{"id":59072,"date":"2018-01-21T14:09:12","date_gmt":"2018-01-21T16:09:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=59072"},"modified":"2018-01-21T14:09:12","modified_gmt":"2018-01-21T16:09:12","slug":"a-midia-o-bbb-e-os-nossos-estereotipos-algumas-reflexoes-possiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-midia-o-bbb-e-os-nossos-estereotipos-algumas-reflexoes-possiveis\/","title":{"rendered":"A m\u00eddia, o BBB e os nossos estere\u00f3tipos: algumas reflex\u00f5es poss\u00edveis"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">MAR\u00cdLIA VER\u00cdSSIMO VERONESE<\/span><br \/>\nHoje fiquei sabendo que uma colega, professora e pesquisadora da UFMG, vai participar do BBB2018. Nunca assisti ao programa Big Brother Brasil. Quando tentei, por interesse etnogr\u00e1fico, n\u00e3o consegui: achei que eram pessoas muito desinteressantes, muito chatas; muito enfadonho era seu cotidiano. N\u00e3o passei de 5 minutos de TV ligada.<br \/>\nNem sequer sei qual foi o ano que o atual deputado federal Jean Wyllys participou do programa, porque n\u00e3o assistia. Depois que conheci a linda pessoa que \u00e9 o jornalista e professor (que <em>est\u00e1<\/em> deputado), lamentei; gostaria de ter visto sua atua\u00e7\u00e3o, pelo menos alguma vez, durante o programa. Ele \u00e9 frequentemente desqualificado, por conservadores, pela participa\u00e7\u00e3o no BBB. Uma boa maneira de disfar\u00e7arem seu conservadorismo e homofobia, posando de \u201cintelectuais\u201d diante de Jean, um leitor voraz de literatura de qualidade (volta e meia comenta nas redes sociais suas leituras e aprendizados) e professor universit\u00e1rio.<br \/>\nComo n\u00e3o assisto TV aberta, salvo casos excepcionais, nos \u00faltimos anos eu normalmente sabia que ia come\u00e7ar um novo BBB porque via nas redes sociais as rid\u00edculas postagens de um HOAX, um texto atribu\u00eddo ao Luis Fernando Verissimo desancando o programa<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Eu e minha prima Mariana Verissimo (filha de Luis Fernando) corr\u00edamos a postar que era falso, que n\u00e3o era dele, que ele jamais escreveria aquela bobagem (texto simpl\u00f3rio e mal escrito) e que ele pensa que as pessoas devem assistir ao que elas bem entenderem na televis\u00e3o.\u00a0 At\u00e9 que cansamos. \u00a0S\u00e3o muitos anos dessa jo\u00e7a de programa, \u00e9 todo o ano o mesmo fake, a mesma gente que n\u00e3o conhece a escrita do LFV e mesmo assim o \u201ccita\u201d, atrav\u00e9s de conte\u00fados prim\u00e1rios e limitados, que ele jamais produziria daquela forma.<br \/>\nQuando conheci o Jean Wyllys, seu trabalho, sua hist\u00f3ria e suas ideias, tive um insight muito importante: \u00e9 pr\u00e9-conceito meu achar que s\u00f3 tem gente besta no <strong>B<\/strong>(esta)<strong>B<\/strong>(obo)<strong>B<\/strong>(iltre), ou em qualquer outro contexto. Bom, talvez no MBL a afirma\u00e7\u00e3o se justifique&#8230; (risos). Sabem como \u00e9, se tudo \u00e9 relativo, at\u00e9 a pr\u00f3pria relativiza\u00e7\u00e3o \u00e9 relativa! Como dizia meu professor de filosofia Carlos Roberto Cirne Lima, \u201c\u00e9 absoluto que tudo seja relativo\u201d. Mas n\u00e3o sou fil\u00f3sofa e paro por aqui com esse tema!<br \/>\nPara o meu despertar, contribuiu a minha forma\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias sociais, claro: ter cuidado com as certezas, saber que as m\u00eddias s\u00e3o espa\u00e7os contradit\u00f3rios, que n\u00e3o existe BEM de um lado e MAL do outro (nisso acreditam os fascistas e os intelectualmente toscos). As categorias da contradi\u00e7\u00e3o, da ambival\u00eancia e da ambiguidade s\u00e3o as que melhor descrevem esse neg\u00f3cio chamado \u201ccerumanu\u201d e a sua cria\u00e7\u00e3o chamada sociedade. \u00a0Pronto. Estava, ent\u00e3o, pronta para tentar entender sem julgar t\u00e3o definitivamente. Pode (embora muito raramente!) ter gente cr\u00edtica, fina, inteligente e sincera no BBB. Pode ter d\u00favida \u2013 ou equ\u00edvoco -, na minha concep\u00e7\u00e3o de mundo. Uau! Que m., hein: Mundo que n\u00e3o vem pronto, ordenado, classificado, definitivo, absoluto e que ainda me obriga a abrir m\u00e3o das minhas convic\u00e7\u00f5es!