{"id":61764,"date":"2018-04-27T11:53:17","date_gmt":"2018-04-27T14:53:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=61764"},"modified":"2018-04-27T11:53:17","modified_gmt":"2018-04-27T14:53:17","slug":"__trashed-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/__trashed-7\/","title":{"rendered":"Tchern\u00f3bil"},"content":{"rendered":"<p>O acidente nuclear que matou um milh\u00e3o de pessoas reduziu a longevidade dos bielorrussos<br \/>\nNo dia 26 de abril de 1986, uma explos\u00e3o seguida de inc\u00eandio derreteu o cora\u00e7\u00e3o da usina nuclear de Tchern\u00f3bil, situada no norte da Ucr\u00e2nia, perto da Bielorr\u00fassia, dois pa\u00edses naquele tempo integrantes da Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas.<br \/>\nFoi um acidente causado por erros humanos numa instala\u00e7\u00e3o constru\u00edda \u00e0s pressas em plena guerra fria entre URSS-EUA, as pot\u00eancias mundiais que se amea\u00e7avam mutuamente de destrui\u00e7\u00e3o com bombas at\u00f4micas.<br \/>\nEntre o dever de socorrer a popula\u00e7\u00e3o regional e a necessidade de salvar a pr\u00f3pria imagem, o governo Gorbatchov, mentor da perestroika (abertura), gerou um sentimento de ambiguidade que ajudou a acelerar o colapso da URSS, consumado em 1989 com a queda do Muro de Berlim.<br \/>\nA ordem inicial foi de enviar soldados e t\u00e9cnicos com a miss\u00e3o de evacuar a popula\u00e7\u00e3o amea\u00e7ada pela radia\u00e7\u00e3o (estr\u00f4ncio, c\u00e9sio e outros minerais radiativos), que se propagou para outros pa\u00edses da Europa, provocando terror em milh\u00f5es de pessoas (a Alemanha desativou suas usinas nucleares e passou a investir em energia e\u00f3lica e solar).<br \/>\nEm cidades e vilas da Ucr\u00e2nia e da Bielorr\u00fassia milhares de fam\u00edlias foram obrigadas a deixar suas casas e seus pertences, sendo alojadas em acampamentos distantes, como refugiados de uma guerra louca. Algumas pessoas voltavam clandestinamente \u00e0s suas origens para buscar algum objeto mas muitos, principalmente agricultores, continuaram a tocar sua vida em cantos remotos do territ\u00f3rio contaminado e ali ficaram correndo risco de morte por leucemia e outras doen\u00e7as.<br \/>\nMorreu muita gente, muitos ficaram inv\u00e1lidos e o que de mais s\u00f3lido se tem hoje em dia \u00e9 \u201cVozes de Tchern\u00f3bil\u201d, livro de 384 p\u00e1ginas com depoimentos organizados pela jornalista ucraniana Svetlana Aleksi\u00e9vitch, que por esse trabalho ganhou o Pr\u00eamio Nobel de Literatura de 2015.<br \/>\nO livro recupera de forma pungente o impacto causado pelo acidente nuclear. Apresenta uma centena de depoimentos em que cada pessoa conta como se sentiu e se comportou diante da explos\u00e3o. H\u00e1 casos singelos de donas de casa que n\u00e3o compreenderam a profundidade da trag\u00e9dia e, tamb\u00e9m, depoimentos indignados de cientistas acusando o governo de imper\u00edcia e muitas pessoas de inconsci\u00eancia e irresponsabilidade.<br \/>\nO povo russo se orgulha de viver vitoriosamente diante de adversidades como o inverno gelado e as guerras, mas o desastre de Tchern\u00f3bil minou a autoestima da maioria dos russos.<br \/>\nA popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabia de nada e recebeu a not\u00edcia primeiro com incredulidade, depois com raiva, perdendo enfim a confian\u00e7a nas autoridades, que se acusavam mutuamente. O acidente arruinou o sentimento comunit\u00e1rio e estimulou o ressurgimento do individualismo, abrindo espa\u00e7o para a implanta\u00e7\u00e3o do liberalismo em sua vers\u00e3o mais ferrenhamente egoista.