{"id":60591,"date":"2018-03-16T10:35:19","date_gmt":"2018-03-16T13:35:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=60591"},"modified":"2018-03-16T10:35:19","modified_gmt":"2018-03-16T13:35:19","slug":"marielle-franco-o-anti-mito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/marielle-franco-o-anti-mito\/","title":{"rendered":"Marielle Franco, o anti-\u201cmito\u201d"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">MAR\u00cdLIA VER\u00cdSSIMO VERONESE\u00a0<\/span><br \/>\nFoi assassinada uma mulher que reunia em si mesma tantos sentidos, condensados numa s\u00f3 exist\u00eancia humana, que penso que possa ser considerada verdadeiramente <em>arquet\u00edpica<\/em>. <strong>N\u00f3s<\/strong> consideramos, pois este texto est\u00e1 sendo escrito ap\u00f3s longa conversa, durante o ato em homenagem \u00e0 Marielle, com minha amiga Jacqueline Silva. Jacque me acompanhou durante todo o evento e juntas refletimos que Marielle era o <em>m\u00faltiplo<\/em> condensado na singularidade individual.<br \/>\nA vereadora carioca era uma <strong>mulher negra<\/strong>, vinda da <strong>favela<\/strong> da Mar\u00e9 (<strong>pobre<\/strong> de origem); era <strong>bissexual<\/strong>, pois tinha uma companheira, embora j\u00e1 tivesse se relacionado com homens. Al\u00e9m disso tudo, ela era <strong>feminista<\/strong> e de <strong>esquerda<\/strong>, filiada ao PSOL, e era tamb\u00e9m uma mulher de <strong>ax\u00e9<\/strong>. \u00c1vida buscadora do conhecimento, fez curso pr\u00e9-vestibular comunit\u00e1rio e estudou Sociologia na PUCRJ, depois fez mestrado em Gest\u00e3o P\u00fablica na UFF. Ousou ir longe. Era militante pela justi\u00e7a social e pelos <strong>direitos humanos<\/strong>. Candidatou-se \u00e0 vereadora pelo PSOL no Rio e foi eleita expressivamente com 46 mil votos. A mo\u00e7a arrojou projetar-se, relatar comiss\u00f5es que investigavam \u201cinterven\u00e7\u00f5es\u201d militares desastradas e viol\u00eancia policial\/abuso de poder, destacar-se com brilhantismo na atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e parlamentar.<br \/>\nDevido \u00e0 todas essas caracter\u00edsticas, Marielle virou o alvo de assassinos, cujos mandat\u00e1rios perseguem tudo que ela representava; que propagam o \u00f3dio de classe e o classismo, a homofobia, o racismo, o falso e c\u00ednico moralismo, a ideia de que pobre tem de ser subserviente e servir ao rico. Tudo isso junto sintetiza, hoje, a ideologia que grassa no pa\u00eds. Desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o (parcial e incompleta) de meados dos anos 80, da constituinte de 1988 e da constitui\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 que dela resultou, essa esc\u00f3ria esteve recolhida \u00e0 sua insignific\u00e2ncia. Generais de pijama, embora absurdamente impunes por crimes de lesa-humanidade, estavam, contudo, dentro do arm\u00e1rio; odiadores de pobres e negros, mis\u00f3ginos, classistas e racistas n\u00e3o ousavam vomitar seu chorume f\u00e9tido em voz muito alta.<br \/>\nOcorre que, ap\u00f3s os acontecimentos posteriores \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2014 &#8211; ou mesmo anteriores a ela, e que n\u00e3o vou aqui retomar porque j\u00e1 foram tema de outros textos, &#8211; esses bichos escrotos (como diziam os Tit\u00e3s na minha juventude), voltaram a p\u00f4r as cabe\u00e7as e l\u00ednguas apodrecidas para fora. Sa\u00edram do arm\u00e1rio onde hibernavam, babando de \u00f3dio quando viam pobres no aeroporto, cria\u00e7\u00e3o de secretarias federais para a igualdade racial, transfer\u00eancia de renda para crian\u00e7as miser\u00e1veis terem o que comer e ficarem na escola, direitos trabalhistas para empregadas dom\u00e9sticas e outras inova\u00e7\u00f5es republicanas, muitas advindas da constitui\u00e7\u00e3o federal de 88.