{"id":62435,"date":"2018-05-21T20:05:29","date_gmt":"2018-05-21T23:05:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=62435"},"modified":"2018-05-21T20:05:29","modified_gmt":"2018-05-21T23:05:29","slug":"bodas-reais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/bodas-reais\/","title":{"rendered":"Bodas reais"},"content":{"rendered":"<p><em>Cl\u00e1udia Rodrigues<\/em><br \/>\nPedro Bandeira em \u201cO fant\u00e1stico Mist\u00e9rio de Feiurinha\u201d conseguiu fazer uma cr\u00edtica tenaz ao status quo dos contos de fada em um livro infanto-juvenil escrito em 1986.<br \/>\nApesar de ter sido escrito por um homem, \u00e9 uma leitura feminista em que todas as princesas reveem seus pap\u00e9is.<br \/>\nBranca de Neve aparece como a escrava dos an\u00f5es que trabalha sem ganhar um vint\u00e9m, Chapeuzinho Vermelho, a \u00fanica que n\u00e3o \u00e9 princesa porque n\u00e3o casou, \u00e9 a pessoa mais livre de toda a hist\u00f3ria e n\u00e3o deixa de reclamar do ca\u00e7ador.<br \/>\nO livro, escrito em plena Era lady Di, quando a princesa estampava a capa das revistas do mundo inteiro como a primeira princesa plebeia, ainda que Ana Bolena j\u00e1 tivesse estreado o mesmo papel em 1533; deveria ser leitura obrigat\u00f3ria para todas as mulheres adultas que ainda se encantam com casamentos reais e fantasiam suas filhas como princesas.<br \/>\nMais do que isso, ao sintonizarem a TV logo ao amanhecer de um dia de bodas reais, essas jovens m\u00e3es que se dizem feministas, n\u00e3o sabem, mas investem pesado na fantasia de suas rebentas que nascem e crescem achando que podem tirar a sorte grande tornando-se princesas. \u00a0Buenas, a chance de uma cidad\u00e3 inglesa virar princesa \u00e9 menor do que a de qualquer uma de n\u00f3s acertar sozinha na loteria. O sucesso da realeza bebe o poderoso elixir de vida eterna made in aplausos de uma plebe mundial.<br \/>\nEntra s\u00e9culo, sai s\u00e9culo, a monarquia se mant\u00e9m de maneira cada vez mais confort\u00e1vel, afinal hoje n\u00e3o existem guerreiros para tomar pal\u00e1cios \u00e0 base de for\u00e7a, armadura e cavalos. A concentra\u00e7\u00e3o de terras diminuiu, as col\u00f4nias se libertaram ficando na mis\u00e9ria, mas a concentra\u00e7\u00e3o de renda e o sistema financeiro multiplicador do capitalismo d\u00e3o garantia ad eternum aos monarcas.<br \/>\n\u00c9 bem verdade que a corte cresceu, hoje al\u00e9m dos artistas escolhidos pela corte, entraram as celebridades e claro, os banqueiros, as fam\u00edlias da alta burguesia, mas desde sempre os grandes propriet\u00e1rios de terra tiveram acesso aos bailes na c\u00f4rte, como ocorreu com Ana Bolena j\u00e1 em 1533.<br \/>\nCena midi\u00e1tica semelhante a de lady Di, aconteceu com Kate Midleton, a m\u00eddia falou de t\u00edtulos e n\u00e3o t\u00edtulos, parentescos antigos com a monarquia, que Diana teria e Midleton n\u00e3o. Essa sim finalmente seria uma princesa realmente plebeia. E finalmente chegamos a uma princesa americana, negra e feminista; Meg, a nova Anast\u00e1cia, a mais plebeia das princesas entra pela porta da frente dos pal\u00e1cios ingleses e renova as esperan\u00e7as dos vassalos.<br \/>\nInfelizmente foi assim que parte importante da popula\u00e7\u00e3o mundial, incluindo mulheres feministas e de esquerda, o que \u00e9 espantoso, est\u00e1 vendo a cena atual e bradando mil vivas \u00e0 monarquia. Essa atual monarquia inglesa estaria se abrindo para o futuro, fazendo inclus\u00e3o e reparem, o vestido, de alta costura, teve como adjetivo mais comentado pela m\u00eddia, a simplicidade. Foi exatamente assim com o vestido de Midleton e tamb\u00e9m de lady Di. Como a onda na d\u00e9cada de 1980 era pompa e fru frus e n\u00e3o minimalismo, como agora, o termo utilizado para as vestes de Diana foi rom\u00e2ntico, ela optara por um modelo que remetia \u00e0s antigas damas rom\u00e2nticas, praticamente um vestido de camponesa!