \u00e0 &#8220;p\u00f3s-mentira&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">mariano Senna<\/span><br \/>\nA Oxford Dictionaries elegeu &#8220;p\u00f3s-verdade&#8221;(post-truth) como a palavra de 2016.<br \/>\nSegundo a editora inglesa, a express\u00e3o se refere a uma condi\u00e7\u00e3o em que fatos objetivos influem menos na forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o do que apelos a emo\u00e7\u00e3o e cren\u00e7as pessoais. Ela surge como efeito da elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump nos Estados Unidos, mas tamb\u00e9m serve para entender muitos acontecimentos recentes pelo mundo.<br \/>\nPara o aclamado jornalista brit\u00e2nico, Robert Fisk, tal condi\u00e7\u00e3o surge hoje como resultado de dois fatores combinados. O primeiro deles, o surgimento das redes sociais como amplificador da voz dos ignorantes ou dos mal-intencionados.<br \/>\nO outro, a falta de credibilidade dos jornais causada pelos pr\u00f3prios profissionais de m\u00eddia. <a href=\"http:\/\/www.independent.co.uk\/voices\/donald-trump-post-truth-world-living-the-lies-of-others-a7500136.html\">&#8220;Jornalistas veem mentido para seus leitores h\u00e1 anos&#8221;, escreve ele<\/a>.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.independent.co.uk\/voices\/donald-trump-post-truth-world-living-the-lies-of-others-a7500136.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"http:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.independent.co.uk\/voices\/donald-trump-post-truth-world-living-the-lies-of-others-a7500136.html&amp;source=gmail&amp;ust=1510682329818000&amp;usg=AFQjCNH8qxX1bX_YF4QgaRg-7FABg5VF8w\"><\/a>Exemplos n\u00e3o faltam. O ataque a um mercado natalino na capital alem\u00e3 ocorrido na v\u00e9spera do Natal passado \u00e9 um caso excepcional para ilustrar tal crise do mainstream internacional. Semanas ap\u00f3s a trag\u00e9dia, o notici\u00e1rio repetia o ocorrido como fato consumado e esclarecido.<br \/>\nO foco j\u00e1 estava nos desdobramentos e a ret\u00f3rica de alguns argumentos aproxima o jornalismo da propaganda pol\u00edtica de direita.<br \/>\nNa grande m\u00eddia o atentado foi obra de um imigrante ilegal Tunisiano, que as autoridades insistem em chamar de refugiado. Anis Amri, de apenas 24 anos, teria sequestrado e matado o motorista da carreta com que invadiu o mercado de Natal. Dali ele fugiu a p\u00e9, n\u00e3o se sabe para onde. Apareceu tr\u00eas dias depois em Mil\u00e3o na It\u00e1lia onde foi morto pela pol\u00edcia.<br \/>\nAs autoridades sup\u00f5em que o jovem Tunisiano tenha fugido da Alemanha de trem. Passou primeiro pela Holanda. Depois Fran\u00e7a e finalmente It\u00e1lia. Olhando com cuidado para os detalhes da hist\u00f3ria contada e repetida exaustivamente pela m\u00eddia, toda essa vers\u00e3o parece ser conveniente demais para ser verdade.<br \/>\nPrimeiro que s\u00e3o todos fatos de origem oficial. Toda apura\u00e7\u00e3o \u00e9 exclusivamente baseada em informa\u00e7\u00f5es das autoridades, dando grande credibilidade ao relato. N\u00e3o h\u00e1 filmes ou fotos de Amri pr\u00f3ximo ao local do ataque.<br \/>\nMais ainda, nenhum ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o estabelecido se atreveu at\u00e9 agora a questionar a prova que incriminou Anis Amri: um documento negando o seu pedido de asilo que ele misteriosamente esqueceu dentro do caminh\u00e3o que usou para patrolar uma esquina do mercado de Natal.<br \/>\n&#8220;Esses terroristas vivem esquecendo documentos por a\u00ed&#8221;, ironiza Junet A., dono de um com\u00e9rcio em Berlin e criado nas redondezas onde o atentado aconteceu, em Berlim Ocidental. Como muitos, ele n\u00e3o acredita na vers\u00e3o da policia.<br \/>\nLembra que a \u00e1rea \u00e9 talvez uma das com o maior numero de c\u00e2meras e sistemas de observa\u00e7\u00e3o e controle de todo pa\u00eds. S\u00e3o hot\u00e9is, casas de show, cinemas, restaurantes, zool\u00f3gico e a esta\u00e7\u00e3o de trens juntos em tr\u00eas quarteir\u00f5es ao redor da pra\u00e7a atacada. &#8220;Seja quem tenha feito aquilo era algu\u00e9m profissional e muito bem preparado. Coisa de agente secreto de filme, n\u00e3o de um garoto que andava ilegal por a\u00ed&#8221;, finaliza o comerciante, lembrando os \u00faltimos cinco casos de terrorismo internacional em que a policia solucionou a quest\u00e3o da mesma forma.<br \/>\nEm todos a vers\u00e3o oficial \u00e9 repetida com tamanha intensidade e insist\u00eancia que se torna veross\u00edmel, indubit\u00e1vel.<br \/>\nFoi assim no 11 de setembro, onde um dos terroristas foi identificado pelo passaporte chamuscado encontrado nos escombros das torres g\u00eameas.<br \/>\nNo ataque ao Charlie Hebdo, na Fran\u00e7a e outros. No final nenhum dos suspeitos foi preso ou capturado, todos acabam mortos, como se n\u00e3o houvessem profissionais dentro das melhores pol\u00edcias do mundo. S\u00f3 os terroristas \u00e9 que s\u00e3o profissionais e por isso assassinos implac\u00e1veis que n\u00e3o deixam alternativa entre matar ou serem mortos.<br \/>\nPara os mais conservadores e oficialistas, tudo isso \u00e9 apenas teoria conspirat\u00f3ria. Esquecem apenas de ver que a l\u00f3gica, a verossimilhan\u00e7a e a probabilidade passam muito longe das vers\u00f5es oficiais desses eventos.<br \/>\nMais do que uma meia verdade ou uma p\u00f3s-verdade, trata-se de uma p\u00f3s-mentira extra\u00edda e lapidada exclusivamente dos relat\u00f3rios oficiais.<br \/>\nO impacto pol\u00edtico, calculado ou n\u00e3o, \u00e9 hoje muito claro. Assim como os atentados de 11 de setembro serviram para justificar uma nova onda intervencionista norte-americana pelo mundo, o atentado de Berlim e outros Europa afora servem para justificar uma politica desumana dos europeus para com os que procuram ref\u00fagio de conflitos armados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>mariano Senna A Oxford Dictionaries elegeu &#8220;p\u00f3s-verdade&#8221;(post-truth) como a palavra de 2016. Segundo a editora inglesa, a express\u00e3o se refere a uma condi\u00e7\u00e3o em que fatos objetivos influem menos na forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o do que apelos a emo\u00e7\u00e3o e cren\u00e7as pessoais. 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