<br \/>\nSeus valores deturpados, equivocados e banalizadores do mal s\u00e3o excludentes e abominam a igualdade na diferen\u00e7a, mas s\u00e3o al\u00e7ados de forma canalha \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de \u201cmoralidade\u201d m\u00e1xima. As autointituladas \u201cpessoas de bem\u201d (na verdade, praticam e banalizam o mal no sentido de Hannah Arendt, que nunca leram porque s\u00e3o frequentemente anti-intelectuais e s\u00f3 leem bobagens de livraria de aeroporto) agora gostam de se achar honestas e exemplares, cheias de m\u00e9rito, quando na verdade s\u00e3o o oposto disso. Essa gente, com sua atitude relativizadora do golpe de Estado sofrido pelo Brasil, chancela a viol\u00eancia contra pobres, negros, perif\u00e9ricos, favelados e LGBTs, que costumam chamar de \u201cvagabundos\u201d (muita embora saibamos que 99% dos favelados trabalhem duro e sejam muito mal remunerados).<br \/>\nMarielle Franco condensava numa s\u00f3 pessoa tudo o que eles temem, abominam e combatem, ignorantes que s\u00e3o. Ela era um arqu\u00e9tipo das lutas por igualdade cidad\u00e3, justi\u00e7a para tod@s, incluindo mulheres, LGBTs, negros, pobres, favelados e perif\u00e9ricos. Defendia ativamente o direito \u00e0 igualdade na diferen\u00e7a das identidades espec\u00edficas, das muitas poss\u00edveis combina\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias. Nesse sentido, pensamos eu e Jacqueline, ela era arquet\u00edpica, era <strong>o plural expresso na singularidade<\/strong>. Justamente por isso, foi assassinada.<br \/>\nSegundo Karl G. Jung, psicanalista su\u00ed\u00e7o, pupilo dissidente de Freud, \u00a0arqu\u00e9tipos s\u00e3o conjuntos de \u201cimagens primordiais\u201d originadas de uma repeti\u00e7\u00e3o progressiva de experi\u00eancias de muitas gera\u00e7\u00f5es, armazenadas no inconsciente coletivo. As experi\u00eancias ancestrais, herdadas do processo hist\u00f3rico que vai produzindo nossas subjetividades, conformam os arqu\u00e9tipos, carregados de sentido, com os quais vamos nos identificar, ou vamos recha\u00e7ar, ou um pouco de cada coisa. A bruxa, a santa, a prostituta, o ditador, a morte (figura sinistra com a foice), o \u201cbandido\u201d, o s\u00e1bio etc, s\u00e3o alguns arqu\u00e9tipos que estariam presentes, para Jung, em todos os lugares, de diferentes modos; ou seja, s\u00e3o universais. E o real, para ele, \u00e9 arquet\u00edpico.<br \/>\nA pluralidade que condensava todas as caracter\u00edsticas \u2013 \u201cimagens primordiais\u201d &#8211; alvo do \u00f3dio de reacion\u00e1rios e canalhas materializou-se num indiv\u00edduo, a <strong>mulher negra<\/strong>, <strong>feminista<\/strong>,<strong> favelada, bissexual<\/strong>,<strong> de esquerda<\/strong>,<strong> militante<\/strong>, <strong>Marielle<\/strong>. Se tivesse ficado quieta e subserviente, n\u00e3o representaria perigo; mas ela ousou lutar, publicizar a luta, destacar-se. Era corajosa e intr\u00e9pida. E por essa linda ousadia, pagou com a pr\u00f3pria vida, deixando \u00f3rf\u00e3 a filha Luyara, de 18 anos, a fam\u00edlia, os eleitores, as periferias \u00e1vidas por justi\u00e7a e oportunidades iguais para todos.<br \/>\nMas por que pensamos na figura do anti-\u201cmito\u201d? Quem tem sido denominado \u201cmito\u201d pelos anti-intelectuais que n\u00e3o sabem o que \u00e9, mas odeiam a tradi\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, \u00e9 um homem branco rico, que defende a tortura, odeia negros e ind\u00edgenas, LGBTs, despreza as mulheres (declarou que quando \u201cfraquejou teve uma filha mulher\u201d, ap\u00f3s a suposta gl\u00f3ria de ter 3 filhos homens). A covardia verdadeiramente desprez\u00edvel, aquela contida no \u00f3dio aos mais fr\u00e1geis e desprotegidos, virou um \u201cmito\u201d para os que se identificam com a pusilanimidade.