{"id":57632,"date":"2017-11-24T16:09:20","date_gmt":"2017-11-24T19:09:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=57632"},"modified":"2017-11-24T16:09:20","modified_gmt":"2017-11-24T19:09:20","slug":"chapecoense-um-ano-de-dor-sofremos-reagimos-perseveramos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/chapecoense-um-ano-de-dor-sofremos-reagimos-perseveramos\/","title":{"rendered":"Chapecoense, um ano de dor: Sofremos, reagimos, perseveramos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">MARCOS A. BEDIN<\/span><br \/>\nNo dia 29 de novembro, os chapecoenses v\u00e3o cerrar os olhos, elevar seus pensamentos aos c\u00e9us e pronunciar uma prece silenciosa em mem\u00f3ria das v\u00edtimas do acidente com o avi\u00e3o que transportava a delega\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Chapecoense de Futebol a Medell\u00edn, na Col\u00f4mbia. Muitos ouvir\u00e3o o magn\u00edfico e pungente Toque do Sil\u00eancio magistralmente interpretado por um m\u00fasico imagin\u00e1rio. Os olhos transbordar\u00e3o de l\u00e1grimas, os cora\u00e7\u00f5es ser\u00e3o tomados pela afli\u00e7\u00e3o. No firmamento, 71 estrelas nos observar\u00e3o em sil\u00eancio.<br \/>\nN\u00e3o haver\u00e1 tribuno, nem discurso, nem mensagem capaz de interpretar esse momento. As palavras ser\u00e3o in\u00fateis. Os discursos ser\u00e3o dispensados. As pompas ser\u00e3o canceladas. Somente o abra\u00e7o forte e emocionado, o beijo carinhoso, o olhar compungido e, acima de tudo, a presen\u00e7a solid\u00e1ria ser\u00e3o aceitas como verdadeiras manifesta\u00e7\u00f5es de um pesar profundo.<br \/>\nQuantas emo\u00e7\u00f5es cabem em um ano? \u00c9 pouco tempo para a fenda profunda cicatrizar. Ainda nos assombra e jamais sair\u00e1 de nossa mem\u00f3ria a trag\u00e9dia. A aus\u00eancia desses inesquec\u00edveis jogadores, dirigentes, t\u00e9cnicos, empres\u00e1rios, tripulantes e jornalistas constituem um capital humano cuja perda jamais ser\u00e1 reparada nas fam\u00edlias, nas empresas e nas organiza\u00e7\u00f5es onde seus talentos brilhavam.<br \/>\nPassamos por v\u00e1rias fases. Do choque, da revolta e da rea\u00e7\u00e3o. O choque da perda de 71 vidas foi potencializado pela constata\u00e7\u00e3o de uma cadeia de erros na gest\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o a\u00e9rea internacional e o protagonismo de um piloto viciado em voar sem combust\u00edvel \u2013 ou seja, fatores previs\u00edveis e evit\u00e1veis. Alia-se o fato da Chapecoense catalisar a admira\u00e7\u00e3o de boa parte do Pa\u00eds como um Clube jovem, despretensioso e feliz que vivia uma fase de excelentes resultados sob o comando firme do presidente Sandro Pallaoro e do t\u00e9cnico Caio J\u00fanior. O impacto foi planet\u00e1rio. Povos de todos os continentes choraram com os brasileiros a perda que calou fundo na alma dos chapecoenses.<br \/>\nO mundo parou de uma forma jamais vista naqueles lancinantes e perturbadores dias de 29 de novembro a 4 de dezembro de 2016, acompanhando o resgate, os preparativos, o traslado para o Brasil e as cerim\u00f4nias de despedidas. Chapec\u00f3 se transmutou na capital mundial da solidariedade e, a Chape, tornou-se o segundo clube de milh\u00f5es de torcedores em todas as na\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA revolta pela incompreens\u00edvel perda foi inevit\u00e1vel, os dias ficaram longos e as horas, amargas. Eram muitas emo\u00e7\u00f5es para viver, muitas informa\u00e7\u00f5es para processar, muitas incertezas a elucidar. O apoio do Clube, da comunidade, da imprensa, das empresas e de milhares de volunt\u00e1rios permitiu articular uma rea\u00e7\u00e3o gradual e determinada para vencer o imobilismo da dor e do desespero. Com muita transpar\u00eancia e esp\u00edrito p\u00fablico, a diretoria da Chape,\u00a0\u00a0\u00e0 frente Pl\u00ednio David De N\u00eas Filho, conduziu a rea\u00e7\u00e3o, amparou as fam\u00edlias, assegurou indeniza\u00e7\u00f5es e adotou todas as provid\u00eancias cab\u00edveis.<br \/>\nO conceito e a convic\u00e7\u00e3o no associativismo\/cooperativismo prevaleceram. A pr\u00f3pria Chape, um produto da a\u00e7\u00e3o cooperativa dos torcedores, empres\u00e1rios e patrocinadores, exercitou mais uma vez essa pol\u00edtica com um plano de rea\u00e7\u00e3o, de reconstru\u00e7\u00e3o e de compromisso com o futuro. A a\u00e7\u00e3o em lugar da resigna\u00e7\u00e3o. A retomada a partir do marco zero. Todos foram chamados a contribuir nessa obra de reconstru\u00e7\u00e3o, ainda inconclusa, mas que segue em linha reta e ascendente rumo ao seu desiderato.<br \/>\nO primeiro ano p\u00f3s-trag\u00e9dia foi angustiante, tortuoso e torturante. Os percal\u00e7os dessa jornada de recome\u00e7o n\u00e3o empanam o brilho de uma vit\u00f3ria e de um desafio conquistados \u2013 o de permanecer na s\u00e9rie A do Campeonato Brasileiro. \u00c9 dessa forma que honramos todos os que partiram dessa dimens\u00e3o.<br \/>\nFutebol \u00e9 a atividade humana mais impregnada de paix\u00e3o e, onde predomina a paix\u00e3o, n\u00e3o se deve exigir lucidez e racionalidade. Por isso, \u00e9 preciso relativizar os eventuais exageros de torcedores e outras personagens do universo da bola que, nesse interregno de 12 meses, \u00e0s vezes foram anjos, \u00e0s vezes algozes&#8230;<br \/>\nEu tamb\u00e9m ou\u00e7o o m\u00fasico imagin\u00e1rio interpretando Toque do Sil\u00eancio e reflito\u00a0Por quem os sinos dobram,\u00a0lembrando estrofes do poeta ingl\u00eas Jonh Donne: &#8220;Nenhum homem \u00e9 uma ilha isolada. Cada homem \u00e9 uma part\u00edcula do continente, uma parte da terra; se um torr\u00e3o \u00e9 arrastado para o mar, a Europa fica diminu\u00edda, como se fosse um promont\u00f3rio, como se fosse o solar dos teus amigos, ou o teu pr\u00f3prio. A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do g\u00eanero humano. Por isso, n\u00e3o me perguntes por quem os sinos dobram&#8230; eles dobram por ti!\u201d.<br \/>\nChapec\u00f3 e a Chapecoense tem uma mensagem ao mundo. Sofremos, mas, reagimos e perseveramos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MARCOS A. BEDIN No dia 29 de novembro, os chapecoenses v\u00e3o cerrar os olhos, elevar seus pensamentos aos c\u00e9us e pronunciar uma prece silenciosa em mem\u00f3ria das v\u00edtimas do acidente com o avi\u00e3o que transportava a delega\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Chapecoense de Futebol a Medell\u00edn, na Col\u00f4mbia. 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