<br \/>\nTendo participado por sete anos do grupo de pesquisa \u201cIdeologia, comunica\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00f5es sociais\u201d, coordenado pelo Prof. Dr. Pedrinho Guareschi (n\u00e3o conhe\u00e7o ningu\u00e9m mais cr\u00edtico \u00e0 m\u00eddia corporativa do que ele<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>); tendo feito um doutorado sandu\u00edche sob orienta\u00e7\u00e3o prof. Dr. Boaventura de Sousa Santos no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e defendido um doutorado em psicologia social, penso que tenho alguma credencial para avaliar criticamente a m\u00eddia no Brasil. Claro que sempre h\u00e1 quem desconsidere a forma\u00e7\u00e3o da gente, diminua, insinue que somos tontas a dizer asneiras, especialmente se somos mulheres. Isso faz parte dos (mal)entendidos, que s\u00e3o a nossa realidade na maior parte do tempo, na esfera comunicacional.<br \/>\nA m\u00eddia hegem\u00f4nica no Brasil \u00e9 dominada por umas poucas fam\u00edlias (ou indiv\u00edduos) riqu\u00edssimas que defendem seus interesses, isso \u00e9 fato not\u00f3rio e sabido. As leis s\u00e3o frouxas, antidemocr\u00e1ticas, permitem propriedade cruzada, o que \u00e9 proibido at\u00e9 na terra dos ianques. A Rede Globo recebeu uma concess\u00e3o eterna por bons servi\u00e7os prestados a uma ditadura militar que torturou, assassinou, oculta at\u00e9 hoje cad\u00e1veres jamais entregues \u00e0s fam\u00edlias dos mortos e desaparecidos, distorcendo conte\u00fados, tergiversando a realidade ou mentindo deliberadamente, \u00e0s vezes. O modelo adotado legitima monop\u00f3lios, persegue a diversidade, criminaliza movimentos sociais e justifica as injusti\u00e7as.<br \/>\nApesar de tudo isso, h\u00e1 que considerar, tamb\u00e9m, que bons profissionais atuam nesses ve\u00edculos (as pessoas t\u00eam de trabalhar pra viver, n\u00e3o \u00e9?) e eventualmente produzem bom conte\u00fado. Exemplo ga\u00facho: Jorge Furtado, cineasta cr\u00edtico e posicionado politicamente \u00e0 esquerda, que assina miniss\u00e9ries e outros programas da TV Globo. Jorge tamb\u00e9m produziu o excelente document\u00e1rio \u201cO mercado de not\u00edcias\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, que mostra jornalistas de diferentes posicionamentos discutindo e criticando a m\u00eddia da qual fazem parte. Super recomendo, \u00e9 sensacional. Outro exemplo \u00e9 o pr\u00f3prio LFV, que foi roteirista de programas como TV pirata, engra\u00e7ado pra caramba; Dias Gomes, grande escritor, que deu origem a telenovelas memor\u00e1veis. J\u00e2nio de Freitas, Juremir Machado da Silva e Eliane Brum s\u00e3o outros exemplos de colunistas da \u201cgrande m\u00eddia\u201d impressa e\/ou eletr\u00f4nica com posicionamento plural.<br \/>\nMeu argumento \u00e9: sejamos cr\u00edticos, mas n\u00e3o taxativos. Mois\u00e9s Mendes, jornalista que trabalhou muitos anos na Zero Hora (jornal que eu n\u00e3o compro, nunca, e do qual sou muito cr\u00edtica!) me convidou para escrever em sua coluna, durante a Campanha \u201cAgora \u00e9 Que S\u00e3o Elas\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, em 2015, na qual jornalistas e blogueiros homens convidaram mulheres para se expressarem em seu lugar por um dia. \u00a0Pois bem, eu escrevi e o texto saiu no jornal\u00e3o de maior circula\u00e7\u00e3o no RS, famoso por suas posi\u00e7\u00f5es conservadoras, mas que tinha em suas fileiras de empregados muita gente inteligente, a exemplo do pr\u00f3prio LFV e do Mois\u00e9s<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Fui atacada por um familiar, que disse que eu era incoerente e desonesta por publicar em ZH, j\u00e1 que criticava o jornal. O mimimi tinha fortes doses de misoginia e machismo (pegava mal esculachar diretamente o conte\u00fado do meu texto, o que eu acho que era o caso! Ent\u00e3o teve que esculachar a autora), mas de qualquer modo o pensamento bin\u00e1rio \u2013 \u201c\u00e9 isso <strong>OU<\/strong> aquilo\u201d \u2013 \u00e9 bastante limitado, pois eu acho que devemos, sim, ocupar todos os espa\u00e7os poss\u00edveis para comunicar vis\u00f5es de mundo plurais.