<br \/>\nUm dos destaques do livro \u00e9 o depoimento de Viktor Latun, torneiro mec\u00e2nico que foi para Tchern\u00f3bil como soldado e, usando a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica para registrar o que via com espanto, acabou se tornando uma testemunha fundamental da hist\u00f3ria.<br \/>\n\u201cPor que me tornei fot\u00f3grafo? Porque me faltavam palavras\u201d, ele explicou, com simplicidade. Mesmo assim, o depoimento verbal de Latun \u00e9 espantoso. Um trecho da p\u00e1gina 296:<br \/>\n\u201cTem\u00edamos a bomba, o cogumelo at\u00f4mico, e olhe o que se passou. Hiroshima foi algo pavoroso, mas compreens\u00edvel. J\u00e1 isso&#8230;Sabemos como uma casa se incendeia por causa de um f\u00f3sforo ou de um proj\u00e9til, mas isso n\u00e3o se parecia com nada. Chegavam rumores de que era um fogo extraterrestre, que nem era fogo, mas uma luz. Uma reverbera\u00e7\u00e3o. Uma aurora. N\u00e3o de um azul qualquer, mas de um azulado celestial. E que a fuma\u00e7a n\u00e3o era fuma\u00e7a. Os cientistas, que antes ocupavam o trono dos deuses, agora haviam se convertido em anjos ca\u00eddos. Em dem\u00f4nios. E a natureza humana seguia sendo tal qual no passado, um mist\u00e9rio para eles. (&#8230;) A casa camponesa bielorrussa! Para n\u00f3s, da cidade, n\u00e3o \u00e9 mais do que uma casa, uma constru\u00e7\u00e3o para se viver. Mas para eles era todo o seu mundo. O seu cosmos. Voc\u00ea atravessa as aldeias vazias e te d\u00e1 um desejo t\u00e3o grande de ver um ser humano&#8230; Vimos uma igreja arruinada, entramos nela. Aroma de cera. Dava vontade de rezar. Eu queria recordar tudo isso e me pus a fotografar. Essa \u00e9 a minha hist\u00f3ria.\u201d<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nLEMBRETE DE OCASI\u00c3O<br \/>\n\u201cA Secretaria de Turismo de Kiev oferece viagens tur\u00edsticas a Tchern\u00f3bil. Foi elaborado um itiner\u00e1rio que tem in\u00edcio na cidade morta de Pr\u00edpiat. L\u00e1 os turistas podem observar os altos pr\u00e9dios abandonados&#8230; Da cidade de Pr\u00edpiat, a expedi\u00e7\u00e3o prossegue at\u00e9 as aldeias mortas, onde lobos e javalis selvagens, que se reproduziram aos milhares, correm soltos entre as casas&#8230; O ponto alto da viagem \u00e9 a visita ao Abrigo, nomeado mais apropriadamente de sarc\u00f3fago. Constru\u00eddo \u00e0s pressas sobre os escombros do quarto bloco energ\u00e9tico explodido, o sarc\u00f3fago est\u00e1 h\u00e1 tempos juncado de fendas atrav\u00e9s das quais \u2018supura\u2019 o seu conte\u00fado mortal, os restos do combust\u00edvel nuclear&#8230;\u201c<br \/>\nExtra\u00eddo de jornais bielorussos de 2005 e publicado como posf\u00e1cio do livro Vozes de Tchern\u00f3bil, de Svetlana Aleksi\u00e9vitch (Cia das Letras, 2015)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acidente nuclear que matou um milh\u00e3o de pessoas reduziu a longevidade dos bielorrussos No dia 26 de abril de 1986, uma explos\u00e3o seguida de inc\u00eandio derreteu o cora\u00e7\u00e3o da usina nuclear de Tchern\u00f3bil, situada no norte da Ucr\u00e2nia, perto da Bielorr\u00fassia, dois pa\u00edses naquele tempo integrantes da Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas. 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