<br \/>\nUma pessoa que re\u00fane essas lament\u00e1veis caracter\u00edsticas vira um \u201cmito\u201d para os med\u00edocres de alma bem pequena, que remoem suas pequenas ignor\u00e2ncias e \u00f3dios como insetos em volta da l\u00e2mpada. Querem ser europeus, mas ignoram totalmente o que talvez seja a melhor heran\u00e7a da tradi\u00e7\u00e3o ocidental europeia, as declara\u00e7\u00f5es de direitos humanos (civis e pol\u00edticos, sociais, econ\u00f4micos e culturais, autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos, viver em paz etc).<br \/>\nFoi assassinada com 4 tiros uma pessoa que era a <strong>ant\u00edtese <\/strong>do horror, da distopia em forma de gente e de discursos macabros de \u00f3dio. Que trazia em si pr\u00f3pria a luz da coragem, que lutava por todos n\u00f3s, para que o mundo fosse um lugar melhor, mais digno, mais seguro para tod@s, inclusive para mim, mulher branca de classe m\u00e9dia no Rio Grande do Sul. Ou voc\u00eas acham, conterr\u00e2neos ga\u00fachos, que o que acontece no Rio de Janeiro n\u00e3o nos afeta? Afeta todo o pa\u00eds.<br \/>\nOutra amiga, intelectual carioca, Adriana Facina, declarou: \u201cPerdemos o que t\u00ednhamos de melhor\u201d. Concordo plenamente. Perdemos a coragem, a beleza, a esperan\u00e7a numa outra pol\u00edtica, que ela trazia. A velha pol\u00edtica dos conchavos antipopulares, do coronelismo que mata, aterroriza, oprime e explora, deu 4 tiros na esperan\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPara n\u00e3o enlouquecer, eu me agarro justamente na esperan\u00e7a: nesse exato momento est\u00e3o crescendo, em algum lugar das periferias desse pa\u00eds t\u00e3o sofrido, muitas Marielles. E n\u00f3s, que somos mais velhos, brancos e de classe m\u00e9dia, mas que compartilhamos seus sonhos de justi\u00e7a e liberdade, estaremos ao lado delas. Seremos escudos \u2013 apelo de uma lideran\u00e7a negra hist\u00f3rica aqui de Porto Alegre, Sandrali Bueno, ontem durante o ato que participei &#8211; para os tiros que vierem a receber, para as bombas (simb\u00f3licas e reais) que jogarem contra elas quando soltarem suas vozes nas ruas ocupadas de cidad\u00e3os.<br \/>\nN\u00e3o sairemos das ruas, pois \u00e9 nelas que o civismo \u00e9 exercido, que a condi\u00e7\u00e3o humana da pol\u00edtica se realiza. Sujeitos que se encontram, na a\u00e7\u00e3o e no discurso, para construir o social, a esfera p\u00fablica, para tecer os modos de vida nos quais acreditam.<br \/>\nMarielle estar\u00e1 conosco em exemplo, em inspira\u00e7\u00e3o para os cora\u00e7\u00f5es, mentes e corpos que seguem lutando por tudo o que ela desejou e construiu. Na pot\u00eancia da subjetividade capaz de escolher para identifica\u00e7\u00e3o aqueles arqu\u00e9tipos que nos conduzam \u00e0 justi\u00e7a, igualdade e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o de direitos de cidadania. E em muitas jovens mulheres que decidiram que <strong>chega<\/strong>! Basta de injusti\u00e7as, mortes, viol\u00eancias e abandonos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MAR\u00cdLIA VER\u00cdSSIMO VERONESE\u00a0 Foi assassinada uma mulher que reunia em si mesma tantos sentidos, condensados numa s\u00f3 exist\u00eancia humana, que penso que possa ser considerada verdadeiramente arquet\u00edpica. N\u00f3s consideramos, pois este texto est\u00e1 sendo escrito ap\u00f3s longa conversa, durante o ato em homenagem \u00e0 Marielle, com minha amiga Jacqueline Silva. 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