\u00a0 Do mesmo modo que penso que as m\u00eddias convencionais guardam alguma diversidade, em alguns (poucos, \u00e9 verdade) casos. S\u00e3o espa\u00e7os contradit\u00f3rios; eu os critico fortemente, mas n\u00e3o os demonizo automaticamente.<br \/>\nA m\u00eddia \u201calternativa\u201d, na internet, tem sido o meu modo predominante de informa\u00e7\u00e3o cotidiana e participa\u00e7\u00e3o comunicativa. Mas aproveitar poss\u00edveis brechas na m\u00eddia \u201chegem\u00f4nica\u201d (uso aqui o termo sem muita precis\u00e3o sociol\u00f3gica, perdoem-me) em todos os espa\u00e7os dispon\u00edveis e acess\u00edveis, pode ser uma boa oportunidade de pluralizar o debate. Jamais perderia a chance de atingir tanta gente com um texto que expressasse ideias diversas das que geralmente circulam nos espa\u00e7os midi\u00e1ticos convencionais, de massa, tipo \u201cjornal\u00f5es\u201d de grande circula\u00e7\u00e3o ou seman\u00e1rios. E se surgir outra, vou aproveitar, podem ir preparando o mimimi!<br \/>\nMas voltemos ao caso da professora universit\u00e1ria que, surpreendentemente, anunciou essa semana que estar\u00e1 na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o do Big Brother Brasil. Seu nome completo \u00e9 Helcimara de Souza Telles, mas \u00e9 conhecida como Mara Telles. Conheci a Mara nas redes sociais, por termos amigos em comum. \u00c9 pesquisadora e professora de <em>strictu sensu<\/em> como eu, \u00e9 mulher de meia idade e m\u00e3e de uma mulher jovem como eu, \u00e9 de esquerda como eu, \u00e9 cr\u00edtica do institu\u00eddo como eu. Me identifiquei com ela imediatamente.<br \/>\nMas eu n\u00e3o sou \u00e9 t\u00e3o engra\u00e7ada como a Mara: passei a segui-la nas redes sociais porque ela \u00e9 divertid\u00edssima, al\u00e9m de inteligente. As postagens sobre o \u201cmoz\u00e3o Dallagnol\u201d, nas quais ela inventa um romance com o \u201cmo\u00e7o do power point\u201d para criticar a Lava-Jato, eram sensacionais e hil\u00e1rias, e seus text\u00f5es de an\u00e1lise de conjuntura tinham sempre um tom ir\u00f4nico, sagaz e cr\u00edtico.\u00a0 \u00c9 p\u00f3s-doutora em ci\u00eancia pol\u00edtica, j\u00e1 foi docente convidada em respeit\u00e1veis universidades no exterior. Mas agora, para alguns, ela <strong>\u00e9 somente uma coisa<\/strong> <strong>e nada mais<\/strong>: <strong>a rid\u00edcula do BBB<\/strong>. Meu deus e minha deusa, como as pessoas s\u00e3o regidas pelos estere\u00f3tipos automaticamente disparados. Impressionante como Mara foi imediatamente classificada como f\u00fatil, boba e oportunista, ao tomar a inesperada decis\u00e3o de participar do odiado programa.\u00a0 Fiquei um tanto chocada com afirma\u00e7\u00f5es perempt\u00f3rias que vi nesse sentido. Penso que ainda temos muito que refletir e construir, inclusive no campo do feminismo, da maternidade ativa, da sororidade e compreens\u00e3o m\u00fatua entre n\u00f3s, mulheres. Aprendi com isso que antes de gritar a gente se informa melhor e vou levar esse aprendizado para a milit\u00e2ncia pol\u00edtica, que pode eventualmente fazer-nos menos reflexivas e mais impulsivas. O que tamb\u00e9m faz parte do processo, mas h\u00e1 que ser cr\u00edticas de n\u00f3s mesmas, como sempre alertou o Boaventura: uma perspectiva cr\u00edtica que n\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica de si mesma cai facilimamente numa rotina autorit\u00e1ria.