<br \/>\nDa mesma forma a m\u00eddia se referiu \u00e0 escolha do anel de noivado de Diana, que teria sido por uma joia simples de joalheria comum e n\u00e3o uma encomenda ao ourives exclusivo do pal\u00e1cio. Um mimo de 18 kilates, uma safira oriental rodeada por 14 diamantes.<br \/>\nTudo, incluindo a op\u00e7\u00e3o de cada donzela por essa ou aquela coroa usada no casamento \u00e9 simples, sempre foi simples, porque para manter a plebe com bandeirinhas em punho sonhando com o dia em que ter\u00e1 uma ou outra filha introduzida na c\u00f4rte real \u00e9 preciso fazer crer que a simplicidade real est\u00e1 ao alcance de todas.<br \/>\nPara que guerra de classes se todas as mulheres do mundo podem sonhar com o dia em que virar\u00e3o princesas, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Todas as inglesas ainda v\u00e1 l\u00e1, todas as mo\u00e7as das eternas col\u00f4nias inglesas, ainda v\u00e1 l\u00e1, afinal ainda h\u00e1 de chegar o dia em que um desses filhos da nobreza vai casar com uma indiana e as manchetes falar\u00e3o sobre a primeira indiana a entrar para a realeza inglesa. Agora, o que \u00e9 dif\u00edcil mesmo de entender \u00e9 como a realeza de um pa\u00eds europeu pode atingir t\u00e3o fartamente a plebe brasileira, mas tive a sorte de descobrir como: na padaria ontem quando uma senhora estava comentando sobre a saudade da princesa brasileira. Qual, senhora? Aquela nossa princesa ga\u00facha, da serra. Eu, de olhos arregalados, a B\u00fcndchen? A Xuxa?<br \/>\nN\u00e3o, a do acidente, m\u00e3e do menino que est\u00e1 casando, a Djiana, que morreu de acidente, que deus a tenha, era t\u00e3o caridosa a nossa princesa!<br \/>\n\u00c9 verdade, em tempos globalizados, aquela princesa que morreu com o namorado eg\u00edpcio em um carro alem\u00e3o, dirigido por um motorista brit\u00e2nico em um t\u00fanel na Fran\u00e7a, bem poderia ser brasileira porque era simples, rom\u00e2ntica e fazia caridades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00e1udia Rodrigues Pedro Bandeira em \u201cO fant\u00e1stico Mist\u00e9rio de Feiurinha\u201d conseguiu fazer uma cr\u00edtica tenaz ao status quo dos contos de fada em um livro infanto-juvenil escrito em 1986. Apesar de ter sido escrito por um homem, \u00e9 uma leitura feminista em que todas as princesas reveem seus pap\u00e9is. Branca de Neve aparece como a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-62435","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84748,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-literatura-brasileira-no-dia-do-trabalhador\/","url_meta":{"origin":62435,"position":0},"title":"A Literatura Brasileira no Dia do Trabalho","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"1 de maio de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT O 1\u00ba de maio costuma ser lembrado pelo peso hist\u00f3rico das lutas trabalhistas, pelo som das manifesta\u00e7\u00f5es e pela mem\u00f3ria viva de direitos conquistados ao longo de d\u00e9cadas. No entanto, essa mesma data abriga uma outra forma de celebra\u00e7\u00e3o, menos ruidosa, mas igualmente significativa: o Dia da Literatura\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":84673,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/40-anos-sem-simone-de-beauvoir-uma-interlocutora-ainda-incomoda-do-presente\/","url_meta":{"origin":62435,"position":1},"title":"40 anos sem Simone de Beauvoir, uma interlocutora ainda inc\u00f4moda do presente","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"14 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Quarenta anos ap\u00f3s a morte de Simone de Beauvoir (9 de janeiro de 1908 - 14 de abril de 1986), descubro que sua aus\u00eancia n\u00e3o \u00e9 propriamente um vazio \u2014 \u00e9 antes um rumor cont\u00ednuo, uma esp\u00e9cie de presen\u00e7a indireta que se infiltra nas conversas, nos livros, nas\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/simone-de-beauvoir-memorias-de-uma-menina-bemcomportada.