<br \/>\nQuero, com este texto, dizer publicamente que admiro e apoio a Mara, mulher, m\u00e3e, professora e pesquisadora. Que matou v\u00e1rios le\u00f5es por dia pra chegar l\u00e1 nessa carreira t\u00e3o masculina e machista, como eu pr\u00f3pria e v\u00e1rias das minhas colegas. N\u00e3o sei se vou ver o BBB, provavelmente n\u00e3o, mas tentarei ter acesso a alguma participa\u00e7\u00e3o da Mara, via v\u00eddeos que dever\u00e3o ser postados nas redes sociais, que pelo que entendi, ser\u00e3o alimentadas pela sua filha, Ana Luiza, jovem que apoia a m\u00e3e nessa aventura heterodoxa. Estou com elas duas. Boa sorte, querida Mara, e leva a tua intelig\u00eancia, sagacidade e criticidade, na medida do poss\u00edvel, para aquele contexto que n\u00e3o tem essas caracter\u00edsticas. Vamos ver se \u00e9 poss\u00edvel, n\u00e3o deixa de ser uma experimenta\u00e7\u00e3o, uma explora\u00e7\u00e3o de campo emp\u00edrico&#8230; que, como qualquer empreendimento no mundo social, pode dar errado ou dar certo, cont\u00e9m seus riscos. Lembro-me de quando a brilhante atriz ga\u00facha Ilana Kaplan participou do programa \u201cSai de baixo\u201d, na rede Globo. N\u00e3o deu muito certo, embora a ideia fosse \u00f3tima e Ilana, talentos\u00edssima. Ela ficou pouco tempo, n\u00e3o se adaptou \u00e0quela forma de humor. Torci por ela na ocasi\u00e3o, como agora tor\u00e7o pela Mara.<br \/>\nAssim como eu aproveitei a oportunidade de escrever na ZH, Mara, aproveita a tua de entrar diariamente na casa de gente que gosta do BBB. Quem sabe ser\u00e1 uma chance de pluralizar um pouco as refer\u00eancias dessas pessoas, bagun\u00e7ar seus esquemas cognitivos talvez limitados, portanto uma forma de educa\u00e7\u00e3o, que \u00e9, ao fim e ao cabo, a \u00e1rea a qual nos dedicamos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nCurr\u00edculo Lattes da Mara: Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5854848038464290\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/5854848038464290<\/a><br \/>\nUm pouco de suas considera\u00e7\u00f5es sobre a pol\u00edtica: <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DRTm38Mi9TQ\">http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DRTm38Mi9TQ<\/a><br \/>\nV\u00eddeo da Mara analisando a crise pol\u00edtica no inicio de 2017: <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DRTm38Mi9TQ\">http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DRTm38Mi9TQ<\/a><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Refer\u00eancias<\/span><br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]\u00a0<\/a>Aqui LFV comenta o caso: <a href=\"http:\/\/www.recantodasletras.com.br\/cronicas\/2769967\">http:\/\/www.recantodasletras.com.br\/cronicas\/2769967<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> A t\u00edtulo de exemplo, ver:\u00a0 Pedrinho A. Guareschi\u00a0 e Osvaldo Biz. <strong>M\u00eddia e Democracia<\/strong>. Editora Evangraf, 2005.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.omercadodenoticias.com.br\/\">http:\/\/www.omercadodenoticias.com.br\/<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <a href=\"http:\/\/coletivonisiafloresta.wordpress.com\/2015\/11\/06\/campanha-agora-e-que-sao-elas-um-primeiro-passo-e-preciso-mais\/\">http:\/\/coletivonisiafloresta.wordpress.com\/2015\/11\/06\/campanha-agora-e-que-sao-elas-um-primeiro-passo-e-preciso-mais\/<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/opiniao\/noticia\/2015\/11\/decapitadas-em-nome-das-luzes-4902500.html\">http:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/opiniao\/noticia\/2015\/11\/decapitadas-em-nome-das-luzes-4902500.html<\/a><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MAR\u00cdLIA VER\u00cdSSIMO VERONESE Hoje fiquei sabendo que uma colega, professora e pesquisadora da UFMG, vai participar do BBB2018. 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