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":84617,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/o-candidato-de-si-mesmo\/","url_meta":{"origin":62435,"position":2},"title":"O candidato de si mesmo","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"10 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"Sem emplacar nacionalmente, Leite pode ficar quatro anos sem mandato. Foto Jo\u00e3o Pedro Rodrigues\/SecomRS ELMAR BONES Ningu\u00e9m \u00e9 candidato de si mesmo. Essa \u00e9 a regra n\u00e3o escrita da pol\u00edtica partid\u00e1ria, que as velhas raposas n\u00e3o cansam de repetir aos novatos. Eduardo Leite parece n\u00e3o t\u00ea-la aprendido. Ele n\u00e3o tem\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/infraestrutura-escolar.jpeg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":84622,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/13-de-abril-queriam-transformar-o-hino-nacional-em-grito-de-guerra-mas-ele-insiste-em-ser-canto-de-paz\/","url_meta":{"origin":62435,"position":3},"title":"13 de abril: Queriam transformar o Hino Nacional em grito de guerra, mas ele insiste em ser canto de paz","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"13 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT No calend\u00e1rio das datas c\u00edvicas, o 13 de abril passa quase em sil\u00eancio, como um acorde sustentado que poucos escutam at\u00e9 o fim. N\u00e3o h\u00e1 fogos, n\u00e3o h\u00e1 desfiles grandiosos, n\u00e3o h\u00e1 a coreografia ensaiada das celebra\u00e7\u00f5es que se imp\u00f5em ao olhar. H\u00e1, antes, uma esp\u00e9cie de pausa\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]},{"id":84725,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/e-preciso-refletir-sobre-os-mais-de-84-mil-desaparecidos-no-brasil-em-2025\/","url_meta":{"origin":62435,"position":4},"title":"\u00c9 preciso refletir sobre os mais de 84 mil desaparecidos no Brasil em 2025","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"23 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Em 2025, o Brasil registrou 84.760 pessoas desaparecidas, segundo dados consolidados pelo Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es de Seguran\u00e7a P\u00fablica Sinesp), vinculado ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica. Mais do que um n\u00famero expressivo, o dado revela um fen\u00f4meno cont\u00ednuo, distribu\u00eddo no tempo e no territ\u00f3rio \u2014 e,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]},{"id":84714,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/22-de-abril-o-instante-em-que-o-brasil-passa-a-existir-para-o-mundo-europeu\/","url_meta":{"origin":62435,"position":5},"title":"22 de abril: o instante em que o Brasil \u201cpassa a existir\u201d para o mundo europeu","author":"Patr\u00edcia Marini","date":"22 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Era 22 de abril de 1500 \u2014 ou, ao menos, \u00e9 assim que nos habituamos a dizer, com a serenidade quase ing\u00eanua de quem domestica o passado em datas redondas e memor\u00e1veis. Naquele dia, a esquadra comandada por Pedro \u00c1lvares Cabral avistou terra ap\u00f3s semanas de travessia pelo\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-gf1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62435\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}